16 de outubro de 2015

Do ser com prazer secundário(a)

Isso de todo mundo ter papel de destaque não dá, tanto em histórias de livros, telenovelas, filmes, peças, quanto na vida real. Valendo a teoria e prática, de que é bom ser coadjuvante, passageiro e muitas vezes, o sendo, sem pretensões, ser o centro, o principal.
Importante sem se importar ou gabar, como eu flor do livro Planeta lilás numa das minhas atuações teatrais na infância, sem saber que eu era mais que só uma flor no meio do livro. As histórias inventadas e reais, antigas e novas, contadas e vividas, mostram as significâncias e relevância dos personagens secundários, como por exemplo na famosa, clássica e antiga obra de Homero: A Ilíada, em que Ulisses é o personagem principal, mas a ira de Aquiles tem destaque.
Simples, indiscutível e pouco explorado que Pinóquio não tem sentido e vida sem Jepeto, a história não tem os sentidos e sentimentos despertados sem a fada azul, o Grilo falante e sem a baleia.
O rastro de migalhas de Maria e João ou o caminho de ladrilhos amarelos de Doroty, são mais que caminhos, rotas, são símbolos, cenários, secundários, mas principais. Personagens principais sem secundários, histórias sem cenários, não existe o todo sem as partes. Para refletir, expandir e internalizar o olhar, abrir e fechar portas e janelas, sejamos principais ou secundário, pequenos ou grandes, importantes sempre.

9 comentários:

  1. Acho que no fundo, todo mundo é personagem principal. Da própria história!
    Abraços, e desejos de um excelente final de semana, Tina.

    ResponderExcluir
  2. Importantes palavras que fazem pensar! E há tantos que ambicionando o papel principal, por vezes esquecem que um secundário poder ser tão ou mais importante. Lindo! bjs, chica e ótimo fds!

    ResponderExcluir
  3. Todo mundo quer ser destaque eu tb acho que não dá né?

    bjokas=)

    ResponderExcluir
  4. Assistimos a vários episódios repetidos, e adorávamos, de um desenho que passava no canal futura chamado Madeleine, uma garotinha órfã criada pela senhorita Clavel, uma freira. Nesse episódio, haveria uma apresentação de teatro e claro todas as menininhas do orfanato queriam o papel principal. Foram árvores. E foi um encantador aprendizado. Sem elas, meninas-árvores, o espetáculo não faria sentido. Unidos, todos fazem parte, são importantes, dão significado.
    Beijo!

    ResponderExcluir
  5. A cada enredo compete todos os detalhes que lhe dão forma e consistência, sejam os centrais, sejam os adjacentes; principais e secundários são complementares duma mesma história que sem os tais ficaria capenga, esvaziada de significado maior.

    Ao determos o olhar vemos toda singularidade de cada personagem e sua rica presença no contexto e, isso se expande para além do texto/enredo.
    Os exemplos que vc trouxe, Tina. dão "tratos à bola."

    Belo domingo pra vc.
    Bjos,
    Calu

    ResponderExcluir
  6. Tina,
    guardo com carinho cada conselho que vc me deu.Já trouxe mimos pro Tchuco e a cada dia amanheço na esperança de que ele se adapte rápido.
    Obrigada!
    Bjos agradecidos,
    Calu

    ResponderExcluir
  7. Oi amiga um texto que me fez recordar alguns momentos vividos no teatro , quando criança. Alemejava um papel principal, que foi dado para uma amiga.Mas, ao interpretar o meu, secundário, me saí tão bem, que isto bastou para lição de vida: todos os papéis , quando bem interpretados, são importantes.
    Bom domingo.
    Apareça para tomar um cafezinho virtual, e no horário de verão.Te espero.
    Bjk

    ResponderExcluir
  8. Oi Tina,
    retribuindo teu carinho no meu cantinho, em ocasião do agradinho pra amiga Maria Luiza...
    Chegando de mansinho, também sou mais coadjuvante do que mocinha; acredito que muito sempre deixa de ser dito, por isso é necessário que sejamos felizes cada qual como o é. Eu sou e você? ...
    Bjkas Gaudérias!
    Mila

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu?
      Feliz e satisfeita até como figurante ou cenário!

      Volte sempre viu ;)
      Bjs!

      Excluir