31 de agosto de 2013

"O otimista é um tolo
O pessimista um chato
Bom mesmo 
É ser um realista esperançoso"
Ariano Suassuna

29 de agosto de 2013

Filosofia de blogueira

Tenho chegado a conclusão de que post´s são iguais a empregos, se a gente tem um, aparecem vários, se não tem nenhum, custa a aparecer. Fiz essa associação, pois estou com vários post´s na gaveta que vão trocando de vez uns com os outros e novos vão sendo rabiscados, novas inspirações, crônicas, poetices, vão surgindo, brotando, pingando.
Há essa crença popular e relatos pessoais de que quando a pessoa está desempregada é difícil e penoso conseguir uma colocação, ao passo que estando em um emprego muitas oportunidades reais, sem nem mesmo haver busca, surgem. As vezes sem ter nada engatilhado, nenhum rascunho ou nada programado, não nos surge uma ideia, eu já passei muito por isso desde que tenho o blog, são fases, falta de inspiração, zica ou tudo junto, não sei, mas não resisti em filosofar e mais uma vez hoje postar.

28 de agosto de 2013

Tsurices




Hoje tem mais imagens que palavras. Tsuru é a ave símbolo da arte oriental de dobradura de papel, chamada: origami. O passarinho também conhecido como grou é considerado no Japão como um dos principais símbolos da imortalidade, longevidade e renascimento cíclico, juntamente com a ameixeira e a cerejeira. Essas mãos da última imagem são minhas e de meu sobrinho fofo Zaion.
Na cultura oriental ao se fazer um pedido, desejo ou oração é costume trabalhar enquanto deseja. Fazer tsuros é uma atividade tradicional por lá  e as dobraduras produzidas são dadas a quem se quer bem, como forma de agradecimento, a quem precisa de um alento, a quem se deseja cura, conquistas e boas energias e assim, como em uma via de mão dupla, nosso desejos acabam por se realizar e a oração cria força, pois além dos sentidos e dentro deles, tudo vibra, vai e volta.

27 de agosto de 2013

Projeto lenços que curam

Eu sempre trago histórias de inspirações e atitudes para cá
Dessa vez resolvi trazer um projeto
Pescado de uma postagem em um blog amigo
Que postou no mesmo dia que eu, sobre gente que inspira a gente
Foi automático, dormi com a ideia e acordei com a atitude
A logo acima foi feita carinhosamente pela criativa Cali
Clica aqui para conhecer o site de produções dela
A proposta, basicamente, é arrecadar lenços para levar para pessoas com câncer (mulheres, homens e crianças) e para um asilo, para enfeitar e dar cor a aparência e ao interior de algumas pessoas que passam por uma situação difícil ou vivem em situação difícil. Além do enfeite, a ideia é adoçar nem que seja um dia na vida de alguém, elevar a autoestima, levar carinho e atenção.
Vamos pedir aqui em volta de nós, eu e uma amiga que vai ser minha parceira de projeto e outras que vão se juntar a nós e peço aqui pelo blog, além fronteiras, que cada um ajude com um lenço ou quantos puder, arrecade lenços com seus grupos de convivência, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, família, tipo prova de gincana que arrecada doações e desperta o senso de coletividade, doação, ação entre as pessoas, que de muitas formas ganham em dar, em participar, em fazer o bem.
Preciso dos lenços até o dia 05 de outubro, dia de São Benedito (santo negro, escravo, curandeiro, humilde), data escolhida para benditas e fartas serem as doações e efeito em quem quer receber os lenços. Tem tempo de sobra, mas a data avançada é para que cada um faça seu envio, seus eventos e buscas de arrecadação, revire os armários, confeccione um ou mais lenços as costureiras de plantão, mas achar que dá tempo e deixar, deixar e esquecer e deixar para cima da hora e não conseguir arrecadar nada, não tá valendo...bronca com risos. 
Por enquanto é isso, forneço o número da Caixa postal para envio, assim que tiver com ele em mãos. Vou postar outro dia sobre as datas, os locais para onde vamos levar as doações, planos (todos que forem levar os lenços estarão de lenços, pretendo levar poesia, coral de música e outros complementos). Agradeço de antemão em meu nome e em nome dos que receberão os lenços e terão um pouco ou muito de suas vidas mudadas.

* Edição da postagem em 03/09 para divulgação da Caixa postal

Cristina Couto
Caixa postal 5814
Agência Sumaré
Salvador - Bahia
CEP: 41.820.970

26 de agosto de 2013

Vamos falar certo?

Eu comecei o dia com frescor, mas talvez pela água fria do balde, resolvi voltar e falar de outro assunto, com tom de segunda-feira, faca no dente, reivindicações, soluções. Acho, que os representantes de uma escola ou empresa, de um grupo de pessoas pequeno ou grande e quem lida com o público em geral, sejam cantores, atores, escritores; são formadores de opinião e são símbolos de referência no que diz respeito a muitas coisas como conduta, visual, vocabulário e nesse último quesito, acho importante falar bem ou no mínimo, falar certo. 
Desafetos pessoais a parte, me indigna e solicito em todas as bocas miúdas e graúdas e eco nas redes que alcancem quórum e mobilização, o pedido doce, se não aceito, amargo, de que a Excelentíssima Dilma, declare-se equivocada, arrependida, ou qualquer sentimento que ela jugue conveniente e retire o som do ar, das bocas, da tv, a escrita em impressos do vocábulo: presidenta.
Sei que já disse que gosto de palavras inventadas, mas no âmbito formal, convenhamos, cai mal. Miriam Rita Moro Mine da Universidade Federal do Paraná verbalizou e registrou a queixa e eu trouxe para cá seu discurso, que segue:
"No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é presidente e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A presidenta se comporta como uma adolescenta dentre tantas outras atitudes barbarizentas e não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Paralelos e perpendiculares

Ao ver essa imagem senti uma boba emoção
Pois tive um vestido de São João 
Com esse mesmo tecido de coração
E já fiz muito isso com balde d´água na cabeça
Perdeu a rima, mas não resisti comentar

Num dicionário de definições paralelas, eu diria que Twitter é aquela caixa de sapato ou de lata, a moda antiga, de colecionar fotos 3×4 e bilhetes, o Face, caixas maiores, com fotos 10x15, cartas, postais, amigos e socialização ao alcance dos dedos mas não do abraço, do contato, do olhar.
O tal do What´s App nada mais é que o relançamento do msn, que com as redes sociais havia sido abandonado e agora de novo nome, ganhou milhões de usuários sedentos de novidades, ainda que sejam velhas. Quem sabe bips não sejam relançados, com nova roupagem e virem moda.
Meu marido teve bip, olha eu entregando a idade dele, assim, sem cerimônia, que indelicada. Outro dia, a propósito, descobrimos, eu e ele, que colocar www para entrar em um site, é ultrapassado e desnecessário, desde então nos modernizamos.
Li em algum lugar que conversa por rede social tem um quê de conversa vigiada por palpiteiros, com zoiões e ouvidões de plantão, reproduções e releituras e as que são no paralelo seja teclando ou por fone de ouvido e microfone, parecem papo com atendente virtual ou telemarketing, sem barulho alheio, tão enriquecedor para a tomada de novos rumos dos papos, sem passantes, criançada, cachorrada a desviar e enriquecer o fuxicar.
Comparações, paralelos e perpendiculares a parte, ninguém nunca vai inventar nada melhor que conversa de portão, mesa de café da manhã, almoço, janta ou bar, tapas nas costas, abraços, cheiro de perfumes, voz ao vivo, roupa, cabelo, caras e bocas com todos os mega pixels que nossos olhos tem, em tempo real e com as cores que agente sente.
Trocentos likes e lista de seguidores virtuais, não são como as pessoas e os lugares ao vivo, como curtir um filme na sala de cinema, praia, sol, banho de mar, chuá de uma balde d´água, banho de mangueira, cochilada no meio da tarde, deitar em rede, balançar em balanço, pipoca quentinha, massagem no pé, colo e cafuné. Né?

23 de agosto de 2013

Qual foi a última vez que você experimentou ou fez algo novo?
Foi a um lugar diferente, provou alguma coisa diferente
Qual foi a última vez que você fez careta
Faça caras e bocas
Ria de doer a barriga
Faça alguma besteira
Assista a comédias ou a um filme de terror
Você já saltou de uma tirolesa?
Já plantou bananeira?
Tente e se a idade ou silueta não permitir
Sente ao menos que nem chinês
Pule corda ou elástico esticado de uma cadeira a outra
Nem que seja na altura do tornozelo
Conte carneirinhos antes de dormir
Se espriguice de manhã como personagens de desenho animado
Estique os braços como se fosse capaz de tocar a lua
Ou apanhar uma estrela
Qual foi a última vez que você fez uma bola de chiclete?
Ou soltou por ai bolhas de sabão
Aproveita as crianças, diz que está brincando com elas e se diverte
Ou vai no carão mesmo em um carrocel
Desce num escorregador no parque
Quer ver uma coisa bem fácil:
Dê um longo e apertado abraço em alguém
Sem nenhum motivo aparente
Viva pequenas felicidades e novidades
Boa sexta e um final de semana cheinho de amenidades

20 de agosto de 2013

Lixo e civilidade

Para começar solicito mais lixeiras na cidade de Salvador, nas ruas, praças, shoppings centers, nos ônibus e papeizinhos nas bolsas e bolsos dos meus conterrâneos caso não haja lixeira por perto. Lixinhos dentro do carro e de lá para a lixeira de casa. 
Saquinhos plástico ou de papel onde vem os talheres de restaurantes e lanchonetes, copos vazios, canudos, guardanapos ou panfletos deixados em cima da mesa de lugares ao ar livre, com certeza irão voar para o chão se deixarmos descuidados e vão sujam as ruas, para bueiros, para os canais, para os rios e mares.
Não custa nada, é questão de hábito, colocar os copos descartáveis emborcados nas garrafas ou latas, os papéis e plásticos embolados dentro dos copos, dar na mão do garçom, fazer o que der e vier na cabeça, só não esquecer e ensinar, dar o exemplo, de que além de não arremessar o lixo no chão, também é necessário e válido ter outros cuidados.
Li por ai que um zambiano chamado Shanker Sahai criou uma máquina coletora de material reciclável, que paga a quem inserir nela garrafas pet, vidros e latinhas de alumínio e essa é minha sugestão de invenção para ser imitada. Quem deposita lixo no sistema ganha um perfil online de interação social. De acordo com o criador a interação além do pagamento é um dos fatores que mais incentivam o descarte de resíduos no sistema. Por enquanto, existem oito unidades instaladas nas principais universidades dos EUA, dentre elas a danada da Harvard. A meta é levar as máquinas para estádios, aeroportos e outras localidades em que há grande circulação de pessoas.
A forma de pagamento são depósitos instantâneos na conta dos usuários, créditos e/ou descontos em estabelecimentos comerciais e prêmios nas redes sociais. A máquina, chamada de Greenbean Recycle, também processa os resíduos, eliminando gastos de transporte até as usinas de reciclagem e o armazenamento em contêineres.
Invenção que ao meu ver, vale divulgar e imitar, já que o tempo de chegada vai ser longo e o planeta não pode esperar. Vale fazer um projeto e apresentar a prefeituras, estádios, escolas, fazer algo parecido e mais artesanal na sua comunidade, em grande ou pequena escala, com outras características, coletando papel por exemplo.
Vale também a reciclagem criativa, de utilidade doméstica, comercial, educacional, o descarte seletivo e sempre: lixo no lixo. Na cidade maravilhosa, suja pela natureza suja de seus moradores e visitantes, tá valendo o Projeto Lixo zero, que vai cobrar multa a quem jogar lixo no chão, boa decisão para punir quem é sem noção.
O lançamento arbitrário de lixo será penalizado de acordo com o espaço ocupado pelo detrito. Pelo descarte de uma latinha de alumínio por exemplo, será cobrada multa de R$157,00. Objetos maiores que uma lata e que ocupem área de até um metro cúbico terão multa de R$ 392,00. Detritos que ocupem mais de um metro cúbico multa de R$980,00. Para aplicar as multas os fiscais precisarão apenas do CPF do infrator. A pessoa que se recusar a fornecer o número do documento após ser flagrada jogando lixo será conduzida para a delegacia. O valor das multas vai ser investido em programas educacionais? Mais lixeiras e fiscalização? Espero que sim, vamos acompanhar e fiscalizar.
Para abrilhantar a postagem trouxe uma indicação de um blog amigo, que foi descoberta em outro blog amigo e assim de blog em blog, de pessoas para pessoas, acredito que o bom e o bem deve ser passado. Trata-se de um mega jantar ao ar livre na França, para celebrar o valor dos lugares públicos e a cidadania, onde ao final da celebração tudo fica totalmente limpo, pois cada um leva para casa seus pertences, o lixo gerado e leva também e deixa a prática e o exemplo da civilidade. Clica aqui para ver um pouquinho do "Diner En Blanc" que aconteceu na noite do dia 16 de julho, quando mais de 11.000 pessoas vestidas de branco, jantaram na Place des Vosges, no Louvre e na praça de Trocadero. Au revoir!

19 de agosto de 2013

Céus e palavras

Eu gosto do céu bem azulzinho
Quarado de passarinhos
E iluminado pelo sol
Gosto também quando tem nuvens passeadeiras
Fofas e brancas como algodão
Gosto de ver daqui de baixo e de dentro do avião
As cinzentas eu só gosto quando está muito calor
Já vi muitos desenhos nas nuvens
De um frango assado do tamanho de minha fome uma vez
E sempre me pego olhando para as danadas
Só por gosto ou em busca de formas que buscam ser achadas
Gosto também do céu com nuvens baixas e rosadas
Com ares de despedida do dia e chegada da noite
Gosto do céu pouco visto das madrugadas
Amo céu peneirado de estrelas
Esse céu da foto eu chamo de coalhado
As nuvens assim parecem para mim
Que o céu era uma grande panela de leite fervendo
E alguém pingou limão dentro
O nome da postagem é o nome de um dos blogs de uma blogueira que voa e pousa em muitos blogs, a solar amiga joaninha Chica. A foto eu tirei para mandar para ela e seu blog de céus e palavras e no ato, atei palavras a imagem e ao invés dessas nuvens voarem para lá, ficaram por cá, com a sugestão de que todos olhemos para o céu e que vejamos nuvens coalhadas, de chuva carregadas, juntas ou espaçadas e que a todas elas atemos orações, canções, agradecimento por as vermos, leveza e maciez aos nossos pensamentos e palavras.

15 de agosto de 2013

Mãos que falam

Libras é o assunto do dia de hoje por aqui e não é sobre a moeda oficial do Reino Unido que vou falar, é sobre a Língua Brasileira de Sinais. Sempre achei interessante os gestos que são letras, que são palavras e sempre achei que devia ser ensinada nas escolas a linguagem dos sinais. Todos devíamos ser bilíngues.
Li ontem no blog de Marcelo Tas, que para mim sempre será o Professor Tibúrcio do Rá-Tim-Bum, que 3 garotos alagoanos, chamados: Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz, desenvolveram um programa chamado de Mãos que falam, o HandTalk, um aplicativo para smartphones de utilidade pública e com criatividade, tecnologia e eficiência de alto padrão. É só clicar no Hugo, um personagem simpático, magricela e com cara de nerd, que ele traduz instantaneamente para LIBRAS qualquer coisa que você fale, fotografe ou escreva. Simples e maravilhoso assim!
Palmas para eles e minha humilde divulgação. Download gratuito aqui: HandTalk.

14 de agosto de 2013

Conexão arcos e flechas

"O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
E vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria
Pois assim como ele ama a flecha que voa
Ama também o arco que permanece estável"
O autor das palavras é Khalil Gibran, nascido em 6 de janeiro de 1883, nas montanhas do Líbano, cercado por cedros milenares. Tinha apenas oito anos o futuro ou já escritor, poeta, filósofo, pintor quando um temporal caiu sobre sua cidade, olhando fascinado para a natureza em fúria ele abriu a porta e saiu correndo com os ventos. Quando a mãe o alcançou, apavorada, ele disse: "Mas mamãe, eu gosto das tempestades".
Meu filho por exemplo, sempre gostou de monstros e Bernardo, um amigo mirim, de trilhos. É com os monstros que encaramos e com os que sabemos ser inventados e inofensivos que aprendemos a ser destemidos e fortes. É pelos trilhos parados, por onde trens e pessoas passam e tudo segue, que histórias passam e ficam. É pelas conexões de leituras, lembranças, pensamentos, aprendizados, ensinamentos, amizades que muitas histórias vem e vão.
Fiz uma postagem onde falei da Editora Arqueiro e seu fundador na sexta passada e no trajeto das histórias que unem, a amiga Ana, mãe de Bernardo e Julia foi a uma feira de livros com eles e lá estava um stand da Editora Arqueiro que talvez passasse despercebida. Ela então me contou essa história e ao pesquisar e não achar um pensamento de Khalil Gibran que li em um livrinho que folheie na Livraria Cultura, a conexão arqueiria entrou mais uma vez em sintonia.
“Há os que dizem que nosso destino está ligado a terra como uma parte de nós, pois somos parte dela. Outros dizem que o destino é entrelaçado como um tecido, de modo que o destino de um se interliga com os de muitos outros. É por isso que procuramos ou lutamos para mudar. Alguns nunca encontram. Mas há os que são guiados.” Palavras de Mérida, a arqueira da imagem, personagem principal do filme Valente da Disney que vai ser assunto de outra postagem. Aguardem!

13 de agosto de 2013

Palavrices

Você sabe o que são sinais diacríticos? Não! Não são prenúncios de dias críticos. São os sinais gráficos que alteram o som das letras, como a cedilha e o trema, excluído pobrezinho, com a nova ortografia. O motivo da postagem foi eu achar que muitos não saberiam o que seriam esses sinais de denominação estranha e uso cotidiano. Acho interessante fazer uso do espaço que tenho aqui para ensinamentos, aprendizados, descobertas de palavrices nossas de cada dia.
Falando em descobertas, vou contar uma bem pitoresca. No dicionário Houssain o último verbete é: zzz. Significado: som de mosquito ou de ronco. Que tal? Falando em verbetes, o dicionário registra os vários sentidos que uma palavra pode ter e a esse conjunto de sentidos dá-se o nome de verbete. Você sabia definir verbete?
Para fechar, como último ponto da estação Língua portuguesa, li em algum lugar e lembrei de um amigo chamado Bernardo, que adora trilhos e trens, que a palavra piauiense é quase um assobio. Sendo assim o apito do trem que vai para as bandas do nordeste sem mar, bem deveria assim soar: Piauiii!

12 de agosto de 2013

Googlices

Ceta vez falei por aqui dos Doodles, imagens customizadas do nome Google, que aparecem ao acessarmos o amigão de todas as pesquisas e afins. Desde ontem vi uns gatos em meio a uma equação matemática e minha curiosidade não deixou passar em branco, lá fui eu saber do que se tratava.
É uma homenagem a um físico chamado Erwin Schrödinger, vencedor do prêmio Nobel de Física em 1933 e faz alusão a dois de seus principais feitos na física: a Equação de Schrödinger e o experimento conhecido como o Gato de Schrödinger.
Nascido em Viena, ele foi um teórico muito bem sucedido e a equação que lhe rendeu o Nobel de Física descreve a evolução temporal do estado quântico de um sistema físico, sendo conhecida também como “a segunda Lei de Newton” da Mecânica Quântica. O Gato de Schrödinger, por sua vez, é um experimento mental em que um gato é colocado em uma caixa lacrada com um frasco de veneno e um contador que detecta radiação. O contador pode ser ativado ou não, o que decide a vida do gato. No experimento, o animal é ligado a um martelo que caso seja acionado pelo contador, quebra o vidro e bau bau miau. Que horror!
Pesquisa feita não pude deixar de lembrar após a mistura de gatos e equação, de um imagem de um rabisco de caderno que circula na internet e que adoro. É a teoria do gato flutuante, cuja imagem é muito cheia de rabiscos e não daria para ver nem no tamanho máximo que da para eu publicar imagens aqui.
Segue então, a "pérola" sob minha narrativa: Reza a lei da natureza que gatos caem sempre de pé, ou seja, de barriga pra baixo. E reza a sabedoria popular que biscoitos e pães com manteiga, caem sempre com a manteiga virada para baixo.
Em pensamentos e esquema de alguma mente brilhante e provavelmente dispersa na aula de física, ocorreu o questionamento do que aconteceria a um gato com manteiga na barriga. Ficaria flutuando no ar, constata a ciência da imaginação. 
Culpa dos Doodles tal asneira vir parar aqui. Desculpo-me com Sr. Schrödinger em associar tal teoria as suas colaborações importantes a física, mas eu era bem dispersa na matéria e isso deve ter alguma relação com esse deslizinho com intuito inofensivo de descontrair o final de uma segunda-feira.

Sagrado é ser

Valorizemos as igualdades que existem entre todos os seres humanos e entre os seres vivos e respeitemos as diferenças. Honremos o dom sagrado da vida, da visão, da audição, da fala, do sorriso, dos luxos que temos como comuns e que muitos não tem. Enxerguemos a beleza além do aparente, o brilho do olhar, a doçura de um sorriso, a magia sagrada da pureza de uma criança, de uma flor, de um passarinho.
"Que honremos o fato de termos nascido e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. 
O sagrado está na nossa essência e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido."
Por Martha Medeiros o que está entre as aspas, por mim ratificado, carimbado e selado como verdade absoluta e publicado para que sejamos pessoas de fé, tenhamos gratidão e ação, laços com as forças espirituais e comprometimento com fazer o bem, o certo, o justo, o possível e o impossível até.
Sagrado é ser e não ter, saber, ver, é sensorial, não está só além do céu, longe, fundo. O bom, o simples é sagrado, os milagres estão ao alcance de todos, na superfície, ao alcance do olhar, da palavra, de gestos e ações.
Amanhã, dia 13 de agosto, foi o dia escolhido para ser dedicado liturgicamente a uma senhorinha baiana e santa chamada Irmã Dulce, a Bem-aventurada Dulce dos Pobres. A divulgação das celebrações por aqui me fez lembrar do dia em que segurei em suas mãos miúdas, enrugadas, quentinhas e carinhosas e ouvi ao vivo sua voz mansa agradecendo pelos remédios que fui levar com minha escola para o abrigo que leva seu nome. Segurei nas mãos de uma santa!
Os remédios foram pedidos em uma das provas de uma gincana e para mim foi uma honra, uma benção e é uma história que gosto de lembrar e vou sempre contar.
Semana e vida sagrada e abençoada a todos, com bem aventuranças, histórias, fé, oração, ação e amor no coração.

9 de agosto de 2013

Flechas no arco e no alvo

Eu disse ontem que gosto da história do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola redonda e de Robin Hood. Tinha outra postagem programada para hoje, mas dei a vez a essa, pela continuidade do assunto, inspirada pela amiga Regina que em seu comentário falou das famosas Festas da Renascença que acontecem em vários países e meu filho e eu somos loucos para ir.
Eu gosto de festas a fantasia, de grande até agora só me fantasiei de bruxa para festas de Halloween de meu filho. Seria legal se festas a fantasia entrassem na moda, idealizo me fantasiar de tantas coisas: de baiana para reeditar a infância e porque amo a fantasia, de pirata, de espanhola, portuguesa, Emília e muitas outras indumentárias.
Deviam também ser abertos centros de esportes e entretenimentos com modalidades mundiais nas grandes cidades, ao invés de tanto bar e boate, podia ter espaços assim, ainda que fosse para a elite, com esgrima, arco e flecha, campo com marcação e traves para aquele jogo americano como o do filme de Harry Potter.
De Robin, além das roupas de época, cavalos e valores morais e sociais, gosto especialmente do arco e flecha, um outro desejo que tenho, fazer aulas de arqueiria, acho fantástico. No kinect do xbox de meu filho (leia-se: aparelho que fazemos movimento diante da tv e o tal game lê os movimentos),  no jogo de dardos sou a melhor dessas bandas e no de trás da porta do quarto de meu irmão e um que tinha na casa de um amigo, onde testei minhas habilidades, também não fiz feio não, arremessos secos, certeiros e muita satisfação em acertar. 
Vou aproveitar o assunto flechas e dardos e mirar num alvo comum por aqui: leitura. Tem quem tenha preconceito e restrições a livros de auto-ajuda, mas como em outras categorias, acho que há muita coisa boa a ser peneirada e lida. Já li alguns livros e sinopses de livros de Augusto Curry por exemplo e gostei de alguns. O livro Armadilhas da mente é a flecha da vez. Ao procurar para ver do que se trata, não me interessei mas fui flechada por uma homenagem que há no livro e que passa pelo lindo livro O Menino do dedo verde, Chaplin, o ano de meu nascimento e mais um nome, uma pessoa e sua história que gostei de conhecer, segue:
"Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como O menino do dedo verde, de Maurice Druon, e Minha vida, de Charles Chaplin.
Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.
Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.
Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.
Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida."
Flechas no arco e mira nos alvos. Idealismo, esperança e coragem em nossa sexta e em nossas vidas.

8 de agosto de 2013

Poemas, filmes, mitos, retalhos

Imagem da web
Não sei se o poeta do post de hoje poetizou sobre Robin Hood
Mas achei esse garoto um Robin and Peter Pan
Tudo a ver com as histórias cruzadas que vou contar
Avante leitores!

"Meia légua, meia légua, meia légua em frente
Todos no Vale da Morte cavalgaram com os seis centos

Para a frente a Brigada Ligeira
Carreguem contra as armas, disse ele
Para o Vale da Morte cavalgaram os seiscentos

Para a frente a Brigada Ligeira
Havia algum homem desanimado?
Todavia, o soldado não sabia
De algum que tivesse disparatado
Eles não têm de responder
Eles não têm de se perguntar
Eles só têm de fazer e de morrer
Para o Vale da Morte cavalgaram os seiscentos

Quando irá a sua glória desvanecer-se?
Oh! A carga bravia que eles fizeram
Todo o Mundo se maravilhou.
Honrem a carga que eles fizeram
Honrem a Brigada Ligeira
Nobres seiscentos"

Alfred Tennyson, foi um poeta inglês que escreveu a maioria de suas poesias baseado em temas clássicos e mitológicos. Uma das obras mais famosas de Tennyson é um conjunto de poemas narrativos baseados nas aventuras do Rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda (adoro essa história).
O poema acima: "A Carga da Brigada Ligeira", eu ouvi recitado e comentado no filme: Um sonho possível, que super, ultra, mega recomendo. A vinda do poema para cá foi a coincidência que achei fantástica, em ter visto esse filme e ao ser dito o nome do autor do poema eu ter a sensação de já ter ouvido aquele nome a pouco tempo. Anotei e eis que assistindo dias após pela milionésima vez, por gosto de meu marido, ao filme 007 Skyfall, que além da música sempre tento tirar algo de útil, como já cronicalizei aqui um dia, não imaginava achar a fonte da lembrança do nome do tal poeta em um poema dito pela chefona da organização de agentes secretos.  Segue a pérola: "Ainda que muito esteja perdido, muito nos resta; e ainda que perdida a força dos velhos dias que movia céus e terras; somos o que somos; uma coragem única nos corações heroicos, débeis pelo tempo e pelo destino, mas persistentes em lutar, achar, buscar e jamais render-se."
Voltando a brigada ligeira, foi desastroso o fim da cavalaria, dirigida por Lord Cardigan no decorrer da Batalha de Balaclava, em 25 de outubro de 1854 e nessa informação há mais um link. Assistindo a cada um dos filmes separadamente, antes do detalhe do poeta, associei cada um dos tais poemas, mental e verbalmente a meu marido e sua trajetória pessoal e profissional de vida. Ai, (adoro contar histórias com ai), quando resolvi pegar os retalhos de todas essas histórias para costurar, descobri que a batalha do poema famoso da brigada foi no dia e mês do aniversário dele. Me admirei com tantas peças soltas que se encaixaram e resolvi costurar e registrar escrevendo.

6 de agosto de 2013

Mill e mtas utilidades

John Stuart Mill foi um pensador e filósofo do século XIX autor da teoria utilitarista, que defende que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade.
Que depois da explosão Mentos na geração Coca-cola, hajam laranjas espremidas, café coado, chá quentinho e busca diária de mudanças de hábitos individuais, participação cidadã e humana no coletivo, consciência na hora do voto, cobrança e vigilância dos mandos e desmandos dos órgão públicos e privados. Que o correto seja feito e que seja cobrado que façam as coisas corretamente e nos utilizemos das ferramentas a nossa disposição para maximizar o que é bom.
As reflexões utilitaristas, tem como tudo, críticas e contradições, mas é uma leitura obrigatória para quem se interessa por temas sociais, políticos, éticos e filosóficos. Em sociedades já tão "evoluídas", com tantas formas e facilidades de acesso a informação, ao conhecimento, tanta coisa já mastigada, tantas possibilidades, tanto para desfrutar, há ainda muito para corrigir e melhorar. Uma translúcida água gelada no aumento coletivo e desenfreado de requisitos, atitudes e pensamentos imorais é capaz de mudanças importantes. Vejo e ouço tanta coisa absurda que fico chocada. Para Mill uma sociedade que é um agregado de consciências autocentradas e independentes, cada qual buscando realizar seus desejos e impulsos é uma sociedade fadada ao caos. E é assim que vejo a sociedade em que vivo, acredito que os bons são maioria, mas vejo que é preciso mais união dos bons e mais ação também, os bons precisam ser realizadores, firmes em suas opiniões, contagiantes.
É preciso o despertar e a prática de valores virtuosos, o acesso e uso dos direitos essenciais, o convívio e intimidade com a cultura não como algo diferenciado, nobre, mas como algo popular, acessível, ao alcance.
O que está ao seu alcance? Quanto você pode ser útil? Seja, faça sua parte e vamos juntos mudar o mundo tão cheios de utilidades, pessoas, possibilidades mal aproveitadas.

5 de agosto de 2013

Por mais perguntas

Resolvi lançar uma campanha de destravação de línguas, um pedido de mais perguntas, um manifesto de rua, internético, local, mundial, interplanetário que vou inaugurar com uma coletânea, para uma questão que venho buscando respostas desde o dia 25 do mês passado, dia do escritor. Lá vai:
Porque não ouvi falar no jornal nacional, nem teve nenhum comercial, seja na tv, por e-mail ou jornal sobre esse dia? Podia ser mais um dos muitos incentivos ao consumo, esse eu até aprovaria.
Podia ser institucional, de algum partido político ou do governo federal, estadual, da prefeitura. Podia ser das grandes livrarias e editoras. Podia ser marketing das mil malas diretas que recebemos por e-mail. Eu que já fiz contato com muitas editoras, podia ter recebido um e-mail sugestivo para que eu passasse a ser a mais nova parceira, eu ia me achar e quem sabe não me rendesse. 
Grandes nomes podiam ter sido lembrados nos muitos programas que passa nos canais abertos e fechados nas quintas feiras. Nem minha amiga escritora Ana, que mora em Sampa, com quem troquei essa indagação,  nem eu aqui em terras baianas, não ouvimos falar na data, em nenhum lugar. Alguém ai ouviu? Alguém leu alguma coluna, crônica, nota de pesar de algum escritor sobre a desvalorização e desprezo ao dia?
Tanto os mortos que são os prediletos para especiais, quantos os vivos, tantos tão bons e muitos que vivem sabe Deus como da escrita (peço a Amado para se juntar a campanha e perguntar lá em cima a ele), merecedores de homenagem.
Seria uma ótima oportunidade para falar de números, em especial dos números sobre o livro de poesia do Paulo bigodudo poeta e brasileiríssimo na lista dos mais lidos. De propor um perfil evolutivo nos gostos e mentes, incentivar a leitura, prestar conta dos Planos municipais do livro e da leitura e quem sabe lançar um Plano de incentivo a escrita e a publicação.
Você que passou por aqui e leu sobre o dia, se sabia ou não sabia, deu parabéns a algum escritor? Conhecido, próximo, distante? Fez uma homenagem a algum que gosta, comprou um livro para comemorar o dia?
As respostas certas, não importam, o essencial é que as perguntas estejam certas, disse Quintana. Que não hajam respostas mas haja mudança, para mim já tá de bom tamanho. Espero então até o ano que vem, quem sabe, pela tv, rádio, jornal, por e-mail, torpedo ou rede social eu me alegre e surpreenda. Vou apostar na aposta de Leminsk: "Isso de a gente querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além". Amém!

Previsão do tempo

Tem duas previsões do tempo que confio piamente, uma aprendi no filme: O sol de cada manhã, adoro esse filme e nele as variações do tempo são definidas como sendo só ventos. A outra, válida para todos os dias e para qualquer país, estado, cidade, canto, beco ou ruela, é que ele não para. Eu hoje também não vou parar nessa postagem, após o meio dia tem mais. Passa na hora do almoço então e desde já desejo uma semana de bons ventos para todos.

1 de agosto de 2013

A gosto


"Um beija-flor pousa na árvore
Limpa o bico, estava lambuzado
Olhou pra mim
Som não emanou
Voou

Um pequenino barriga  amarela
Chega e apresenta-se
Fala tão rápido que nada entendo
Vai para o outro galho
Como que angustiado
Tenta mais uma vez
Desiste
Voou

Tudo silencia-se
A árvore está vazia
Folhas são mudas
Exceto quando vemos o sol
Refletido em verde
E sabemos quão são solidárias
Produzindo o combustível da vida"

Agosto de Todos os Santos é o título de um livro de poemas a ser publicado e por mim aqui já divulgado de antemão, de onde eu recortei esse trecho acima. O autor é meu cunhado mais conhecido como Adriano, de segundo nome: Augusto, tudo a ver com o mês de agosto, mês que o inspirou a escrever esses e outros versos sobre gostos, agosto, Salvador e todos os santos e encantos da Bahia.
Sempre tento, aqui e ali, desmitificar o que da energia de agosto muitos se põem a falar. 
O tal preconceito que espreita o mês de agosto, como todo preconceito, é para mim, para dizer o mínimo, falta do que fazer e além da clássica associação negativa feita ao mês, pelos infortúnios das grandes navegações, até histórias diversas, inventadas e reais ocorridas no mês, escolho a luminosidade da constelação de estrelas em forma de dragão que estampa o céu nesse mês e para muitos era sinal ruim a despontar no céu no início do segundo semestre do ano.
Gosto de dragões, animal de meu signo no horóscopo chinês, representados e tidos como guerreiros, imponentes e destemidos. Meu sentimento quando o oito símbolo do infinito é o dígito do mês é a recomendação de domarmos nossos dragões, os interiores e os da vida, com bravura como nas histórias épicas ou com a sabedoria e malemolência das histórias infantis.
Ao nosso gosto segue o nosso barco que não ruma para onde não se sabe querer ir. E que entre bons ventos e tempestades, tenhamos coragem, gaivotas, dragões, fé a nos guiar, para em terra firma a gente repousar, embaixo da sombra de uma árvore descansar, escrever, desenhar, filosofar, passarinhar. E sob o sol ou chuva fazer valer o viver.