Disse em seus doces escritos para O Globo
José Agualusa, sobre Mia Couto:
"Para criar, para escrever
Ajuda muito estar criança
Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação"
Indignada com a poluição do Rio Doce
Do mar
Indignada por ser uma tragédia anunciada
Indignada com o ser humano
Sobre o rio, mais afetivas e assertivas palavras de quem tem água no nome: "Quando um rio morre, morre tudo o que há nele, e todo o chão que ele atravessa. Surpreende-me que a tragédia do Rio Doce não provoque mais emoção e mais revolta, quer dentro, quer fora do Brasil."
Surpreendo-me
E decepciono-me também caro Agualusa
Não foi acidente
Como beber, dirigir, ferir e matar
Também não é
Foto do Rio de Imbassai
Para desaguar meu pesar
Que nem fiz lá no Instagram
Para fazer pensar e se indignar