19 de outubro de 2015

Por menos leituras tipo atacado

Bookternet é o nome importado para a cultura dos jovens na internet, um tema atual e portanto um tema a ser pensado e não ignorado, atey mesmo por quem acha que não tem nada a ver com isso ou quem nem sabe do que se trata e não quer saber.
Muitos leitores, especialmente os adolescentes, estão construindo suas identidades na Web, eles fazem parte de comunidades de leitura e escrita, dentre outras tantas e nesses espaços famosinhos ou particulares, o jovem leitor encontra muito do mesmo, tipo escolhas coletivas conduzidas, cujos elementos constitutivos são contra os clássicos e a cultura muitas vezes, fazem pouco caso e até desfazem da leitura e escrita formais, taxadas de conservadoras, estáticas, ultrapassadas. 
Parte dessas comunidades, só pra registrar, nasceram de empreendedores independentes e muitas foram adquiridas por multinacionais com interesses comerciais fortes, com editoras por trás, livrarias e interessados que financiam, conduzem, monetarizam likes e fama.
E os tão antenados jovens e adultos na vibe do ser moderno não questionam o marketing, o comercial, o empacotado dessas comunidades, de muitos livros vazios, muitos tão iguais. Apresentar algo novo, por exemplo e acompanhamento nos bastidores, num meio desses, levar para o vídeo um livro que ganhou de uma amiga escritora ou desconhecida, que pode dar likes mas pode não dar, seja por não ser do momento o tema, não ter capa trabalhada no designer, pela Editora não ser conhecida, não tem perfil nas redes, apelo comercial e por ai vão, Marias e Joãos vão com os outros não partilham na dúvida ou certeza que não vai bombar.
Penso, idealista, romântica talvez que Clubes de compras, de leituras e escritos valem quando multiplicam e dividem, não likes e seguidores, mas variedades, satisfações distintas, usos e leituras perpendiculares e não lineares. Só acho!

7 comentários:

  1. E eu acho junto. Tão sutil a manipulação em forma de parcerias, fama, que a gente nem vai percebendo e alimenta tudo isso. Não ousa falar um autor pouco conhecido, não ousa dizer que ama um clássico. Tem que ser mais do mesmo para fazer parte.
    Não sabia dessa denominação importada.
    Mas já ouvi de uma mãe sua preocupação pelo excesso de leituras do filho. E a gente pode até se questionar, mas será que leitura em excesso faz mal?
    Ela me disse que o filho quase não saía de casa, zero interação com amigos ao ar livre, sorvete só levado para o quarto. E ele feliz ao receber pacotes das editoras cheios de livros.
    É, é para se pensar...
    Beijo.

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    1. Isso ai Ana
      Pensar, dicustir, intervir

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  2. Concordo também.Apenas likes nada acrescentam! Leituras efetivas,sim! Aqui tenho um leitorzinho adolescente dos que gosto. livros de papel!!Linda semana, beijos, tudo de bom,chica

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    1. Esse guris daí bem vi são das gudes na areia aos apps
      Dos meus
      Adoro
      Beijos e tudo de bom

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  3. Eu ainda prefiro livros, pegar ler, folhear, cheirar rs...
    A tela do computador ou do celular cansa, duvido que alguém fique horas e horas em leituras.

    bjokas =)

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    1. Duvide não Belzinha!
      Muita gente fica.
      Com luminosidade na cara, que é um ponto negativo, que sem cuidados faz mal para vista, prejudica o sono. Com o mau jeito, que dá segurar sem os apoios, daí dá dores musculares nos dedos, pulso e braços pela maneira de manusear, passar as páginas etc.

      Acho legal!
      Mas com moderação e sem exclusão do livro de papel, cada um com suas vantagens e encantos.
      E com o viver a vida além da leitura, dos filmes, perfis, de mãos dadas, afinal, tudo demais é sobra bem diz a sabedoria popular.

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  4. O livro de papel me faz muito bem , talvez pelo hábito ,mas creio que também, porque é mais intimista fica mais junto de nós, como um verdadeiro amigo. Um abraço.
    Élys.

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