4 de agosto de 2011

Taí

Pense em um nome "mara"
Taí
Olhando a imagem dos ioiôs que postei hoje, viajei

Outro dia estava até comentando com meu marido, que eu acho uma boa idéia o retorno de certas coisas, modelos, marcas...O assunto era carros, cogitei o relançamento do Chevete, o mesmo modelo mais moderninho, com o mesmo perfil e principalmente o mesmo nome.

Que tal então a volta do Taí?
Do esmalte Misturinha?
Das Lojas Slopper, Mesbla?

Go

"Go" agora me lembra a propaganda do Visa
"Vá de Visa...Go!".
O que não faz uma propaganda!
O meu "Go" do post é para irmos em frente
Com determinação, ânimo
Go! Go! Go!
Ontem eu só postei um texto sem nem uma linhazinha de comentário, o dia estava cheio, hoje também está, mas resolvi despressurizar. Como hoje já é quinta-feira nada melhor que irmos rapidinho, ligeirinho, com gosto de gás, faca no dente, pra chegar amanhã mais uma abençoada sexta-feira. Go!

Direto do túnel do tempo


Os ioiôs da Coca-Cola;

Papeis de carta;

Pular elástico;

Ploc, Bala Soft (que engasgava e matava segundo nossas mães);

Dip Lik, Mini-Chiclets
E o pirulito que vinha com hélice pra girar e voar;

Curso de datilografia;

Provas com cheiro de álcool, recém copiadas no mimeógrafo;

Ovada no dia do aniversário;

Enduro e River Raid no Atari;

"Estátua", "Batata-quente", "Queimada", "Pega-pega"
"Pique-esconde", "Cabra-cega", "Passa Anel"
"Boca de Forno", Amarelinha"
"Stop"; "Fura pé", Garrafão", "Mamãe posso ir";

Melissinha, Bota sete léguas
Catina, Conga, Kichute
E o Tênis Montreal que era o único anti-micróbio;

Estojos automático, com vários botões e breguetes;

Caneta de 10 cores com cheiro;

Os livros da Série Vaga Lume;

Enciclopédia Barsa;

A régua que ao bater no braço se enroscava como uma pulseira
A Bate-Enrola;

Brincos que vinham em uma cartela e se colava na orelha;

Polainas;

Patins de prender nos tênis;

Mini garrafas de refrigerantes
Que as mães diziam que tinha veneno dentro
Para que a gente não bebesse.

Recordações impagáveis!

2 de agosto de 2011

A criança que há em nós

"Peço licença para falar na minha criança, a que mora aqui dentro e não me abandonará jamais. Os quase setenta anos que dela me separam não a removem. Minha criança esteve em todos os meus filhos e aparece no meus sete netos. Minha criança sente enorme saudade de pai e da mãe com quem o adulto já não conta salvo no exemplo, na saudade e nas orações.

Minha criança possui incomensuráveis solidões diante do mistério do infinito. Ainda recua diante do violento, embora não o tema, e ainda se infiltra em episódios de distração e inocência inexplicáveis num homem com minha carga de vivências. Minha criança ainda gosta de abraço caloroso, proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu tais a entrega e a total confiança no mistério e na proteção de Deus.

Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda. Eu a amo, preservo, e dou boas gargalhadas quando a vejo infiltrar-se nas graves decisões de algumas de minhas responsabilidades adultas.

Diariamente passeio com minha criança e estou muito feliz por cumprimentá-la, levar-lhe balas, nuvens, aquele cão da meninice, as canções de minha mãe e os carinhos de meu pai, levar-lhe os presentes que ganhava de meu padrinho e toda a enorme vontade de Ser que então adivinhava para a minha vida. "

Artur da Távola



1 de agosto de 2011

Ser ou não ser


"O homem quer ser peixe e pássaro

A serpente quisera ter asas

O cachorro é um leão desorientado

O engenheiro quer ser poeta

A mosca estuda para andorinha"

Um reflexão de Pablo Neruda 
Sobre as infinitas possibilidades de ser e de se reinventar
Mãos a obra!