18 de dezembro de 2015

Em dezembro

"Trocar presentes
Celebrar encontros
Lembrar dos ausentes
Rimar alegria com melancolia
Desde que me lembro
A saudade mora em dezembro"
Silvana Tavano
Deu saudade de blogar
E na melancolia
Entre saudades de quem se foi
Marcas do que passou
Sonho que tivemos
As boas novas
E o poder de cada novo amanhecer
Eis·me aqui
Para partilhar poetares
Para dizer oi
Para desejar boas festas
E continuidade das boas ações
Emoções, planos, metas
Partilha
Então bom Natal
Abraço tipo laço
Luz e encantamento de estrela cadente
Coração latente de fé e amor
Mirra, incenso, ouro
Paz e bem
Amém
Axé
Inté

30 de novembro de 2015

Das férias do postar

Então, olha as ideias da pessoa em plena segunda-feira, férias. Se bem que sendo final de mês, último dia para ser exata, vale gente.
Ausência de visitas por aqui, de movimento em blogs vizinhos e as demandas de filho de férias, festas de final de ano, novos projetos, atividades, novidades que depois venho contar e motivos diversos pelos quais não dá para aqui diariamente, como de costume, postar.
O plano é só em dias pontuais  em dezembro e janeiro publicar. Conto com a compreensão de todos, sugiro a leitura aos  muitos posts aqui já publicados. 
Dado o recado, vou aqui para minhas férias com pouco descanso. Fui!

25 de novembro de 2015

Convite na bagunça

Aqui na bagunça da casa, minhas, alheias, coisas para resolver, fazer. Sem nada programado ou nos rascunhos para publicar com a devida dedicação, hoje e amanhã fica aqui esse convite a quem por aqui passar, ler e comentar posts passados.

24 de novembro de 2015

Do meu amar rio e mar

Disse em seus doces escritos para O Globo
José Agualusa, sobre Mia Couto:
"Para criar, para escrever
Ajuda muito estar criança
Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação"
Indignada com a poluição do Rio Doce
Do mar
Indignada por ser uma tragédia anunciada 
Indignada com o ser humano
Sobre o rio, mais afetivas e assertivas palavras de quem tem água no nome: "Quando um rio morre, morre tudo o que há nele, e todo o chão que ele atravessa. Surpreende-me que a tragédia do Rio Doce não provoque mais emoção e mais revolta, quer dentro, quer fora do Brasil."
Surpreendo-me 
E decepciono-me também caro Agualusa
Não foi acidente
Como beber, dirigir, ferir e matar
Também não é
Foto do Rio de Imbassai
Para desaguar meu pesar
Que nem fiz lá no Instagram
Para fazer pensar e se indignar

23 de novembro de 2015

Das caçarolas

Cronicalizei aqui dia desses sobre as minhas primeiras panelas, que tinham a Nicette Bruno e o Paulo Goulard de casal propaganda e na emenda eu ia prosear por cá sobre ser maioria chefs homens e ganhadores de concursos gourmet homens e meu estranhar dos tais não saberem e não se envergonharem de não saber fazer o trivial, tipo arroz branco e feijão e pior quem é do avental todo sujo de ovo não ser as estrelas das cozinhas e competições de panelas.
Enfim, eis que recebo uma resenha, um contar, com recantos paulistas e encantos baianos meus, do prosaico e poético de panelas velhas que fazem comida boa. Autoria de Ana Paula Amaral. "Conversávamos eu e marido no sábado da minha precisão em comprar panelas. As que tenho cumprem sua boa função de nos preparar o alimento, mas estão exaustas, desgastadas. 
Reclamei a ele dos programas Master Chefes, que nunca assisto, mas bem sei do espírito. Por causa desses programas, as panelas se elevaram na condição gourmet, ou talvez top, como se fossem modelo de passarela paga a preço de diamante. Mostrei a ele nos sites que consultei o nome pomposo que aparece: Zwilling. Uma panela, mais de quinhentos reais. Ele me perguntou se havia ouro ali. Não, respondi, há a França e seus chefes. Lembramos saudosos da loja de rua no centro de Guarulhos, onde o dono ficava ali na porta, com os braços atrás, nas costas, uma mão a segurar a outra. Utilidades domésticas, copos avulsos, colher e garfo soltos, escorredor de macarrão de plástico verde, prato Duralex e panelas, muitas, diversas. Soltas, que a gente tirava a tampa para espiar-lhe o interior. Será que alguém ali imaginava se o arroz do dia a dia caberia, ficaria bem branquinho ou tingido de açafrão?
Alguma dona vi bater com o ossinho do dedo no fundo da caçarola. Levou. Devia o som corresponder a algo que ela procurava.Tinha também os jogos em grandes caixas. Comprei lá em momentos distintos duas panelas e uma frigideira. Foi enterrar o dono e na semana seguinte os herdeiros venderam a loja que se tornou uma grande loja de cosméticos com o maior corredor de esmaltes da cidade. 
Era ele, o “Seu Mesquita” que mantinha viva a loja Mesquita, que tinha uma ou outra finura para presentear e comprar. Mas tinha de um tudo sortido, que tanto agradava sem ter nomes impronunciáveis como Zwilling. Afirmo, sem mesmo ter presenciado, que lá esteve Nicete e Paulo, a estampar com sorriso verdadeiro a tampa de caixa de panelas, a mostrar que o companheirismo e amor de quem divide o feijão, o macarrão, a farofa, a dificuldade passageira, são essenciais para se viver.
Nunca vi a caixa da panela da tal panela com ares franceses. Imagino porém, um chef carrancudo a dizer que tem pimenta de mais na quiabada. Nicette, foi-me a segunda Dona Benta que eu assistia com gosto com as crianças ainda pequenas. A pequena Nicette engrandecendo o sítio do pica-pau amarelo. Que tenham mais amor dentro das panelas do que glamour em suas etiquetas."

19 de novembro de 2015

Repique

Hoje não é meu aniversário
Mas é dia 19
Super auspicioso
Ai peguei esse print
E palavras emprestadas de Elisa Lucinda
Para dessa lona
E do sem lonas
Falar aos quarto ventos e todos os continentes de meu contentamento e ansiedade 
Respeitável público
Trupe Plano 3
Menino do Circo sem Lonas
"Ave rara de todos os céus
Soberano sujeito de suas possibilidades
Criança sorridente (hoje homem)
Domador de seus passos 
E ao mesmo tempo palhaço 
Estendendo seus sublimes braços
Tentáculos no universo
Sobre a lona dessa esfera
Para ser, se quiser
O maior espetáculo da terra”
Quiseram
Fizeram por onde
E lá estão em Amsterdã 
Hoje Jonas e o Circo sem lonas sendo exibido
E irmã fã exibida aqui, na torcida

17 de novembro de 2015

Rá-tim-bum

"Rá-ti-bum", é som de batidas circenses que virou pop complemento do cantarolar de parabéns. O "rá" batida na caixa, os pratos fazem o "tim" e o bumbo faz o "bum". Já o bordão: "É pique, é pique, é hora, é hora", li por ai surgiu no ambiente estudantil da Faculdade de Direito do largo de São Francisco, em São Paulo, na década de 1930. O "é pique, é pique" era uma saudação jocosa a um estudante chamado Ubirajara Martins, apelidado de "pique-pique", porque vivia aparando barba e  o bigode com uma tesourinha. Que tal?
O "é hora, é hora" era um grito de guerra de botequim, criado pelos estudantes para pedir uma nova rodada de cerveja em tempo e hora, devidamente gelada.
Devidas contações, cantemos, brindemos e saudemos a vida nossa de cada dia, com água que seja, agradecidos por ter água para beber e sempre com sede de saber.

16 de novembro de 2015

Sobre livros e borboletas

Recebi por e-mail a foto acima, após contatos por conta de uma postagem que fiz em 2014, cheia de visitas escolares e comentários ainda durante esse ano (ver aqui). Contação que transcrevi com minhas impressões, sobre um projeto realizado em 2011 lá na Escola Municipal Prof. João Bernardino da Silveira Junior, lá em
O projeto: De lagarta a borboleta, foi desenvolvido em duas turmas de 4º ano do Ensino Fundamental. Foram levadas para a sala de aula, umas vinte lagartas de couve, retiradas na folha e colocadas em um vidro de conserva com perfurações na tampa para que as crianças pudessem observá-las. As simpáticas verdejantes rastejantes eram de vários tamanhos, desde pequetiticas, até grandononas e comilonas. 
Questões problematizadoras surgiram, observações, colocações, interrogações. Curiosos e ansiosos diante das lagartas, que foram se acalmando e parando de comer, se preparando para entrar em outra fase. Durante esse período, foram feitas leituras de textos diversos, exibição de vídeos e registros individuais. 
A cada mudança, muitas resenhas, muita imaginação, contemplação, aprendizados, interação, a espera, o acompanhar e entender processos, transformações que dizem respeito à vida, das lagartas, deles e de todos os seres vivos. Professora e alunos curtiram os movimentos em crisálidas, rompimento da cutícula, o nascimento das borboletas e a libertaram as lagartas capturadas, com asas e cores ao meio ambiente.
De lagartas a borboletas é o processo escolar, que mais devia ser observado, enriquecido, desvirtualizado cada dia menos e não mais, poetizado. Fica aqui o registro, meu aplauso, o comparativo entre livros e borboletas, que possuem e dão asas, meu encantamento e meu desejo de melhores escolas, bons professores, diretores, alunos estimulados, acompanhados, com propostas e projetos que os envolvam com a natureza, uns com os outros, com sentidos e sentimentos, para que sejam pessoas melhores, por um mundo melhor.

13 de novembro de 2015

Por menos e mais

Relações não podem existir apenas no virtual. Vi uma matéria e tenho visto ao vivo, jovens e adultos que resolvem conflitos, fazem convites, dão notícias boas e ruins por escrito, via celular. Ótimo escrever, escrever errado como muitos escrevem é péssimo vale ressaltar, e só se comunicar e preferir se comunicar escrevendo, é frio, sem expressões faciais que são parte do dito e escutado, sem gestos, sem tom, que quando não combina com as palavras valem mais que elas, o uso de subterfúgios e mascaras por voz e ainda mais cara a cara é menor, mais perceptivo.
Contatos, trocas, papos olho a olho é outro nível de papo, dá e abre espaço para uma escuta mais generosa, fala mais direta e sincera. Podemos ser, ver, sentir melhor.
Nesse mundinho conectado há muitos contatos e poucas amizades do tipo parcerias, em que o movimento de um favorece o movimento do outro. Abaixo laços, nós na verdade, com competição, inveja, cobiça, birras, individualidades.
O mundo tá carente do cultivo de relações presenciais,  com naturalidade, fluidez. Viver e se socializar é menos sobre se exibir, parecer, vencer, ser macho, antenada, independente, sarado, na moda, sobre falar e publicar e mais sobre ser, permanecer sendo ou mudar por motivações amplas.
Você oferece sem receber em troca ? Você faz recomendações de livros, lugares, filmes conectados aos sonhos, gostos ou obstáculos de quem te cerca? Você reconhece e elogia os feitos significativos e também os sutis dos outros? Se pergunte? Recomende esses e outros tantos autos e multi questionamentos, aconselhe quem te cerca a ser mais, a falar, ouvir, interagir, desconectar do celular e se conectar uns aos outros.

11 de novembro de 2015

Das misturas

No Brasil, em sua imensidão e em especial no nordeste, crenças, cultura, imaginação, ciência e tecnologia, se confundem e se fundem. O pensamento brasileiro é sincrético, as tradições, os ritmos, a culinária, até a religião. Sagrado e profano, tragédia e comédia. Coceitos que se misturam a preceitos, prática a teoria, teses a poesia, sonhos a realidade.
Ignorar ou desconhecer essa característica quisa sorte, bondade de Deus, intermediação de Padinho Padre Cícero, Cosme e Damião, Iemanjá, Alá é no mínimo alienação.
"Tem certas coisas no mundo, que eu olho e fico surpreso: Uma nuvem carregada se sustentar com seu peso e dentro de um bolo d’água sair um corisco aceso", paralelo poético rimado do repentista pop Manoel Chudu para desejar me surpreender com menos racismo, preconceitos e faltas de respeito.

8 de novembro de 2015

Circo mundo



Ai
Fui na Banca eufórica hoje
Como antigamente se ia para ver ou não o nome na lista dos aprovados no vestibular
E meu nome não estava lá, mas estava
Na Revista Muito
No Jornal A tarde que saiu de manhã cedinho
Clica aqui para ler
Muito amor, orgulho, alegria
No detalhe
Meu sobrenome e o nome de meu irmão 
Os pés com asas de Jonas
De All star
Estrelas das lonas
Estrela por dentro
Rumo a Amsterdã
Para começar a semana
Com inspiração e alegria
Vai ficar aqui hoje e amanhã a publicação

7 de novembro de 2015

Do ser ou não ser simples

Complicado! Essa é uma palavra e exclamação que costumo usar para o muito de complicado que vejo e ouço e que resolvi usar para iniciat esse post sobre simplicidade, tema da blogagem coletiva do primeiro sábado de cada mês. Em dezembro, a propósito, pausa na blogagem coletiva, em 2016, talvez.
Sobre ela, a simples simplicidade, tenho ouvido e lido discursos (tipo rasos e tipo profundos), visto nome de livros, práticas que de simples não tem nada, pessoas, instituições, grupos, que pregam, descrevem, cantam, receitam a simplicidade produzida e entendida cada um a seu modo, conveniência e com uma listinha de intolerâncias. O simples na prateleira, colhido sem licença e com total descaracterização das pequenezas genuínas de Manoel de Barros, vestidas com a roupagem do tá na moda.
E com base na frase de Chorão "Quem é de verdade sabe quem é de mentira", eternizada em sua canção, é no todo que vemos os pedaços, uma fala ali, um gesto acolá, um outro escrito do mesmo autor, uma outra legenda da mesma pessoa,  um comentárioem, o silêncio, um suspiro amargo, entrelinhas onde a simplicidade que não é in natura, dá bolor.
O simples não se vende, divulga, ensina, é perecível penso eu, coisa que se é ou não é, sendo possível aprender e praticar sim, buscar, mas que não anda de mãos dadas com o posar, usar como cartaz. De críticas a Bela Gil, pelos seus churrascos de frutas e batata doce na lancheira da Escola da filha, passando pela sem pareja sugestão de quem se incomoda com passarinhos de que se abra a janela e deixe disso de se queixar por  bobagens, e como em tantos exemplos, onde a simplicidade é posta a prova, se choca com incoerências, inconsistências, simples assim de notar e sentir.
Textos e fotos publicados com legendas de puro amor e reconhecimento para os pais no dia dos pais, com os irmãos no dia dos irmãos, namorados, amigos e no dia dia a ligação fica lá perdida e não se retorna, para pegar um copo d´água para o outro muitas reticências. Exclamações aos montes, de amo, adoro, relatos de faço e aconteço, tudo dito e muito pouco praticado.
“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”, disse a complicada e amada Clarice Lispector. E querer muitas coisas simples, não será ser exigente e portanto complicado? E o que é simples para você é simples para mim?
“A felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade”, disse Quintana e é também pessoal penso eu, não há receita de bolo. Para mim por exemplo, é simples manusear um Smartphone, para tantos Seu João não. Para muitos Seu João  é simples plantar e colher feijão, para mim não.
Simples é uma palavra cheia de usos e significados, além da definição do dicionário, como poesia e filosofia, as palavras e práticas. Algo que ninguém ache digno de nota, de observância, pode representar, inspirar, desencadear ideias, sentidos simples, poéticos e filosóficos. Ser simples, creio eu, não significa evitar o complexo, o incomum, negar a profundidade, contentar-se com o trivial, comprar e vender a simplicidade como produto bem aceito no mercado.
Leonardo da Vinci disse que "a simplicidade é o último grau da sofisticação", e o primeiro da humildade eu diria e não objeto do anseio coletivo diante de um mundo cada vez mais complicado, em que o simples é atrativo e falso. A simplicidade é uma arte, sutil e difícil, por mais louco que isso possa parecer. Simples e complicado assim!

4 de novembro de 2015

Sem urgência nem unguentos

"Escrevemos com a urgência e a inevitabilidade com que uma nuvem derrama a sua chuva." Agualusa disse sobre ele e Mia, me representa e a Ana Paula, Calu e outras poucas sem fama, blogueiras, amigas, escritoras vizinhas.
Não preciso de um motivo, as vezes muitos para escrever, não preciso de álcool, café ou outra coisa qualquer, para me manter acesa, alegre, nem para me inspirar e desatinar a escrita. Rima, entendo, não é pertencente a tarefa escolar, cordel ou rap, rimar e coçar é só começar.
Tão carente de evolução quem acha que poesia é coisa de burguesia, falta do que fazer, viagem. Poucos likes no geral, dá poetar, lições de moral, esperto é quem vai a festa paga sem pagar e escritores polêmicos e de escritos sobre encomenda rimam com renda. Fatos fatídicos!
Vou parar de resenhar e dar a voz a Mia Couto, que tá na minha lista de livros e além do bem querer pelo escrever e por seu sobrenome, ganhou bônus comigopelo conteúdo de onde tirei a frase que iniciei o post, uma matéria de José Angualusa, publicada no jornal O globo. Segue escrito de Mia dos de minha concordância, de grande relevância, para arrematar com poesia, crítica, reflexão e elegância.
"Me entristece o quanto fomos deixando de escutar. Deixamos de escutar as vozes que são diferentes, os silêncios que são diversos. E deixámos de escutar não porque nos rodeasse o silêncio. Ficámos surdos pelo excesso de palavras, ficámos autistas pelo excesso de informação. A natureza converteu-se em retórica, num emblema, num anúncio de televisão. Falamos dela, não a vivemos. A natureza, ela própria, tem que voltar a nascer. E quando voltar a nascer teremos que aceitar que a nossa natureza humana é não ter natureza nenhuma. Ou que, se calhar, fomos feitos para ter todas as naturezas."

2 de novembro de 2015

Dos sem fim

E ai numa curva qualquer
Ao sabor do vento
Nuvem que passa
Pessoas que se foram
De quem lembramos ao olhar para o céu
E para a terra
Não subiram para as estrelas
A terra pertenciam
Frase do finado e por mim amado Saramago em Memorial do Convento
Aos meus amados já finados que por amados serem são imortais
Que aqui permanecem no que amavam
Nos que amam
Nas coisas, lugares memórias
Com vento que abranda a saudade
Com saudade
Presentes sempre
#pqnemsempreacabaquandotermina

24 de outubro de 2015

Eu e ele

"Era manhã
Três da tarde
Quando ele chegou
Foi ela que subiu
Eu disse: "Oi! Fica à vontade"
Eu é que disse "Oi", mas ela não ouviu

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

A festa foi muito animada
Oito ou nove gatos pingados no salão
Eu adorei a feijoada
Era presunto enrolado no melão

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Que eu me lembro

Ela me achou muito engraçado
Ele falou, falou e eu fingi que ri
A blusa dela tava do lado errado
Ele adorou o jeito que eu me vesti

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro"

Eu me lembro é o nome dessa canção de Clarice Falcão
Com rima e confusão 
Que segue minha pessoal interpretação com correlação
É que amanhã é o dia do aniversário de alguém que eu me lembro
Conheci em dezembro
Ele me conheceu antes, só ele pra dizer o mês
Tipo como na música contamos coisas iguais diferente
E iguais igualzinho
Que eu lembro e ele também
Era manhã três da tarde é parte do apaixonar-se da música e nosso
Que nos descola do tempo e espaço
Coisas, dias, momentos, lugares pessoas
Por vezes vistos e sentidos de perspectivas diferentes
Com detalhes diferentes
Eu vi nele, ele em mim
Vimos um no outro
Vimos e vemos os outros
Como espelhos de nós mesmo
A anos
Amanhã mais de nós
De ser mais de um em cada um
Felicitações e emoções
Fazendo nesse final de semana desse meu espaço
Meu
Nosso
Posso?

20 de outubro de 2015

Do dia que é todo dia

Iluminura de um poeta amigo sobre um querido
"Medicina, lei, negócios e engenharia
São ocupações nobres para manter a vida
Mas poesia, beleza, romance e amor 
São razões para ficar vivo"
Frase do filme Sociedade dos poetas mortos
Dos meus prediletos
Li por ai, sem assunto para postar aqui, que hoje é o Dia nacional do poeta e ainda que dia de poeta seja todo dia, assim como dia da poesia, vale compartilhar, reverenciar, comemorar, parabenizar, elevar o ver, sentir, ser, escrever.Não há um decreto que oficialize o dia 20 de Outubro como Dia do Poeta, a data foi escolhida por em 1976, ano em que nasci, em Sampa, ter surgido o Movimento Poético Nacional, na casa de Menotti Del Picchia. O dia 14 de Março também é tido como o dia da classe dos que descrevem borboletas como cores que voam, pois se comemora oficialmente o Dia Nacional da Poesia, em homenagem a Castro Alves, que nasceu nesse dia.
Antigamente, a poesia era cantada e acompanhada pela lira, por isso pertence nos registros e ensinamentos das aulas de Literatura ao gênero lírico e seja lírica, clássica, contemporânea, romântica, realista, surrealista, de cordel, rimada ou não, são palavras com sentimentos mais que com sentidos, com entrelinhas, margens, silêncios, ecos diversos e muitas vezes bem distintos, com licença para inventar, criar, desconstruir, inventar.
Viva os poetas, sem muitos seguidores, tachados de mil formas, desde marginalizados a elitizados, os os reverenciados, os anônimos, os que amo em especial. Aos que viraram estrela a muito tempo e recentemente, fazendo o céu ser ainda mais poesia.

16 de outubro de 2015

Do ser com prazer secundário(a)

Isso de todo mundo ter papel de destaque não dá, tanto em histórias de livros, telenovelas, filmes, peças, quanto na vida real. Valendo a teoria e prática, de que é bom ser coadjuvante, passageiro e muitas vezes, o sendo, sem pretensões, ser o centro, o principal.
Importante sem se importar ou gabar, como eu flor do livro Planeta lilás numa das minhas atuações teatrais na infância, sem saber que eu era mais que só uma flor no meio do livro. As histórias inventadas e reais, antigas e novas, contadas e vividas, mostram as significâncias e relevância dos personagens secundários, como por exemplo na famosa, clássica e antiga obra de Homero: A Ilíada, em que Ulisses é o personagem principal, mas a ira de Aquiles tem destaque.
Simples, indiscutível e pouco explorado que Pinóquio não tem sentido e vida sem Jepeto, a história não tem os sentidos e sentimentos despertados sem a fada azul, o Grilo falante e sem a baleia.
O rastro de migalhas de Maria e João ou o caminho de ladrilhos amarelos de Doroty, são mais que caminhos, rotas, são símbolos, cenários, secundários, mas principais. Personagens principais sem secundários, histórias sem cenários, não existe o todo sem as partes. Para refletir, expandir e internalizar o olhar, abrir e fechar portas e janelas, sejamos principais ou secundário, pequenos ou grandes, importantes sempre.

7 de outubro de 2015

Na rede


Ai
A gente mostra fotos da infância as visitas
Posta nas redes sociais
Sem a menor cerimônia
E os tais aborrecentes
Dentre os que curtem fotos
Publicam pelo dia das crianças alguma sua 
Meticulosamente escolhida 
Meninos 0,01%
Das fotos atuais
Normalmente, tiram 40, excluem 20
Editam 10 e só publicam uma
E se pai, mãe, tios publicam 
É mico bizarro, tosco, tipo nada a ver 
Ou amam 
Ou ignoram
Sem saber qual das opções será 
Resolvi ele na rede literalmente publicar 
Dos gols que fiz 
Da criança que dia desses estava por aqui

1 de outubro de 2015

Do não ter idade

Ai o post de boas vindas a outubro que publiquei mais cedo, ficou mais de romance e felicitação ao aniversariante de fim do mês, que de ode aos idosos e o não ter idade ser criança ou adolescente. Do privado para o público eis-me aqui para recontar a história que vi no programa pop da tv aberta matutino. Sem muitas delongas, nem voltas, Dona Augusta, 85 anos em encontros de auto-estima, resolveu ensinar uma colega, Dona Severina, 77 anos a ler e escrever. 
Dona severina sempre assinava a lista de presença no final, com o polegar e não tinha vergonha disso, tinha mesmo era vontade de saber escrever, achava bonito, tento ir par escola já com idade avançada após o dia todo na lida na roça, janta posta em casa e cozinha arrumada, mas para as tarefas não tinha tempo de fazer e o cansaço fazia par com o querer.
Não tem idade a amizade, a empatia, o fazer o bem, o querer, o saber, ler, escrever, ser, estar e fazer valer o mais que humano em nós. Então tá tudo dito e como na canção entoada por minha conterrânea cheia de boas energias e energia, eu acredito num claro futuro, de música, ternura. aventuras, bem aventuranças pessoais e alheias, com esperança e menos gente em cima de muros.

23 de setembro de 2015

Pingos de ideia vizinha

Love Rains Down on Me by Amanda Cass
Na leva de ideias boas, emendando na de ontem, trouxe outra do quintal de uma blogueira vizinha, chamada Bia Hain, clica aqui para ler o post e visitar ela, que fez ilustração e tudo para apresentar a tal ideia que dá ideias, que vou contar tipo ciscado é uma técnica muito utilizada em escolas: a "Chuva de ideias".
Pega a galocha, sombrinha, guarda chuva, capa e se molha comigo que adoro banho de chuva, poças e galinhas. O que galinhas tem a ver com isso? Além de estarem nessa ilustração que fiz impressão para marcador de páginas, estava uma ontem, das fashions de angola, no blog de outra vizinha blogueira, achei que dava liga e graça, então botei elas no meio da resenha.
A proposta é assim: Um tema é dado e os alunos falam palavras que venham à cabeça e as palavras vão sendo registradas no quadro. Depois escolhe-se algumas e produz-se um texto. Quem por aqui passar deixa uma palavra após ou antes de comentar, que um texto vou criar, com rima, prometo tentar.
A Chuva de ideias é conhecida também como: brainstorming (tempestade cerebral), termo utilizado em teses, artigos e monografias, sendo uma das fases iniciais dos mesmos. quando o autor anota suas ideias sobre o assunto sobre o qual irá escrever. Há ainda o uso corporativo do brainstorming por empresas em dinâmicas e reuniões de equipes, para através da variedade de pensamentos, bancos de dados pessoais de palavras, registros, sentimentos, se desenvolver estratégicas e solucionar problemas.

22 de setembro de 2015

Das boas ideias

Hoje resolvi trazer 1.010 Maneiras de comprar um livro sem dinheiro, não tá vendo lista nenhuma, nem link, pois é, é que esse é o nome de um projeto que está em sua terceira edição lá em Goiás e funciona mais ou menos assim: A cada livro arrecadado, a organização do evento coloca uma instrução para uma ação que o comprador deve realizar para levar o livro para casa. Simples assim! O preço pode ser cantar uma música, abraçar um desconhecido e cada “consumidor” pode levar somente uma obra para casa não entendi bem por que já que no último sobraram livros, enfim, minha mania de perguntar e querer saber mais.
Para essa edição mais de mil livros estarão disponíveis e o grupo que deu vida ao projeto, contou que viu a ideia na internet. A ação original foi criada em Barcelona, na Espanha, em 2011. No Brasil, o projeto foi realizado pela primeira vez por jovens de Belém. Quem gostou levanta a mão!

18 de setembro de 2015

Hoje
Sem muitas palavras
Essa imagem da foto tirada por mim
Foi o que resolvi compartilhar
Com referências e reverências
Que depois conto nos comentários
Peço a quem por aqui passar
Para descrever a imagem
Ou só contemplar 

1 de setembro de 2015

Oi setembro

Foto de uma escultura que me chama
Me encanta 
Nesse dia parei só para tirar essa foto  
Para completar 
A praça tem azul no nome 
Para um girar de boas vindas 
Para o mês da chegada dela nas praças
A primavera 
De vários bem quereres meus
Muito amor então 
Circo e pão 
"Viver sem amor 
É como não ter para onde ir 
Em nenhum lugar
Encontrar casa ou mundo 
É contemplar o não-acontecer 
O lugar onde tudo já não é 
Onde tudo se transforma 
No recinto onde tudo se mudou 
Sem amor andamos errantes 
De nós mesmos desconhecidos 
Descobrimos que nunca se tem ninguém
Além de nós próprios 
E nem isso se tem"
Palavrices de Ana Hatherly 
Com toda minha concordância 
E desejo de simplicidade com elegância
De leveza, belezas 
Floresceres e ser mais que ter 

27 de agosto de 2015

Sonhos e realidades

Esse mês o curta Sonhos, da produtora que meu irmão faz parte (clicar aqui para ver e ler sobre o curta e colocando a palavra sonhos na busca tem mais resenhas), recebeu em terras paulistanas, dois prêmios no Festival ComKids Prix Jeunesse Iberoamericano: Segundo lugar na Categoria 7 a 11 anos e o Prêmio da Diversidade.
Esse tal Prêmio da Diversidade é concedido à produção mais inspiradora, com abordagem inovadora e responsável, que envolve direitos, respeito, inclusão e diferenças para crianças e adolescentes. Sonhar e realizar! Açúcar com canela! Reconhecimento numa categoria do que de fato o trabalho da Plano 3 filmes para mim representa e faz bem.
Do papel principal e açucarado desse curta e de tantos outros, parte da trupe, ex-eterno menino, hoje um rapaz, meu amigo Jonas Laborda, com quem tenho fotos, mas ainda não consegui um autógrafo, estará no comecinho de setembro, como cores e alegria de primavera, estreando nessa peça que o resumo acima fala por si, por mim e para qual convido aos soteropolitanos leitores e passantes a irem. Dias 3 e 4 de setembro às 20h, 5 e 6 de setembro às 17h , no Teatro Gamboa Nova.
A peça, da Companhia Novos Novos, através do circo, discute dentre temas adjacentes, um que permeia diversos problemas contemporâneos e fonte de diversas soluções: a tolerância. "Em meio a equilibristas, palhaços e atiradores de facas, desenrolam-se histórias que questionam a imposição da “verdade” pelo mais forte e levam o público a ponderar sobre os grandes atos de intolerância da humanidade, como guerras, ditaduras e imperialismo, uso do poder para a destruição, racismo, dentre outros."
Trecho descritivo entre aspas que recortei por ai e para aqui trarei descrições minhas, linhas e entrelinhas, imagens, histórias, sonhos e realidade de lá, a admiração vou levar no bolso, o bem querer carrego no coração por ele, por meu irmão e todos dessa trupe que é espetacular, todos tão diferentes e iguais.

23 de agosto de 2015

Das memórias fotográficas

Lembro de manusear e imaginar montar álbuns de fotos como uns que tem na casa de minha mãe, de um tempo em que se colava as fotos num papel grosso que eram as páginas dos álbuns, com cantoneiras ou cola por baixo mesmo, um papel de seda separava e protegia as imagens. Tinha uns com uma folha autocolante que destaca-se, põe o retratos e põe a folha transparente e adesiva por sob a foto e ela veda a imagem colando nas bordas do papel listrado e adesivo. Tenho desses com minhas fotos e fotos de meu filho. Os das folhas de papel para colar as fotos, com e sem papel seda hoje tem nome estrangeiro e pinta de novidade, de artesanato, mas é um clássico.
Imprimo e monto álbuns com as tais fotos digitais, para ter em mãos além dos aparelhos, para não se perderem com a modernidade em aparelhos e mídias que pifam e ficam desatualizados, para olhar e tatear o objeto foto. Dar de presente, fazer ser presente momentos passados, sem compartilhar com ninguém, sem legendas, com anotações no verso as vezes e com versos e prosas que fazem reviver, sorrir ou chorar de volta para cena que ali foi registrada.
Um encontro para ver fotos impressas tentei marcar entre amigos, não deu muito certo, meu irmão teve a mesma ideia em separado ou talvez na sintonia do que não se captura com máquinas de fotos, não se explica, se sente, é e se perpetua sem precisar de álbuns, posts, palcos. Fotografias, filmes, espelhos em e entre nós, ele e eu, ele e as memórias dele, eu e as minhas, cada um e as suas e seus likes, seguidores, contatos, papel seda a proteger, separar e tempo a juntar tudo, cabendo a nós dar sentidos e valor. Por um domingo de fotos de domingo, fotos em casa, em família, parques, praças, sorveterias, praia, neve, rede. Das de guardar nma memória, para publicar, fazer  álbum, fazer valer e celebrar o viver.

21 de agosto de 2015

Por comer pé de moleque 
Porque é o dia da festa da Semana do Folclore nas escolas
Se não é
Deveria
Comer acarajé só de desculpa para comer além de sempre
Comprar doce típico do sertão no meio do calçadão
Alfelis é aqui na Bahia o nome desse grudinho tipo rapadura mole
Que nunca perguntei do que era feito
Nem amargurei por questões de higiene
A doçura. poesia 
E figura do senhorzinho que vendia na porta da minha Escola 
Era e é de fazer bem por dentro e fora
#dasdocesmemórias
#pqhjésextafeira
Para além de Iemanjá, Iara saudar
Porque uso acessórios de baiana
Tenho até hoje um colar
Que na infância usava para no dia da festa me fantasiar
E se achar uma oportunidade
Brinco de roda
Rodo bambolê
Só na infância?
Porque?
#criançaforever
#doamarfolclorices

20 de agosto de 2015

Para decidir

Dando uma folga no tema Folclore, esse é um post que remenda eu ser fã do Chapeleiro maluco do clássico, o incorporado por Johnny Deep e de um igualzinho a esse da foto que tenho, feito por uma amiga amada, chamada Amara, que quer um novo nome para seu blog de artesanias e ai, nessa de ter que decidir, ela e eu pensamos no que Alice disse ao amigo Chapeleiro: “Quem decide o que é apropriado? Se o apropriado fosse usar um bacalhau na cabeça você usaria?”
Tudo a ver comigo, que adoro essa história e suas filosofias, cenografia e todos os personagens e suas personalidades, figurinos e adereços (ver aqui, aqui, aqui), ser proposta aqui a escolha de um novo nome para o blog, além do que sou declarada e conhecida amante de nomes.
Nos bastidores dei algumas sugestões, é que eu e ela nunca tomamos café ou chá juntas, mas nos sentirmos comadres, vizinhas de porta sabe? E porque mudar de nome? Ora! Para aumentar a muitesa!
E foi, vale contar, em um vai e vem de e-mails e coisas pelo correio já comum entre eu Amara e seu neto Pedrinho, que um dia, em que a poesia tinha escapado de mim, chegou aqui o tal do meu Chapeleiro para me dar alegria e me encher de poesia.
Vale contar também. que nesse blog que vai mudar de nome, o Chapeleiro e outros bonecos e bonecas recheados e adornados de memórias, arte, decoração, histórias, poesia, são parte do que essa minha (nossa) amiga artesã faz, costurado, reforçado e bordado com seu ser vô, mãe, fotógrafa amadora, escrevedora, seu ter amar e mar no nome.
Pois então, cá está aberta a votação para escolha do novo nome. Quem por aqui passar, ou sempre está a acompanhar e quiser opinar, de cara ou depois de pensar, por sintonia ou magia, escolhe um nome dentre os que seguem, estamos esperando até quinta-feira que vem paracom o nome mais votado ser oblog rebatizado. Os nomes são: Poesia em retalhos  - Artesanias e Poesias - Do amar costurar.
Compartilhem entre as amigas, contatos, para votação ser movimentada e as visitas e encanteiria com as artes dela ser semeada por ai.
Por aqui, por hora, a espera das escolhas, deixando a porta aberta, escolhi algumas palavras do meu aparentado de loucuras para encerrar. "Se não temos a chave, não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir. Então, do que adiantaria encontrar aquilo que precisa ser aberto e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?"
Abre ai a cachola, mexe os dedinhos, toma um chá para inspirar, pode se soltar no comentar, pode ir lá e vir cá, pode tipo com cafezinho de mentirinha em xícara de brincar de casinha virar de vez e já votar. 

19 de agosto de 2015

Das fatasias e realidades

Bicho de Sete de Cabeças e Outros Seres Fantásticos é o nome de um livro de Eucanaã Ferraz e André da Loba, pela Companhia das Letrinhas. O livro tem personagens brasileiros ao lado de estrangeiros, uma mistura bem interessante, agregadora, fantástica e inteligente. As ilustrações, por sua vez são um show de criatividade e foram criadas pelo artista plástico português André da Loba e não é no estilo desenhos ou pinturas, são esculturas fotografadas, que foram feitas especialmente para o livro.
Achei ele no meu garimpo folclórico, mais um livro pra minha lista que já está na categoria de Fábulas eu vir a ter todos os listados. E nessa descoberta descobri o poeta Eucanaã. Tantos livros legais e diferentes eu pensei tem por ai que a gente nem conhece, não são pops, estão por ai na prateleiras físicas e virtuais e compramos o que tá avista por preguiça de remexer e ir atrás de algo novo, diferente,interessante. Vale para os livros que compramos para nós, para os que compramos para dar de presente.
A origem dessa expressão está na mitologia grega. A lenda diz que um monstro chamado Hidra, tinha sete cabeças que ao serem cortadas, renasciam. Dessa forma, matar esse animal era uma tarefa muito difícil, e daí a associação. Dica de leitura data, história de expressão contada, embora de fácil interpretação associada, aroma de quitutes de baiana, cores dos colares, pulseiras e que renda positivamente, com benção de água de cheiro, o dia de hoje para todos nós.

17 de agosto de 2015

Por mais Folclore

Eu amava, na época de Escola, a Semana do Folclore. As tarefinhas com sereias, o Saci, a Mula sem cabeça, baianas, o Curupira, o Boitatá e todas aquelas histórias, coloridos, trabalhos, apresentações. Sábado dia 22 é o dia do Folclore e vou tentar até lá trazer posts dentro do tema. A palavra Folcore, para quem gosta de importação, me admirei pesquisando, tem origem no inglês, formada pela junção de folk (povo) e lore (sabedoria ou conhecimento). Folklore, então, significa sabedoria popular e é uma palavrinha que tem pareja com a nossa na grafia e pronúncia, com igual significado.
Hoje trouxe a origem do nome Folclore e essa ilustração que amei e não lembro se ganhei, se achei e guardei, sei que não tenho a informação da autoria. Estava aqui nos meus guardados e resolvi usar em referência a encantada Iara, ao quão rico é para as crianças ter todo esse imaginário apresentado, de forma lúdica, conduzida, criativa.
Postagem que saiu tarde, fora do horário de costume, mas cheia de costumes, bem querer, fazer circular e desejar mais cultura popular nas Escolas, faculdades, nos grandes centros, valorização e culto a data, menos mimis religiosos e de aversões e versões psicochatas dos personagens e lendas populares de nosso país, tão rico de histórias, lendas, símbolos e simbologias que nos representam através de um rico e variado conjunto de costumes, provérbios, manifestações artísticas em geral, por meio da tradição oral, festejos, crenças, tradições. 

13 de agosto de 2015

Por vida longa a Cultura

Hoje a minha publicação é para pedir assinaturas em uma petição em prol da Emissora de rádio e TV, Cultura, que cá está o canal no painel de favoritos da minha TV por assinatura, com todos os canais abertos de uma mensalidade salgada disponíveis.
Assisto, recomendo, meu filho assistiu muito Cocoricó, Castelo Rá-tim-bum. A garotinha Kika e suas perguntas e respostas de assuntos diversos, um cara cientista parceiro de outro vestido de rato que faziam experiências científicas. O Pequeno urso, desenho poético e cheio de lições para os pequenos e os grandes telespectadores que se perdem da criança que foram e dos valores de amizade, família, amor a natureza, tradições.
Eu assisti muito na minha infância por serem poucos os canais e por gostar do que passava e hoje ainda assisto. Dentre as minhas preferências estão os Curtas e docs da Plano3 que tem espaço lá e outros tantos docs sobre cultura popular, escritores e recantos do Brasil a fora, o Roda-viva, o Viola Minha Viola (música e cultura sertaneja tipo sertaneja mesmo) e o maravilhoso Café Filosófico. E eis que ontem em um dos perfis do Instaram que sigo vi um chamado para assinatura da tal petição.
De lá do site que tá colhendo as assinaturas, trouxe trechos do texto de chamada e explicações, segue abaixo. Clica aqui para ir lá e assinar
"Somos de várias gerações que na infância, na adolescência e na idade adulta tivemos a oportunidade de ter acesso a uma programação – de rádios e de televisão pública – orientada pela promoção da cultura nacional e local. Conteúdos que ao longo de décadas foram produzidos por equipes formadas por profissionais (jornalistas, radialistas, artistas, técnicos) que buscavam a excelência. 
O resultado deste trabalho foi reconhecido nacionalmente e internacionalmente, com muitos prêmios e com uma audiência cativa que consolidaram historicamente as rádios e a TV Cultura de São Paulo como uma alternativa aos meios de comunicação comerciais.
As rádios AM e FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e o Opinião Nacional, constituiu núcleos de referência na produção de programas infantis, como o Rá-tim-bum, e na de musicais, como o Fábrica do Som, Ensaio e o Viola, Minha Viola, dando espaço também à difusão de curtas-metragens, com o Zoom.
Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e terceirização da programação, com a degradação de seu caráter público e da sua qualidade. Vários programas de referência da emissora foram extintos, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cocoricó e Bem Brasil. Outros tantos sofreram risco de extinção, como o Manos e Minas e, mais recentemente, há a ameaça de acabar com o Viola Minha Viola, líder de audiência da emissora, e o Provocações. Além disso, o premiado Quintal da Cultura perderá a participação dos artistas e será reestruturado para ser apenas um espaço de veiculação de desenhos animados. 
Esse processo vem acompanhado de demissões em massa e de precarização das relações de trabalho, tanto na TV quanto nas rádios, com estrangulamento da equipe de jornalismo e radialismo; enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis.
O mais recente ataque à estrutura da TV foi a retirada do seu sinal das antenas parabólicas, excluindo 30 milhões de pessoas de acesso ao canal!
Meu Viva a Cultura, a Cultura Viva e uma maior valorização de nosso país, partindo de nós e cobrando a manutenção e reconhecimento do que é nacional, de qualidade, do que é tradição,representação de nosso povo, hábitos, costumes, da memória da TV, do rádio e com elas nossas memórias afetivas, nossa história e cultura, nossas raiz e asas além de modinhas e foco no capital. Pequena, mas eis minha colaboração, além de assinar e divulgar em outros canais essa tentativa de salvar a emissora, que quisá floresça em outros movimentos pela causa. Que nos cause espanto, indignação e provoque adesão e ação esse e outros tantos descabimentos. E tenho dito!

11 de agosto de 2015

Click de Chica
Céu do Rio Grande do Sul Tchê
“Aquele que pintou o céu 
Azul tinta guache
Com certeza usou cotonete
Porque pra onde a gente olha
Há resquícios de algodão.”
Poema de FelipeAndrade
Descrição que amei
#dapoesiadascoisas

4 de agosto de 2015

Por mais de humano em nós

Eu falo, falo, falo e sou a chata do sai do celular, sai do computador, me dá atenção, meu zap é mudo  ele não me chama, consulto ele e nada de áudios (salvo exceções) pra lá e pra cá, quer falar: liga. E nada de usar palavras dos outros o tempo todo, quero mensagens pessoais, quero receber ligação no dia de meu aniversário, se não der para o abraço real e caloroso, vale para o Natal, ano novo. Filme no cinema sim, sim, sim, na semana de lançamento de preferência, esperar chegar na tv não é igual.
Tenho necessidade de que a pessoa olhe para mim e eu olhar pra pessoa quando eu tô falando. Mania isso? É o que dizem, chatice, traço de sei lá o que, que tem até nome psico-comportamental agora (ou sempre teve e eu e geral desconhecia com muito prazer) para esse hábito rotulado como perfil de personalidade de precisar olhar e tocar o outro nas conversas presenciais, que cada dia menos tem de presença. Eu sigo achando de bom tom, o olho no olho, a troca de emoções e atenção. E não aceito a desculpinha masculina de que o sexo oposto não presta atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo, que se dispersam diante da tv ou em pensamentos mil, nem que adolescente é assim mesmo, que isso e aquilo. Dar atenção, escutar de verdade é amar e assim sendo, cada um que se vire com sua dispersão.
Lembrei  ontem de um livro que peguei a muito tempo atrás emprestado de um amigo e li por alto, chamado “Inteligência emocional” e fiquei com vontade de ler todinho depois que vi uma matéria sobre uma pesquisa que dizia que a metade do século 20 foi regida pela Inteligência racional,  na qual os saberes diversos determinavam as possibilidades e capacidades das pessoas, nos anos 90 a tal da Inteligência emocional imperou como via de acesso a melhores condições profissionais e pessoais de vida, já no século 21, dominado pelas mídias digitais e aparelhos móveis, a Inteligência digital tem ditado as regras e causado deficiências sociais. Interagir, ser sociável, afetuoso, reconhecer sentimentos, saber se comunicar no gogó, nas atitudes, se desenvolver em sociedade e promover o desenvolvimento social e tudo isso que aprendíamos naturalmente, está sob o nocivo efeito frio das tecnologias, redes sociais, comércio digital, diversão digital, tudo impessoal, sem emoção, sem envolvimento.
A necessidade de recuperar essa interação não é papo saudosista anos 80, ou romantismo em tempos de web, nem nada da minha cabeça, maneira de ver, viver ou desejo que assim seja. Cientistas mundo a fora em diversos estudos e publicações indicam que empatia e reconhecimento de emoções precisam passar a ser ensinados nas escolas. A que ponto chegamos hein! Viver em sociedade é o que faz do homem o animal mais desenvolvido está nos livros (ou estava) e na prática faz crescer, se desenvolver emocionalmente, do ponto de vista patológico, comportamental, espiritual, comercial, profissional, afinal networking presencial, postura, gestual, o saber lidar bem com pessoas, além de impressionar, é crucial para obter resultados, para fazer acontecer.
E nessa, de ser mais prático puxar papo, render, dar de parabéns a pêsames, fazer pazes, romper relacionamentos, fazer convites, vendas e tudo mais pelos aplicativos e redes sociais, por ser mais fácil dizer o que se quer sem ter que lidar com a expressão do outro, com os artifícios de poder fazer uma preparação do que vai dizer, do fazer uso indiscriminado de cópias, por esse meio de se comunicar dar espaço ao uso máscaras, perde-se muito da naturalidade, da autenticidade.
E assim, tem se driblado e anulado o produtivo enfrentamento das situações positivas e das adversas, os sentimentos e riquezas dos contatos diretos. É o chamado, pelos estudiosos comportamentais, de analfabetismo emocional, devido ao qual, está sendo necessário ensinar empatia para crianças, jovens e adultos, com o objetivo de resgatar o valor e a necessidade de desenvolvimento das habilidades humanas, de interagir, sentir, se expressar com gestos, resolver conflitos, ser mais que um contato, ser colega, amigo, casal, ser filho, neto, sobrinho, multiplicar, dividir, construir significados, contemplar detalhes, sons, sabores, desconectar, fazer nada, ouvir o silencio, olhar no olho, tocar, ser tocado, sentir aromas, sentir a dor do outro mesmo sem compreender, concordar, ler emoções, desapegar de teorias, largar de tantos ses, mimos e mimimis, ser mais que benefícios financeiros ou status oferecidos e almejados, estatísticas, provas, minorias que se unem em defesas pessoais e politicas, ser diferente não em correntes, ter identidade, personalidade, ter sentimentos, sentir, se alegrar, entristecer, demostrar, ser mais, melhor, ser menos público e mais privado. Estar em público, em praças, praias, casa de mãe, vó, irmãos, amigos, presentes e sorridentes ou chorosos, com braços, abraços, falta de espaço para tanta gente junta, espaço de sobra para momentos a dois, espaço de sobra para as crianças correrem, para sermos crianças sempre, para os adolescentes saírem dos casulos, para circular calor humano e mais de humano em nós.

1 de agosto de 2015


Ai, na programação, tem Blogagem coletiva marcada para hoje, primeiro dia do mês de agosto, tema: Receita, a gosto, com ou sem frescuras. E por sintonia, recebo esses dias o pedido por parte da Editora Grafset, de cessão de um de meus textos publicados aqui, que segue abaixo, servido como receita de entrada, para fazer parte de um livro didático da Rede pública de ensino, de João Pessoa, a circular entre as mãos dos alunos do Ensino médio no ano que vem. A pessoa aqui, é claro que adorou, de se lambuzar.
Receita de bem-viver

Ingredientes:
Muita Calma
Um pouco de coragem
Uma pitada de fé, de qualquer marca
3 momentos de alimentação (sadia de preferência)
1 momento de descanso
1/2  falar e 1/2 ouvir
100 gramas de grama, céu, rio, mar ou um passarinho avistado ao longe
Sorrisos e gargalhadas a gosto
Afeto com gosto

Modo de fazer:
Calma na hora de levantar, pensar, falar, agir
Sempre mesclando com coragem e fé, para render
Se alimentar é o recheio, porque saco vazio não fica em pé
Descansar como massa de pão é indispensável
Falar e ouvir sem exagerar para não desandar
Contatos com a natureza são a glace
Sorrisos e gargalhadas dão cor e vida
E afeto dá a liga

Como prato principal, vou servir a banana da terra com açúcar demerara e canela, a da foto que ilustra o post, preparada e servida com carinho na Pousada Jasmins do Poetas, lá em Imbassai, preparada com esmero por seu Carlito, dono do Local e Dona Rosa, flor de pessoa. adorei, comi de me fartar e nas bordas, acompanhei o cortar de um das minhas porto alegrenses e alegres companhias, das fatias da banana em uniformes quadradinho minis, talvez para render, talvez para descer arrumado, vai saber (risos), sei que rimos e rendeu o tal picotar da banana, observado com graça pelo vô Kiko que é uma pedrinha a mais na minha cartela vai ser bingo ir na Itália, pois se metade das pessoas lá forem fofas como ele, além do sotaque e meu desejo particular tipo lindo deve ser tudo lá, os lugares históricos a visitar e muitos desejos gastronômicos.
Na casa de mãe e de vó, sempre ataquei as bananas da terra em fatias mais finas que essas da imagem, fritas em pouco óleo numa frigideira e ainda quentes e salpicadas generosamente com a deliciosa misturinha de açúcar com cabela, quentinhas e crocantes, minha preferência sempre pelas mais torradinhas. Não saboreio a tempo as danadas de boas, pois confesso tem coisas que a gente sabe fazer mais só come na rua pela trabalheira ou meleira que faz,pela poesia ou por embora fazer igual não sair igual feito pela gente.
Clica aqui e aqui para ver  alguns dos meus muitos posts com referências a receitices, a meu ver sendo o comer e fazer, histórias como ingredientes, sempre fonte de nutritiva poesia. Para fechar, tipo o café ou sobremesa, deixo uma dica de leitura, que está na minha lista, indicação de minha irmã: Doces lembranças é o nome do livro, da escritora Margareth Abrão.  Um livro, conforme diz na sua descrição nos sites das grandes livrarias, “d e doces lembranças, em que as receitas se misturam aos sentimentos, as palavras se aqueçam no afeto e o coração é o ingrediente principal. Cada receita deste livro é um retrato de família, uma página de nossas vida, conserva o calor, o sabor e o afeto.”
Para próxima Blogagem coletiva, em parceria com a amiga escritora e blogueira Ana Paula Paula, convido a todos os sempre presentes, os quando em vez e os passantes. O tema é: Foto da infãncia. Abre os álbuns, caixas, envelopes, baús, viaja no tempo e põe na nuvem no primeiro sábado de setembro, cheio de primavera a se anunciar.

31 de julho de 2015

Dos encontros que são sol e mar





Eu já disse por aqui e digo por todo canto, escrito e falado que para mim vale ouro encontrar um limpador de para-brisas, educado, sorridente, simpático e criativo nas sinaleiras da vida (ver um aqui), ou uma senhora que colhe o algodão, faz fio e faz artesanatos, como encontrei na Chapada Diamantina quando lá fui. Vale mais que se eu encontrasse um ídolo qualquer da música ou do cinema, por exemplo. Ontem encontrei com amigos de blog, tipo abraços reais, olhos nos olhos, cheiros, sabores, histórias sem limites de cliques, sem formatações.
E não sei dizer o que mais amei, se todos no portão a minha espera, se as bandeirolas artesanais feitas pelos guris que amam fazer artesanato só que não, se a recepção e delícias do café da manhã, dos donos da Pousada, que para aumentar a poesia da coisa se chama: Jasmin dos Poetas. E assim foi, e mesmo estando chuviscando a maior parte do dia, ter sido puro sol cada passo, histórias ao som e aroma do mar e do amar que vou bordar e contar aqui aos poucos. Hoje algumas fotos e o fato cada dia mais comprovado por mim de que amizade não tem idade, não ter cor, não tem credo, não tem distância, que bem querer é um tipo um pé de qualquer coisa que dá as vezes sem querer e que para fazer crescer e valer é só regar com afeto.

30 de julho de 2015

Fitas, fatos, fé

Fita de Santana 
Avó de Jesus, mãe de Maria 
Que amarrei no dia dos avós 
No bracinho de minha vó Maria 
Junto da do Bonfim 
Que amarrei ano passado 
Cheia de amarrados no braço
Que nem o neto circense
Que nem eu as vezes 

A neta mais velha havia feito curativo nela
Ela disse:
A das medicações estava aqui agora 
Foi! E eu sou a do que?  Perguntei 
Ela respondeu na lata 
A da bagunça

Parece que não mas está lúcida 

29 de julho de 2015

Eu Fiona

Sabem aqueles copos de processadores pequenos, que vem diversos, com diversas tampas, tipo copo de liquidificador tamanho miniatura, pois bem, eu tenho feitos suco de polpa neles que são do tamanho de duas porções (um copo para mim outra para o maridão). Copo pequeno para lavar, mais rápido, gasta menos água e sabão e porque sempre tive apreço por ter um copo de liquidificador para sopas e coisas salgadas e outro para coisas doces. Acho que o copo pega o cheiro e gosto, frescura ou não, tenho essa sensação.
Pois bem, meu lado ogra está se manifestando no sorvete de creme, batido com Nescafé, um pouco de leite de caixa e um pouco de leite condensado, tudo batidinho no mini copinho e geladinho bebido diretamente dele, sem passar para um copo ou caneca. Para beber direto do copo grande do liquidificador é um pulo.
Ninguém via ou sabia, mas depois de eu me entregar e para emendar, isso de ninguém tá vendo me lembra uma história que ouvi muito na minha infância e que repito quando cabe (tipo para pais preocupados demais com os mimimis dos filhos ou crianças que fazem show de dengo). O garoto diz para o amigo na escola: Ontem cai e me machuquei todo!  O outro diz: Poxa! Foi mesmo? E você chorou muito? O menino responde: Não! Não tinha ninguém em casa.

27 de julho de 2015

Leitura e liberdade

Começar a semana lendo as notícias locais e do mundo, vendo na TV e na Internet, tão comum e infelizmente, muitas noticias ruins também é comum, valendo sempre se cercar e regar os olhos e o coração com as boas, ler, ouvir, falar de coisas boas, positivas, transformadoras. 
Eis que vi por ai uma notícia que resolvi compartilhar, pelo meu gostar. Tema denso e detalhe fluido, dessas ideias que parecem simples, mas são inusitadas e mudam o mundo. A notícia é sobre um projeto que reduz a pena de detentos leitores. A proposta é de serem reduzidos quatro dias da pena para cada livro lido, podendo se chegar ao máximo de 48 dias de redução por ano.
Poeticamente super a ver com a ideia de asas dos livros abertos, da liberdade de imaginar e sonhar que as leituras informativas ou lúdicas proporcionam e promovem. Do ponto de vista didático, educacional, psicológico e social é uma ferramenta educacional, transformadora, uma veículo que pode ser utilizado após a pena.
Vi por ai também outro dia, um outro projeto modelo, em algum país além fronteiras verdes e amarelas, que visava a humanização das pessoas presas, uma tentaticva de cura, de descoberta do amor e do cuidado, através do contato e convívio delas com cachorros de rua. Os vira latas não consultei e nem era mencionado na matéria, creio que apoiam a iniciativa, afinal, troca de carinho e atenção, assim como o conhecimento e a magia da leitura são ferramentas de transformações e libertação. #etenhodito

25 de julho de 2015

Dos escritos




Hoje é o dia do escritor. Mas para ser escritor precisa de faculdade? De diploma? De ter livros publicados? Fazer resenhas vale? Escrever poemas em guardanapos vale? Escrever em blog vale? É um bom escritor quem escreve uma linha que fala mil palavras? E quem escreve divinamente mil palavras que lemos tão rápido e leve como se fossem duas? Escrever quem sabe escrever pode, deve, mas para ser considerado um escritor, precisa do que? Será que só de leitores? Para ser poeta então, que total falta de definição!
Todas essas minhas (talvez coletivas) indagações, com uma exclamação de arremate, são em homenagem a essa, não sei se chamo de profissão, na verdade eu chamaria e remuneraria como que a um jogador de futebol, nas proporções do talento, como é a prática, mas na prática dizer ser escritor vai do ser desocupado ao ser pop, de hobby a ofício extra. Tantos escritores foram e são advogados e escritores, funcionários, empresários, doutores e escritores. Como ouvi numa palestra de Mário Sérgio Cortella com relação a ser Filósofo, as pessoas perguntam a você, na sua ausência ou mentalmente, você escreve mais faz o que? Ganha a vida como? A pergunta embora pareça preconceituosa, e é, retrata a realidade desse profissional, a má remuneração desse dom e dos frutos que dá, das demandas que atende em todas as áreas, para todas as profissões.
Muito para as editoras, muito de comercializável e modinha nas prateleiras, muitas barreiras e âncoras fazem ser escritor ser ofício ou laser mais por prazer que por outra coisa qualquer, nas determinadas proporções, vale essa afirmação para os reconhecidamente grandes escritores, nenhum virá aqui ratificar o que digo, mas quem sabe um pouco que seja sobre o mercado editorial e a remuneração dos escritos para os escritores, sabe do que estou falando. Lamentável, para dizer o mínimo. Lamento feito, contextualização real e concreta da data e do personagem, vou falar da beleza e poesia do dia.
De algumas poucas palavras cheias de tudo, iluminuras, vazios cheios de nada, esticadores de horizontes são os escritos Manoel de Barros e Alexandre Reis, dois escritores por quem tenho especial admiração, já declamada, resenhada e referenciada aqui diversas vezes. O Alexandre para quem conhece e quem não, buscar por seu nome é bem grão. Para achar os brotos, árvores, flores e frutos de sua poesia: Escrevendo e semeando é o caminho. E um caminho em comum entre os dois queridos e entrelaçados poetas tem tem o alcance fácil, rápido e compreensão elástica, o pouco que é muito. Falo de pequenas considerações, frases, descrições. 
Muito presente é hoje em dia nas redes sociais, em produtos diversos, nas prateleiras das livrarias esse formato de escrita e leitura. Para quem teve, conhece ou já ouviu falar e para quem não, procurar (adoro cutucar o bichinho alheio da curiosidade), me remete um pouco, com um pouco só de palavras a mais a um livrinho chamado: Minutos de sabedoria. Para ser aberto uma vez ou mais no dia, em momentos de necessidade de palavras, de conselhos, de poesia, filosofia, sabedorias. Ganhei de uma professora na época da escola um para chamar de meu e cá está com dedicatória, contra capa amarelada e algumas roídas de traças. A pró era na época responsável pelo Serviço de Orientação Educacional, salinha para quem aprontava e muito lá eu estava ou por ter aprontado ou por me meter nos aprontes alheios, sempre com algo a dizer.
Eu, como dito, desde muito, sempre de muitas palavras e após muitas postagens por aqui, vou criar uma nova guia aqui no Blog. Uma janela a mais e talvez um perfil no Instagram para publicação de poucas palavras, frases, haicais, poesias, notas, legendas aqui publicadas. Colocando esse feijão de porvir no algodão, logo brota e quisá que nem o pé de João, alcance o céu, tenha som de harpa, poder de transformações, magia. Pelo variar e ir além.
Parabéns a todos os escritores amigos, aos que partiram e que as obras são eternas, pelos que seguem escrevendo e semeando, pelos que tem o dom, pelo que é bom ou não, escrito ser documento, ser história, memórias, registros. Por escritos terem imagens em si, cheiros, sons, sentimentos e sentidos diversos, pela magia que há nisso.