30 de setembro de 2014

Que

"Uma nuvem, disse ela:
Umas vezes quer dizer chuva
Outras vezes bom tempo"
Disse Quintana que disse a ele uma senhora
Ai resolvi com Millôr emendar
"Olha!
Entre um pingo e outro
A chuva não molha"
Final de setembro, início da primavera
Aqui choveu
Deixo meu até ao próximo setembro
E bem vindo outubro
Que entre chuvas e sol
Luas e estrelas
Entre os inícios e finais dos meses
Definições e indefinições
Objetividade, lógica e poesia
Entre uma nuvem que chove
Ou qualquer outra coisa
Que entre um pingo e outro
Hajam arco-iris
Que entre piscadas
Passos firmes e topadas
A gente seja feliz

25 de setembro de 2014

Aulinha de palavrinhas internéticas

Ganhei nem me lembro mais de quem essa figurinha
Amei e achei a cara desse post de hoje
Obrigada a quem me mandou que já devo ter agradecido
Mas agradecer nunca é demais né
Ao ilustrador, aplausos com patas de centopéia
Vamos a uma aulinha básica de internetês, não sou nenhuma mestra, nem entendida de palavrês internético e veemente contra o uso de palavras que são desse meio para bate papos e afins na linguagem escolar e comunicação interpessoal de uma maneira genérica (tipo a criatura falar com a avó como fala com a colega de 15 anos). Eu, por exemplo, falo muitas gírias, mas sou contra o uso das mesmas em determinados contextos. Tudo tem sua hora e lugar, como dizia um Padre que rezava missas na Igreja do Bonfim, não tem nada a ver ir de biquíni para igreja nem de paletó para praia.
Voltando ao vocabulês das redes sociais, sempre via a sigla -pap- em sites de artesanices e passei a usar a expressão no automático após descobrir que significa passo a passo. Aprendi e sempre ensino e me acho o máximo por saber, que até pouco tempo eu não sabia, o significado da sigla -tag-. Vale primeiro a explicação enciclopédica que parece mais a segunda explicação do professor de matemática quando eu dizia que não entendi a primeira, invariavelmente piorava. Vamos lá para uma explicação técnica: "Tags são estruturas de linguagem, de marcação, contendo instruções, tendo uma marca de início e outra de fim para que o navegador possa renderizar uma página". Oi??? esse rendenizar do final então. Corri para o moderno pai dos burros. Em tempo, rendenizar é o "processo pelo qual pode-se obter o produto final de um processamento digital qualquer".
A explicação para mim entendível é que são palavras-chaves, usadas para agrupar diversas mensagens que tratam do mesmo assunto. Todo usuário pode criar ou comentar uma Tag no no seu blog. Tags são a cereja do bolo e criadoras de álbuns no Instagram. O que determina uma Tag é o símbolo "#" que deve ser digitado antes do assunto desejado.
Acho sempre bom saber o significado, ensinar e usar palavrinhas novas e velhas, formais ou locais pouco usadas. Enriquece o vocabulário e é um toque de bossa. Falando em bossa e palavras, tive por mais de um semestre na época da faculdade um professor de Língua Portuguesa, um senhor, veterano na instituição, todo cheio de pose, garbo e cara fechada, que todo mundo corria para secretaria para fugir de sua turma e eu fazia questão de pegar, tipos desafio, por ser ariana ousada, para não deixar ele ficar naquela de temido e também porque o cabra tinha um vocabulário de juiz de Direito, falava bonito. E das muitas coisas que ele falava e eu não sabia o que era, eu pesquisava e eis-me aqui, explicando para arrematar, uma palavra aprendida de uma expressão que ele usava em quase todas as aulas: "erro crasso", assim como exigia em todas elas silêncio sepulcral.
Na Roma antiga havia o Triunvirato (muito chique essa palavra e com cheiro de aulas de história, que quem teve bons professores lembra, eu lembro: poder dividido por três generais). O primeiro dos Triunviratos foi formado pelo nightmare time (antônimo de dream time, time de pesadelos em bom português): Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante da vitória e arrogante de formação ele resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar e para piorar escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. E o pequeno povoado conseguiu vencer os romanos. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, chama-se de erro Crasso. Adoro essa história!

24 de setembro de 2014

Feito com amor



Eis-me aqui com a prometida doce indicação da mais nova doçura de Salvador, a Feito com Amor, confeitaria artesanal que no cardápio (clica aqui para ver no álbum do face, adiciona no What´s ou manda e-mail), dentre as muitas maravilhas tem: Cookies de Canela com Chocolate, Naked Cake de Baunilha, recheio de Doce de Leite e Coco, cobertura de Chantilly e Frutas da estação. Tem Torta de Limão, Bolos com Glacê "Retrô" (aquele com gostinho de limão, que ninguém mais faz) e outros sabores "retrôs", inovadores e mistos (ao gosto do freguês) e sabores clássicos e caseiros como Bolo de Fubá, Bolo de Milho, Bolo de Aipim. Tem Torta de Coco Queimado, de Maçã e de Banana. Tem Bolos de Pote, Sequilhos, Broa, Rocambole com Estampa e uma infinidade de receitices, sabores, tamanhos, preços, tudo com um toque de arte e poesia. 
Esse: Tem isso e tem aquilo do meu anúncio ficou parecendo chamado de feirante ou de banquinha de quermesse. Amo shoppings, mas também amo feiras e quermesses e amava as barraquinhas de São João da escola, onde nós, Mel e eu, já vendemos muitos bolos e gostosuras em pratinhos margeados por babados e flores de papel crepom colorido.
Como diz Silvio Santos, eu provei, meu irmão provou, minha mãe provou (muitos risos). Vale provar e encomendar pela qualidade dos produtos, pelo compromisso, simpatia e doçura dessas empreendedoras (ela tem uma sócia, Manú) e também pelo meu depoimento pessoal, de uma das maiores docerias aqui do pedaço, não ter muitas vezes os sabores queridinhos, como a Torta búlgara com sequilhos por exemplo e o atendimento ser do tipo: - Nem sonhe que não tem! - Para conseguir achar esse sabor é difícil! Outra dia numa outra pop, após eu ir algumas vezes atrás de Torta de maçã com amêndoas, em falta total nas mil cafeterias aqui de Salvador (vou nas de bairro as tops), a moça disse: - Tem no cardápio senhora, mas nunca tem! Oi??? Fala sério! Vale conferir e por enquanto para quem não for daqui o sabor e a doçura da Feito com Amor também vai via Sedex. Oxalá vire uma franquia interestadual, quem por aqui passei já viu aqui e sabe que é bom.
Ah! Ia me esquecendo, já que o Natal já está dando as caras nos Shopping e temos a péssima mania de deixar tudo para a última hora, elas estão preparando um cardápio especial para esse adocicado período. Fiquem de olho na página do face que linkei lá em cima, porque sempre tem gostosas novidades por lá. Doce dia e doce vida!

23 de setembro de 2014

Doce mel

Amo mel! E você? Nem vem me dizer que tá de dieta, que engasga! Se quiser dizer diga, tudo bem! Nos idos de criança eu tomava mel todo dia quando das muitas vezes passava as férias na casa da minha Tia Nélia. Lá tinha sempre mel e se tomava uma colherada todos os dias. Teve uma época que tinha uma com uma rolha dentro, outra com formigas dentro, talvez uma dessas foi a que ficou com rolha e formigas e tinha a garrafa puro mel.  E ela sempre perguntava: - Quer de qual? A cada uma de nós, Helena e Marina as filhas e Eu a sobrinha hóspede que ficávamos em fila. - Do com formiga e com rolha, era a escolha mais comum, por graça e talvez por completude, tipo: queremos com tudo.
Toda essa contação foi uma divagação direto do túnel do tempo porque amanhã vai vir para cá a recomendação e contatos de uma nova Confeitaria aqui em Salvador (trabalhando por enquanto sob encomendas), com quitutes deliciosos, tortas tão lindas quanto gostosas, sabores caseiros, retrôs e moderninhos. A empresa é uma sociedade de duas moças confeiteiras e arteiras, uma delas minha colega dos tempos de escola, filha da "dona" da cantina, amiga de meu irmão, parceira da Plano3 filmes, sempre talentosa e simpática, de nome Amélia, mulher de verdade e apelido doce como ela: Mel.
Aguardem e preparem-se para imagens fortes, hoje nem ilustrei a postagem com nada comestível como pensei e não achei outra ilustração que encaixasse, para uma dieta dos olhos devido ao teor das gostosuras de amanhã. Pessoas tipo eu, formigas doceiras, vão aguar.
Falando em mel, adoro molho de mel com mostarda e dentre os molhinhos clássicos tipo rosê e branco que vem em cumbuquinhas com os petiscos nos barzinhos, veio com frutos do mar empanados em um que fui dia desses um molhinho de mel com pimenta calabresa, simples assim e delicioso. Não fiz a fina e lambiquei com camarões até o último vestígio do tal molho. Fica a dica! Brinde de leite quente, mel e canela e até amanhã!

22 de setembro de 2014

Guia para descobrir a natureza

Falei recentemente aqui da minha candura, exclamações e reticências a nomes de editoras, não tanto para comprar um livro, mas por observância e também pela escolha com paridades e poesia para quiça um dia eu consiga publicar o meu, ou os meus, já que sonhar é de graça e sou chamada de passarinha, vou sonhar alto.
Mexericando na net achei uma editora mimosa chamada: Planeta tangerina e eis que a capa do livro que me levou a ela é de cor laranja como essa frutinha de tantos codinomes, que só aprendi esse ano ser um deles bergamota. Cor que amam minha amiga Ana e meu irmão.
Irresistível não linkar um post alaranjado em que falei de um livro e escritor amado, para leitura ou revisita, clicar aqui. Um tangerinoso aqui, além do post sobre nomes de editoras que referenciei no inicio dessa escrivinhança. Clica mesmo sobre as palavras indicadas e hachuradas (adoro essa palavra pouco usada e tão escolar que significa sublinhar e que eu falava até buscar como grafar hachuriar).
Voltando ao livro, ele é um guia que tem uma temática que é a cara aqui do blog e de blogs amigos, além de comunicar em linha reta, curvas e atalhos com meu pensar. Lá fora é o nome do livro (esse das páginas ilustradas, aberto na ilustração) e nele somos convidados a refletir e a sair para fora de casa e levar conosco as crianças, os idosos, nossos cães, gatos, pois ainda que não moremos numa vasta ou até miúda roça, fazenda, casa, ainda que moremos numa barulhenta, edificada e grande cidade, sempre existe natureza lá fora. Não venha me dizer que não. Nem que seja uma flor que nasceu no meio do asfalto deve ter na sua rua ou na vizinha, se não tiver tem as nuvens, o sol, a chuva, a lua e as estrelas, pedras. Valendo as muitas vezes abandonadas, praças, árvores, praias, aves.
Um livro que incentiva o despertar da curiosidade pelo mundo natural, que inclui propostas de atividades de interação com a natureza, que é colorido e com lindas ilustrações (pelo foleamento virtual que fiz, não tenho ele, nem conheço quem tenha) e que tem a romântica e realizadora pretensão de ajudar as pessoas grandes e pequenas, trancadas em seus quartos, plantadas no sofá a saírem de casa e descobrirem ou simplesmente contemplarem a natureza e o mundo incrível que existe “Lá fora”. Achei muito boa a indicação, o tema e a proposta para uma segunda primaveril, com olhadas para os campos, para o céu, para folhinhas caídas no chão, para as flores nos caminhos, olhares fontanos, curiosos, sensíveis, com brilho e piscadas de vida.

19 de setembro de 2014

Fotos com legendas multicores

Estão vivos, na lembrança, meus tempos de criança
Adolescência e juventude
Posso ver-me na varanda
Sentir a brisa do vento, admirar o azul do firmamento
Foto e legenda da participação de Majoli
Achei linda a foto assim que vi, sem nem mesmo ler a legenda
Após ler vi uma foto na poesia
Assim como tinha visto poesia na foto

Uma máquina de escrever
Um papel
Uma parede verde
E um pouco de inspiração
Essa é a foto e legenda de Nina
Tão simples, tão anos 80, tão inspiradora
Tão Nina e suas letras

As sombras denotam a existência
De algo verdadeiramente iluminado que está logo a frente
Essa é a participação do Luís Felipe
Que comentou sempre dar de súbito  com o que vai fotografar
E como foi convidado a buscar, procurou e nada
E eis que sua colorida, poética e florida participação
Através da foto, da legenda e do comentário
Veio da mesa onde ele estuda todos os dias

As fotos e legendas comentadas, que aqui por mim estão sendo divulgadas e resenhas, também estão lá no lado de fora do coração da Ana, escritora do livro Crônicas Gris, que traz várias crônicas, algumas com pinceladas encantadas, outras cômicas, outras reflexivas através de uma leitura fluente, com referências pessoais e genéricas de momentos, sentimentos e busca de sentidos desde os multicores cabelos de nossas infâncias e das infâncias a nossa volta aos fios gris. Uma busca que não deve cessar e que devemos cercar de poesia, colorir, ilustrar.

16 de setembro de 2014

Para fazer chover

"Não é preciso falar de amor para se transmitir amor
Nem é preciso falar de dor para transmitir o seu grito"
Bem dito por Manoel de Barros
Emendo dizendo que não é preciso falar de preconceito para tratar o tema
É preciso não falar em cor para fazer ser a cor o que menos importa
É preciso educação, cultura, integração
"Assim como a lua tem muitas faces
No mundo, por vezes, faz inverno e outras vezes faz verão
Não podemos sempre estar felizes"
Ombela
Eu vi numa revista de uma certa livraria um livrinho que me encantou por esse trechinho acima, pela capa, pela descrição do conteúdo com referência a um assunto que eu já havia publicado aqui e que foi o da publicação de ontem. Ai juntei meu gostar e ter como que para adultos muitos dos livros infantis e cá está uma resenha e indicação pelos recados, pela filosofia, poesia, conhecimentos dispostos nas entrelinhas, pela beleza e simplicidade de Ombela, nome de uma Deusa que aprendeu a fazer chover usando as suas lágrimas e que aprendeu com seu pai que há hora para sorrir e hora para chorar e que suas lágrimas doces e salgadas podem encontrar lugares para ir e nutrir (a ela e ao mundo) todos os dias. 
Ondjaki é o nome do escritor, prosador e poeta, nascido em Luanda. Rachel Caiano é o nome da ilustradora e artista plástica, nascida no Brasil, que com formação em artes de palco dá um show a parte nas suas ilustrações. Uma lindeza o livro que foliei mas não comprei, foi para minha lista de desejos e veio para cá, como indicação.
Veio também e muito para cá, por conta da proposta da editora, que lançou o selo chamado de: Pallas mini , esse ano, com livros infantis tão delicados e interessantes quanto Ombela e que viram para cá em posts individuais, uma vez que achei ficariam perdidos dividindo espaço hoje com essa publicação única para tantas indicações.
A editora dedica grande parte de seu catálogo aos temas afrodescendentes, não por acaso ou sem cuidado, conscientemente, imprimindo nos livros o interesse pela valorização e conhecimento das raízes culturais africanas, cientes da escassez no tema, da falta efetiva de registros didáticos ao paradidáticos das tradições, lendas, costumes, religiosidade, filosofias, personagens, personalidades, pequenezas e grandezas africanas e da importância de tudo isso como parte de nossa nacionalidade, de nossas crenças, hábitos, referências.
Postagem para  fazer chover livros desse tema dentre os livros lidos por quem me lê, por crianças, adolescentes e adultos, para fazer chover pessoas que não vêem a cor da outra como rótulo de nada. Uma divulgação da Pallas e seu trabalho, de outras editoras menos pops, de bons escritores e ilustradores, populares ou não.
Para arrematar, mais uma lista aqui (com livros no tema de ninguém menos que Mia Couto). Oxalá que sejam lidos, que tenham exemplares nas livrarias e nos sites disponíveis, que sejam resenhados, divulgados, que chovam escritas, boas práticas, mistura como cura, africanidade como presença rica e forte em nosso país e mundo a fora, nas alegrias e tristezas, no que comemos, nas danças, nas estampas e nos livros, no reconhecer e valorizar das personagens e personalidades, da cultura da história já escrita e escrita em cada canto por esse povo que é nosso, que somos, como somos índios, orientais, indianos...universais.

13 de setembro de 2014

Resultado Colorido

Frida Kahlo e cores tem tudo a ver com o Concurso
Foto da internet 
Para apontar com o indicador o vencedor
Que rufem os tambores
E quem ganhou o livro Crônicas Gris
O marcador do meu blog com dedicatória
E resenhas com a foto e a legenda da participação 
Foram 3 participantes:
Nina, Majoli e Luís Felipe
Não conseguimos escolher uma única participação
Gostaria de agradecer em meu nome e de Ana Paula por todas as participações criativas e poéticas, todas as fotos, legendas e carinho. Para brindar, além de Frida, no tema cores, trouxe a história de um adolescente que criou um dispositivo portátil e de baixo custo que converte as cores em sons para quem não ouve. Como não compartilhar e aplaudir em azul celeste tal criação? 
Cada cor é representada por um som diferente e Matías, que aprendeu a programar vendo vídeos na internet, teve sua sensível motivação e inspiração nos deficientes visuais de uma instituição que realiza trabalhos de macramé e têm dificuldade para reconhecer as cores das linhas usadas. O equipamento além da utilidade em si, teve a preocupação do garoto de ser pequeno, para ser fácil de transportar e manusear. Ele considerou segundo a matéria (ver aqui) a possibilidade de alguns smartphones realizarem a conversão de cores para sons, tornando a máquina acessível a todos. A colorida invenção valeu o primeiro lugar na primeira edição Argentina da Feira de Ciência do Google. Com o prêmio ele pretende aprimorar seu dispositivo.
Que com o prêmio desse concurso colorido aqui do blog os ganhadores se inspire e espalhe além do habitual, cores, palavras e boas energias por ai. As publicações resenhadas e poetizadas serão publicadas aqui e na Ana na sexta-feira (dia 19). Inté!

5 de setembro de 2014

Colorido concurso cultural

Na primeira sexta-feira desse mês das flores e cores, que caiu num dia desse mês que gosto muito e dia da semana aqui na Bahia de vestir branco, vou lançar um desafio multicor para o final de semana e semana. Está aberto o segundo Concurso cultural aqui do Blog, que espero seja tão colorido e concorrido quanto o último (ver aqui). Nesse concurso vale foto no instagram, blog ou face, com legenda poética e criatividade.
A publicação, seja em qual dos canais for, deve ter as hashtags: #crônicas gris, #coresepoesia, #coloridoconcursodomeublogeeu. Anotou tudinho? Põe então seu olhar poético no visor da máquina de fotos ou celular, dedinhos e conexão para funcionarem.
A proposta é interação, semeadura poética, incentivo a fotografia, escrita e leitura. Os participantes devem deixar aqui o link da publicação, mandar para meu e-mail (no Insta usando as # já dá para acompanhar), para minha visualização e de Ana Paula Amaral, parceira da escolha, escritora e amiga.
A publicação vencedora, vai ter a foto e legenda publicadas e cronicalizadas aqui e no blog de Ana, além de ganhar um exemplar do livro Crônicas Gris, escrito em crônicas, cores e poesia por ela (ver uma das publicações minhas sobre o livro aqui) e um marcador de meu blog com um recadinho no verso. A data para publicação e registro aqui nos comentários dessa postagem é até a próxima sexta-feira, dia 12 de setembro. Se avia!

4 de setembro de 2014

Vocabulês

Eu adoro saberes linguísticos, curiosidades regionais de vocabulário, palavrices, sotaques e tudo mais que quem é meu leitor ou convive comigo e me conhece sabe. Pois bem, quem não sabia ou quer saber mais sobre esse meu bem querer e tiver a fim de ler postagens no tema semeadas por aqui, clica nas palavras links a seguir: confuseirice, marcianice, sotaquice, poliglotice, palindromice, nordestice.
Para mim, novidade recente foi a descoberta de que bergamota é tangerina. Ganhei um creme para as mãos de bergamota, adorei o cheiro e fui pesquisar o que seria a tal substância de delicioso aroma, boba foi a minha descoberta. Sei ser mexerica também um nome dado a alaranjada fruta de gomos que denuncia o comedor ao abri-la e também após lavar as mãos por algumas vezes depois de pegar nela e confesso achar esse nome com um que de comer e danar a fuxicar, mexericar (risos). Será?  Me pus a perguntar, que esse codinome é por ela mexericar o comedor com seu odor? Huuummm!!! Viajei? Ou será que acertei? Ou uma correlação doida inventei?
Além das palavras que me lembro já resenhei e já me peguei pesquisando sinônimos Brasil afora, como mandioca, que é macaxeira que para mim é aipim, a palavra da vez é bombom, queimado como se chama muito aqui na Bahia, caramelo como é um clássico chamar, bala (gosto dessa não, tem um que de gangster, faroeste, me dá uma bala e puuuum). 
Quero saber como você chama essa guloseima de infância, que conheço como jujuba ou bala de goma. Não podia deixar de registar a canção que me pus de fundo musical enquanto escrevia esse blá blá blá a cantarolar: "Doce doce doce, a vida é um doce vida é mel". Pedaço do céu é mesmo a vida, que sempre lembremos. Pedacinhos de infância são bombons, que essas e outras doçuras, de comer, fazer, ver, a gente se permita sempre, para um recheado, colorido e rico viver e reviver.