27 de maio de 2016

Chamada na chincha

Ser adolescente não é fácil! Opiniões sobre tudo e nada, vontade de tudo e nada, achar que a mãe tem que saber coisas desde tecnológicas a ecologia, HQ e sei lá mais o ques. Um sem fim de incoerências e parte do processo de formação da personalidade, transição entre a criança que não é mais e o adulto que ainda não é. Ai, eis que acho, só acho tá, que estamos vivendo um adoleSer congênito. Crianças sendo como adolescentes e adultos, cheios de problemas, pesos, ses, compromissos e adultos e idosos sendo como crianças e adolescentes, não nos detalhes, no lado jovial, mas na falta de limites, de deveres, saberes.
Grosserias e falta de educação com o nome de sinceridade, um ter opinião para dar de tudo, generalizando, agressivando. Um senso exagerado de urgência, muitos outros exasperos, modinhas e paixão acima da razão, ponderação zero. E nessa, vão sites, repórteres, músicas, alimentação, um furacão desgovernado e nocivo. 
Lembro de ser prática conferir tudo antes de ir ao ar, aos impressos. Atualmente, há uma negligência sem limites, desde nas publicações pessoais e pequenas, a comercias, públicas, de grandes empresas e instituições. Um exemplo recente, para referenciar meu resenhar, foi o caso do moço na cadeira de rodas com uma tocha olímpica, que era falso, se era ou não de fato cadeirante. Era e com moderada deficiência. E ele, que tem que andar de cadeiras de rodas e quem por ocasião ou condição já andou ou um dia necessitar assim andar, sabe e saberá (se muito não se mudar) que é complicado. E o que muda a intensidade da deficiência? Estava representando uma condição, um grupo, faria uma performance que não deu certo e virou dúvida, julgamentos, piadas.
Não devia haver espaço para isso de se ser menos ou mais deficiente, cadeirante, meio cego, meio surdo, de julgamentos, de se achar estranho o par de um deficiente ser uma pessoa "normal", de ser normal se dizer e pensar coisas como essas, mesquinhas, de se fazer cavalos de batalhas, misturando política, preconceitos, confundindo liberdade de expressão com libertinagem, molecagem, falta de respeito. Só acho! Tá chato!
Crescer e aparecer, crescer para ser referência e não reticências do adolescer, é isso o que o mundo espera de você senhores adultos e idosos e das crianças serem crianças. Não dá criança peralta ser taxada de hiperativa e quieta de depressiva, a mãe do malhar e ser intolerante e a criança não comer isso é aquilo é malhar ao invés de girar até ficarem tontos, pular feito pipocas e nem saberem nem o que é uma academia, nem glúten, nem lactose. Crianças que a mãe do diz em momentos de manha ou mais humor estarem de TPM ou estressadas. Para! Já para o castigo papais e mamães sem noção.
A propósito, sobre o enunciado, Xinxa ou Chincha ( forma correta ) é um pequeno barco usado para pesca com arrastão (rede de pescar), portanto chamar na chincha seria chamar pra dentro do barco um peixe sem deixar ele escapar, arrastar alguém pra dentro de uma conversa definitiva e também é uma cinta usada em conjunto com o travessão da selaria do cavalo, para ajudar a apertar o peão.

5 comentários:

  1. Adorei esse chamado e colocar dentro do mesmo barco pra bater papo sério, alertar, falar do que tá trancado na goela e por aí vai. Aplaudindo, pois não fico com nada trancado: não engulo mais sapos e sim coloco às claras, deixo transparente! bjs, chica

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  2. Um excelente fim de semana, bjs

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  3. De alguma forma estamos em sintonia nesse assunto tão difícil que é a adolescência.
    Dentro desse exercitar-se no deixar de ser criança e começar a tornar-se o adulto, nesse casulo tudo é confuso, barulhento e a falta de limites precisa ser combatida.
    É preciso falar, porque isso ninguém quer. Filhos bonitinhos o tempo todo? Se não enxergarmos as dificuldades não poderemos ajudar a se tornarem o que podem ser: grandes, belos, em suas diferenças e imperfeições. Pessoas com Valores, Virtudes.
    Beijo.

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  4. Só um adendo, chincha também quer dizer vagina, portanto só uma mulher pode "chamar alguém na chincha", o sentido geralmente é para dar uma bronca, fazer a pessoa cair na real.

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    1. A partir dessa referência só mulher pode
      A partir da referência do barco, qualquer pessoa pode

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