"Sem dúvida, se perguntássemos às pessoas qual é o
segredo da felicidade, dos bons relacionamentos e da satisfação pessoal, a
maioria diria que é o amor, pois, sem amor, a vida é triste, sem cor, solitária,
carece de um sentido maior.
Muito se fala hoje sobre amor. Vemos inúmeros filmes,
novelas, livros que abordam direta ou indiretamente esse tema tão explorado
pela religião e pelas artes. Contudo, nunca se banalizou tanto o amor e nunca
se amou tão pouco.
Definir um amor não é fácil. Muitos já tentaram. Há várias
concepções filosóficas sobre o amor. E, mesmo que não conheçamos cada uma
dessas teorias, elas estão nos contos de fadas que nossos filhos leem, nos desenhos e filmes a
que assistem, nos livros que lemos, nas telenovelas que algum dia já vimos.
Percebamos ou não, de alguma forma essas concepções estão em nossa mente e, em
parte, explicam o que pensamos sobre o amor e o que esperamos dele.
Por que afirmamos isso? Porque toda pessoa é um ser humano
do seu tempo, influencia o meio em que vive e é por ele influenciado em maior
ou menor grau. Isso é facilmente percebido na linguagem, no vestuário, nos
hábitos e nos costumes dos povos ao longo dos anos. Não falamos, não vestimos,
não nos comportamos como alguém do século XVIII. Tampouco pensamos como ele.
Vivemos no século XXI e nos comportamos como tal.
Nos textos bíblicos, depois de afirmar que o amor é o dom
mais excelente e de definir as características do amor divino que precisamos
desenvolver, Paulo diz:
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava
como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
Porque, agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou
conhecido." (1 Co 13:11–12)
Uma vida significativa não depende do tipo de sapato que se
calça, de morar em certa rua, de uma casa grande e luxuosa. Não depende da
marca do carro que se dirige, do time para o qual se torce, da universidade
onde se estuda ou onde os filhos estudarão.
Viver não é nada disso. Uma vida significativa não depende do dinheiro, da posição social, do poder que
alguém tenha nem do fato de ser famoso ou não. Viver bem não está ligado ao
fato de passar as férias ou não nos lugares desejados. O sentido real da vida é
o amor. Logo, depende de amarmos e de sermos amados.
O amor é a maior energia positiva que rege o mundo
espiritual. É uma vibração. Temos de estar inundados, cheios do amor ágape,
espiritual, para fazer o bem e contagiarmos os outros. Isso fará toda a
diferença na vida das pessoas."
MALAFAIA, Elizet