28 de abril de 2016

Ser tão

Porque hoje é dia da Caatinga
Bioma nosso
Sertão
Nordeste
Lindo
Foto de meu irmão tão tão
Pura poesia
Terra laranja
Mandacaru que fulora
É sinal que evem chuva
#sertãocaatinga

21 de abril de 2016

Das ressonâncias

Em plena era digital, soa anacrônico, além de improvável, imaginar que o sino de uma capela pos­sa anunciar algo e que alguém preste atenção. Mas era assim nos idos de alguns muitos anos atrás.
Dessa época, é o escritor anglicano John Donne, parente de São Thomas More, santo católico decapitado pelo rei Henrique VIII, padroeiro dos políticos. Descoberta minha sem querer nesse momento tudo a ver.
O tal padroeiro, era tio-avô de Elizabeth Heywood, mãe de Donne, que escreveu a famosa frase: “Nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”. Daí, "Por quem os sinos dobram",  virou livro, que fala de política e história, virou filme e também música de Raul Seixas, leitor de Hemingway e de tantos outros escritores e filósofos.
Ai, em pleno século 21, sem muito espaço para leitores de Donne e Hemingway, que os interpretem de forma profunda, assim como quem ouça com especial atenção Raulzito, os sinos continuam dobrando para cada um, seja no som de aviso de mensagem do Zap, do Face, seja por meio da música do plantão de notícias Global ou de qualquer outro canal, pelo “trending topic” do Twitter.
Os sinos não tocam e não tocavam pela pessoa que morre, nasce, aniversaria, pelo evento em si, tocam para provocar o coletivo, pelo sermos ressontes. E atualmente, num processo de involução, quase ninguém se dá conta de que suas palavras ou silêncio, tem ressonância coletiva.
Publiquei esse texto agorinha no Face em meu perfil comercial por lá, ai trouxe para resoar aqui e em silêncio desejo faça eco.

19 de abril de 2016

1, 2, 3, 4

Não é sobre quando
Ou porque
Não começa aos 40 a vida
Nem quando a gente nasce 
Antes, já estamos vivos nos planos, sonhos, amor de quem nos espera
Não é o número de velas
Não é ter ou não ter vela
Ou bolo, festa
Não é o tamanho do cabelo
Da saia
Do biquíni
Do salto
Não é o que dizem ou pensam sobre nós
Não acho que seja
Não sou dessas
Nada me define, limita
Para fechar o discurso
Pós vela soprada
Uma história alumiada contada por Eduardo Galeano
Um homem, de uma aldeia no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus e quando voltou, disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. Na visão dele, somos um mar de fogueirinhas. 
O mundo é isso, revelou. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
"Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. 
Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. 
Alguns fogos bobos, não alumiam nem queimam, mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.”

13 de abril de 2016



Pelo Dia do beijo
Porque todo dia é dia de beijar
Beijos no rosto
Na testa
De bênção nas mãos
Beijos soltos no ar
Lançados com as mãos
Beijos de coração
Sem mais
E cheios de reticências

11 de abril de 2016

Simples assim

Ai minha sobrinha ariana destemida, que foi ao shopping comigo comer um doce e comprar material escolar, resolveu entrar sozinha num túnel do terror, trem fantasma, alienígena ou algo que valha. Sozinha apenas da compra do bilhete a escolha da aventura a ser vivida no breu.
Ali, do nada, sem dizerem seus nomes, saberem o time, partido, religião, idade, uma dos outros, na simplicidade que rege as crianças, nasceu essa crônica e um sorriso em mim e no Tio. Ela deu a mão as outras crianças, a que foi sua dupla chamou ela de Ninha, abraçou. Essa parte, o retrato do sermos nordestinas, meninas baianas, de xamegos e intimidades na claridade da qualidade maior das relações afetivas, oriunda da tal relação matemática de somar e multiplicar, sem complicar.

6 de abril de 2016

#velhinha

Aqui tentando entender e explicar essa mania do tempo passar
Hoje dia 6
6 anos diz a velinha
E o calendário que daqui a 13 dias eu fico de novo mais velhinha
Lembro perfeitamente desse macaquinho rosa
Do apartamento
Da mesa
Dessas bases de madeira para bolo
Não pode ter passado tanto tempo
#comoassim
#derepente40

5 de abril de 2016

G de ...

Eu já  desintonizando do assunto Gincana
Com G de gostar e de gasta
Recebo essa declaração
E outras
Com G de gratidão
Tem como não amar?
E de novo ano que vem ajudar?
Quando me disse se chamar Bernardo
O abençoado do recado
Eu de cara já amei
E ele já passou a compor meu amanhecer
Lhe apresentei poema do Manoel com seu nome
Ganhamos todos
Mais que melhores fantasias
Mais que a caça ao tesouro
Mais que a Gincana 2016
Ganhamos tudo vivido, dividido, somado
Multiplicado
Eu é que digo com G no recheio
Obrigada!

4 de abril de 2016

Me dei de presente de aniversário
Chegou semana passada
Passados dias e produção
Eis minha publicação
Ganhei linda dedicatória
Mais uma
Mais um livro do menino das goiabas
Marcilio Godói
Esse de poemas
Mais que catar conchas no breu
Procurar uma cartola num quarto escuro
Sabendo que não está lá
E encontrar
Fotografei entre pássaros
Casinha poleiro
Verde
Vida e poesia
Vou ler
Mas já indico
E agradeço

2 de abril de 2016

Meus olhares

A caminho do salão
Do mercado
Da padaria
Todo dia
Para mim uma poesia
Flores
Verde
Céu
Os fios que são o asfalto abaixo
E o não importar lugar
A natureza e sua beleza