28 de janeiro de 2016

Das praças

Fui para tirar foto do poeta
Com a mão estendida
Onde o sol nasce e a lua se deita
Mas estava rodeada de tapumes
Resolveram cuidar, pensei
Ou será pelos dias de Carnaval
Com poesia de Morares Moreira
E meu aval
Praças são democráticas
Independente de raça, crença, aparência
Essa da foto
Famosa pela estátua
Cantada e poetizada
Guarda no imaginário sentimentos libertários
Lá está Castro Alves
Glauber de um lado
A Bahia de todos os santos do outro

26 de janeiro de 2016

Dos cines das antigas

Ai fui ali ver Joy
Dava o Óscar fácil a Jennifer
Amei o filme e ir nesse cine
Que muito fui
Filas imensas para ver Os trapalhões
Hoje de boa
Tortinha de maça, café
Com ida na Boutique do sol
Camelô para os leigos
Enfim
Centro da cidade
Filminho novo
Velhas lembranças
E um Salve a Glauber

22 de janeiro de 2016

De repente 18

Da gravação do curta Sonhos
Longa já é a data dessa foto
E esse menino da bicicleta
Das lonas
Do Circo sem lonas 
Segue pedalando
Dando piruetas
Se equilibrando na corda bamba do Circo 
E da vida
18 anos
Vi crescer
E ainda mais quero ver
E que grande por fora e por dentro 
Ele seja sempre criança
O quintal dele é o mundo
E meus desejos de muitas luzes, câmeras
Ação, sonhos, banana real, manga do pé
Alegria e coragem
Para além do que der e vier

20 de janeiro de 2016

Das cores que se exibem

Como não amar, reparar
Cores a sorrir
Todo dia
Mesmo com os todavias
Além da pressa
Sem preço
Foto de agorinha
Reparares de todos os dias

10 de janeiro de 2016

Do usar o cel 
Para registrar o olhar pro céu
O verde, o azul
Branco, amarelo
E nossos elos
Os meus com essas árvores
Da frente do mercado de Nazaré
Me viram elas muito ir e vir