27 de março de 2013

Fez-se circo em mim

Esse é um post circense, porque hoje é dia do circo e por causa de um livrinho sobre um palhaço, espiritual, carinhoso e poético que ganhei. O livro chegou pelo correio em um pacotinho que agradeci na ocasião e prometi dar essa comissão para quem me enviou, a doce e amiga Carol. Ele é parte da infância dela e chama-se Tintino, escrito (psicografado) por ninguém menos que Francisco Cândido Xavier.
Falei em comissão, não foi? Pois é! Lendo o livro uma das lições é sobre uma tal comissão reservada no céu para palhaços, malabaristas, trapezistas e todos os personagens dos espetáculos circenses e artísticos de uma maneira geral, que divertem e enfeitam a vida dos outros. 
Penso eu que o benefício também seja válido para todos e todas as Carolinas que alegram, ensinam, brilham como estrelas sob a enorme lona que é o céu e que quando além dele estiverem, entre as estrelas de verdade, receberão as comissões destinadas a quem distribui na terra afeto, amor, esperança, paz e alegria.
O espetáculo não pode parar, seja aqui, lá ou acolá somos parte dele. Agradeço a todos os companheiros, amigos, conhecidos, escritores que me inspiram, artistas de meu espetáculo, do camarim, das caras pintadas e das lavadas.
O circo é mundo fantástico, múltiplo, ímpar, uma lona estrelada e colorida que é um verdadeiro castelo, um reinado de arte, lições, magia e realidades nem sempre tão encantadas.
Todo palhaço é além de alegre, triste como reza a sabedoria popular, muitos tem até uma lágrima pintada no rosto contrapondo o largo sorriso vermelho. Penso eu que seja para ensinar que é sábio saber-se os dois: alegre e triste, não por escolha, mas por humanidade, fragilidade, pelas incertezas, o ganhar e perder, ter e não ter, pelo balançar da corda bamba que é a vida. 
Equilíbrio, pão e circo então, sorrisos e lágrimas que movam, curem, dignifiquem, humanizem a todos nós.

24 de março de 2013

Hoje é aniversário de meu irmão
Segue um rabisco de meu carinho
Que não coube no berço e não cabe em um post
Parece que foi ontem
Que o boneco do super-homem dele foi esquecido no forno
Não me lembro do desespero dele, mas lembro do meu
Lembro de ele querer comer purê com tudo
De ser quieto e obediente
De esperar com ele na janela
Os garis passarem no caminhão do lixo
Quem sabe não é desse hábito
Repetido e pitoresco
Que ele desenvolveu a mania insuportável de guardar coisas
Na adolescência colecionava latas de refrigerante
Hoje com a desculpa de ser cenógrafo
São coisas do arco da velha
Algumas bem pontuais como descansadores de copos
E cartões postais
Zilhões de inutilidades para os nosso olhos e para ele tesouros
Além de viagens, fotos, filmes
E sempre ali ele estava
A minha volta principalmente
Por conta da proximidade da idade
Hoje ele tornou-se errante
E eu sigo daqui desejando que a estrela dele brilhe como as do céu
E tenha histórias para contar como as das lonas dos circos

22 de março de 2013

Pelo dia mundial da água

"Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Água dos igarapés onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora pro céu vai embora virar nuvens de algodão
Gotas de água da chuva alegre arco-íris sobre a plantação"
Hoje no dia mundial da água trouxe esses trechos acima
Dessa linda canção, quase uma oração
E registro aqui minha sede de cuidados com nossos rios e mares
Rogo milagres por água aonde a seca castiga e mata
Que haja consciência aonde há desperdício
Que cesssem as chuvas sobre a região serrana do Rio
Para uma boa e benta sexta-feira
Água de cheiro daqui da Bahia

20 de março de 2013

Aforismos e eu

O que seria da noite sem a lua, os vaga-lumes e as estrelas?
Aforismo é uma sentença concisa, que geralmente encerra um preceito moral. Eu não sabia e ai fui atrás de saber o que significava esse nome que soa como desaforo.
Depois de descobrir o significado parece que a palavrinha tá me perseguindo, tenho a visto em muitas leituras, ouvido aqui e ali, e por conta disso, resolvi trazer ela pra cá.
Com o aforismo do início da postagem, desejo que na escuridão das noites, do não saber, do não entender, vaga-lumes, luas e estrelas nos alumiem.

19 de março de 2013

Hoje por aqui é dia de Bodas de marfim
14 anos de casamento
Hoje não por acaso é dia se São José
Protetor das famílias
Que ele abençoe, protege e guie todas as famílias
A imagem é para simbolizar mentes unidas
A energia e o sexto sentido dos gatos
As muitas vidas, o afeto
Nós, eu e Sr. Paulo
Como os gatos, nascemos livres
E aqui estamos ligados um ao outro por opção
A bem mais que 14 anos
Ricos de histórias e de conquistas
Desejo que na carpintaria do dia-a-dia
Nas gatices e gaiatices
Com a resistência e a brancura do marfim
A cada Boda, a cada amanhecer e anoitecer
A felicidade, o companheirismo e o amor
Com as bençãos do Senhor do Bonfim
Sigam aqui, fazendo morada nele e em mim

18 de março de 2013

Imunes a ruídos

Nós seres humanos somos muito acelerados e buscamos as vezes respostas que estão em nós e não fazemos silêncio para escutar, não usamos nossos instintos naturais aliados a nossa racionalidade. 
Animais como os gatos, por exemplo, prevem mudanças no tempo, as sanguessugas anunciam tempestades, elefantes sentem quando vão morrer e se afastam do bando.
Esses e tantos outros animais sentem a natureza, como nós também podemos sentir se silenciarmos por dentro e filtramos a barulheira exterior.
Exercitemos todo dia a imunização aos ruídos, façamos pausas, silêncio, prestemos atenção redobrada as coisas simples, a gestos, palavras, entrelinhas que fazem revelações. Parece clichê, mas é uma grande verdade que muitas vezes a sorte, a notícia esperada, a felicidade, falam baixinho, é preciso estarmos atentos para escutarmos.

16 de março de 2013

Chegou para mim por Carol essa imagem
E está lançado o desafio
Apesar de achar uma borboleta indefinível 

Borboletas 
São seres portadores de extrema sabedoria
Sendo primariamente lavas, arrastam-se
No casulo aprendem a se aquietar
Por fim, voam
Bem sabendo o valor de ter asas

Borboletas são delicadeza
Beleza
Leveza
Referências de transformação
Como uma aquarela 
Que ganhando vida 
Se tornaria ainda mais bela

Escolhi o dia de hoje para fazer essa postagem por ser a data de nascimento de meu avô, que antes de partir via borboletas e desde então eu gosto delas com mais essa sensação. Para mim uma pessoa querida não deixa de existir com a morte, não deixa de ter nascido, não deixa de voar entre as nossas lembranças como borboletas nas janelas da alma.

15 de março de 2013

"No fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples"
Na verdade é fácil
A gente é que complica
Os outros a nossa volta complicam
Mas como hoje é sexta-feira
E as pessoas como se fosse Natal 
Se permitem serem mais leves
Agradáveis, simples
A proposta é simplificar
Simples assim
Vai lá e faz um dia feliz
Para você, para alguém
É contagioso e faz bem

14 de março de 2013

Hoje é o dia nacional da poesia
Acredito que todo dia é dia de poesia
Mas ainda com esse todavia
Eu não podia deixar de poetar hoje
Segue então uma poesia minha
Um desejo, uma oração

Janelas, varandas, terraços
Cercas, portas, portões
Sótãos e porões
Almas e corações
Estejam abertos
Para vermos
Tudo que nossos olhos possam enxergar
Na natureza, no nosso dia-a-dia
Em nosso lar
E também além de onde os olhos e a compreensão possam alcançar
Na simplicidade ou em complicada engenharia
No silêncio, barulho 
Ou ao som de uma bela sinfonia
Através do olhar, cheiro, som, sabor, tato
Na espera, descanso, calmaria
E também na agitação e euforia
Nas partidas e chegadas
Que a poesia entre, desabroche, adorne
Se acomode e em nós faça morada

13 de março de 2013

Hoje é aniversário de uma moça muito doce
Talvez por ter tomado leite condensado quando criança
Não sorrateiramente,  mas na mamadeira
Embora eu ache, que se ele tivesse chupado limão azedo
Ainda assim seria doce
Fica aqui o registro de meu carinho por ela
E um convite para visitarem o blog dela
Clica aqui para conhecer Ivani
Não podia perder essa rima
Ela se chama Antônia por devoção da mãe a Toinho
Adoro Toinho
Lá tem sempre boas histórias
Ela distribui pão como o santo e circo também
Vai lá comer um pãozinho, um brigadeiro
Bater papo, os parabéns
Essas coisas
E nada de falar com a boca cheia hein
E nem se entupir de refrigerante
Ela é do tipo que deixa a gente a vontade, italianíssima
Ai quando a gente vê já tá com o pé em cima do sofá
Ou na cozinha mexendo nas panelas
Parabéns e felicidades amiga passarinha
E eterna debutante

12 de março de 2013

Para o final desse dia
Para uma boa noite
Para um bom inicio de dia amanhã
Para todos os dias, noites, momentos
Por um mundo melhor
A simplicidade é a chave para uma vida bem sucedida
O respeito e o cuidado com o próximo também

Uma notícia, um acidente e muitas coisas para se refletir e mudar. Crime premeditado não seria a classificação mais adequada quando alguém alcoolizado, enfurecido ou medicado se põe ao volante e atropela, machuca ou mata alguém?
A notícia em questão é a do acidente com o jovem limpador de vidros, como muitos, como aquele meu amigo aqui da rua, super simpático e criativo, um jovem ciclista, não importa sua idade, profissão, classe econômica. O fato é que ele foi atropelado por outro jovem alcoolizado, que fugiu sem prestar socorro, com o braço do ciclista dentro de seu carro, o qual ele jogou em um córrego por estar assustado.
Me assusta esse direito dado a esse jovem de estar assustado, essa justificativa injustificada reflexo do imediatismo e individualismo que assola as pessoas.
Penso que as reações que temos em momentos de pânico, crise, bem como euforia, conquistas e realizações são reflexos diretos de nossos valores morais, da prática diária de como lidamos com os outros, dos limites que temos.
Há muito desrespeito dos motoristas com ciclistas e pedestres e também dos pedestres com os ciclistas. Canso de estar pedalando na via para ciclistas e pedestres passam de um lado para outro sem nenhum senso de coletividade e alguns caminhando na via, com ar, passos e expressões do tipo foda-se.
Não estou levando aqui em consideração se o ciclista estava na faixa, na contramão, certo, errado, mas é fato o agravante que é a falta de reflexos de um motorista alcoolizado para qualquer que seja a situação. A revolta maior é a fuga do local e para piorar, o carinha jogar fora em um local irrecuperável o braço da vítima.
Senso de coletividade é uma virtude que abrange o bom convívio, a civilidade, a prevenção e a solução em caso de acidentes. Senso de coerência também faz muito bem, muda o mundo, educa, transforma, faz a engrenagem girar. 
Um pai por exemplo que diz ao filho para não beber e bebe e dirige e dribla blitz, não está dizendo nada. Um jovem ou adulto que diz que duas ou tres doses de wodca, whisky e um energético não são responsáveis pela perda de sentidos, que bebida não é droga, pode e deve banalizar e relativizar um infortúnio, um excesso, omissão, acidente em detrimento do que acha normal, banal.
As pessoas hoje em dia se livram fácil das coisas e pessoas, abafam, escondem, maquiam, justificam um erro com outro e isso é um comportamento que reflete nas reações e relações que se tem com o mundo, as coisas e as pessoas em volta.
Me choca, chateia, entristece essa desumanidade e frieza de seres tão desumanos, irracionais, insensíveis, impunes. Me revolta ver, ouvir nos noticiários os casos de assassinatos cruéis, crimes ao volante, todos como a mesma injusta justiça e uma plateia que acha que é isso mesmo.
Esse post é um desabafo, um alerta isolado, sem proporções, um grito que cada um tem que dar, fazer ecoar, mudar o que precisa ser mudado em sua vida e na de quem está a sua volta, no que sua profissão ou papel de educador possa transformar.
Referencio para finalizar o mito de Sísifo, aquele que empurra morro acima uma pedra e a pedra rola e dentre outras lições podemos refletir sobre o sentido da vida e a natureza da ética, relativizar sobre o vazio e a má condução da vida de tantas pessoas, que apesar das vivências, suas e alheias, de informações, por conta do individualismo, das permissividades e falta de punições vivem indiferente a à ética e ao respeito ao bem-estar comum.

Arroz de palma

Arroz de Palma é o nome de um livro escrito por Francisco Azevedo que não é um livro de receitas e ao mesmo tempo é. Vou explicar: o livro dá receitas de viver e conviver em família, é uma leitura interessante, farta de ensinamentos através de analogias comportamentais com a culinária.
Comprei e venho lendo aos poucos e hoje resolvi falar dele. "Por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer".
Família boa é a “Moda da Casa”, cada uma tem seu ponto, seu ingrediente preferido, seu modo especial de fazer e cada uma vai aprendendo aos poucos, improvisando, tirando e colocando temperos da lista de ingredientes.
A medida que o tempo passa e se juntam os livros de receita, a adaptação se faz de forma harmônica ou na base do improviso.
De improviso, rapidinho, qual o plural da palavra arroz? Foi o nome que dei a imagem do post: arrozes. Pouca usada por nós esse plural, mas é sempre bom saber falar e escrever nossa língua e outras também.
"Cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir."
Um livro para dar de presente, ler, reler, com calma, com alma, guardar com carinho, treinar as receitas.

11 de março de 2013

Todo dia é dia de índio

Eu acho muito pouco o valor que damos a cultura indígena. Seja nas escolas, faculdades, estátuas, exposições, comemorações cívicas e culturais, seja nos livros, textos, histórias. Caricatura-se a imagem do índio como folclórica apenas, sendo eles tão cheios de símbolos, simbologias, valores morais, sociais, humanos.
Os índios são genuínos representantes das raízes de nossa civilização, dos nossos costumes, conhecimentos, hábitos de vida, alimentação, inventores de ferramentas e adereços que usamos no nosso dia a dia, defensores e conhecedores da natureza. Nesse ponto, se agente for pensar direito eles devem ter vergonha ao ver nossa civilização e serem associados a ela.
Recebi um kit de postais lá dos Goiás semana passada, com imagens de cerâmicas feitas  pelas mãos de índias, muitas delas bonecas.
Através dos postais que vi com olhos, arte e poesia, pesquisei sobre o trabalho, conheci algo que ainda não conhecia e sinto obrigação de compartilhar. As Ritxoco ou Kitxoko são esculturas produzidas pelas mulheres ceramistas da nação Karajá da Ilha do Bananal e como todo trabalho artesão e cultural são esteticamente únicas e retratam a estrutura familiar, hábitos, lendas e mitos da cultura indígena.
As bonecas e artes Ritxoco foram registradas como Patrimônio cultural do Brasil pelo Iphan em janeiro de 2012, com direito a espaço exclusivo e permanente de exposição na Fundação cultural de Tocantis. Mais um vez obrigada Alê.

9 de março de 2013

Taruga o quê?

Até pelo Google é difícil de descobrir o que é isso
Tarugador é uma profissão artesanal
O trabalho consiste em colocar pininhos nas telas 
Para que vire um telhado de encaixar
Existem máquinas para isso
Mas o trabalho artesanal é muito legal
Vi um tarugador no Programa Casa Brasileira
Que mostra arquitetos, construções, materiais, lugares, pessoas
De diversas regiões do Brasil
Lindas casas, diferentes hábitos de moradia e de vida
Meu sonho depois de morar em muitos apartamentos
É morar em uma casa com telhas, passarinhos, ar puro
Portão, gato, cachorro, grama
Morar em casa é fantástico
Tem um cheiro, um quê, um gosto diferente
Tem um custo também, para não dizer que sou só romântica
Fiquei pensando que como o tal tarugador
Há diferentes profissionais envolvidos nas casas
Seja na construção, manutenção ou reformas
Por terem talvez detalhes mais artesanais e personalizados
Há jardineiros, tarugadores, limpadores de piscina
O contato nos prédios é feito pelos condomínios
E quem vai geralmente são profissionais de empresas terceirizadas
E não profissionais independentes, artesanais
Cujo contato é direto com o proprietário
Aquele Seu João, Seu Zé, Dona Maria
E cada telha, goteira, lajota, claraboia, combogó
Faz parte do nosso dia-a-dia mais do que o uso direto
O papo está bom mas meu ap aguarda pelos meus serviços
Saudade dos tempos do pininhos pela casa como os da imagem
Eu confesso que brincava enquanto arrumava os brinquedos

7 de março de 2013

Ainda sobre conversas
Ouvir, falar
E sobre nobreza e amizade
Há palavras, abraços, ternura no silêncio
Na distância, nos gestos
Em envelopes
Recebi um hoje
Alê que mandou sem data comemorativa
Vou fazer um post sobre a parte índia e cultural do envio
Eu como divido meu dia com os índios 
Tenho toda uma relação e admiração
A parte pássaros 
Lindos, enormes e coloridos no envelope
Vão virar alguma arte
O selo foi para agenda
O bilhete vai para o baú de tesouros
E o carinho alegrou meu dia
Coisa de vizinha que chega com bolo
De abraço em dia frio
De entendimento e sintonia nas arianices
Somos ela e eu arianas com muito orgulho
Os pássaros da imagem são para irem até Goiás
Para fazer o que de melhor o carinho faz
Leva e trás
Conversar é uma arte de dois que falam 
Ou de um que só fala e outro que só escuta
É muito nobre só escutar
E necessário muitas vezes só falar

6 de março de 2013

“A maior sabedoria que existe 
É a de conhecer-se”
Galileo Galilei

Tchau Chorão!

Ao entrar na internet hoje cedo para me inteirar das notícias do mundo, a morte de Chorão do Charlie Brown Jr me pegou de surpresa. Eu sempre achei ele o máximo, tanto na fase rock total como agora nesse momento mais clean. Temos aqui em casa cd´s dele, pela batida e pelas mensagens. As letras são idas a terapia, puxões de orelha, poemas, orações. Clica aqui para ouvir algumas e ler a matéria que uma revista fez sobre lições nas músicas da banda.
Um poeta, um cara novo, uma vida. Tem uma música nova que eu estava com intenção de colocar aqui, ouvi o outro dia, mas agora não sei como achar, fica minha homenagem com trechos de uma das canções mais famosas e bonitas dele. O mundo da poesia está chorão.

"Tem gente que reclama da vida o tempo todo
Mas a lei da vida é quem dita o fim do jogo
Eu vi de perto o que neguinho é capaz por dinheiro
Eu conheci o próprio lobo na pele de um cordeiro
Infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro
Ligado nos pilantra e também nos bagunceiro
E a gente se pergunta porque a vida é assim?
É difícil pra você e é difícil pra mim

O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra
Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte

Vem que o bom astral vai dominar o mundo!
Eu já briguei com a vida, hoje eu vivo bem com tudo mundo aí
Na maior moral...Charlie Brown!" 

5 de março de 2013

Bat papo

Lá venho eu com meus pensamentos e reflexões pitorescos, a culpa é do livro Diálogos impossíveis de Veríssimo que falei aqui semana passada aliado a um comercial do Cartoon network recente, de um tempo depois que meu filho deixou de assistir e eu sigo dando um olhada, como dou passadinhas pela nick, para ver Bob esponha. Sim! Sou normal e recomendo. Alguns desenhos, filmes, livros infantis dão recados que não percebemos ou entendemos quando somos pequenos.

No prefácio do livro tem o seguinte diálogo:
– Não somos muito diferentes – diz Drácula.
– Somos completamente diferentes! – rebate Batman.
– Eu sou o Bem, você é o Mal. Eu salvava as pessoas, você chupava o seu sangue e as transformava em vampiros como você. Somos opostos.
– E no entanto – volta Drácula com um sorriso, mostrando os caninos de fantasia – somos, os dois, homens-morcegos.
Batman come o resto do seu iogurte sob o olhar cobiçoso do conde.
– A diferença é que eu escolhi o morcego como modelo. Foi uma decisão artística, estética, autônoma.
– E estranha – diz Drácula.
– Por que morcego? Eu tenho a desculpa de que não foi uma escolha, foi uma danação genética. Mas você?

Um diálogo para levar Batman para o divã ou não?
Apesar de dark, com comportamentos e companhias meio black´s eu acho o Batman um herói gente fina, herói por opção sabe e quem tem até um mordomo em quem por a culpa, mas não põe.
No tal comercial do Cartoon, um tal de Ben10, que era um menino que tinha um relógio e virava 10 monstros, mas hoje já é adolescente e vira infinitos e não sei mais o que, pois não gostava e não acompanho sua evolução, entra no refeitório do Cartoon e lá estão a Mulher-maravilha, Homem-aranha, Super-man e o Batman, todos encantados com o menino, pedindo autógrafos e ele diz que tinha um pijama do homem aranha quando era pequeno e Batman só retorcendo o nariz. Ai, o homem aranha diz que aquele desdém é porque o Batman não tem poderes mutantes, que nem voa, só tem uma capa e veste uma fantasia.Que coisa feia hein Seu Aranha!
Poderes, acessórios, magias, esses dois diálogos e esse nosso aqui encerra com mais uma defesa ao morcegão, ele tem como caracterização o seu medo Interessante isso! Não fugir, encarar, usar o medo de ponte. Fica a bat dica.

4 de março de 2013

Os Três Macacos Sábios que ilustraram um post da semana passada são conhecidos meus desde a infância, mas descobri que não são de todos, daí resolvi dividir a história deles com vocês.
A origem desses três figuras é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são Mizaru (o que cobre os olhos), Kikazaru (o que tapa os ouvidos) e Iwazaru (o que tapa a boca), que é traduzindo significa: Não ouça o mal, não fale o mal e não veja o mal. A palavra saru, em japonês, significa macaco e tem o mesmo som da terminação verbal zaru, que está ligado à negação.
Conta a lenda que os três chegaram ao arquipélago em um barco que vinha de mares distantes ou para alguns das estrelas de uma constelação distante com a missão para acalmar o vulcão efervescente que era aquele lugar e ensinando a sagrada arte do uso dos sentidos para combater o mal dentro de nós mesmos.
Não sei se é mito ou fato que em suas viagens por toda a Índia, Gandhi levava apenas uma mochila com lápis, papel, agulha, linha, uma tigela de barro, uma colher de madeira e uma roca. Levava também uma estatueta dos “Três Macacos Sábios”, para lembrá-lo do bons conselhos de sabedoria.
Acho uma produtiva ideia carregarmos a imagem mental deles em nossas mochilas diárias e sendo hoje uma segunda é um bom dia para começar. O desafio está lançado: o mal não merece comentário, bons pensamentos são sempre bons companheiros, o essencial é invisível aos olhos, buscar entendimento no silêncio e dar ouvidos a voz do coração. Boa viagem a todos!

1 de março de 2013

Águas bentas de março

Que seja bem vindo e bem vivido o nosso mês de março, para mim um mês de datas, energias, símbolos e simbologias. As água de março fecham o verão, trazem as cores, aromas, encantos do outono. Mês de comemorar os dias da água, do circo, das mulheres, mês de Maria.
Em março nasceram minha avó, meu avô, meu irmão amado. Em março me casei com meu amado no dia de São José, protetor das famílias, que sejam protegidas e abençoadas as nossas famílias.
Bem vindo março que se inicia numa sexta-feira, dia de todos cantos e encantos, todos os santos, dia de branco na Bahia.
Brinde de água pura e cristalina, geladinha, cruz na testa com água benta, banho de mar, de cachoeira, praias limpas, bolos, velas, sorrisos, chuva de arroz, bolhas de sabão, oração, circo e pão.