30 de setembro de 2015

Papo de beira do fogão

"Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando "Ó o lêeeeeite!!!". Minha mãe corria porta afora e o leite fresquinho, gorduroso e integral era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.
No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.
É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: "Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo..." e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo "Seja tudo pelo amor de Deus..." e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.
Até hoje não entendo o porquê desta técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria.  Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:  O leite só ferve quando você sai de perto.
Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe...
A vida gosta de surpresas e obedece a Lei do leite que transborda. Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando. Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava. Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, whatsapp, e por aí vai. O celular sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve...
A vida, como o leite, não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r."
Recortes de uma crônica, escrita por Fabíola Simões, que li num blog amigo vizinho, para fechar setembro com aroma de leite quente com canela, além das flores da primavera e começar outubro, que se incia com o dia dos idosos, para mim fontes de histórias, memórias, pouco valorizados e respeitados, com o tal do ignorar. E se derramar? Limpa! Tá sem paciência? Com calor? Bebe gelado o leite, só não mistura com manga e não molha a cabeça depois, nem sai no sereno se bebeu quente.

29 de setembro de 2015

Selva de concreto e verde

E ai, lembrei dessa foto que já veio para cá, que tirei da segunda vez que fui em Sampa, uma flor no meio da Paulista, em meio a chamada selva de pedra. Lembrei quando vi um projeto, já brotando em São Paulo, por uma cidade menos cinza e mais verde. Há quem reclame por lá, pessoas comuns e pops do canto dos passarinhos que se além de cantar falassem diriam: Vão ter que nos engolir!
Há quem vá dizer que é mato, que vai atrair bicho e coisas escalafobéticas, fato é que é simples, positivo do ponto de vista ambiental, visual e sentimental, humaniza ter plantas, verde em volta, ver e conviver com a natureza, suas manifestações nas diferentes estações, ainda que com sintomas diferentes e não tão marcados em cada lugar, segue um curso, ensina, se transforma e transforma.
Estou falando de uns tais Jardins verticais, horta em terraços, canteirinhos e hortinhas em apartamentos e escritórios. Seguem palavrices, semear e explicar de Denise Dalla Colletta, da Revista Época. "Das recentes polêmicas quanto ao vão livre do Masp ao futuro Parque Augusta, o debate segue uma direção: os moradores de São Paulo precisam ocupar os espaços livres com atividades ou apenas com verde. O problema é que, especialmente no centro, os espaços vazios parecem raros em meio aos prédios e ao asfalto. Que tal mudar de ponto de vista?
Algumas mentes criativas do Movimento 90º olharam para o alto. O grupo, formado por arquitetos e outros profissionais, quer encher a cidade de jardins verticais. A manta verde vai cobrir a empena cega dos prédios, aquela parede externa sem janelas das construções.
Além de deixar a cidade com uma cara melhor, a cobertura vegetal ajuda a diminuir a temperatura do ambiente interno, reduz a entrada de barulho da rua, melhora a qualidade do ar e o morador ainda pode virar vizinho de alguns pássaros e insetos (alegria para quem não tem mimimis).
A primeira experiência temporária foi feita na Rua Augusta durante a Virada Cultural em maio. No último dia 9, o grupo instalou um jardim permanente em um prédio do Minhocão, o primeiro jardim vertical em empena cega da América do Sul.
Uma parede de 220 metros quadrados foi coberta com 19 tipos de plantas e sistema de irrigação e adubagem automatizados. Do outro lado, uma instalação artística da Escola São Paulo ocupa uma área de mesmo tamanho."
Aos poucos o escuro é claro, quem quer arranja um jeito, quem pensa, quem vai e faz, quem não quer, só funciona na politicagem, tem concreto no coração e nas ações arranja desculpas, se acostuma. O que mata um jardim como bem disse e poetizou Quintana, não é o abandono e sim o olhar de quem passa por ele indiferente, o mesmo vale para o negro e cinza dos problemas sociais, ambientais, comportamentais. Flores então nos caminhos e cantos de passarinhos, no interior e na cidade. Felizes cidades, felicidades a quem por aqui passar!

28 de setembro de 2015

Sou limitada #fato

Uhuu tatus
Esse é o nome que empolgada e pulante dei a ilustração
Meu pulinho de adorei e de quem é não sei
E sim, sou limitada, e quem não é? Para tantas coisas, mas o ponto da resenha é a limitação de amigos, não os de Obas e Olás como ouvi em algum lugar a expressão, que define os amigos das mesas de bares e do mundo virtual. Amigos por definição e excelência,  além de saber das novidades, sabem o nome do seu marido, sua esposa, de seus filhos, sevocê tem gato,cachorro. lembram a última vez que vocês viajaram juntos e para onde ou qual foi o último lugar que foram, o que ficou combinado para uma próxima vez, essas coisas de amigos, que antigamente se dizia os que cada um tem, conta-se nos dedos das mãos, no meu caso, os dedos das duas mãos são demais para eu lembrar de tudo e dar atenção especial, espacial e incondicional que amigos precisam e merecem. 
Para resolver muita coisa vou chamar o síndico, e para ir podando, bem podiam mudar o nome dos contatos nas redes sociais que denominam como amigos, para contatos mesmo, seguidores ou sinônimos. Eu te amo, bem podia só ser dito quando de fato se ama, lindo quando algo for lindo e por ai lá vai e assim se vai dando a dimensão mais precisa de tudo e limites, porque ser limitado não é defeito, é poda e as flores e plantas dão prova que podas fazem bem. Boa semana a todos, axé e amém!

25 de setembro de 2015

Da minha infantolista

Tenho essa imagem aqui salva com o nome: Fundalectura
O que é, de onde vem, não sei
Sei que amei por isso salvei e o nome certeza tinha e tem um porque
E como a semana começou por aqui com o dia da árvore
Para terminar  e com o assunto de hoje achei tinha tudo a ver
Então, das minhas leituras de infância que já falei por aqui e das infantis novas e antigas que gosto de reler, ler e ter, apareceram duas novas que pularam direto para minha lista. 
Um livrinho que li e tenho vontade de ter pelo muito que tem a ver comigo a personagem e pelo mágico e real misturado, sentidos, sentimentos e simbologias da história é: "A bolsa amarela", que o nome da autora (Lygia Bojunga), me remete diretamente ao nome do título e eis que descubro há outro dela, que fez parte da infância de muitas pessoas, chamado: O sofá estampado. Ele estava na lista de um post, entre outros livros que conheço e lá havia ainda mais um por mim desconhecido que me pegou pelo nome: Memórias de um cabo de vassoura, Orígenes Lessa o nome do autor. E lá fui eu pesquisar sobre os dois, que de debaixo do sofá, foram varridos rapidinho do fundo para o topo da lista.
Outro livro infantil da minha lista, que resolvi trazer o resumo que tem dele, lá no site da Livraria Cultura, que além da capa laranja e colorida que me chama, me cutucou para compartilhar e quem sabe contagiar, é o Gato malhado e a andorinha Sinhá, com rima e poesia. "O temperamento do Gato Malhado não era nada bom, bastava aparecer no parque para todos fugirem. E ele ia tocando a vida com a indiferença habitual. Até que, chegada a primavera, o Gato nota que a Andorinha Sinhá não tem receio algum dele. Foi o suficiente para que dali nascesse a amizade dos dois, que se aprofunda com o tempo. No outono, os bichos já viam o Gato com outros olhos, achando que talvez ele não fosse tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar."
Contação com recadinho para quem é aprontador de plantão ou conhece algum, aconselhar a como o Gato malhado, por toda primavera e verão, não aprontar, para roda das coisas boas, paz e bem girarem, com bolsa amarela de sonhos e realizações, estampas várias, colo no sofá, varrer de folhas em quintais, tais e coisas, coisas e tais.

24 de setembro de 2015

Dos desacontecimentos

Outro dia me interessei por um livro da autora Eliane Brum, onde ela conta memórias de sua infância, sem nem saber que a contadora é bem conhecida. Na descrição e apresentação do livro alguns questionamentos como: "De quantos nascimentos e mortes se constitui uma vida? De quantos partos uma pessoa precisa para nascer?" Como repórter e escritora, Eliane, descobri, sempre questionou a forma como cada um inventa uma vida e cria sentido para seus dias e eu que vira e mexe penso nisso, observo, reflito sobre os sentidos que dei e dou a minha vida, aos acontecimentos, a quem são e como são as pessoas que me cercavam e me cercam, tirei ele da lista.
Meus desacontecimentos, que é o nome do livro, os dela, os seus, os nossos, apresentam e provocam reflexões, dentre elas o que acontece se não nos arrancamos do silêncio, como ela, quando se moveu no sentido da narrativa.
O tal livro, está no meu armário, para ser lido não com pressa, a espera de um momento meu, do acaso, no meu ritmo, no ritmo das demandas de fora e de dentro, quem sabe nesse final de semana eu foleio ou devoro.

23 de setembro de 2015

Pingos de ideia vizinha

Love Rains Down on Me by Amanda Cass
Na leva de ideias boas, emendando na de ontem, trouxe outra do quintal de uma blogueira vizinha, chamada Bia Hain, clica aqui para ler o post e visitar ela, que fez ilustração e tudo para apresentar a tal ideia que dá ideias, que vou contar tipo ciscado é uma técnica muito utilizada em escolas: a "Chuva de ideias".
Pega a galocha, sombrinha, guarda chuva, capa e se molha comigo que adoro banho de chuva, poças e galinhas. O que galinhas tem a ver com isso? Além de estarem nessa ilustração que fiz impressão para marcador de páginas, estava uma ontem, das fashions de angola, no blog de outra vizinha blogueira, achei que dava liga e graça, então botei elas no meio da resenha.
A proposta é assim: Um tema é dado e os alunos falam palavras que venham à cabeça e as palavras vão sendo registradas no quadro. Depois escolhe-se algumas e produz-se um texto. Quem por aqui passar deixa uma palavra após ou antes de comentar, que um texto vou criar, com rima, prometo tentar.
A Chuva de ideias é conhecida também como: brainstorming (tempestade cerebral), termo utilizado em teses, artigos e monografias, sendo uma das fases iniciais dos mesmos. quando o autor anota suas ideias sobre o assunto sobre o qual irá escrever. Há ainda o uso corporativo do brainstorming por empresas em dinâmicas e reuniões de equipes, para através da variedade de pensamentos, bancos de dados pessoais de palavras, registros, sentimentos, se desenvolver estratégicas e solucionar problemas.

22 de setembro de 2015

Das boas ideias

Hoje resolvi trazer 1.010 Maneiras de comprar um livro sem dinheiro, não tá vendo lista nenhuma, nem link, pois é, é que esse é o nome de um projeto que está em sua terceira edição lá em Goiás e funciona mais ou menos assim: A cada livro arrecadado, a organização do evento coloca uma instrução para uma ação que o comprador deve realizar para levar o livro para casa. Simples assim! O preço pode ser cantar uma música, abraçar um desconhecido e cada “consumidor” pode levar somente uma obra para casa não entendi bem por que já que no último sobraram livros, enfim, minha mania de perguntar e querer saber mais.
Para essa edição mais de mil livros estarão disponíveis e o grupo que deu vida ao projeto, contou que viu a ideia na internet. A ação original foi criada em Barcelona, na Espanha, em 2011. No Brasil, o projeto foi realizado pela primeira vez por jovens de Belém. Quem gostou levanta a mão!

21 de setembro de 2015

Feira da Primavera 
Ontem aqui em Salvador 
Eu fui 
Não comi, não bebi, não comprei e me diverti
Amei esse grafite 
E ai resolvi dar boas vindas a nova estação
Trazendo essa foto 
Com a citação de um poema 
De Vicente de Carvalho 
Que diz que a felicidade 
É uma árvore milagrosa 
Com que sonhamos
Toda areada de verdes pomos 
Ela existe sim mas não a alcançamos
Porque ela está sempre onde a pomos 
E nunca pomos onde nós estamos
Muitas vezes porque achamos 
Que ela está em um carro novo 
Em uma viage
Um grande objetivo alcançado
E a bonita é tipo mato
Dá fácil
Floresce junto com as primaveras
Reluz no verão 
Dá frutos no outono 
E faz abraço 
Ser ainda mais gostoso no inverno 
#primaveraarteepoesia
E hoje é o dia da árvore
Amo árvores
E dia dos tios
Amo ser tia
Amo muitos dos tios que tive
E ainda tenho
Os de sangue e os de consideração
Dica do dia então:
Abraçar uma tia, um tio e uma árvore
E cuidarmos uns dos outros
Sem alarde
Com cores e com o coração

18 de setembro de 2015

Hoje
Sem muitas palavras
Essa imagem da foto tirada por mim
Foi o que resolvi compartilhar
Com referências e reverências
Que depois conto nos comentários
Peço a quem por aqui passar
Para descrever a imagem
Ou só contemplar 

17 de setembro de 2015

Pronto falei!

Ai eu, como de costume, a olhar os livros pelas prateleiras de literatura, filosofia, poesia, por nome de autores que amo, buscas dos listados por motivações e meios diversos e a me inteirar dos lançamentos que ouço falar e dos que não, gostei do nome, da capa e da proposta de interação de um livro de autoras pops entre os adolescentes (pops tipo pop star, de gritaria e tumultos que não combinam com livrarias). Enfim não dá pra mim! Direto e simples assim!
E ai, o fim do meu encanto se deu após ter colocado o livro no seu local de destaque, pensando boa oportunidade para ler um pouco de cada uma, embora algo de uma eu já tenha lido e um livro comprado pra minha sobrinha não muito apaixonada por palavras.
Nada tipo na sequência, foi dias depois, a quebra do encantamento, quando vi uma entrevista sobre o livro e de cara compreendi não foi houve interação e sim intenção de vendas, tiragem, exploração da tietagem. Digo não houve interação, não sob minha ótica, cada uma escreveu sua parte sozinha, independentes, zero de trocas e de correlação e intenções com relação aos textos. Uma delas, disse sem ressalvas, que os textos não se comunicam e com gírias, caras e bocas falou: “Claro, que eu falei do verão!” (claro pra quem, porque claro, sendo no programa que foi a tal entrevista, o público mais claro era que não soubesse bem quem cada uma delas era e a apresentadora fez a tiete e pela sua bagagem devia  ser a tietada e cada um das escritoras de estar ali se sentirem honradas), não foi assim.
E ai, cada uma falou de uma estação em seus textos, pois assim deve ter idealizado e proposto a Editora por encomenda. É o mercado dos livros além do conteúdo, da poética, da biografia e estudo acadêmico dos autores, com o detalhe pra dizer o mínimo de que humildade e hierarquia não fazem parte do perfil fama dos novos autores, bem resolvidos, com público certo e redes sociais como solo sagrado.  O livro é “vendido” como escrito pelas quatro, como que se reuniram, mas a real é que é como tantos é fruto de um projeto ambicioso de uma editora com vitrine e traquejo comercial e resolvi trazer a baila essa reflexão, nada pessoal, apenas uma luz sob o que há por trás de grandes lançamentos.
Eu cá com minhas reticências a modinhas, histerias e livro qualquer valer, acho que muito do abordado, como é abordado, sem os devidos graus de responsabilidade em formar opiniões e conduzir comportamentos vem alimentando uma geração fútil, arrogante, problemática, caricata, pouca literatura, muitas manias, unanimidades, modinhas, petulância e afins. Só acho! E antes que eu me esqueça no mesmo programa descobri no final e sem muita tietagem e palco que Vanessa da Matta lançou um livro em 2013, nunca ouvi falar dele, me interessou e acho o encanto não vai se quebrar, A filha das flores é o nome, clica aqui para dar um olhada.

16 de setembro de 2015

Ode a mode

Card by Sophia Touliatou on Flickr
Ode a mais que a moda
A prática da mistura
Clássicos e coisas novas
rabiscos e obras de arte
Mode na moda do abreviar
É palavra inteira 
Que o mundo anda a precisar
Moderação
Nem só solidão
Nem só multidão
Nem só calmaria
Nem só agitação
#ficaadica
Que as coisas passem por nós
E nós por elas
Com parcimônia
Seleção 
Sentindo
Aprendendo
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
As vezes na direção
As vezes na carona
Com intensidade e palco
Ou de leve sem alarde

15 de setembro de 2015

Sobres valores, custos e benefícios

Gosto de comprar coisas diversas, de usar, consumir, presentear. Dinheiro é necessário para pagar as contas de moradia, transporte, educação e consumos de primeira necessidade, nos proporciona viagens, laser. Eu cá com meus trocados e sobras, sou do tipo que gosta de luxinhos e pobrezinhas e sempre fui de me adaptar com facilidade e criatividade ao valor na conta, bolso e bolso e de uns tempos para cá passei a observar os vários tipos de comportamentos e relação com o dinheiro das pessoas a minha volta, nos noticiários e discussões sobre o tema e tenho refletido que em paralelo ao dinheiro há uma outra moeda, não monetária, que usamos todos os dias, cada um a seu modo, uns investem alto para ter sobrando, outros tem de sobra e não dão valor. Algo que estamos o tempo todo negociando: o tempo.
Creio que a velha máxima de que dinheiro não traz felicidade, com um -mais- fica melhor. Mais dinheiro não significa mais felicidade. Tem um preço escolher um taxi ao invés do ônibus, pagamos mais caro para chegar mais rápido, trocamos o tempo livre do dia por um trabalho extra para ganhar mais dinheiro, ganhamos dinheiro, mas perdemos tempo, um tempo talvez que usaríamos melhor que o dinheiro extra ganho. Entende? Para e pensa! Existe muita coisa envolvida nessas duas moedas, nas suas implicações e reação entre elas e a felicidade, o que vale é sempre ponderar a troca do tempo por dinheiro e vice versa, seja nosso ou dos outros.

14 de setembro de 2015

Dos mal feitos

Então, quem nunca fez uma coisinha mal feita, por pressa, por não tá num bom dia, por não tá enxergando direito, estar com sono, cansada. A pessoa aqui faz muitas, umas concerta outras deixa mal feitas pelos caminho e assim vou indo. Tanto mexi no post de hoje cedo, pra melhorar a foto e o texto, que exclui o post com tudo. Foi! Quem viu viu, quem comentou li e para não ficar a segunda em brancas nuvens, segue uma contação de Clarice Lispector.
“Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. "Aquele branco é meu." "Não, eu já disse que os brancos são meus." Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.
Começou assim. Numa dessas brincadeiras de "essa casa é minha", paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.
Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques.
Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.
Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.
Eis-me afinal diante dela. Para um instante, perigosamente, porque de perto ela é ainda mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos. E, de repente, ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa. O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha. Levei-a para casa, coloquei-a num copo d'água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.
Foi tão bom...Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas."

11 de setembro de 2015

Foto de um das curvas do Forte do Barbalho 
Que acho lindo 
Os tijolinhos
As torres 
Por termos que ser fortes 
Nas curvas que das estradas da vida 
Pela tragédia da data de hoje 
O saber que tem coragem quem tem medo 
E que a tragédia começa quando os dois lados acham que tem razão
Palavras de quem entende de tragédias: Shakespeare
Que com rima e por proteção 
Um dente de leão 
Tenhamos num livro de reza 
Pra mentalizar o bem assoprar 
Hoje, sexta-feira. vale colocar um ramo de cidreira
Para aromatizar 
E de Camomila pra apaziguar 
#fortesfortalezasfé

10 de setembro de 2015

Do meu achar estranho

Uma nova escritora pop, tipo pipocar de milho em óleo quente, ex jornalista que é ou era, respondeu com fluidez a uma das perguntas, na entrevista que segue o link: aqui (que leva ao nome do livro e a quem ela é para o gosto de uns, desconhecimento de outros e não gostar de outros tantos), que ela acha estranho seu livro se tornar um best-seller e se pergunta porque tanta gente está com ele na mãos e tendo tantas opiniões. Quanto a geral ter tantas opiniões nada a se entranhar pois as pessoas sempre opinaram sobre futebol, muitas sem saber quase nada, de médico todo mundo tem um pouco como diz o ditado e cada dia mais e mais, principalmente e as vezes exclusivamente nas redes sociais, opina-se sobre tudo. 
Não li o livro, mas já tinha ouvido falar e quando recebi a indicação da matéria via e-mail, me inteirei sobre o conteúdo e pela discrição, não me interessei, eu não leria, a não ser a pedido ou por alguma necessidade qualquer. Assim como no mesmo estilo de história e de popularidade não curti o famoso romance (filmes) Garota exemplar, nem o aclamado  O lado bom da vida. Não comunicaram comigo, não rolou química como se diz. Achei bem feitos, boas atuações, entendi a mensagem principal, vi (não sei se lá estavam ou vi através do espelho) mensagens e nuances adjacentes as de destaque, mas não leria os livros, não recomendo, são histórias densas demais, com apologias além de alertas. Valem como liberdade de expressão, retrato de uma geração talvez, como arte sempre, registro, identificações e buscas de soluções para a violência e transtornos diversos e o meu achar estranho é a paixão das pessoas, a febre, o vender que nem água no deserto. Só acho e estranho!

9 de setembro de 2015

Do calar

Ilustração de Adrian Borda
Ficar em silêncio por dentro ensina e incentiva a prática da meditação, algo para se fazer sozinho ou não. Ficar em silêncio da boca para dentro e para fora em momentos a dois, pensar juntos separados em sintonias magicas vale tentar e praticar, vale calar em meio a um grupo, entre uma opinião e outra, entre um barulho e outro, estar e curtir estar e ficar em silêncio enquanto lava o carro, a louça, num banho de rio ou quando se está de frente ao mar, não pensar alto, nem baixo, não se queixar, nem mesmo cantarolar, não falar nada e não pensar em nada. Fixar o olhar em algo e sentir a própria respiração, dar um pause.
Até as letras de músicas e suas melodias fazem pausas e só o momento de dormir não basta para oxigenar nosso cérebro, vale muito, tenho refletido, cada dia mais, responder as coisas não respondendo. Silencio como resposta, como forma de se fazer entender sem palavras, como maneira de reconhecer o outro e nos vermos ouvirmos nos espaços e ecos que o não falar provoca. Não opinar como forma de se posicionar e o legítimo disso. Os recados contidos no calar.
Dentro desse universo que diminui o barulho, os ruídos, os excessos de informação, que abre espaço para pequenas observações, para contemplar e divagar, interagir com com alguém por alguns minutos ou horas em silêncio é um privilégio e sinal de intimidade, de respeito, de troca valiosa através de olhares, gestos, do momento de sossego dividido. Saberes compartilhados, tipo  o que o outro quer, gosta, precisa, sem perguntar e o outro sem responder demostrar satisfação. 
Olhar no olho, olhar para o outro quando o outro não estiver te olhando e fazer de tudo para não chamar a atenção, para o que não é dito,  se destacar, florescer, ser. Creio que tem imagens e sons que só ouve, vê e entende quem cala e sente, quem junto consente e contente faz um ou muitos minutos de silêncio. Post escrito baixinho, sussurrando entre as falas e opiniões de ontem e as de amanhã, para oxigenar a mente e o coração, para sugerir praticar o calar.

8 de setembro de 2015

Das fogueiras alheias

Do ditado de não botar lenha na fogueira, vale sempre a prática para as brasas nocivas alheias e para as nossas queimas negativas e improdutivas e cabe o entender que tanto quem acende quanto quem alimenta e abana tem responsabilidade em caso de acidentes. 
Fogueiras de vaidades, voos desgovernados e sem preparo, perigo e insegurança de egos tipo balões inflados, comportamentos tipo pipas com cerol, saltos de asas-deltas entre paredões muitas vezes visíveis, tragédias anunciadas, exageros que ao dizer legal, adoro, kkk se incentiva a falta de noção, a queda, a queima.
Acho que cada dia mais vale a ponderação do fazer e do comentar, dar cartaz, palco. Não dizer nada, não curtir, nem compartilhar já vale e vale também uma vez ou mais vezes a depender, dizer algo que diminua as labaredas, faça o outro ou os outros verem além da fumaça e calor do momento, da animação ou fúria, algo que chame para o chão. “Não convém fazer escândalo de começo”, concordo com Guimarães Rosa, “só aos poucos é que o escuro é claro”, com essa frase e menos escândalos e exposição, que com clareza enxerguemos através da escuridão e dos holofotes, que sejamos luz onde há involução.

7 de setembro de 2015

Que me ouçam do Ipiranga

Foto na terra do Tio Sam
Exibindo minha bandeira
Meu ser brasileira
Sem alguns dos defeitos
E com algumas das qualidades
Pelo 7 de setembro
Independente dos placares das Copas
Os ruins e os bons
Da política
De partido
Que tomemos partido de nossa parte
Como cidadãos
Façamos o nosso melhor
Tenhamos orgulho de nossas cultura
Geografia. regionalidades
Conheçamos nossa história
Preservemos e perpetuemos nossas memórias
Tenhamos orgulho
Da nossa mistura de crenças e cores
Lutemos sem armas contra a violência
E para comemorar
E fazer valer o grito da independência
Que fique decretado, com a licença do empréstimo e adaptação
De um poema de Marcilio Godoi
Que todo passarinho, alegria de asas que são
E todo ser humano (que mais humanos sejamos)
Tenham o direito inalienável de silenciar e paralisar qualquer reunião
Com as razões dos corações que pulsam na frequência da paz
Com poder de veto sobre qualquer enfoque que se assemelhe a um badogue 
Sejamos mais educação e amor
E que os filhos desse solo sejam mais gentis
E mais amada pelos que daqui são
Do que pelos que aqui vem
Seja a pátria Brasil

5 de setembro de 2015

Das fotos e fatos

Remexi aqui além do remexer de sempre nas fotos antigas, para trazer uma como combinado, para blogagem coletiva no primeiro sábado de cada mês, proposta por Ana, amiga blogueira do lado de fora do coração. O tema desse mês é uma fotografia de nossa infância e lá fui eu atrás de uma que eu ainda não tivesse publicado aqui ou no Instagram e escolhi essa, das tipicamente tiradas no colégio por um fotógrafo que ia lá registrar nossas carinhas que mudavam a cada ano, a foto ia com o recibo a ser pago, assim na confiança. Lembrança para a gente ver depois de grande, fotos que mostravam a farda, um pedacinho do colégio e muitos pedacinhos nossos. Essa é tamanho G, do tipo de colocar nos álbuns que destacava-se uma página de filme incolor, colocava-se a foto no papel grosso adesivo cheio de linhas e depois o filme ia por cima proteger o registro e se grudar nas margens, para rechear a cada olhar nosso lembrar e dos nossos filhos, netos, amigos.
Minha franja não era moda de corte assimétrico, era a total falta de destreza de minha mãe e o não se importar nem dela, nem nosso, com tá reto, tá bom, tá na moda. Essa fivela eu queria achar entre as tantas coisas que minha mãe guardou, totalmente anos 80, eu usaria fácil hoje. A farda toda gasta, esse modelito com ecler um charme, aposto veio de minha o irmã mais velha e depois passou pela outra mais velha que eu e mais nova que ela ou talvez seja de alguém que deu pra gente, o que era comum e de muito bom grado, fossem fardas ou roupas de uso caseiro ou para festas.
A ausência frontal de dentes é um registro que devia ser lei toda criança ter, tão infância e eu pelo meu sorriso e quem me conhece não tem dúvida, tinha zero de problemas estéticos ou psicológicos com minha trave sem goleiro. O tema para o primeiro sábado de outubro que bem poderia ser infância, mas ai seria muito óbvio e adultos e não crianças são óbvios, vai ser um objeto antigo e um novo, algo em comum entre eles e algo bem diferente. Uma proposta mais elaborada e desafiadora. Até lá cada um fazendo suas publicações diárias ou não, suas tarefinhas de classe e de casa, sempre com um sorriso no rosto, com dente, sem dente e até mesmo sem tá contente, só pra fazer alguém feliz, fazer exercício facial, atrair alegria, distribuir simpatia.

4 de setembro de 2015

Uma sexta de merda

Ilustração de Lado Tevdoradze 
Quanto ao título, não estou estressada, nem desanimada e quem está e se identificou com o título, água benta, xô uruca, nada de palavras feias, muita sorte, bênçãos, ânimo e coragem. A merda em questão é aquela pop desejada nas coxias dos teatros, que soube outro dia qual era a origem do uso da palavra, adorei e como hoje estou indo ver um amigo palhaço, ator em sua atuação no palco do Gamboa nova, conforme convidei e resenhei aqui, resolvi trazer para cá a história da merda da sorte.
A expressão é francesa e surgiu no século passado, com o teatro em efervescência e as pessoas locomovendo-se de charretes. Os artistas começaram a se desejavam “merda” simplesmente, conta-se, mito ou fato, porque quanto mais cocô de cavalo havia na porta do teatro,  era fato que muitas charretes ali passaram ou estavam e quanto mais charretes, mais público. Meu desejo de uma sexta espetacular a todos, seja na abertura ou por trás das cortinas, atuando, fazendo a arte, nos bastidores ou na plateia, que seja com muito ou pouco público, mas com estrela por dentro, luz, poesia, sonhos e sons.

3 de setembro de 2015

Do gênero polêmica(o)

Não postei ontem, mas essa não é uma polêmica. Foi um fato, uma eventualidade! Eu que não sou de fazer gênero, tipo não sei, não vi, deixa quieto, não é comigo, quem sou eu para opinar, acho que todos tem o direito e muitas vezes o dever de dar sua opinião, em outra ponta há que se evitar dar opiniões demais e menos ainda sem uma análise prévia. Para opiniões, sugestões, propostas e mudanças, que dizem respeito ao coletivo, em especial, com cunho educacional e social, em prol de um mundo melhor e mais igual, acho ser, além da ponderação, necessário muita sensibilidade. Essa introdução toda e o título dessa resenha é para falar sobre a polêmica, com polêmicas adjacentes, dos usos, significados e significâncias dos gêneros feminino e masculino, na comunicação escrita, falada, coloquial, erudita e todos os tipos e níveis de uso, bem como a questão sexual disso.
Vou dar minha opinião, usando como referência a seguinte situação: nasce o ser humano ou animal e ai no formulário, berçário, escrito ou falado ou é feminino ou é masculino. Macho ou fêmea. Quem determina? O órgão genitor ou em algumas espécies, algo estético (tipo o bico) que define o sexo da criatura. É isso que diz a placa do banheiro, que quer saber a lacuna a ser preenchida nos formulários, fichas de cadastro, inscrições. Não é uma afronta, não é uma pergunta, placa, determinante ou limitante da opção de sexual de ninguém. Mania de complicar tudo tem os adultos diz a décadas o pequeno príncipe. E não satisfeitos com serem complicados estão querendo complicar o olhar e processar das crianças.
Homem porque nasceu com as características físicas masculinas e mulher o mesmo. Cresceu e não se acha sexualmente do gênero que nasceu okay. Nada muda para pergunta homem ou mulher. Além do órgão sexual, o funcionamento interno, cerebral e tudo mais de cada gênero é distinto #fato e para tanto é preciso saber-se e declara-se de tal gênero para se ter um diagnóstico, um assento ou sei lá o que anatomicamente adequado e coisas do tipo. Certo?
Dizer a que gênero pertence não define o gosto musical, a religião, a opção sexual de ninguém. Banheiros para quem mija em pé e quem mija sentado, para que complicar e criar um terceiro banheiro misto? (desviar dinheiro público quem sabe e o tal discurso da mistura e práticas que cada dia mais separam tudo e todos, só acho). O que cada um faz com seu órgão mijador (com o perdão pela expressão) não é definido pelo banheiro que se vai. O que se fala, se cobiça, no banheiro ou fora dele é de fórum íntimo e modos a gente tem que ter até no banheiro da nossa casa. Realidade é que nos tais dos planos municipais de educação, dentre muitos pontos a serem discutidos, trabalhados, soluções e melhorias a serem postas em prática para ontem, o foco e debates fervorosos foram em todo país esses dia sobre a questão do gênero.
Vi outro dia uma matéria em que uma bonita se sentia ilegítima e vítima de preconceito por conta de no formulário para sei lá o que, não haver outra opção que não homem ou mulher. As Escolas por sua vez estão sendo direcionadas a ensinar às crianças que meninos e meninos não têm um sexo definido e a ordem e moda agora é introduzir banheiros unissex nas unidades de ensino municipais, em unidades de ensino particulares de todas as faixas etárias, em locais públicos e privados, enfim, a polêmica tomou conta das casas legislativas, está nas mesas de casas, bares. A bandeira de um dos lados é combater a chamada “ideologia de gênero” e querem limar dos textos qualquer expressão que guarde o risco de a escola interferir na opção sexual dos alunos. E nessa banheiros estão sendo usados de forma unissex por diretriz das prefeituras e crianças que tem toda uma questão de descobertas do corpo, do estético até o sexual, incluindo os tais ritos de passagem das idades com relação ao uso do banheiro, acessórios, higiene, que é diferente para os dois sexos.
Palco dado a enfrentamentos e questionamentos sexuais fora de época, práticas e exigências ceticistas e não libertárias que atropelam o simples: tipo crianças nesse adulto nesse, pessoas com sapatos aqui sem ali. Nada a ver com gostar de homens ou mulheres. Nascidos meninos ou meninas sem atropelar a fase ideal para despertar a questão do sexo seja de e com qual gênero for, não estimular o erotismo e a sexualidade sem a menor necessidade e nem razão de ser é que devia ser de gênero coletivo em detrimento do pessoal, com zero de questionamentos e gênero quantitativo de menos gente fazendo zoada e inventando moda #simplesassim e mais gente preocupado com a educação primária, do ensino fundamental, médio, valores assexuais, aulas dadas com excelência, acompanhamento dos pais ou responsáveis se as tarefas estão sendo feitos, cobrar e vigiar o não fazer uso do celular enquanto faz a lição de casa #complicadoassim e #issoéquemudaomundo.

1 de setembro de 2015

Oi setembro

Foto de uma escultura que me chama
Me encanta 
Nesse dia parei só para tirar essa foto  
Para completar 
A praça tem azul no nome 
Para um girar de boas vindas 
Para o mês da chegada dela nas praças
A primavera 
De vários bem quereres meus
Muito amor então 
Circo e pão 
"Viver sem amor 
É como não ter para onde ir 
Em nenhum lugar
Encontrar casa ou mundo 
É contemplar o não-acontecer 
O lugar onde tudo já não é 
Onde tudo se transforma 
No recinto onde tudo se mudou 
Sem amor andamos errantes 
De nós mesmos desconhecidos 
Descobrimos que nunca se tem ninguém
Além de nós próprios 
E nem isso se tem"
Palavrices de Ana Hatherly 
Com toda minha concordância 
E desejo de simplicidade com elegância
De leveza, belezas 
Floresceres e ser mais que ter