Anavantu! Anarriê! Para quem não sabe, querem dizer esses palavrês juninos: ir pra frente e voltar para trás; Francesa a origem desses clássicos comandos de quadrilhas juninas, que esse mês eu já dancei mais meu par, com direito aos cavalheiros cumprimentarem as damas, paquera, túnel, trenzinho em circulo, olha a chuva e olha a cobra. Foi num espaço que não dava nem para dar 5 passos: uns 5 casais, um cantor sanfoneiro, improvisação e
diversão num encontro de amigos.
Comecei junho dizendo por aqui do meu
apreço pelos festejos juninos, seus aromas, sabores, sons e tradições, sobre os
quais em junhos passados eu já devo também ter proseado e falado de
João, muito de Toinho, de comidinhas e de histórias minhas, tudo ao alcance de cliques nos posts antigos, na barra lateral do blog. Sintam-se a vontade! Amigos repetem histórias nas muitas resenhas e vivências das datas comemorativas,
causo eu me repetir nas prosas, já tá explicado.
Já comecei a conferir aqui no
armário se tem canela em pó, em pau e cravo, procurei caixinha de canjiquinha São Braz no
mercado e venho espiando nas vitrines das padarias se já tem canjica de milho
verde. Na combinação de amigos para ver o primeiro jogo da copa, para mim
nenhuma precisão de churrasco ou bebidas, tendo amendoim para mim já tá de bom
tamanho.
Correntes de papel, fiz muitas no colégio, no prédio onde eu morava, em casa e casas alheias com
papeis estampados como esses, lisos, com jornal, páginas de revistinhas ou revistas
de propaganda de supermercado. Tirinhas cortadas do mesmo tamanho e largura, aros feitos e fechados uns presos aos outros com cola ou grampos. Bandeirolas também já fiz muitas, com os mesmos materiais e também com plástico de forrar livro de escola para locais abertos expostos a chuva e a mais: cordão para fazer o perfilado dos retângulos com um lado triangular para dentro ou para fora.
Fiz na escola para os arraias, laranjinhas com carinha de meninas, pintas, trancinhas, chapéu com babados nas beiradas e laços de fita e milhos com carinhas de meninos, bigode, costeleta e chapéu de
palha desfiado. Fiz fogueiras desenhadas e de palitos de picolé, usando celofane vermelho
e amarelo para a chama. Os barulhos de bombas e traques são música para meus
ouvidos e o cheirinho também, a não ser quando bate o sono ou mau humor, que
cabe e faz bem xingar: Esses...que não param de soltar bomba! Gente que queima
dinheiro! Que não tem o que fazer!...rarara
Simborá junho, muita chita nas toalhas e nas meninas,
babados, tranças, laços, forró, bolos e mingaus de fubá, aipim, carimã, mugunzá, quentão, licor,
santos de cada dia, casaquinhos, frio e muito amor. Carimã ou puba para quem não sabe é um produto da mandioca, obtido
a partir da fermentação da raiz.