17 de maio de 2016

Do estarmos onde estivemos

Dos cenários que fiz parte 
De muitas das partes
O ponto de ônibus
De um lado e do outro
A boutique do sol
Camelô para os íntimos
A Estação da Lapa
Livrarias
Revelação de fotos
E uma revelação hoje que me deixou triste
Debaixo dessas telhas antigas fiz faculdade
Letrada no Convento da Lapa
E lá estava e está
O portão onde Joana D'arc foi e é um mito
Resistente
Retada
Eu cada vez que pelo portão passava dela lembrava
E me sentia honrada de por lá circular
Foto da casa de meu primo
E depois, passando pela entrada
A notícia da simbólica construção
Para mim e para história, está abandonada
Vazia
Sem estudantes
Professores
Passantes
Tão cheia de tanto e vazia

5 comentários:

  1. Boa noite, querida Tina!
    De fato, o que passou está cheio em nosso coração mas vazio em nossa mente... o tempo se esvai... recordações ficam... mas é bom relembrar pois recordar é viver!
    Bjm muito fraterno

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    Respostas
    1. Nem sempre vazio na mente
      Nem sempre no coração

      Lugares e nós vamos e ficamos
      Vazios nunca

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  2. Linda poesia e recordações...Tanto passou, por tantos lugares passaste, tudo mudou, mas guardas tudinho dentro de teu coração! bjs, lindo dia! chica

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  3. Lembranças...Tudo passou e guardadas no coração e na mente elas aparecem para tocarem com suavidade a sensibilidade,
    Um abraço,
    Élys.

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  4. Achei tão lindo, de emocionar mesmo se ter uma fotografia do lugar, dos telhados que nos abrigaram, da vista assim lá de cima.
    Histórias que hoje deixam de existir tão facilmente. Seja pelo esquecimento, seja pelo mercado imobiliário que põe tudo no chão.
    Amei!

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