29 de outubro de 2014

Felicidade sim

Ilustração do calendário Felicidário do dia de hoje

Penso, logo desisto
Esse é o lema de vida de muitos idosos
Digo isso por obervação
Por reflexão do quanto é difícil mesmo
Pela falta de acesso
De acolhimento
E muitas vezes por questões pessoais além das sociais
Por tabus culturais
E por isso trouxe um vídeo de um projeto
Clica aqui para assistir
Eu, que tenho candor por sotaques, amei além da história
O contar aportuguesado
Para mim o portuga tem um que de Saramago
Cheiro de padaria
E todo um parentesco com nossa língua
Sobre o projeto, mais um que devia ser viral
Sigo na vibe de ontem, com esperança de contagiar
Posts em blogs vizinhos
Compartilhamento em redes sociais
Projetos locais iguais
Em prol da felicidade não ter idade, cor, rótulo
Do ser e fazer feliz
Felicidário: um calendário, um movimento, um site, vídeos e vida
Criado com o propósito de motivar os maiores de 65 anos
Muitas vezes colocados e resignados a margem da nossa sociedade 
Uma proposta para que sejam realizadores e felizes 
E essa senhora do vídeo que linkei dá um testemunho de envelhecimento ativo
É uma de muitas histórias de pequenas e grandiosas felicidades

28 de outubro de 2014

Sobre ser diferente ser legal

"Todo mundo tem seu jeito singular
De ser feliz, de viver e enxergar
Se os olhos são maiores ou são orientais
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
Em oportunidades, em direitos, coisa e tal
Seja branco, preto, verde, azul ou lilás
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem seu jeito singular
De crescer, aparecer e se manifestar
Se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
Em seu sorriso, sua fé e no seu visual
Se curte tatuagens ou pinturas naturais
E daí, que diferença faz?"

Vi dias desses uma campanha, dessas que deviam ser mais divulgadas e apoiadas em detrimento de outras ou paralelamente e resolvi trazer para cá, fazer minha parte, trabalho de formiguinha.
A campanha se chama: Ser Diferente é Normal, uma iniciativa do Instituto Metasocial para promover a conscientização sobre a igualdade, com colaboração musical de Lenine. Clica aqui para ouvir a canção de onde recortei os trechinhos da introdução.

27 de outubro de 2014

Que

Alegre e linda ilustração que ganhei

Que as facilidades
Felicidades
E fé que nos guia 
Sejam maiores e mais fortes 
Que as dificuldades, faltas e falhas que nos cercam 

24 de outubro de 2014

Um dia de muitos

Amanhã para mim é um dia de muitos com meu parceiro de jornada, mais anos já temos juntos de vida, que sozinhos. Para mim, o dia do aniversário dele é também meu, um dia que marca a minha vida, uma vez que as nossas vidas são misturadas. Tenho lembrança dos presentes, das comemorações, fotos, daria para escrever um livro selecionando só essa data e suas histórias e eu acho isso muito legal.
Adoro contar histórias, adoro ser coautora da história dele e tê-lo como coautor da minha, para lembrar o que as vezes esqueço, para abonar, para completar, para reviver junto, para ver com os olhos de agora o que já vimos e vivemos e para ver com os olhos de ontem e eternamente o que se passa hoje e se passará diante de nós.
Juntos, passamos pelas fases do segundo grau, vestibular, faculdade, primeiro emprego e todos os seguintes, por essa janela da foto que ilustra o post, vi ele chegar e sair várias vezes para ir estudar e trabalhar e ele a mim, vimos nosso pequeno infante andar, ouvimos ele brincar, ir e vir da escola. Dessa e de tantas outras janelas, tantos lugares, com tantas pessoas, tantos acontecimentos, histórias nossas, de família, de amigos, da história, modinhas, tv, marcas, lugares. Dizem que a gente tem que se casar com alguém que goste de conversar porque um dia será basicamente essa a rotina, assunto sei, não irá nos faltar.
Minha felicitação pública, com essa pequena declaração de parceria e amor e a seguir, finalizando. um texto que peguei emprestado da amável, poética e adorável Ana Jácomo, pois aprendi não sei onde nem com quem, mas pratico e ensino, que em eventos tipo dia do casamento, virada de ano, ou em comemoração de algo importante, tem que ter algo nosso, algo emprestado, algo novo e algo usado. Usei então um pouco de tudo e fica aqui no mural por todo final de semana esse post, com o axé das sextas-feiras.
"Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.
Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito"...que a gente continue tendo valentia e amor suficientes para não abrir mão de se sentir e fazer feliz". Tomara!

23 de outubro de 2014

Dica

Imagem da web

"Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava 
E passei a olhar com gentileza para o que eu tinha
Descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir"

Ana Jácomo fez isso
Faça também
Eu passei a fazer a um tempo já
A agradecer e a dar o devido valor ao muito que tenho
Seja a maravilha de poder enxergar, ouvir, falar, andar
Seja o companheiro que tenho
O filho que tenho
Que são cheios de defeitos que se perdem no montão de qualidades
O tanto de roupas, acessórios, maquiagens
Que para muitos é nada
Que para outros é muito
Ter uma casa para morar, comida nos armários e na geladeira
Com o gostar e valorizar das coisas básicas e dos supérfluos
Das frescuras e luxos
Que tem seu lugar
Feliz por tudo e por nada

22 de outubro de 2014

Poesia como reino

Janelas, varandas, terraços
Cercas, portas, portões
Sótãos e porões
Almas e corações
Estejam abertos
Para vermos tudo que nossos olhos possam enxergar
Na natureza, no nosso dia-a-dia
Em nosso lar
E também além de onde os olhos e compreensão possam alcançar
Na simplicidade ou em complicada engenharia
No silêncio, barulho 
Ou ao som de uma bela sinfonia
Através do olhar, cheiro, som, sabor, tato
Na espera, descanso, calmaria
E também na agitação e euforia
Nas partidas e chegadas
Que a poesia entre, desabroche, adorne
Se acomode e em nós faça morada

21 de outubro de 2014

Por todo tipo de cultura e arte

Vários representantes indígenas, acadêmicos, educadores e admiradores da cultura e do papel histórico dos índios, tem pedido mais atenção para a cultura e a literatura dos povos nativos no sistema educacional do Brasil. "Ainda há uma mentalidade retrógrada, que o índio só existe como elemento de folclore. Têm que perceber que os índios estão aí ganhando prêmios literários e de cinema. Isso é a realidade, temos que acabar com o romantismo, com a mentalidade do bom selvagem" (Daniel Munduruku, em uma matéria da Revista Exame).
É urgente parar com essa rotulação de tudo. Com esse papel secundário e coadjuvante do índio na sociedade moderna e nessa via, desvincular o rótulo de arte sere erudita ou popular. Arte é muito mais que estética, tem valor cultural, histórico e terapêutico. Todo artesanato, canto, toda dança ou qualquer manifestação artística tem variadas funções sociais, são sementes que viram flores que adornam e frutos que alimentam e transformam vidas.
Pela arte os homens podem expressar suas angústias, alegrias, podem contar, resgatar, perpetuar histórias, como fizeram e fazem os índios, como devemos fazer com essa cultura nas escolas, na tv, nas notícias, nos bate papos, não folcloricamente ou misticamente. Assim como a cultura africana a arte e cultura indígena já passou da hora de ser mais explorada, valorizada, estudada, desde o ensino fundamental as faculdades. Em canais fechados, programas da tv aberta, nas novelas, revistas, livros.
Para muitos pais, crianças e até educadores e gestores de centros educacionais, as aulas de artes plásticas, desenho e até mesmo de literatura são supérfluas, aulas de distrair, sem que se faça a devida relação e pontuação do trabalho da criatividade, da sensibilidade, das destrezas e o muito que há por trás, entre e além do trabalho manual, do lúdico. Vale referenciar por exemplo os desenhos das cavernas, onde homens primitivos pintaram na parede como forma de expressão e comunicação ou as danças em torno de fogueiras. como expressão de religiosidade, prática de astrologia, astronomia. O bordado como outro exemplo é uma arte que fala da mulher, da sociedade, do trabalho informal, de economia. E por ai lá vai.
A definição de arte é muitas vezes elitizada, limitada, por vezes ridicularizada e pouco refletida, verbalizada, contudo é presente ao passo que mexe com o sentimento de cada um ou de um grupo. A beleza de uma pintura, de um artesanato, o som de um instrumento musical. E nesse mesmo lugar comum estão os filmes, programas de tv e também as novelas, tão queridinhas no Brasil, tão vistas e resenhadas, que são contação de história, são literatura, encenação, cenários, são arte.
A arte é subjetiva e sempre discutível e que assim seja, cada vez mais e cada vez mais múltipla. Que seja mais presente a arte e a cultura indígenas e africanas em nossas vidas, menos colocar a margem o que não é modinha, não é vendido como pop, é secionado como nordestino ou sulista, pobre ou rico. Por menos achar e tratar a arte como parte de galerias e afins. E tenho dito!

17 de outubro de 2014

Do saber ver

Foto web

"É necessário abrir os olhos
E perceber que as coisas boas estão dentro de nós
Onde os sentimentos não precisam de motivos
Nem os desejos de razão
O importante é aproveitar o momento
E aprender a sua duração
Pois a vida está nos olhos de quem sabe ver
Se não houverem frutos, valeu a beleza das flores
Se não houverem flores, valeu a sombra das folhas
Se não houve folhas, valeu a intenção da semente"
Henfil
Por sabermos ver
Por uma sexta de boas visões
Coroada de conchas, flores, louros
Com cheiro de mar, de chuva, de bolo ou do que queremos bem
E um avistar de final de semana agradável
Animado ou parado
Com os olhos, a alma e o coração arejados
Energias boas e lições do vai e vem das ondas do mar
Odoiá!

15 de outubro de 2014

Das escolhas

Imagem que recebi por e-mail
Somos livres para escolher e responsáveis pelas consequências de nossas escolhas #fato. E essa segunda parte, muito desconsiderada, gera o que eu chamaria de rifa de culpas, que fazemos inconscientemente. 
Se o caminho escolhido foi o de pedra e a gente foi descalço ou de salto alto a culpa não é do fabricante de sapatos ou da criação divina das nossas sensíveis solas dos pés, nem do caminho.
Se fazemos um financiamento cientes dos juros e condições, depois não podemos nos achar no direito de entrar na justiça para rever as condições, que certas ou erradas foram aceitas por nós na aquisição do produto ou serviço. Vale pontuar que aceitar esse tipo de ação é um dever da justiça, que se enche de processos sem coerência e deixam na fila questões bem mais pertinentes a ações judiciais.
Fui da filosofia poética a vida prática, porque creio que tudo está misturado, com tudo podemos fazer pareja, com o cuidado da abertura para justificas e variações no que tange os comportamentos dos seres humanos, que de racionais tem bem pouco se formos olhar de perto, como disse Caetano, e eu assino embaixo: De perto ninguém é normal.
Há tantas variáveis em casa escolha, cada caminho. Muitos espaços cheios e vazios que cada um preenche a seu modo, com o fruto de suas escolhas e das alheias também.
E assim, no dia-a-dia, além dos fóruns e processos, além das idas e vindas que são escolhidas por nós, feliz de que a palavra além não perdeu o acento como idéia, senão seriam duas palavras a eu estar grafando errado. Meu recado, para geral  e para mim também, de não sermos vitimas de nós mesmos, de más escolhas, de plantar sementes de maçã e esperar colher morangos.

12 de outubro de 2014

De mãos dadas

"Digo às vezes 
Que não concebo nada tão magnífico e tão exemplar 
Como irmos pela vida levando pela mão a criança que fomos
Imaginar que cada um de nós teria de ser sempre dois
Que fôssemos dois pela rua
Dois tomando decisões
Dois diante das diversas circunstâncias que nos rodeiam e provocamos
Todos iríamos pela mão de um ser de sete ou oito anos
Nós mesmos
Que nos observaria o tempo todo e a quem não poderíamos defraudar
Por isso é que eu digo
Deixa-te levar pela criança que foste
Creio que indo pela vida dessa maneira 
Talvez não cometêssemos certas deslealdades ou traições
Porque a criança que nós fomos, nos puxaria pela manga e diria:
Não faças isso"
Quem disse foi José Saramago 
Eu assino embaixo
E minha criança anda sempre de mãos dadas comigo
Pegue a sua pela mão
Leve num balanço
Ouça ela
Reveja, relembre
Coma algodão doce
Lamba a tampa do iogurte
Contemple um arco-Íris como se nunca tivesse visto um
Faça perguntas
Desenhe, recorte, pinte
Feliz dia das crianças as crianças que andarilham aqui pelo meu jardim
As de pouca e as de muita idade

6 de outubro de 2014

Amizade por favor

Eu resolvi escrever esse texto para cronicalizar sobre quanto é difícil hoje em dia marcar algo simples, desde um encontro de final de semana a comemoração do nosso aniversário, um amigo secreto de Natal ou o que quer que seja.
E eis que fui revisar o que escrevi e percebi que ficou grande o texto e no automático pensei: Será que meus amigos e leitores vão ter paciência, tempo, atenção para ler? E esse é o fio da meada de onde puxar esse papo, pois esse um dos problemas modernos, as prioridades que damos a cada leitura, audição, pessoa, assunto, as prioridades da nossa presença real em meio a tantos chamados e demandas.
Cada vez mais cada um segue com o umbigo como ponto central, com o  rei na barriga sem nenhuma cerimônia, movido por seus interesses, com suas exigências, limitações e mimimis e nessa vibe, para que seu grupo de pessoas, das que você conhece a anos ou das que você convive todo dia no trabalho ou o grupo familiar tope tomar café juntos, jantar além do horário comercial e apertado do almoço, tope jogar um dominó, ir num cinema, praia ou algo assim bem prosaico, seja uma vez na vida ou algo periódico, tipo uma vez por mês para botar o assunto em dia e tal é preciso um estudo avançado de onde, o que, como. É preciso criar, fazer parte e estar 24 horas disponível num grupo no whatsapp, ou de alguém que se habilite aligar para cada um. É preciso pedir por favor, confirmação, mandar lembrete no dia anterior para ninguém esquecer e fazer sei lá mais o que para que aconteça o tal encontro. E tem mais, menos na verdade, nada de se pegar gosto, embalo, liga. Há que se fazer toda essa manobra a cada nova proposta de encontro. Com inevitáveis e variáveis furos, desculpas e desânimos individuais e coletivo.
Indo mais fundo, sinto falta dos papos nos portões das casa, na área de entrada ou corredores dos prédios, de estar neles, de jantar, tomar banho e sair para papear e quando ver já não dá mais para ver nem o jorna, nem anovela, porque papo bom é assim o tempo voa e nós ficamos ali plantados. Sinto falta de ver pessoas rindo alto, duas ou três falando ao mesmo tempo e o barulho parecer de 20, de crianças correndo, pulando, de brinquedos, de bola sem que ninguém ligue para a portaria ou para o síndico para reclamar.
Sinto receber ligações ou mensagens, já que ligar hoje é segunda opção, chamando para ir ali na Mac ou numa lanchonete do bairro onde se cresceu junto e se lanchou a muito custo um suco e misto e hoje o dinheiro dá para escolher o que quer no cardápio, com a sensação de que crescemos e ao mesmo tempo dimensionar o valor do que temos e muitas vezes não damos  o devido valor. O simples prazer de fazer um lanche em 15 minutos e passar 5 horas jogando conversa fora.
Queria ligar para as pessoa e dizer bora ali comer um acarajé, vamos caminhar na praia (só caminhar e beber água de oco, sem cachaça, sem motivo, sem nenhum assunto a tratar) e não haver mil lacunas e reticências. Queria não perceber sem muito esforço que as pessoas focam no objetivo comercial, pessoal ou logístico dos encontros (se perto, longe, o que tem, como, com quem, porque...)  que não é importante não ter nenhuma importância, que pagar para lavar o carro é super prático e vale o quanto custa, mas vale um dia lavar com um amigo, por terapia e para relembrar os tempos de pé na estopa. 
No quesito cada um na sua, já ouvi justificativas de compromisso inadiáveis que vão do futebol, academia, salão, indisponibilidade de acordar cedo porque foi dormir tarde no dia anterior até o fato preponderante de que não vai ter nada que interesse, assim, sem nenhuma elegância ou delicadeza para dizer isso.
Queria que de súbito, como que num estalo as pessoas percebessem que a quantidade de contatos que tem no face, insta ou zap, os likes, curtidas, compartilhamentos, são legais, mais não representa nem a quantidade de "amigos" que temos, a qualidade dos amigos que devíamos ter, que cada dia mais as pessoas estão inacessíveis, superficiais, individualistas, caras e rasas. Que amigos do tipo de graça, baratos, de pequenezas valiosas são artigo raro.
Tem quem tenha, eu tenho, amigos "ao alcance", dos tempos de escola, de rua, que cresceram juntos, que viveram tempos bons e ruins, histórias comuns, que poderiam fazer desses laços algo valiosos e agregadores uma base sólida, que conversassem e interagissem sempre em lugares menos barulhentos que não se ouvem uns ao outros e datas fixas. Que fosse habitual se juntar para ver fotos antigas numa tarde qualquer, sem inventar memórias ou distorcê-las, rir, chorar, lembrar, relembrar, resenhar, tirar novas fotos, saber mais uns do outros, o que mudou, como se sentem o que gostam, sonham, o que planejam.
Vivemos num mundo de muitos excesso e paralelo a isso muita carência e eu sigo aqui com paciência e pequenos gestos diários, como esse alerta, na esperança de papos no portão, mais ligações, interligações, da consciência individual e coletiva acompanhada de mudanças de atitudes, baseadas na certeza de que abraços, olho no olho, escutar além de ouvir, de que como disse o escritor e filósofo Voltarie:  "O supérfluo é coisa muito necessária".

4 de outubro de 2014

Chiquinho meu

Tenho candura pelos santos e Frades Franciscanos
Toinho e Chiquinho são meus queridinhos
Com respeito e carinho
O Jesus menino em seus colos
O cordão de nós, as vestes cor da terra
Os pássaros nas imagens de São Francisco
Ser ele protetor dos animais
Andar de pés descalços
Ser simples
Pobreza cheia riqueza é para mim em resumo sua beleza
Barbudo que nem meu pai
Com quem muito ouvi a canção do vinil da Arca de Noé 
Que tinha a letra num livrinho
"Lá vai São Francisco
Pelo caminho
Levando ao colo
Jesus Cristinho
Fazendo festa
No menininho
Contando histórias
Para os passarinhos"
Hoje é dia dele, de lembrar, contar, ouvir
De rir que meu filho aborrecente disse:
"São Francisco!
O cara dos pombos?"
Quando ontem falei que ia ligar para minha mãe
Para ascender uma vela na imagem de barro
Pinhada de pássaros que dei a ela
De pedidos pelos animais de nossas famílias e os das ruas
Mares, rios, matas, do mundo a fora
Dia de reverenciar a história desse homem
De conhecer nem que seja um resuminho
Refletir sobre seus ensinamentos
Praticar seus gestos de zelo pela natureza, animais, pessoas
Outubro e seus festejos
Eu, meus bem-queres e aqui meus desejos de Paz e Bem
Hoje e sempre
Amém!

3 de outubro de 2014

Garimpices

Pode ser inusitado comprar um livro garimpado além de um indicado ou um dos mais vendidos, sugeridos pela editora, dispostos no centro da livraria, nas prateleiras da entrada. Um livro de um autor desconhecido, de uma editora pequena ou publicação independente. Comprar livros após folhear, ler as orelhas, por simpatia pela capa, pelo nome, pelo assunto, vale tudo e caso após ou durante a leitura você não gostar você pode fazer esse livro voar, via correio para algum amigo, para uma biblioteca, pousá-lo num banco de uma praça ou do shopping para algum passante pegar e quem sabe gostar. 
Fica a dica de garimpagens de leituras, de vôos, pousos, de múltiplas escolhas e desejo de uma sexta feira estrelar, iluminada, radiante, solar, de meias luas e luas inteiras. Que o final de semana seja recheado de coisas boas, de boas semeaduras e colheitas, adubado de vazios que abrem espaços, cheiuras que aconchegam, acrescentam, que nos movam e nos assentem.

1 de outubro de 2014

Oi outubro!

Hello mês do niver de marido
Ele que eu espiava da janela
Eu nela e ele embaixo batemos muitos papos
Ele que mais da metade de sua quarentena de vida segue comigo
Abrindo e fechando janelas, portas
Por ruas retas e tortas
Que nascido na primavera é para mim como um girassol
Declaração de amor a parte
Outubro é mês do niver de muitos amigos e parentes nossos
Mês de Nossa Senhora Aparecida
Do dia das crianças
Que hajam muitos motivos festivos
Que se confraternizem os amigos
Que tenhamos esperança 
Que rima com criança
E que faz bem 
Que tenhamos paciência
Alegria, paz e bem
E que os anjos digam amém