19 de dezembro de 2016

Brinde

Um brinde de Fanta Uva
Que meu marido acha, faço parte de um diminuto grupo, que gosta
Assim como uva passa
E memórias com traça
Falar e lembrar de quem já se foi
Querer viver o agora além do porvir

Enfim
E sem fins de mim
Que me senti brindada nas palavras de um poeta amigo
E trouxe para compartilhar
Brindar
Com quem em partes ou totalmente se identificar
Me identifiquei muito e quem me conhece me reconhecerá
Donos do mundo, é o nome do poetar

Para quem for o total oposto
Maiorias quiçá
Um brinde de...sei lá

"aos que soltam pipas
aos que chutam latas
aos que pedem fanta uva
aos que tomam chuva;

aos que abraçam (e beijam) árvores
aos que imitam desenho animado
aos que criam bichos
aos que separam o lixo;

aos que jogam paciência
aos que têm muita miopia
aos que vivem de brisa
aos que tiram a camisa;

aos que chupam pirulitos
aos que fazem algodão-doce
aos que compram pipoca e praliné
aos que esperam o sol nascer;

aos que caminham a esmo
aos que alimentam os pombos
aos que catam migalhas
aos que perdem as sandálias;

aos que falam sem pensar
aos que pensam sem dizer
aos que imitam passarinho
aos que falam sozinhos
aos que riem muito alto
aos que se fantasiam
aos que dão vexame e gorjetas
aos que não trancam gavetas;

aos que esquecem as chaves
aos que perdem a hora e a carteira
aos que fazem a festa surpresa
aos que sobem na mesa;

aos que jogam bola, bola de gude
aos que jogam jogo de botão
aos que jogam o jogo da verdade
aos que nunca jogam verde;

aos que olham nos olhos
aos que fazem letra e música
aos que vestem laranja
aos que tocam uma canja;

as que levam balas nos bolsos
aos que dão bom dia a estranhos
aos que gargalham no filme do carlito
aos que acham esquisito bonito;

aos que erram na conta
aos que fazem castelos na praia
aos que estouram o espumante
aos que não se desenganam antes.
aos que não ligam pra blusa furada
aos que costuram meias
aos que ainda usam chapéus
aos que tiraram os véus;

aos que atiram pétalas, pérolas
aos que abrem a casa, tomam um porre
aos que desligam o celular
aos que ligam, mesmo a cobrar;

aos crédulos, livres de espírito
aos meio crianças ainda
aos de alma de orgulho desprendida
aos que tentam o mais leve da vida
levem, pois este mundo lhes pertence."

Marcílio Godoi

18 de outubro de 2016

Oi!

Passando para tirar o pó do blog, que já teve um post por dia. O que houve? Vou contar...
Minha alegria e constância de postar foram sendo minadas pelas muitas partidas e poucas chegadas de leitores. Pela preferência coletiva gradativa por outras redes sociais., tal e coisas, coisas e tal.
Um diário, um ensaio, um querer, poder, ser ou vir a ser escritora, um descobrir e me descobrir na poesia, a necessidade e o gostar de me expressar, conversar, trocar idéias, opiniões. Um contar  da vida em crônicas, em fotos, em fatos e fantasias. Cotidiano, passado, presente, futuro. Assim para mim era e ainda é esse espaço.
Uma caixinha,  as vezes quintal, de descobertas, alinhamentos, desalinhos, amizades, terapia, filosofias, futilidades, temas sérios e amenidades. O que não gosto. O amar por conhecer, o amar exatamente por não conhecer (pessoas, lugares, coisas).
Estou aqui, a garimpar o que já postei, tenho pensado apostar no  idealizado e tão sugerido livro, talvez. Tirando coisas das gavetas, guardando no sótão, me desfazendo de algumas, inventando outras. Porque a vida é assim, muitos era uma vez, é a vez, serão as vezes, com páginas sempre a serem escritas.

23 de julho de 2016

Amar é ter um pássaro pousado no dedo
E quem tem um pássaro pousado no dedo 
Sabe que, a qualquer momento
Ele pode voar
Quem me ensinou foi Rubem Alves
Na foto uma viuvinha
Que marido achou na garagem e trouxe para mim
Elas me alegram
Desde menina
Pousam e se vão
Post por Cuca
Uma ser humaninha canina
Que nunca pousei minhas mãos em suas madeixas cor de ouro
E que voou hoje para o céu dos cachorros
Meu carinho Chica amada
E o sentimento
De que, o que importa
É o que nos importa
#dasefemeridadeseeternidades

13 de julho de 2016

Das dores e esperas

Eu disse na escola que tinha alergia a Merthiolate, acharam era medo e em minutos eu toda empolada lá estava. Quem tem pouco (ou muito) mais de 30, sabe a relação direta entre o medicamento e a dor, não só pelas causas para o uso, mas também pelo ardor causado pelo danado liquido avermelhado. Eu, piveta que era, vivia ralando os joelhos, cotovelos, rancando os tampos dos dedos e um primo do Merthiolate me salvava com sopro cheio de bactérias curativas depois. 
Ai, com o tempo criou-se uma fórmula que não arde e como muitos remédios a cura é a duras penas. Santa Água Maravilha! E esse post além das reminiscências, é uma ferida, que resolvi cutucar nessa prosa. Nessa onda do tudo sem açúcar, sal, lactose, glúten, sem dor, geração estranha que canta e exibe o sofrer como estilo de vida, gente exibida, estressada, desapegada, despachada além do senso do ridículo e do coletivo, reza a manada que gente antenada não sente nada, nem de ruim, nem de bom, suave na nave. 
Babys, kids, teens anestesiados, que não sabem o que é ardor, fome, sede, espera em fila, paciência, tempo de preparo, época de tal fruta. Todos cercados de aparelhos, apetrechos, apps anti mimimis, pitis, ses, sempre a mão. Água, com gás, aroma, vitaminas, da torneira nem passa na cabeça, pela guela então!  Bolachas e iogurtes sem gosto, smartphones inseparáveis, tablet, carregadores, analgésicos, contatos sem chance são decorados. Tudo assim misturado, insosso.
Filhos, maridos, esposas, amigos não podem esperar, nem meia hora, nem uma. Nem minutos para uma resposta nas redes sociais. Ou envios ficam no limbo, sem ser vistos ou vistos e não respondidos. Filas? Não! Restaurantes sem espaço específico para crianças não! Sem Wi-Fi não mesmo!
O viver as dores e esperas e o tanto que ensinam, a urgência por paciência em série para todos, resistência ao calor, ao frio, as mazelas, porque tem muita coisa que continua ardendo, doendo, demorando ainda que a moda seja camuflar e cultuar a falsa sensação de que nada mais é difícil, doído, doido, de que tudo é imediato, aceitável, que o prático vale mais que o rebuscado, que todo mundo é valente, contente, perfeito, saudável. Afff!

7 de julho de 2016

De por aqui por ai

Porque somos aventureiros
Rumo ao infinito
Entre saltos
Mergulhos
E nas muitas estradas da vida
Viajando em nosso lindo Balão azul
Das minhas férias por ai
Aos poucos trago ou não

13 de maio de 2016

Diversos e afins

Esse é o pézinho cheio de areia 
De um menino barqueiro 
Que eu acho já postei aqui a foto
Aparecendo meus pés areados também
Hoje reparei no short verde e amarelo dele em especial
Além do azul do barco
E o banco branco
Cores
Que bom podermos vê-las
Verde, amarelo, azul
Eu branca
Ele negro
As cores brasileiras
Pela data de hoje
Dia da Abolição
Que na escola do modo ensinado
Eu achava o máximo
Marcante
Importante
Mas não é uma data muito querida
O lugar de fala deles diz
Dia da consciência negra em Salvador não é feriado
Sexta treze ainda é superstição
Complicado
Simplifiquemos pois
Abolindo o que não soma
Combatendo o racismo 
Pisando descalços em areia, terra, poças
Tomando banho de rio e mar
Para o corpo energizar
A natureza nos abençoar
E azar de quem não sabe
Que somos todos arco iris

11 de maio de 2016

Limpar as calhas
Varrer as folhas
Que caem sem alarde
Afazeres
Chuva e sol
Telhas
Teto
Céu
Tanto
#doveralém

3 de maio de 2016

Das ondas digitais pras reais

Passo por essa Praça quase todo dia
E esse fotografar a dias fiquei a programar
Por medo de sacar o celular
Onde vamos parar?
Com o zap fora do ar desde ontem
Me perdoe quem usa pra trabalhar e namorar
Mas não pude evitar
Segue para o retrato acompanhar
Pedido tipo poetar
Que pare toda a tecnologia
Nenhum aviso de mensagem
Áudio, vídeo, imagem, texto, nada
Nenhum app novo seja criado ou baixado
Alguns dias por favor sem Jornal
Na tv, nem impressos
Que abaixem os valores de ingressos 
Para futebol, teatro, cinema
O viver anda morto, morno, marolado
Que se curta mais as ondas do mar
Das praças
De fotos antigas, lembranças, traças
Que ouça-se menos avisos sonoros de smartphones
Alarmes de carros, buzinas
Lacres de latinhas de cerveja
Emudeçam por favor músicas que a letra é um horror
Mais melodias instrumentais
Estrofes que nos falem mais
Ondas, sinos a soar
O vento nas folhas, passarinhos a arrevoar
Que aviões sobrevoando o céu sejam vistos
Os passantes pelas janelas das casas
Os finais de tarde
A paisagem por quem dirige
Quem está no carona
E atrás pelo retrovisor
Não estando vidrados pobres e abastados 
Nas telas na palma mão, dedos, colo
Ao alcance imediato
E longe do coração
Que andar a pé, de coletiv o ou bike
Não seja para se pensar
Se alguém vai te roubar, machucar, matar
Que tomar banho de sol e lua
E ir pra rua
Não sejam só por protestos ou badalação
Ondas de concreto
Concreto viver, ser, estar, ir e vir
Com cheiros, gostos, desgostos, sorrisos e emoções
Não de emojis, tipo miojo
De verdade, banho Maria, esperas
Marés, mares, mais que digital
Concreto

28 de abril de 2016

Ser tão

Porque hoje é dia da Caatinga
Bioma nosso
Sertão
Nordeste
Lindo
Foto de meu irmão tão tão
Pura poesia
Terra laranja
Mandacaru que fulora
É sinal que evem chuva
#sertãocaatinga

21 de abril de 2016

Das ressonâncias

Em plena era digital, so improvável, imaginar que o sino de uma capela pos­sa anunciar algo e que alguém preste atenção. Mas era assim nos idos de alguns muitos anos atrás.
Dessa época, é o escritor anglicano John Donne, parente de São Thomas More, santo católico decapitado pelo rei Henrique VIII, padroeiro dos políticos. Descoberta minha sem querer nesse momento tudo a ver.
O tal padroeiro, era tio-avô de Elizabeth Heywood, mãe de Donne, que escreveu a famosa frase: “Nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”. Daí, "Por quem os sinos dobram",  virou livro, que fala de política e história, virou filme e também música de Raul Seixas, leitor de Hemingway e de tantos outros escritores e filósofos
Ai, em pleno século 21, sem muito espaço para leitores de Donne e Hemingway, que os interpretem de forma profunda, assim como quem ouça com especial atenção Raulzito, os sinos continuam dobrando para cada um, seja no som de aviso de mensagem do Zap, do Face, seja por meio da música do plantão de notícias Global ou de qualquer outro canal, pelo “trending topic” do Twitter.
Os sinos não tocam e não tocavam pela pessoa que morre, nasce, aniversaria, pelo evento em si, tocam para provocar o coletivo, pelo sermos ressonates. E atualmente, num processo de involução, quase ninguém se dá conta de que suas palavras ou silêncio, tem ressonância coletiva.
Publiquei esse texto agorinha no Face em meu perfil comercial por lá, ai trouxe para resoar aqui e em silêncio desejo faça eco.

19 de abril de 2016

1, 2, 3, 4

Não é sobre quando
Ou porque
Não começa aos 40 a vida
Nem quando a gente nasce 
Antes, já estamos vivos nos planos, sonhos, amor de quem nos espera
Não é o número de velas
Não é ter ou não ter vela
Ou bolo, festa
Não é o tamanho do cabelo
Da saia
Do biquíni
Do salto
Não é o que dizem ou pensam sobre nós
Não acho que seja
Não sou dessas
Nada me define, limita
Para fechar o discurso
Pós vela soprada
Uma história alumiada contada por Eduardo Galeano
Um homem, de uma aldeia no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus e quando voltou, disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. Na visão dele, somos um mar de fogueirinhas. 
O mundo é isso, revelou. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
"Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. 
Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. 
Alguns fogos bobos, não alumiam nem queimam, mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.”

13 de abril de 2016



Pelo Dia do beijo
Porque todo dia é dia de beijar
Beijos no rosto
Na testa
De bênção nas mãos
Beijos soltos no ar
Lançados com as mãos
Beijos de coração
Sem mais
E cheios de reticências

5 de abril de 2016

G de ...

Eu já  desintonizando do assunto Gincana
Com G de gostar e de gasta
Recebo essa declaração
E outras
Com G de gratidão
Tem como não amar?
E de novo ano que vem ajudar?
Quando me disse se chamar Bernardo
O abençoado do recado
Eu de cara já amei
E ele já passou a compor meu amanhecer
Lhe apresentei poema do Manoel com seu nome
Ganhamos todos
Mais que melhores fantasias
Mais que a caça ao tesouro
Mais que a Gincana 2016
Ganhamos tudo vivido, dividido, somado
Multiplicado
Eu é que digo com G no recheio
Obrigada!

2 de abril de 2016

Meus olhares

A caminho do salão
Do mercado
Da padaria
Todo dia
Para mim uma poesia
Flores
Verde
Céu
Os fios que são o asfalto abaixo
E o não importar lugar
A natureza e sua beleza

24 de março de 2016

Ai
Muitas anotações
Letras que só quem escreve entende
Essa nem sei de quem é
Listas
Rabiscos
Moldes
Cortes a mão livre
Rascunhos
Print de imagens
Zaps
Colagens
E risos depois
Muitas fantasias prontas
Dias de gincanista
Participando sem participar
Porque adoro
Eu mãe
Tia por atacado
Aluna
Pró
Vou aproveitar para poetizar
E fazer um paralelo
Com meu gostar de estar entre a geração raios e trovões
Khalil Gibran, escritor, poeta, filósofo, pintor
Nascido no Líbano, cercado por cedros milenares
Li por ai, que quando tinha apenas oito anos, um temporal caiu sobre sua cidade
Olhando fascinado para a natureza em fúria, ele abriu a porta e saiu correndo com os ventos
Quando a mãe o alcançou, apavorada, ele disse: 
Mas mamãe, eu gosto das tempestades
#gincanaslistaseleseeu

19 de fevereiro de 2016

Dos recheios e bordas

Então
Isso é recheio
E queijo ralado
De passar no pão delícia de minha mãe
Delícia mesmo
Como desde sempre e nunca enjôo
Ajudei muito a aprontar encomendas
E trouxe para ilustrar meu saudar a meu endereço antes de casar
Av. Joana Angélica
E de recheio saudar ela
Joana
Em fevereiro de 1822
Ano da Independência do Brasil
Deu-se início nas proximidades do Forte de São Pedro
Os primeiros confrontos pela independência da Bahia
Em pouco tempo, as lutas se alastraram
Para as imediações das Mercês
Praça da Piedade e Campo da Pólvora
O mais marcante episódio de desmando
Ocorreu na data de hoje, 19 de fevereiro
Quando um grupo português
Invadiu o Convento da Lapa 
E matou Joana Angélica
Considerada a primeira mártir baiana
Eu fiz faculdade nesse Convento 
E passava todo dia pelo portão 
Onde Joana abriu os braços e resistiu bravamente
Com referências e reverências
Salve as histórias
Nossas e de nossos lugares, heróis
#dosrecheiosebordasdashistorias

17 de fevereiro de 2016

Oi
Tudo bem?
Passou aqui porque passa sempre?
Pela primeira vez?
Sem querer?
Ou nenhum dos três
Sem tempo
Com assuntos
Sem ilustrações
Ando ausente
Mas passo sempre por aqui
Cuidando de meu jardim
E semeando porvir
Conta de você

10 de fevereiro de 2016


Para a quarta-feira de cinzas representar
Porque como diz o ditado popular
No fim do jogo
Reis e peões voltam para mesma caixa
Vale para os jogos e para vida
#ficaadica

3 de fevereiro de 2016

Águas passadas

Ai
No prédio onde cresci
Tinha um murinho amarelo
Na altura e jeitinho de um corrimão
E quando chovia
Lá eu ia por ele correr a mão
E fazia chuá com a água no chão
Boba diversão
Adorável sensação e recordação
Pensa que não fiz isso nesse
Claro que sim!
Porque não?
#dosedivertireserfelizcompouco

2 de fevereiro de 2016

Odoiá Axé Amém

 Na Bahia, dia 02 de fevereiro, é dia Iemanjá
A única das divindades de origem africana que ganhou uma festa própria sem nenhum tipo de associação com santos católicos
Tomara que o vento leve pra longe os preconceitos
Que a vida seja mais leve
Sem sustos no dia a dia
Rajadas de alegria, carinho, amor e proteção
Trecinhos adaptados da canção Oferendas de Arlindo Cruz
Oferendas que não poluam o mar
Credo em cruz
Poemas
Preservação
Saudação
Cultura e fé
#axé
Fui lá no Rio Vermelho antes
Sabia no grande dia não poderia
Barcos atracados
Hoje todos navegando
"Quem ouve desde menino
Aprende a acreditar
Que o vento sopra o destino
Pelos caminhos do mar"
#odoiá
Olhar
Mergulhar
Surfar
Refletir
Acreditar
Em sereias
Em Iemanjá
Conversas de pescadores
Barcos
Céu e mar
E muitas histórias pra viver, sentir, contar, ouvir e cantar
#amomuitotudoisso

28 de janeiro de 2016

Das praças

Fui para tirar foto do poeta
Com a mão estendida
Onde o sol nasce e a lua se deita
Mas estava rodeada de tapumes
Resolveram cuidar, pensei
Ou será pelos dias de Carnaval
Com poesia de Morares Moreira
E meu aval
Praças são democráticas
Independente de raça, crença, aparência
Essa da foto
Famosa pela estátua
Cantada e poetizada
Guarda no imaginário sentimentos libertários
Lá está Castro Alves
Glauber de um lado
A Bahia de todos os santos do outro

26 de janeiro de 2016

Dos cines das antigas

Ai fui ali ver Joy
Dava o Óscar fácil a Jennifer
Amei o filme e ir nesse cine
Que muito fui
Filas imensas para ver Os trapalhões
Hoje de boa
Tortinha de maça, café
Com ida na Boutique do sol
Camelô para os leigos
Enfim
Centro da cidade
Filminho novo
Velhas lembranças
E um Salve a Glauber

22 de janeiro de 2016

De repente 18

Da gravação do curta Sonhos
Longa já é a data dessa foto
E esse menino da bicicleta
Das lonas
Do Circo sem lonas 
Segue pedalando
Dando piruetas
Se equilibrando na corda bamba do Circo 
E da vida
18 anos
Vi crescer
E ainda mais quero ver
E que grande por fora e por dentro 
Ele seja sempre criança
O quintal dele é o mundo
E meus desejos de muitas luzes, câmeras
Ação, sonhos, banana real, manga do pé
Alegria e coragem
Para além do que der e vier

20 de janeiro de 2016

Das cores que se exibem

Como não amar, reparar
Cores a sorrir
Todo dia
Mesmo com os todavias
Além da pressa
Sem preço
Foto de agorinha
Reparares de todos os dias

10 de janeiro de 2016

Do usar o cel 
Para registrar o olhar pro céu
O verde, o azul
Branco, amarelo
E nossos elos
Os meus com essas árvores
Da frente do mercado de Nazaré
Me viram elas muito ir e vir