14 de janeiro de 2014

Para jurar de mindinho

Acredite que você pode mudar o mundo
Que o mundo pode mudar
Que esforços individuais e coletivos
Grandes e pequenos valem a pena
Vamos acreditar?
Jogar lixo no chão da rua
Mesmo que seja um papelzinho de bombom
Ou um caroço de uva
É muito primitivo
O lixo jogado no chão não fala
Mas diz muito sobre quem joga
Colocar o lixo na calçada no local de recolhimento
Rotina de bairros mais pobres
Sem amarrar a boca do saco
Catadores que querem pegar o sustento
E rasgam tudo e largam espalhado
Não! Bora parar com isso!
Parar de dizer que joga no chão pois não tem lixeira perto
Que joga no chão porque todo mundo joga
Acredita ai no poder do bom exemplo
No exemplo do lírio branco no meio da lama
O homem já foi até a lua
Encontra lugares paradisíacos, distantes
E não é capaz de achar o caminho de uma lata de lixo?
Não há desculpas!
Que tal fazer jura de mindinho?
Nada de jogar lixo por ai
Vale pegar o que algum porcão jogar 
E até uma lata levar
Cobrar por mais latas de lixo em locais públicos
Nos transportes, praias, praças, feiras
Nos bairros comprar em grupo se for necessário
Ou individualmente se puder
Colar a palavra chão na lata de lixo se funcionar
Consciência ambiental e senso de higiene é a jura
Pequeninos e crescidinhos
Todos jurando de mindinho
Mantendo o mundo limpinho

13 de janeiro de 2014

Eu passarinha

Assistindo a um programa ratifiquei o que é senso comum, os artistas gostam de criar a noite, detalhe: eu não. Gosto de escrever, fazer arteirices, colagens, cozinhar, tudo de manhã, de dia, com a mente fresca, sol ou chuva. A noite eu gosto mesmo é de dormir ou de farrear, mas meu processo criativo não se dá muito no horário das sábias corujas e boêmios, sou mesmo passarinha. Lembrei que já havia postado algo com esse título e pesquisando descobri que já é o terceiro eu passarinha, clica aqui e aqui para ver as outras postagens.

10 de janeiro de 2014

Que tal esse picolezinho literalmente da fruta?
Sexta-feira, verão, calorão
Diz ai a quanto tempo você não chupa um picolé?
Quebra um gelinho nos dentes
Ou pisa em areia quentinha
Correndo pro mar ou para sombra pra não torrar a sola do pé
E banho de mangueira 
Ou jogadinha de uma garrafinha d´água na nuca?
E chupar cana ou um caju geladinho?
Comer fruta do pé
Ou na feira logo após comprar
Sem lavar mesmo
Como diz a sabedoria popular para criar anticorpos
Tá feito o desafio
De nem que seja uma das coisas na lista fazer
Hoje ou final de semana
Inté segunda!

7 de janeiro de 2014

Detalhes



Escrever eu acho, é como dispor objetos em uma estante vazia, com suas mil possibilidades. Há quem comece pela disposição das coisas grandes e vá encaixando as pequenas. Há quem pense em expor o que é belo e esconder o que julga feio para si ou para os outros. Há quem não arrume nada e saia colocando a esmo tudo que tem, que ganha, acumula.
E terminada a arrumação a cada coisa que se mexe, o que se vê, não é o mesmo, tanto nas estantes quanto nos textos. Comigo acontece assim: se eu escrever e depois pegar o mesmo texto para refazer, mudo sempre mais do que o que mexo em si, mudanças que fazem grande diferença, para mim ou para quem lê. E um detalhe as vezes, muda tudo.
Falando em detalhes, semana passada em um passeio que não imaginei ser tão legal o lugar, entre pessoas queridas em uma paisagem natural belíssima, fiz uma descoberta simples e encantadora: Eu, consumidora assídua de dendê, me toquei que nunca me perguntei ou vi ou soube de onde vinha o azeite dos deuses e  lá estava eu, debaixo de um dendezeiro achando ser coqueiro.
No chão avistei e peguei um coquinho avermelhado e logo pensei: Sinal de sorte enviado por Iansã, na cor do ano vindouro? Não! O fruto do dendê, que amei conhecer, morder sujinho e assadinho na brasa, receita de Eduardo, cunhado de meu marido.
Detalhes! A vida é feita de detalhes, sementes, frutos, palavras, frases, retalhos, que costurados, adornados, valorizados e por vezes remendados, adaptados, são por nós, pelos que nos cercam e pelo mundo semeados, escritos, lidos, cantados, desenhados, nos fortalecendo, formando, transformando.

6 de janeiro de 2014

Hoje

"Hoje eu quero um dia leve
De seriedades breves
E bobagens intermináveis"
Desejo escrito por Yohana Sanfer
E desejado hoje e muitas vezes por mim
Achei legal trazer
Como um mantra ideal para segundas feiras
Que precedem dias de seriedades longas
E bobagens rápidas
Que haja amor onde houver espinhos
Que haja flexibilidade, fé, força
Afeto, afago, amor
Gentileza, candura, beleza
Dentro e fora de nós