3 de outubro de 2015

O novo e o velho

A proposta tema de hoje: Algo velho e algo novo, semelhanças e diferenças, me levou dos coadores de pano aos de papel, água que ferve na panela e cafeteiras, de máquina de calcular com fita de papel e das comuns a tudo no celular, esse tudo inclui assumo-me digital, o relógio. Saiu com o único retrô troca pulseiras que tenho e só combina em cores com a roupa ou acessórios, porque a hora olho mesmo é no celular. O tal hábito.
Hábito também e ruim é o do objeto que escolhi hoje: negativos. Adolescentes queridos e pessoas já abduzidas pelos novos tempos sabem do que estou falando? Não botei foto para a xarada ser desvendada a miúde (mentira, não me organizei para uma foto produzida com capricho como desejava, um negativo, fileiras deles, em plástico contínuo, em modelos e tamanhos diversos, enrolados e tantos detalhes mais dos muitos que tenho, ao lado do meu celular e ou do computador, que são os negativos da atualidade e por as imagens serem claras e sem necessidade de revelação, revela-se o não imprimir e não guardar em outras mídias como prática da maioria e com a ela a possível perda dos registros fotográficos e o não mexer, nomear, fazer álbuns, tão viagem no tempo e gostoso que é. 
Pois é! É dos negativos de fotografias que vos falo, para quem ainda a ficha não tinha caído. falando em fichas, bem procurei no meu museu uma, que ao lado de cartões telefônicos que tenho e foto de orelhão, fariam pose ao lado de quem, de quem, de quem, do multifacetado celular.
Eu até fiz pesquisa, tipo trabalho escolar, conversei com um fotógrafo antigo e amigo sobre como os tais negativos viravam manualmente fotos reveladas e achei mágico, fantástico. Quem ficou curioso procura no Google ou no YouTube (tarefa para casa). E nessa de pesquisar descobri que dá para digitalizar os negativos (mais uma tarefa que inventei para mim (vale pesquisar também como fazer, mas, resolvi ser boazinha e lincar um vídeo explicativo, clica aqui). Existem várias histórias sobre a criação da fotografia, alguns estudiosos apontam Louis Daguerre como o pai da queridinha, enquanto outros afirmam que Joseph Nicephore Niepce foi o seu grande inventor.
E quem ai sabe o que é um Daguerreótipo ? Eu até essa publicação não conhecia a tal caixa mágica, mais precisamente o primeiro equipamento fotográfico fabricado em escala comercial da história. Criado em 1837 por Louis Jacques Mandé Daguerre e fabricado por Alphonse Giroux, apresentado publicamente em 1839, na França. O aparelho fixava a imagem capturada em uma placa rígida e espelhada, que precisava ser guardada com cuidado. Uma das fotos mais famosas da história este método é a de Edgar Allan Poe, preservada até hoje, com riqueza de detalhes e aparência tridimensional próprias da antiga técnica.
Depois de Louis Daguerre, inventor do equipamento de nome difícil,  muitos outros inventores buscaram aperfeiçoar a captura de imagens. Alguns grandes nomes são: Frederick Scott Archer, avanços na resolução das imagens usando emulsão de colódio úmida que barateou o custo de produção de cada fotografia;
Félix Nada, primeiro a capturar imagens aéreas e um dos primeiros donos de estúdio de retratos;
James Clerk-Maxwell, foi quem apresentou, em 1861, o primeiro método de fotografia colorida. Obtida através do uso de três negativos;
Richard Leach Maddox, inventor do método de fixação das imagens usando uma suspensão gelatinosa, que substitui a emulsão de colódio úmida, criando as primeiras chapas secas, que tornaram o processo de revelação mais simples.
Depois da criação de Maddox, a comercialização de negativos e a revelação de fotografias tornaram-se muito mais acessíveis, o que foi pontual para o crescimento do mercado e a expansão dessa forma de arte de forma comercial e pessoal pelo mundo.
Depois dele, destaque para George Eastman, empresário, fundador da Kodak (destaque foi para rimar com Kodak, decidi revelar).
De igual desde os tempos dos draguerreótipos, máquinas com pano preto por trás do retratista, câmeras Polaroide e tantas outras até as dos Smartfones, registro de momentos, de pessoas, de lugares, de coisas. De diferente, a armazenagem, a relação com o objeto foto, os usos, a quantidade. Filme de 12, 24, 36 era top e ali cabiam viagens, quando muito dois filmes. E chega, tenho coisas antigas e novas para fazer, ver, fotografar. Que seja positivo o final de semana e o saldo de aprendizados, diversão e interação dessa Blogagem. Para o primeiro sábado de novembro o tema é: Simplicidade.

8 comentários:

  1. Bom dia Tina!
    Olha eu madrugando por aqui...ultimamente ando assim, dormindo cedo e madrugando com o primeiro sabiá.
    Vi a postagem da Chica e agora venho ver seu velho, velho hábito que realmente há algum tempo foi deixado de lado. Seu texto me vez lembrar de imediato o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Acompanho a carreira e trabalhos dele sempre e em um documentário ele diz que isso que vemos e fazemos em nosso dia a dia de colocar fotos pra lá e para cá nas mídias, não é fotografar, nem mesmo é fotografia.
    Ele diz que fotografia é aquela em papel que vc pega lá no seu baú de fotos antigas e vê vc e seu irmão brincando perto de uma árvore. Essa foto tem história, conta uma história, tem anos de vida e está registrada.
    E é isso...
    Quero te desejar uma final de semana maravilhoso...bebendo muita água e vendo fotos em seus olhares, gravadas na alma!
    Beijos!
    CamomilaRosa

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  2. Tina, sou bem do tempo das fotos com as velhas máquinas e rolinhos que depois deveriam ainda ser levados pra revelar... A espera pra ver no que tinha dado e a torcida por fotos boas, pois pagava-se pelo serviço e bem. E cada envelope vinha naquelas tirinhas cheias de negativos para se gostasse, fazer novas cópias.Ainda bem ,pra mim, que a modernidade veio, pois como fotografo de montão, estaríamos na falência por aqui, se dependesse das revelações.


    Adorei te ler, aprender contigo! Valeu! Belo fds e tomara tenhamos muitas participações por aqui pra nos deliciar nesse tema!


    bjs., chica

    AH! Aqui está meu link:

    http://canteirosdavida.blogspot.com.br/2015/10/o-velho-e-novidade.html

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  3. Tina...me atrevi e entrei na blogagem do novo e velho! Lá no meu Blog! Bjs

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  4. Olá, querida Tina
    Vim trazer meu link:

    http://www.escritosdalma.com.br/2015/10/florear-antes-e-agora.html

    Ontem, indo a um local que vende coisas antigas, vi um mimeógrafo... pra professora aposentada tem tudo a ver, rs...
    Também tive uma polaroide...
    Já escaneei fotos antigas...
    até de monóculos... meu filho o fez pra mim...
    Muito interessante a modernidade!!!
    Ainda bem que a gente vai acompanhando tudo com carinho e bom humor...
    Bjm fraternal

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  5. Olá querida! Amo ler blogs e hoje descobri o seu e já inclui em minha lista de leitura! Gostei muito dessa blocagem coletiva, queria entender melhor como funciona.
    Te convido a conhecer o meu cantinho. http://www.blogalineneves.blospot.com

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  6. Oi, Tina! Ô tempo dos negativos... Minha mãe ainda tem aos montes em caixas junto com as fotos. Confesso que adoro não ter mais que guardar tanta tralha, mas o ruim é que quando a escola dos pequenos me pede uma foto lá vou eu para o computador imprimir. Perdi o hábito de revelar as fotos! Sinto falta da emoção de pegar o envelope de fotos (depois de 1h de espera, o que já era bem moderno) e ver se alguma tinha queimado, se as fotos tinham ficado boas. Agora é tudo instantâneo, se não ficou bom tira outra. Tira logo 20 para garantir... Enfim, tempos modernos!
    Minha participação também já está lá no blog!
    Beijo!

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  7. Combinamos o tema, mas eu fiz minha lição de casa cobrindo com o braço e o corpo meio enviesado em cima do papel para você não ver!!! Só que a inspiração da fotografia foi a mesma e eu adorei essa sintonia!
    Obrigada por me ensinar "monóculo" e aqui uma aula cheia de emoção sobre a fotografia.
    Foi sim de muito aprendizado com cada participação!
    beijo.

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  8. Bateu uma tristeza, aqui e agora, ao ler sobre os negativos de fotos...joguei todos os que tinha fora nessa recente mudança de moradia.
    Tenho muiiitas fotos, tiradas com as polaroids, yashica e sei lá mais quais, todas em álbuns.
    Algumas amarelando pelo tempo, e sem os negativos, blau blau,...
    Obrigada pelo convite pra eu participar, mas tem nada aqui na minha cachola no momento...rs
    Beijos de um final de noite gostoso e de um domingo de paz.

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