6 de outubro de 2015

Por um mundo melhor

Estudos revelam que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, economia de carinho, falta de valorização e elogio as qualidades do outro, um tal de um não gostar de abraço, outro de beijo, de se responder tudo as turras e se alguém questionar ou chamar a atenção as justificativas vão desde desaforos sem cerimônia, respeito e limites a desculpas do tipo estou estressado(a) por causa do calor, do trânsito, do meu dia cheio, da alta do dólar.
Tempo e cabeça para críticas e lamurias, já é mais comum, ai todo mundo se aquece e esquece o dia cheio, e ai é um não poder ligar o rádio na hora de comer, um tal de escolher a música no carro, porque o passageiro de trás ou ao lado não ouve aquilo (tipo se ouvir parece que vai morrer) e nesse quesito lá se vão para os ouvidos, os tais fones e ai não se ouve o papo durante o percurso, na mesa não se ouve o jornal (que apesar dos pesares há que se ver para não se alienar), nem o: Por favor passa o sal! Para comer então, haja chatice, um come só se for assim, o corte das batatas tem que ser tal, o outro só come se for assado. Na tv cada um quer um canal e ninguém vê o que o outro vê. E nessa, as pessoas estão cada vez mais intolerantes, ranzinzas, frias.
Raro ver maridos elogiando(em público) suas esposas e vice-versa, chefes sem interesses e estratégias elogiando o trabalho de um funcionário, filhos elogiando os pais, amigos que falam uns dos outros com afeto e são amigos por afeição e não por segundas e milésimas intenções. Não contando os elogios superficiais, tipo: linda, lindo, curti, adoro e outros comentários pops e prontos, muitas vezes (nem sempre) vazios de verdade e sentimentos.
Dentro dessa questão, dos elogios, o que mais há por ai são elogiosos seguidores e copiadores comportamentais de artistas, cantores ou as vezes de um zé qualquer do canal de vídeos ou da rede social fotos ou qualquer outra, sem eira nem beira, sem referências, histórico, história, que por sua vez, cada vez mais usam (e são usadas) suas popularidades e imagens para lucrar e por consequência, são sempre essas pessoas, personagens montados no visual, com hábitos de consumo e vida voltados (muitas vezes velados), para o consumo e para inflar o tal ego alimentado por likes.
A falta de diálogo real, de opiniões opostas sem gerar violência, de olho no olho, o excesso de orgulho, de vaidades, as travas que se maquiam no ser bem resolvido só que não (do tipo se algo incomoda, nada de refletir, remédio para dormir e encher a cara "resolve"), são alguns fatores que impedem as pessoas de dizerem o que sentem, de reconhecerem seus erros e daí elas ou levam essa carência e deficiência para dentro dos consultórios, ou guardam dentro de si e pegam carona nos vícios e/ou tornam-se cada dia mais, pessoas de convívio difícil e nocivo.
Valorizar as famílias, amigos, chefes, professores, alunos, subordinados, agradecer, ser menos exibidos e gananciosos, ser mais cooperativos. Elogiar o bom profissional, as boas práticas, reconhecer quem nos é auxilio (ou foi), quem nos dá atenção e afeto genuíno, observar o que as pessoas gostam, seja alguém próximo ou longe de nós, fazer coisas que não custa nada fazer e se custar, pagar o preço, gastasse tanto com tanta porcaria. Pronto! Falei!

6 comentários:

  1. Há tanto a ser feito que pode tornar nosso mundinho e o exterior bem melhores e nada custa! bjs, chica

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  2. Uma mudança de postura nas relações pode gerar uma grande mudança nesta sociedade tão carente de afetos.
    Se cada se dispor a sair do seu mundinho tudo pode ser bem melhor e teremos relações mais humanizadas e prazerosa
    Um bia Tina
    Beijos

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  3. Vivemos em um momento de tão difícil, parece que muita gente vive de aparências nas redes sociais todo mundo é amigo, se amam e tal.
    Ao vivo nem bom dia, e o que dirá dos casais que rasgam seda e no dia a dia mal olham um na cara do outro.
    Parece que a cada dia as pessoas não fazem questão do contato físico e verbal, tudo virtualmente falso.
    E quem tá feliz tem tempo de postar que acordou com vontade de ser feliz hj? rs...

    Desculpa mas eu tb precisava desabafar, tudo isso é a carência que o ser humano tem de ser aceito, só que a primeira aceitação tem que ser a nossa por nós mesmos.

    bjokas =)

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  4. O esmalte da moça do caixa pode ser elogiado; a voz bonita da atendente do 0800 também merece elogio; um bilhete para o professor dos "grandes" que não são dados a demonstrações assim para com os mestres. Basta começar pelo que nos está tão próximo e tão bom seria receber também dos filhos, do marido sincero e verdadeiro elogio.
    Beijo!

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  5. É, também me espanta a futilidade cada vez maior da humanidade. Querem coisas tão longe e não aproveitam o que está ali tão perto. Mas foi ótimo ler seu post pois as vezes fico meio avessa ao carinho. Com meus pequenos é impossível resistir, mas minha grandona é meu marido as vezes me pego abraçando dando tapinha nas costas tipo tá, agora chega. O Diogo odeia quando faço isso! Estou tão no automático que nem percebo se ele não fala. Preciso prestar mais atenção, principalmente nos momentos que o cansaço bate. Não quero ter desculpa para evitar afeto!
    Beijo!

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