27 de fevereiro de 2015

Foto de uma barraca na Ceasa do Rio Vermelho
Feira popular de Salvador recentemente reformada
Amo ir a feiras!
"Todo mundo gosta de acarajé
O trabalho que dá pra fazer que é
Todo mundo gosta de abará
Ninguém quer saber o trabalho que dá"
Salve Caymmi!
Salve a Bahia!
Salve as baianas!
Canção pela prática do Slow food
Bom assunto para uma sexta-feira
Por cozinhar com produtos naturais e frescos
Por ter hortinha em casa
Por cozinhar com prazer e poesia
Comer saboreando
Experimentar
Sentir os aromas
Se interessar pelas propriedades dos alimentos
Glúten nada mais é que a proteína do trigo
Biomassa como resumiu Caetano na cozinha de Bela Gil 
Após a explicação é banana verde 8 minutos na panela de pressão
Por ter saúde nas panelas e pratos
Colocar a mesa com prazer
O pão de cada dia agradecer 

26 de fevereiro de 2015

Por filtros

Da agonia em mim pinga pinga, que é por sinal uma tortura oriental, ou batidas secas e constantes. E é nesse panorama com várias goteiras que vivemos e temos que tomar decisões, lanchar, ser românticos, objetivos, as vezes subjetivos e muitos etc. Ainda temos na contemporaneidade, para complicar ainda mais, a goteira digital, demandas de contatos e interação via Zap, Instagram, Facebook, e-mail´s.
E entre essas goteiras nossas e alheio, emmeio ao barulhento mundo que vivemos, é viral a falta de atenção completa e as vezes necessária para um bom aproveitamento da informação, tomada de decisões, do que está contido no que está misturado a um monte de inutilidades.
É um desafio usar filtros, criar atalhos, deletar, curtir sem publicar, publicar o poético e não só o comercial e corporativo, estar de olhos abertos e ao mesmo tempo fechados, concentração e abstração tudo junto e misturado. Boa sorte e muitos filtros para você!

25 de fevereiro de 2015

Por detox de barulho

O mundo virou um lugar muito barulhento
Eu lamento
Abarrotado de informações
Ruídos de diversos tipos
Falta silêncio entre as pessoas
Em lugares públicos
Até nos paradisíacos
Em locais privados
Barulheira infeliz faz o trânsito
Com o adendo de motos modinhas com escapamentos abertos
Buzinas sem noção
Sons diversos que agridem o individual e o coletivo
Bipes e toques dos celulares
Os barulhinhos de jogos eletrônicos
Alarmes, avisos, despertadores
Um capítulo a parte para os adolescentes que vivem com fones nos ouvidos
As pessoas falando em um volume além do necessário
Para as pessoa no outro lado da linha
Em horas e lugares impróprios se fala ao celular
Tem ainda os que berram não falam
Ao telefone e cara a cara
Nos aeroportos avisos de vinte em vinte segundos nos autofalates
Além dos aviso de vôo e outros avisos mais
Nos banheiros barulho das torneiras
Não da água
Do acionador automático
O mesmo para os sabonetes
Faz barulho também o secador de mãos
Junto com muito blá blá blá
Não das mulheres umas com as outras
 Delas no celular quase sempre, todas ao mesmo tempo
Ou com cara de adianta logo lavar essa mão e retocar a maquiagem
Que preciso tirar um selfie
Som de fotos tem no banheiro
E de gente gravando áudio em meio a descargas para mandar via zap
Louco isso
Anúncios em tvs e displays por todo canto
Nos ônibus, clínicas
Pessoas falando e teclando o tempo todo
Barulho de obras no vizinho e por todo canto
Músicas de carros, lojas e pontos comerciais nos moldes trio elétrico
Barulho por fora e por dentro
Lamento e as vezes surto
Por detox de barulho
Som de vento, de ondas do mar
Por nenhum ruído escutar
Para as pessoas pararem e se ouvirem
Refletirem
O silêncio é os om dos sábios
É um filtro para escolha dos sons

24 de fevereiro de 2015

Fragmentos de um blog

Imagem da web

"Na poesia
Retiro o ponto final
Ela precisa do meu abismo
E eu
Do seu infinito" 
 Do blog Fragmentos de um vírgula
Vale a visita

23 de fevereiro de 2015

Povoezices

Foto que tirei na Casa de Iemanjá mo Rio Vermelho
Com sol e chuva
“Axé pra lavar
Benzer pra curar
Tambor para agradecer”
Post para saudar 
Deixei o assunto carnaval passar um pouco
Para trazer para cá uma estrela baiana
Do tipo com luz própria
Que brilha de noite e de dia
Que não é de se exibir
Uma estrela tipo de lona de circo
Um cantor poeta
Príncipe rei
Que rima, reza e poetiza nas suas canções
Escreve e declama poesias na avenida em pleno carnaval
Em seus shows, em entrevistas
Sorriso contagiante
Amor à Bahia pulsante
Povoesia, palavra inventada e encantada que ele agora semeia
Simplicidade
Simpatia
“Todo mundo igual
Todos de tambor
Todo mundo junto
Rubro negro, Tricolor
So-te-ro-po-li-ta-no”
Saulo
Salvador
Quem sabe um projeto juntos
Uma canção, um qualquer dia
Com o povo
Com poesia

20 de fevereiro de 2015

Para saudar a sexta
O mar
Iemanjá
Foto minha
Barquinho que fiz
Cheiro de maresia
Com proza e poesia da Bahia
Axé e até

19 de fevereiro de 2015

By Tomie Ohtake
Avenida Faria Lima é um dos meus destinos na próxima ida a Sampa. Cada vez que vou de passagem ou para bater saltinho, idealizo aproveitar ao máximo. E nessa, lugares novos se somam a lista e lugares que já fui, que estão na lista de repetecos, como ir no Mercado Municipal, no Museu da Língua Portuguesa e na Liberdade.
Na Faria Lima, na próxima ida, minha reverência e encantamento certo, será por com as artes de Dona Ohtake,  que coloriu o céu  na semana passada e fica aqui de passagem minha homenagem.
Além da simpatia e vivacidade dela, merece aplausos e imitação a grandeza de categorizar a arte como coisa popular, acessível , desmistificada, sem associação obrigatória e direta com museus, salas de arte, erudição. Arte no dia a dia, nos pontos de ônibus, nas praças, na filosofia do se faz sentir, faz sentido.
O Instituto Cultural Tomie Ohtake por si só já é uma obra de arte e segundo pesquisei, tem salas de exposições, ateliês, livraria, teatro e auditório. Obra do arquiteto Ruy Ohtake, que de refino se atentou na localização do lugar, construído entre três bairros bem diferentes de São Paulo: Alto Pinheiros (reduto de estilo), Vila Madalena (reduto mais alternativo) e Pinheiros (berço histórico). A proposta foi dialogar com as diferenças que se complementam e devem conversar e não se repelir, se integrando assim como as pessoas as múltiplas e ricas referências culturais.
O Tomie Ohtake, levou o nome da renomada artista plástica e mãe do arquiteto e se espalha em 4.400 metros quadrados que apesar da grande dimensão, por todo interior é cheio de detalhes, caracterizado pelo miúdo, um convite a observação.
Quero ir lá, vou lá e na Galeria do Rock, na Pinacoteca, quero ir de novo no Ibirapuera, no Museu da Língua Portuguesa, cafés. Ver e rever amigos de blog. Enfim, me rechear e adornar de cultura, passeis, experiências, experimentos e histórias, para lembrar e contar.

18 de fevereiro de 2015

Escritos, cinzas e vida

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. 
Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. 
Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer." Graciliano Ramos
Li, amei, pratiquei, trouxe para compartilhar e já coloquei no automático, palavras lavadas, quaradas, ensolaradas, tomadas chuva, que dançaram, no vento, passadas com gosto, voltarão com frequência a vir para cá. 
Passando para dizer olá, pelas cinzas do dia, primeiro da Quaresma, símbolo para a reflexão sobre a efemeridade e transitoriedade da vida e das coisas. Daí a importância do valor que devemos dar ao que temos, possuímos, podemos e até ao que perdemos.
Pó de pirlimpimplim que faz tudo ser melhor, mais bonito, colorido e brilhante sob quem for de bem, pelo bem individual e coletivo! Que assim seja!

9 de fevereiro de 2015

Das observâncias

Gosto de observar as coisas e pessoas, ouvir, olhar tipo reparando pequenos detalhes, com a referência das belas ligeirezas, como um pássaro que passa ou pousa, uma folha que cai, um gesto com as mãos feitos delicadamente por alguém, o jeito de mexer no cabelo, de dirigir, de sentar. O tempo rápido de repousar os olhos nos olhos do outro e ele olhar de volta, ou conseguir ver dentro do olho de alguém nosso próprio reflexo.
Nesses pequenos segundos, nessas pequenas coisas, percepções, sentires, nada é urgente e ver além é ver a nos vermos, pois creio não vemos as coisas como elas são e sim como somos e se não pudermos enxergar as pessoas, lugares, detalhes para os quais olhamos a vida inteira e também as por acaso ou por um segundo, teremos visto pouco do mundo e de nós mesmos.
Em posts só as segundas por aqui, observando mais, escrevendo e falando mensos, interagindo menos virtualmente e mais presencialmente, sem estoque de ilustrações e textos, no praxe do nosso país vou deixar para voltar a rotina de publicações, começar o ano com gás depois do carnaval.
Façamos das tristezas e coisas ruins confete, jogando pro ar e deixando o vento e o tempo levarem. Cores, energia, dança e conato para os males espantar, cultura popular, fé, trabalho, senso e gestos de coletividade r vamos que vamos, que a vida como disse o poeta, a vida é de se viver, porque um belo dia se morre.
Fantasias, calmarias, agito e o que fizer bem para vocês e para mim também, jogar pra cima, observar os detalhes e que a fé e as atitudes espantem os males. Até a quarta-feira de cinzas.

6 de fevereiro de 2015

Planeta água

Cantei muito nas aulas de religião a canção: "Terra, planeta água". Também já estudei e esmiucei a letra nas tarefas e avaliações de ciências, geografia e redação.
Muita água gastei com banhos demorados no chuveiro, banhos de mangueira, banhos nas bonecas em bacias e na pia do banheiro, lavei ccarros, joguei baldes transbordantes, após esfregar com alvejante, a varanda e escada de casa para ficarem limpas e perfumadas.
Todo esse papo foi para desaguar na tal crise hídrica, pública e polêmica, porque o assunto é grave e não é de agora.
A economia por parte dos consumidores individuais e coletivos, como grande ajuda, solução eficaz e urgente, ao passo que o mal uso da água por grandes empresas e pelo poder público é secundário. #helooouuu 
A limitação das usinas e das chuvas, os problemas com reservas (que são de fórum individual e coletivo, privado e público) e as interligações escondem por trás interesses políticos, desmandos e descasos.  #fato
Em na coxia, sem p devido cartaz dos jornais e dos movimentos de protestos sempre mais destrutivos que transformadores, o mal assoreamento dos rios, o não aproveitamento pelas indústrias da água das chuvas, a possível dessalinização de águas, o desmatamento que faz com a umidade não seja produzida pelas copas e chuva pelas nuvens. Porque não encher Sampa por beleza e necessidade de árvores? Senão para efeito imediato, para tão log.
Informação numérica para ilustrar: para produzir 1kg de arroz se utiliza 1.500 litros de água. Para se saber e porque assim send,  como é comdiversos outros produtosalimentícios e objetos, essa água está incorporada aos produtos que exportamoa, logo temos que considerar essa evasão e não sermos um país como nenhum outro com tanta água.
Cabe e urgente usar de forma renovável da água de esgoto, para serviços de limpeza de ruas, regar jardins, para uso agrícola com tratamento que pode incluir adubo.Vale pontuar o descaso com o lixo (toneladas nas grandes capitais) que não é tratado produz água suja, o tal chorume, que polue mananciais, rios, lagos, lagoas. Saneamento básico das cavernas é o nosso. Tipo abaixo do básico.
A 12 anos atrás a Globo News exibiu um especial sobre a catatastrofe anunciada da escassez pelo desperdício e mal uso da água. Nesse especial muitas informações que vão além de é preciso levar carro de balde e tomar banho rapidinho, há muita água desperdiçada na agricultura com métodos retrógradas de irrigaçã.
Na real o povo tá fazendo e sofrendo muito para pouco resultado frente ao muito que pode ser feito e não é. Tem que cada um economiza, mas isso é um pedacinho do caos e hábito consciente e benéfico além da crise. O muito e tanto a ser feito, que não se faz, se rifa, põe preços, se manipula é o caminho. #tenhodito 
É muita sujeira para pouca água e árvores, para poucas atitudes coletivas, como diz Raul é muita estrela para pouca constelação.
Por fim, para meios e fins mais anis, plantar mesmo que não seja para já, que seja para as novas e futuras gerações, vai que nesse gesto humano e digno, os santos se emocionam, choram e chove. Vale também nesse território da fé apelar para os índios, danças da chuv.  Vale ainda lembrar que esse seco sem cessar é coisa de sempre no sertão, sem água, sem energia, sem a preocupação global no horário nobre porque no sertão só tem pobre.
Refrescante sexta, vim aqui para fazer essa crônica que estava engasgada e interagir para que sejamos mais exigentes, questionadores e com atitudes e fé em Oxalá as grandes mudanças se façam.

2 de fevereiro de 2015

Das mudanças de estado

Recebi dia desses carinho via correio 
Como já recebi de outras vezes 
De mais de uma pessoa 
O agrado veio do Rio de janeiro 
Que para mim saiu do estado de estado 
Para o estado de puxadinho 
Longe geograficamente 
E perto do coração 
E num vai e vem de folhas, lenços 
Bilhetes, cartinhas, cartões, caixas
O estado abstrato do carinho 
Se transmuta em concreto 
Com cores, aromas, sabores
Que viajam com os pensamentos 
De um dia um abraço 
Para o carinho se multiplicar 
E saudade ser sentimento
A também viajar em envelopes e caixas