18 de outubro de 2016

Oi!

Passando para tirar o pó do blog, que já teve um post por dia. O que houve? Vou contar...
Minha alegria e constância de postar foram sendo minadas pelas muitas partidas e poucas chegadas de leitores. Pela preferência coletiva gradativa por outras redes sociais., tal e coisas, coisas e tal.
Um diário, um ensaio, um querer, poder, ser ou vir a ser escritora, um descobrir e me descobrir na poesia, a necessidade e o gostar de me expressar, conversar, trocar idéias, opiniões. Um contar  da vida em crônicas, em fotos, em fatos e fantasias. Cotidiano, passado, presente, futuro. Assim para mim era e ainda é esse espaço.
Uma caixinha,  as vezes quintal, de descobertas, alinhamentos, desalinhos, amizades, terapia, filosofias, futilidades, temas sérios e amenidades. O que não gosto. O amar por conhecer, o amar exatamente por não conhecer (pessoas, lugares, coisas).
Estou aqui, a garimpar o que já postei, tenho pensado apostar no  idealizado e tão sugerido livro, talvez. Tirando coisas das gavetas, guardando no sótão, me desfazendo de algumas, inventando outras. Porque a vida é assim, muitos era uma vez, é a vez, serão as vezes, com páginas sempre a serem escritas.

1 de outubro de 2016

Eu noveleira e escritora

Ai, quando eu soube não tinha ainda um fim gravado para a novela Velho Chico que dentre as tragédias ambientais e humanas contadas teve uma real, me ocorreu um final, uma homenagem ao moço palhaço e poético, um olhar para rio com o desafio de desassociar essa perda e mostrar as tantas que ele, o rio, foi submetido.
Post para quem assiste novela, por gosto ou companhia, por ter assunto com a mãe, vó, tias, rodas de amigos.
Dos meus personagens dessa novela que assisti por ser tão sertão, as melhores atuações para mim, foram as de Bento dos Anjos (nasceu pra ser ator o cabra) e de Seu Zé Pirangueiro (me ganhou desde o nome). Pensei então, em um papo dos dois com uma carranca feita por Dona Ceci, sendo os três tão envolvidos com as crenças, a cultura, a natureza, os três puros, alegres e tristes como um palhaço, próximos ao personagem e a pessoa de Domingos Montagner.
Esse papo, seria tipo um contar de história para o neto de Santo, um recitar de cordel, uma adaptação de uma adaptação, dos muitos poemas de Manoel de Barros, que foi homem de rio e que tão lindamente foi traduzido em: A língua das coisas, curta da Caraminhola Filmes, selecionado pelo Programa Curta criança, do Ministério da Cultura em parceria com a TV Brasil. Na história, uma criança que cresceu ouvindo os contos de seu avô, homem que o criou e que sempre tentava fazer com que ele aprendesse as coisas da natureza, da vida, a língua do rio, dos bichos, das plantas, a pescar palavras. Que na novela e na vida faltou a todos.
O menino, cansado da rotina da roça, inventou de ir para a cidade aprender a “língua de gente” e um dia, a mãe de Lucas lhe dá a notícia que o avô faleceu e o jovem volta ao sítio onde foi criado, abalado por ter perdido o Avô, ele vai direto pro rio, cenário de diversos aprendizados, em busca de conforto ao seu coração. Sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas até ele pela correnteza, mostrando que as histórias contadas pelo seu avô continuam vivas em sua memória e sempre estarão lá e para finalizar um vídeo do moço se banhando no rio com a frase de Guimarães Rosa: " Saudade é ser, depois de ter".
Não sei você, mas eu acho que ia ser legal e se quiser ver o curta clica aqui.