6 de junho de 2011

Adoro essa reflexão!

"Toda manhã, na África, uma gazela desperta
Ela sabe que deve superar o leão mais veloz 
Ou será morta
Toda manhã na África, um leão desperta
Ele sabe que deve correr mais rápido que a gazela mais lenta
Ou morrerá de fome.
Não importa se você é um leão ou uma gazela
Quando o sol nascer é melhor que esteja correndo"

2 de junho de 2011

Que??? - Parte 2

Devido ao grande sucesso do post "Que???"
Decidi assinar meu atestado de velhice sem cerimônia
Esse é um "Que???" gastronômico
Na cantina do Colégio onde eu estudava tinha sonho (massa de padaria frita no óleo com açucar em volta e recheio de goiabada).
Na Padaria Piedade, que fica aqui em Salvador e meu Padrinho é o dono (olha o merchan), ainda tem e é maravilhoso e também tem um famoso perto da Vila militar na cidade baixa, um lugar pequenininho com filas e sonhos fritos em alta velocidade e precinho inimigo de dietas.
Tinha também outras coisinhas gostosas e meio sumidas hoje em dia como: banana-real (massa de pastel com uma tira de banana da terra dentro, frita e com açúcar em volta), enroladinho (pão com uma salsicha dentro), pastel de queijo ou de carne, refrescos de frutas tropicais...
O refrigerante de máquina a gente pedia  pra misturar de vários sabores (pede na cantina de uma escola isso hj e vê o sermão e normas e leis e pitis q o atendente vai dar), tinha os refris Tai, Brahma, Tubaina...
Na rua, na saída da minha escola tinha um senhor fofo que vendia "Alfelis" (acho que escreve assim), uma melequinha enrolada em um papel em forma de charuto....gostosiiinha...sabe Deus do que era feito...não matava pois não morremos...rsrsrs
Lembro sempre também de uns mini-chicletes num saquinhos com sorriso e de  uma bala chamada "Chibiu" (sem comentários), da bala Soft (que matava engasgado), bala Apache (a melhor bala do mundo, com o desenho de um indiozinho), Ice-kisses, chocolates Kri, Lollo...Que saudade! E que fome :)

1 de junho de 2011

Salve junho!

Junho no nordeste é mês de festa para Santo Antonio, São João e São Pedro. Adoro as festas juninas, desde bem menina. Amendoim, milho cozido, asado, fogueira, bandeirola, roupas de caipira, trancinhas amarradas com fitas, chapéu de palha, bolo de fubá, de carimã, de aipim, sanfonas, zabumbas e triângulos ritmados.
Acho linda a imagem de São João meninote com o carneirinho no colo, a decoração dos arraiás com chita, tecidos de quadro, retalhos, as festinhas no colégio (gostava das minhas e curte muito as de meu filho).
Gosto dos fogos, cobrinhas, chuvinhas, traques, bombas e tudo isso sempre foi presente nos dias de São e São Pedro. A alguns anos passei a gostar também das festas de Santo Antonio, que tem as mesma iguarias gastrotômicas, o mesmo cenário, porém as orações são mais presentes, cantorias e rezas são o carro chefe.
Minha vó sempre gostou de Santo Antonio, talvez por ela ser espanhola, se é que gostar inclui colocar a imagem dele de cara para parede na pia da cozinha quando fazia um pedido por nós, nada a ver com casamento, os pedidos dela iam de emprego a passarmos em alguma prova, tudo ela dizia que ia pedir a Santo Antoninho.
Eu sempre soube e acredito, tanto que casei no dia de São José, que Santo Antonio arruma qualquer marido e São José, marido bom. Crendices ou não, não custa garantir.
Santo Antonio para mim é o santo dos pobres, do pãozinho na farinheira para o ano ser de fartura, santo da trezena mais famosa do nordeste, lotada e rezada nas igrejas e nas casas das pessoas, uma prática tão antiga, que resiste nesse mundo tão moderno. Acho isso maravilhoso.
Uma amiga me convidou a algum tempo para ajudar na decoração do altar da trezena na casa da irmã dela e foi o início da minha "intimidade" com o santo. Fiz aquele altar e alguns outros na casa dela com o maior prazer, entusiasmo, respeito e admiração. Comecei a ir em outras casas nos diversos dias da trezena e aprendi a cantar o hino, a ouvir as orações, canções e pedidos, tudo bem nordestino, junino, familiar, devoto, bento.
Salve junho! Salve Toinho, João e Pedrinho!