27 de fevereiro de 2014

Desejinhos nada básicos

Para desejar, vai que nossos pedidos são atendidos
Penso que temos que caprichar
Vamos então comigo listar, desenhar, visualizar e vibrar?
Que tal um trampolim para pular momentos difíceis?
Paredes que mudem a cor de acordo ao nosso humor
Chinelo que vire bota ou tênis se começar a chover
Uma bolsa que avise o que vamos precisar ao sair
Uma chave de abrir cabeças e corações
Um balanço que leve a gente grande
E volte com a gente pequeno de novo
Um apagador para quem vê cabelo em ovo
Um relógio que pare nos bons momentos
E um aspirador de maus pensamentos?

26 de fevereiro de 2014

Multi

Fonte da imagem
Essa bailarina tem corpinho de pregador de roupa
E bracinhos de palitos de fósforo

Gosto de coisas multiuso, multifaces, multicores
Como fitas de tecido que podem enfeitar o cabelo de crianças
E de gente grande também
Compor uma fantasia, virar colar e artesanatos em geral
Podem enfeitar o varal no quintal
Podem substituir cadarço de sapatos
Adornar presentes, ambientes
Fechar sacos, caixas
Fitas coloridas, lisas, estampadas, finas, largas, aramadas
Dependuradas, enroladas, trançadas, fazendo laços
Gosto multi de fitas
Pregadores também são assim versáteis
E em casas populares e também nas granfinas, fecham pacotes
Em cordas, secadores de chão ou teto, penduram roupas
Bonecos, sapatos, papeizinhos com recados
Desenhos para secar
Que pregados pelas pontas dançam pra lá e pra cá.
Seguram as contas que chegam
Ou com ímãs atrás, grudados na geladeira seguram listas
Bilhetes, avisos, lembretes
Com criatividade e colagens viram brinquedo de crianças
Ou só sendo o que são
Pregando um no outro e fazendo uma varinha de condão
Colocando na roupas delas e ensinando a tirar e botar
Enchendo uma lata, tampando e se pondo a sacolejar
Em resumo, eles fazem bonito na arte de segurar e variar

25 de fevereiro de 2014

Carnavalices

Duas postagens apenas para o Carnaval é o que resolvi
Por estar em plena Salvador Bahia e por aqui sobrar esse assunto
Além de estar o tempo todo em todo canto a festa na TV
Mas, para o blog entrar no clima, ainda que no tom de sair da rima
Da globeleza, sua vinheta, caracterização e falta total de renovação
Vou usar o tom de zoação, nada de poesia
Grito de carnaval é a festa hoje aqui nesse quintal
Bloquinho da limpeza e puxões de orelhas na geral
É que cada dia tem pelas ruas menos confetes e serpentinas
E mais mijo e gastos além do que se pode
Valores absurdos para camarotes, camisas, pulseiras para festas fechadas
Trilhas sonoras que nada tem a ver com carnaval
Não precisa ouvir marchinha os que gostam de novidades
Mas bem podia se tocar cada coisa a seu tempo
Forró no São joão, coral no Natal
E falando em mandar mal
Do público e pessoal
Comportamentos além do tom e medidas
Muita bebida alcoólica e outros consumos que são uma droga
Nocivas e mascaradas no status de moda
Para sair dessa e nos acudir, vou o papo colorir
Com a porção cultural e lúdica da comemoração
Bailinhos infantis e os dos tempos dos clubes
Máscaras e fantasias
Animação, danças e cantorias
Que espantam os males e mexem o esqueleto
Muita água para refrescar
E curiosidades didáticas para arrematar
A data oficial, não os muitos dias antes e depois de folia extra, tem origem católica e é oficialmente 47 dias antes do domingo de Páscoa. A expressão em latim "carne vale", significa: "adeus carne" e representa a tradição de que terça-feira de carnaval é o último dia que os católicos podem comer carne. Embora o comércio tenha o hábito de fechar as portas do sábado até a terça ou meio-dia da quarta-feira de cinzas, não existe nenhuma lei federal que institui esse período como feriado nacional, sendo que alguns municípios e estados possuem uma legislação própria.
Na real ou na imaginação, para quem já está no papel de folião ou para quem está se preparando, de vestir ou de sonhar, qual a sua fantasia?
Uma dica: se estiver de baixo astral, aproveita que é carnaval para soltar as bruxas, rodar a baiana, pular da prancha, sorrir por fora ainda que não esteja sorrindo por dentro, que nem os palhaços por muitas vezes fazem. Façamos da tristeza confete, é só jogar para cima e deixar o vento levar \o/

24 de fevereiro de 2014

Olha o resultado

Essa é a poética criação vencedora
Do Concurso cultural Semeando Poesia
Parabéns Su de Maria!
Uma, dentre as muitas, criativas, inspiradoras, ilustradas produções
Feitas por quem interagiu e agiu na busca de poesia nas palavras
Nas sensações e sentimentos
"Minhocas arejam a terra
Poetas, a linguagem"
Um paralelo do perpendicular Manoel de Barros
Que peneirei para representar a certeza
De que cada poesia arejou quem as fez
Quem ajudou, incentivou, leu, compartilhou
Bom e necessário tirar a poesia do status de cult ou de infantil
E também manter ela nesses dois terrenos
Há poesia em todo lugar, basta olhar, sentir, semear, regar
E não é difícil rimar, basta tentar, praticar
E é além de um desafio, como ser rio, de interações participar
Fluímos por entre os obstáculos e desaguamos pelos caminhos livres
O mundo prático e objetivo cobra que a gente não pare
Que a gente ande na moda, dirija, saiba usar tecnologias
Esteja bem informado, conectado, tenha bons modos
Já a poesia é casa da mãe Joana, Maria, Sebastiana
Não exige nada
Não precisamos estar agasalhados, nem com roupas leves
 Não é imprescindível para poetar estar de frente para o mar
Sob um céu estrelado, ao luar
Não precisamos de protetor solar, nem de óculos escuros
Não é pré requisito estar alegre nem triste
Pode-se estar em cima do muro
Basta ter olhos atentos, coração aberto e asas por dentro

20 de fevereiro de 2014

Por cores e poesias

Passando para deixar, desejar, evocar
Um piado, um punhado
 Um cirandar, um circular
Voares e pousares de cores para alegrar
Para aliviar as dores, os maus olhados, os dissabores
Para adornar e despertar amores
Para que em tudo haja e se não houver coloquemos cores
Amanheceres branco paz
No vaso florzinhas lilás
Meio dia alaranjado
Com aroma de capim verdinho molhado
Para o entardecer céu rosa chá 
E uma noite de estrelas douradas tom de mel
Em meio ao azul marinho
Em nosso caminhos de dia ou de noite
Trens cor de prata lustrada ou lata velha enferrujada, cor de tamarindo
Nas cores há vínculos: um lembrar, um sentir, um desejar
Ou vários
Referências, marcas de nosso lugar, de nossos gostos, hábitos
De viagens e até de hiatos
O branco do papel seda que envolve as maçãs
Da saia e turbante das baianas
O pardo de envelopes e também do papel de embrulho da padaria
Terra, cor romã, cor também de doces de compota, cor de portas
Cores de muitos tons
De ontens, hojes e e amanhãs
E aqui, hoje, acaba o prazo para participar do Semeando
Feliz com o volume de sementes
E com a oportunidade de promover um concurso cultural
De incentivar a escrita, a rima, a poetação
A produção de ilustrações e de interações
Grata e na expectativa de novas parcerias
Para encerrar meu desejo de muitas cores, poesias e alegrias

19 de fevereiro de 2014

Para semear, pois o tempo vai fechar

O tempo vai fechar
Mexa-se
Poeme-se
Ponha-se a escrivinhar
Desenhar, fotografar
Disimbucha com rima pra participar
E deixa aqui o link do poetar
Não aqui nesse recado
Nonde dá o aqui avermeiado
No post do Concurso, dia 10 lançado
Onde tem tudo explicado
É mió ocê se aviá
Modi que amanhã o prazo para participar 
Vai se esgotar

Xiiis!

Recentemente postei aqui sobre a modinha dos selfies e eis que foleando uma revista, em uma matéria com o título: Olha o passarinho! (expressão que também já passou por aqui), li sobre uma tradição anual do clássico dicionário Oxford de escolher um termo da língua inglesa, considerado pela sua popularidade e uso: a palavra do ano. E a de 2013, que rufem os tambores...foi...Selfies. E por unanimidade. Caso raro, foi pontuado na matéria, todos votarem numa mesma palavra.
A fotografia para mim e para muitos traz consigo mais do que aquilo que captura e que depois pode-se ver. Uma foto não somente capta imagens do mundo, mas registra,  resumindo ou alargando, os detalhes fotografados e os movimento antes e depois do click.
Narcisismo para alguns, bobagem ou mania para outros, eu acho que o auto-registro dos selfies, em oposição aos temíveis 3x4 são legais para a gente se olhar cara a cara além do que vemos ao escovar os dentes ou ao tirarmos e pormos maquiagem e penteados diante do espelho. Vale o montante, nem pouco, nem muito (na medida), como catálogo de nossas mudanças, cortes de cabelos, roupas, sorrisos, caras feias, como marca de nossa presença, de onde estivemos e para onde fomos.
É interessante refletirmos que nossa série de auto retratos contém o antes e depois, além do que está ali e isso é um registro de nossas memórias com nossas expressões e pensando num título para a postagem, me ocorreu o clássico: Xis! Pedido e dito em cliques atemporalmente. Não descobri o porquê da escolha da pronúncia da letra, mas descubro outras curiosidades do mundo fotográfico, que adoro. Seguem revelações!
Fotografia é uma palavrinha de etimologia grega: fós - luz, grafis - estilo. Por definição é basicamente a técnica de criação de imagens por meio de exposição a luz, fixando o capturado em uma superfície sensível.
O hábito de tirar fotos se popularizou como produto de consumo a partir de 1888, quando a empresa Kodak abriu as portas com seu discurso de marketing onde todos podiam tirar suas fotos, sem necessitar de fotógrafos profissionais com o lançamento da câmera tipo "caixão" e dos filmes em rolos substituíveis, criados por George Eastman. Tenho alguns aqui :)
Atualmente, a tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia, nos quesitos equipamentos, acesso, ferramentas de edição, usos etc. Ma s equipamentos e métodos antigos ainda são usados como forma de arte e de perpetuação.
A fotografia pode ser utilizada no processo de registro e investigação do cotidiano, de resgate e perpetuação do passado, a fim de se observar apenas ou se divertir com os momentos documentados, além de múltiplas finalidades pessoais, sociais, históricas geográficas, econômicas, educacionais, culturais e o muito que cabe em uma única foto.

18 de fevereiro de 2014

Medida certa

Não é sobre a campanha global
Para boa forma física com educação alimentar e exercícios meu post
É sobre saber criticar, sem ofender ou se exaltar
Percepção do que é sinceridade e do que é deselegância
Saber receber elogio sem se gabar, com humildade
"Difícil não é fazer o que é certo
É descobrir o que é certo fazer"
Robert Srour 
Tudo parte de um mesmo pacote
Que cabe numa prática: medir
Medir o impacto do que dizemos e fazemos
A expectativa do outro, a ser suprida ou diminuída
E não vale se encaixar na maioria como carta de alforria
O erros coletivos não nos eximem da sentença
Sejamos cada um e juntos como sal ou açúcar
Na medida, nem muito, nem pouco
Quem dera meteorologia ouvisse pedidos e conselhos
E não fosse consequência dos mal feitos da humanidade
E o clima não estivesse tão severo nem para calor nem para frio 
Nem para chuva nem para seca
Na medida
Brisa boa então para quem tá com calorão
Chocolate e pés quentinhos para quem tá com frio
E a prática da medida certa para tudo 
Em qualquer tempo e a qualquer hora
Vumbora?

17 de fevereiro de 2014

Neologismos dos outros, meus e seus

Palavras inventadas e intervenções artísticas de Jorge Menna
Já disse por aqui que adoro palavras inventadas, pratico por gosto inventar e por contágio por vezes involuntário adoto criações alheias. Sei de quem fez um dicionário com os seus neologismos, foi o poeta escritor Marcílio Godoi, na sua encantadeira obra de invenção de palavras, o Pequeno dicionário ilustrado de palavras invenetas, que dei de presente a um amigo menino palhaço ano passado, que como já era, ficou ainda mais encantado.
Conta-se que um certo cabra, tradutor de ofício, para valorizar-se diante de um editor, estufou o peito e com voz de importante declarou: "Domino várias línguas, inclusive a de Guimarães Rosa". Entre as invenções mais célebres de Guimarães destaca-se: nonada, palavra de abertura do romance Grande Sertão Veredas, que significa “coisa sem importância”, fusão de “non” (do português arcaico) com “nada”.
Além de sentido, penso que todo criador e repetidor das palavrices inventivas tem gosto pela sonoridade tanto quanto pelo significado delas. Autodenominado por uma palavrice: “manobreiro” de palavras, o poeta Manoel de Barros é brilhante praticante de inventar ou como ele diz, desarrumar palavras. Sou fã!
Seguem peneiradas para apreciação, palavras por alguns mestres inventadas, inevetas, irreverentes e latentes de sentidos e sentimentos, para gente se contagiar e se por a palavras inventar. 
Arreleque (asas abertas em forma de leque), circuntristeza (tristeza circundante), suspirância (suspiros repetidos), coraçãomente (cordialmente), descreviver (fusão de descrever com viver), fluifim (ideia de que o som e o sentido das palavras deveriam caminhar juntos). Todas essas são criações do mestre Guimarães.
Nadezas, transvê (ver além), invencionática (a arte de inventar em contraponto a informática), palavrezes de Manoel.
Estupendo (Camões), repensamento, não-domingo e roupa de missa (Drummond), desmiolamento, apenasmente, patrasmente (Dias Gomes), urubuservar (Chico Science). 
Para arrematar, frases e reflexões de um estudioso e praticante: "Renovando a língua se pode renovar o mundo". “Invento palavras para que digam coisas que nenhuma outra diz”. Declarações de Mia Couto que defende a criação e recriação da língua, prática que é culturalmente fértil e ainda possibilita a mediação, a troca, a sintonia entre as diversas classes através de palavras. Acentuo e pontuo com meu desejo de uma semana fértil de neologismos dos outros, meus, seus, invencionismos, colheitas e proveitos. Vamos que vamos!

15 de fevereiro de 2014

Com exemplos


Poeme-se
Por fora
Dentro
Sopre
Seja
Catavento


Se até pedra poesia tem
Poeme-se também

Poeme-se
Ilustre-se
Cronicalize-se
Não aliene-se
Internalize-se
Solte-se

Transforme
Decore
Desafie-se
Voe por dentro
Poeme-se!

Contudo
Com tudo
Por tudo
Poeme-se mundo

Dó Re Mi
Po E Me Se

Quem tá ai?
Tô aqui!
Revele-se
Poeme-se

E aqui foi proclamado e aberto na segunda-feira
O Semeando poesia
Parceria minha com a Poeme-se e o Escrevendo e Semeando
Para participar desse Concurso cultural tem que poetar e rimar
E quem quiser ilustrar
Para ver as regras e detalhes é só aqui clicar
Que nem professor em tarefinha escolar
Que dá um exemplos depois de explicar
Resolvi deixar aqui semeados
Ao sol, chuva e brisa do final de semana
Alguns poetares
Como que fosse para o Concurso
Para fazer funcionarem os pulsos
E brotarem poetares por dom, gosto ou impulsos
Vou deixar para adornar
Servido para mim por uma amiga com uma xícara de café
Um menorzinho de um poetar de Viviane Mosé
"A maioria das doenças que as pessoas têm
São poemas presos
Abcessos, tumores, nódulos, pedras
São palavras calcificadas, poemas sem vazão
Cravos pretos, espinhas, cabelo encravado
Poderiam um dia ter sido poema, mas não
Pessoas adoecem da razão"
Água com gás para finalizar:
Não quero ninguém doente!
Nada encravado, dor de ouvido ou de dente
Então, para ser, estar e me deixar contente
Poemem e tenham um final de semana cadente

14 de fevereiro de 2014

Por mais cores e vida

O tigre é mais forte, valente e imponente 
Mas quem vive mais é o camaleão
Diz um ditado oriental 
Que ensina que se adaptar, ser flexível 
E por vezes se camuflar para se manter longe dos perigos 
Vale para longevidade de bicho 
E de gente também
Fica a dica!
Do mundo da moda dos designer de móveis
Essa cadeira me encantou pelo azul
O que tem a ver com tigres e camaleões?
Foi assim:
Busquei por camaleão num site de imagens
Essa imagem então apareceu entre muitas
E eu, contemporânea do Onde está Wally
frequentadora na infância de uma praça cheia de camaleões
Além da minha fértil imaginação
Me pus a procurar um camelão camuflado por entre o verde
Você conseguiu achar? Não?
É que o nome desse modelo de cadeira é camaleão
Boa, observante, divertida, criativa e azul sexta-feira
Com adaptabilidade, um pouco de descanso, um pouco de agito
E aproveitando a animação desse dia da semana tão adorado
Quero muitas produções para o Concurso Cultural 
Aberto aqui essa semana
Poete, poeme-se, ilustre-se e pinte o 7

13 de fevereiro de 2014

Dá para acreditar e fazer

Seguem trechos de um e-mail que recebi de uma amiga blogueira, no momento ausente pelas idas e vindas da vida. Ela botou para funcionar numa zona carente de onde mora uma biblioteca pública, a Ler é bom,  para onde já mandei alguns livros, menos do que eu gostaria e se perto de lá morasse iria presencialmente colaborar, ler, confeccionar cartazes, carteirinhas, fazer dinâmicas de grupo e receber mais, com certeza, independente do que eu pudesse levar.
Não sai mandando o que tinha ou vi pela frente na Estante virtual, um sebo virtual com muitos títulos, fácil de acessar, comprar, entregar em outro endereço que não seja o nosso, muitas vezes sem ter que pagar frete e pelo valor valor baixíssimo dos livros vale a compra mesmo com frete.
Lá garimpei livrinhos com temáticas específicas como livros com personagens negros e sobre a cultura negra, indígena, lendas populares, com passarinhos (para contagiar a garotada com meu bem querer), com histórias de superação, com problemas comuns na infância e adolescência, para reconhecendo e discutindo eles, eles terem outro peso e se conhecendo o inimigo ter maior capacidade de enfrentá-lo.
Segue as palavras de Carol, histórias conectadas a foto da postagem, a minha satisfação, emoção e certeza que de que pouco em pouco, gota a gota, como ondas, podemos ser mar, aumentar a amplitude do outro, ser gaiola aberta, asas, pousos.
"Hoje foi o dia da meninada conhecer a história do pássaro da chuva. Passei o livrinho para minha irmã que preparou as aulas para os pequenos.
Descobri uma forma das crianças terem um maior contato com livros: escolho e entrego o livrinho antes para as 'tias' prepararem as histórias. Minhas irmãs e as crianças estão adorando. 
Comentários feitos pela minha irmã sobre a aulinha de hoje:
"As crianças adoraram ver as gravuras do livro. Uma menina pediu para ser a ajudante e passar as páginas do livro. Um menino todo alegre disse:  - Olha! Ele é da minha cor!"
Minha irmã disse que a concentração e o silêncio para colar os palitinhos que ela distribuiu foi incrível. Ela também disse que muitas crianças desenharam a chuva e também escreveram o canto do passarinho. 
A Yasmin, ao ver as caixas com palitos, perguntou, encantada, se os palitos eram mesmo para ser colados. Minha irmã confirmou que sim, que ela tinha comprado para isso. A Yasmin, com um sorrisão, disse: - Nossa tia, você gastou dinheiro com a gente?
Palitinhos fazem alegria! Dá para acreditar?"

12 de fevereiro de 2014

Por todo mundo poliglota

Perdão aos menores de plantão, pelo gesto da ilustração, mas é o que a tia aqui, já grandinha e portando autorizada, tem vontade de fazer quando alguém fala em códigos digitais, adolescentescos, pós-graduados, quando falam grego comigo e por ai.
Penso que "devemos ser poliglotas dentro de nossa própria língua" como disse e defende Evanildo Bechara, gramático da primeira e única gramática que comprei na época da faculdade. Linda! Capa branca, cheirando a nova, com as páginas colando e a capa tão afiada que era preciso cuidado para não se cortar. Era tida como a melhor na época e foi roubada na sala de aula, de cima da minha carteira, na mesma semana em que comprei, o que me deixou desolada. Vez ou outra penso em comprar uma igual para repor a perda e também para ter no meu acervo.
Memórias a parte, como dizia um padre que rezava missa aqui no Bonfim, não se vai para igreja de biquíni nem para praia de paletó e isso vale de referência para as palavras que usamos na fala e na escrita. Crianças e adolescentes entre si tem sua linguagem própria que não deve valer para o diálogo com os mais velhos, sendo adaptável a cada grupo: família, professores, desconhecidos.
Isso vale para todas as idades, para locais diferentes em que estejamos, para as diferentes situações interpessoais. Eu por exemplo, particularmente, não acho que cabe em meio aos telejornais ou no final, comentários informais, gírias e regionalices como virou moda.
Me incomoda também os profissionais de determinadas áreas que falam com seus amigos e em situações informais como se estivessem em seus escritórios, consultórios ou em reuniões. Usando e abusando de palavrês técnico e delongas que se aplicam a grandes corporações, termos cultos ou chulos, exigência de nossa compreensão e conhecimento do que não temos obrigação de saber e conhecer.
Então é isso! Do ponto de vista da boa e versátil comunicação, acho que é atemporal, coerente e urgente sermos poliglotas em nosso idioma e nos demais. E tenho dito!

11 de fevereiro de 2014

Pequenos e grandes

Cartaz de Pequeno, produção da Plano 3 filmes

Esse é o pequeno Zaion Chaplin com sua bengala
Pegar a da bisavô é de gosto dele
O avó inventivo logo fez uma sob medida e personalizada
E o recém pedestre anda de bengala pela varanda da casa da avó
E ao inaugurar seu presente com a tia babona aqui: clicks
E essa suspendida de sobrancelha que me fizeram ver Chaplin

A lenda

"Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência"
Charles Chaplin

O cartaz lá de cima é de umas das minhas produções preferidas da Plano 3, parte por eu conhecer, ter pisado, ido a festas de largo, missas e ter histórias de família no lugar onde a filmagem foi feita (No Santo Antônio além do Carmo), parte grande por ser mudo e cheio de recados, caricaturas, detalhinhos de época, do mundo do cinema, por ser preto e branco e colorido para quem vê com cores e poesia, com ligeirezas e ao mesmo tempo leveza.
"O garoto", filme referência do curta é um tesouro e esse ano é o centenário de nascimento de Jackie Coogan, o eterno menino travesso que emocionou o mundo ao lado do grande astro. "Tempos modernos" é por sua vez um filme muito utilizado em dinâmicas empresariais e graduações, em meio aos muitos produzidos com histórias simples e emocionantes encenadas pelo talento, gestos, trejeitos, olhares provocadores de riso e choro, contemplação e reflexões de Charles Chaplin. Que ao meu ver deveriam ter mais cartaz nos tempos atuais, pois as mazelas e lições de moral dos filmes, vergonhosamente são atemporais.
O que não é muito contemporâneo contudo é a magia, a inocência, a doçura dos personagens do ator palhaço, que encho a boca para dizer, era ariano, nascido em abril, no dia 16, lá dos idos de 1889. O grande Chaplin, tinha uma grande facilidade de cativar, de passar recados sem palavras, de transmitir mensagens sem a barreira do idioma, com abordagem de temas universais, como o amor, a amizade, a fome e a fé.
Produções e ator que a muito já partiu, mas segue presente em cada lona de circo dos grandes aos mambembes, presente no cinema e na imagem caricata de dezenas de gerações. Acho que Chaplin não nasceu: estreou, não morreu, virou estrela, na verdade seguiu sendo.

10 de fevereiro de 2014

Concurso Cultural Semeando Poesia

Jorge Amado disse e eu assino embaixo
"Cultura é o povo
Cultura somos todos nós"
Dito isso, poesia é cultura e todo mundo pode poetar
Então, de megafone na mão e com ilustração, anuncio e proclamo
Produção e execução a três mãos
É que a Poeme-se, loja, projeto, semeadura de poesia no dia a dia 
Tem agora produtos escritos desenhados e semeados 
Pelo poeta ilustrador Alexandre Reis
Em verso, prosa e passaversos por aqui sempre presente
Clica aqui para ver, comprar e compartilhar os produtos

Juntos, fizemos brotar essa proposta cultural e poética
Mais que um concurso cremos possa ser o desatino de um curso
Ou transbordar, infinito e particular da terapia de poetar
O prêmio será um Kit Poeme-se Escrevendo e Semeando
E para participar tem que poetar
7 palavras usar
Rimar
Pode compor algo com a poesia e fotografar
Pode desenhar
Tem que a palavrinha Poeme-se usar
E sua poetice com a descrição do concurso publicar
Ufa! Fiquei sem ar!

Segue bem explicadinho para todo mundo entender e participar

Regras:
Fazer uma poesia com 7 palavras, sendo uma delas a palavra Poeme-se;
O conjunto de palavras tem que rimar;
Pode ser ou não a composição acompanhada de um desenho feito a mão livre, pode ser escrita em um papel, na areia, em um cartaz, quadro de avisos, bordada em tecido, pintada, apenas digitada e publicada, o que cada um imaginar, produzir, fizer brotar;
A poesia na forma escolhida deve ser publicada e compartilhada, devendo o participante publicar a produção com o nome do Concurso e a descrição poética dele que consta aqui ou uma descrição personalizada;
O participante deve ainda deixar nessa postagem ou na Fan page da Poeme-se o link da publicação com sua participação.

Prazo e resultado:
Valem publicações de hoje dia 10.02.2014 ao dia 20.02.2014
O resultado será publicado e divulgado no dia 24.02.2014 aqui, pela Poeme-se e pelo Alexandre

Premiação:
Um Kit Poeme-se Escrevendo e Semeando
Publicação especial da criação pela Poeme-se e por mim

Poetando e filosofando para terminar
Poesia não se faz com pensamentos
Mas com sentimentos
Não há sentidos, teorias, objetivos
Não é preciso saber, entender, racionalizar
Apenas ler, escutar
Observar além da escrita
Em todo lugar há 
Poesia é encantamento
Além do momento
Dos acentos, rimas
De regras, reconhecimento
Do comum entendimento

9 de fevereiro de 2014

Pela segurança das crianças

Tudo a ver com domingo
Crianças na praia, em praças, nos shoppings
Acompanhadas, cuidadas, vigiadas pelos adultos
Mas como reza a sabedoria popular
Crianças as vezes nos cegam
É numa fração de segundo, num descuido, em meio ao inesperado
Pode acontecer o impensado
Para não acontecer
Pensar antes, como na iniciativa da imagem
Crianças com pulseirinhas de identificação
Vale também crachás
Um papel guardado no bolso dos maiorezinhos
Com o nome, telefones, nomes dos responsáveis, endereço
Vale ainda que em tempos modernos
O velho ensinamento aos pequenos no número do telefone de casa
Lugar onde moram, ficar parado no mesmo lugar
Falar com alguém com a farda do lugar onde estiverem
Em casos de se perderem
Assim como não falarem com estranhos
Vale pela segurança das crianças
Fica a dica!

Um domingo ainda mais azul


 



Domingo para mim é um dia azul
Gosto tanto de fazer tudo, como nada
E no domingo passado dia 2 de fevereiro
Foi um domingo de azul mar
Dia de saudar, pedir, agradecer a Iemanjá
De cultura popular
Fé, festa, proza e poesia
Acima fotos com a magia do azul do céu e mar de Salvador
Da minha oferenda
E da criativa e linda oferenda de um desconhecido 
Que gentilmente pousou para foto
Sorridente e orgulhoso 
De sua florida e apassarinhada embarcação
Que sendo de papel é biodegradável
E que tendo ele sido tão agradável comigo 
E com muitos que passavam
Creio o pedido dele tenha ganhado um upgrade
Dizem que quando o mar leva rápido a oferenda
Conseguiu-se a rainha encantar
Pelo meu barquinho rapidamente naufragado
Odoiá!

8 de fevereiro de 2014

Vibre!

Foto tirada por meu irmão
Marcos Bautista
Escolhida para ilustrar, fazer vibrar
Para catar ventos e distribuir cores
"A exclamação é como uma roupa especial
É só colocar para deixar tudo mais vibrante
Transforme períodos simples do dia em exclamações"
 Frase de um marcador de páginas da Livraria Cultura

2 de fevereiro de 2014

Por...

No dicionário: içar, é um verbo transitivo
 Palavrinha que soa a assobio
E vale por erguer, levantar, alçar
Icemos nossos olhos aos céus
E ao mar, ainda que para isso tenhamos que os olhos baixar
Pois tanto se erguer quando se curvar é bom de se praticar
Para agradecer, pedir, orar
Se deixar encantar, relaxar, desligar
Para o bem, além do infinito e do particular
Icemos olhares e gestos de bons desejos uns aos outros
Alcemos vôos e mergulhos rasos ou altos
Juntos ou soltos
Todos envoltos de proteção
Determinados na ação de o bem semear
De ser alegre e aos outros alegrar
De por bons mares navegar
Salve o azul de céu e mar!
Salve o branco da paz!
Salve a doçura, a fé e a força da cultura popular!
Benza-nos Deus e Odoiá Iemanjá!