10 de abril de 2013

Dory e eu

Eu não sei vocês, mas eu escolhia desde pequena e até hoje os personagens, cantores e atrizes em que eu me vejo, já fui uma das panteras do seriado e de lá para cá muitas outras personagens em que me reconheço nas semelhanças, qualidades ou defeitos.
Dia desses Carol me contou que entrarei em cartaz com a minha personagem peixa nas telonas. Não! Não me acho uma sereia, sou a Dory amiga do adorável peixe-palhaço Nemo.
A continuação do filme vai se chamar "Procurando Dory" e tem estreia prevista para novembro de 2015. A peixinha azul, que fala baleiês e sofre de lapsos de memória, vai aprender algumas coisinhas sobre o significado de algo valiosíssimo chamado: família.
Eu falo a língua do P e falo bebezês, adolescentês, passarinhês, uma poliglota que tem especialização em inventar palavras e se apaixonar por elas. Quanto a saber o significado e valor da família, sou PhD.
Sobre a perda de memória, eu só não sei onde acabei de deixar o telefone, a escova, a tesoura e outros objetos que teimam em sumir e tenho alguns lapsos para senhas, nomes, números de telefone, datas...Nada grave!
Enfim, já tenho programação para 2015, previsão de exibição da animação. Isso é que é agendar compromissos com antecedência :)

4 de abril de 2013

Gratidão em verbal de Dente de leão

“A importância de uma coisa 
Não se mede com fita métrica 
Nem com balanças nem barômetros
A importância de uma coisa
Há que ser medida pelo encantamento 
Que a coisa produza em nós”
Um coisa me causou imedível encantamento, misturado com  gratidão, satisfação e emoção. Veio em um envelope pardo com letra desenhada, cheirinho de passarinho molhado e o carinho de Ana, Julia e Bernardo. Meu primeiro livro de Manoel de Barros, que se chama: Escritos em verbal de ave.
Quem ai já pegou um passarinho na mão? Eu já peguei vários e foi assim que senti o lindo livrinho laranja com traços azuis cintilantes, amarrado com corda de sisal em minhas mãos.
Na cartinha que o acompanhava, a cereja do bolo, palavras, carinho e amizade com as assinaturas de próprio punho de cada um. Como adorei! Imaginei o momento em que as crianças assinaram, li o que veio escrito por senhora mamãe, literalmente e nas entrelinhas, reparei as letrinhas e traçado do nome de cada um. Estou como a ilustração, flutuante em dentes de leão e encantada.
Na pontinha do papel da cartinha, um selo dos correios, de um pipoqueiro, para uma vindoura Rota de pipocas, já com muitas histórias para contar sem nem mesmo ter acontecido.
Me senti honrada e abençoada com o cuidado deles terem encomendado o livro para mim, com a preocupação de que chegasse a tempo pelo dia de meu aniversário e ainda de me enviar antes por ansiedade em me agradar.
O Bernardo de Manoel de Barros é como o Bernardo, esse meu amigo, que me faz apitar a cada trilho e trem que vejo, irmão da princesa Julia que toca violão, adora jujubas e é fã da Magali, filho de Ana, que para mim é como a enseada que Manoel acha melhor não descrever para não desencantar.
A importância desse livrinho, de sua chegada, seu envio e de quem o enviou é de um tamanho a perder de vista para mim. Bernardo para quem não sabe é um nome que marca os escritos de Manoel, é seu auter ego (outro eu, outra personalidade de uma mesma pessoa) que assobia em voz e cantos em seus escritos, de forma ímpar, simples e metafórica em uma comunhão linear entre os dois eus e a poesia. Outro dia falo mais dele.
O Bernardo de Manoel e ele, assim como o Bernardo de Ana em parceria com ela e com a doce e ativa Júlia são criaturas sinestésicas, que mexem com nossos  sentidos, ativam, adornam, clareiam, ensinam com seus olhares, palavras, sentires cotidianos, com suas gentilizes e gestos simples que acompanho de longe, que o valor das coisas está num misto de sermos inteligentes e inocentes, sonhadores e realizadores, está em abrir o coração, soltar o verbo, ver a poesia no dia-a-dia, desmistificar os sentimentos.
Minha admiração e gratidão para olhos que nunca fitei, mãos que nunca toquei, mas sinto, valorizo, meço a importância sem achar um número, uma unidade de medida, me utilizando "apenas" de palavras, imagens, poemas, canções e emoções.

3 de abril de 2013

Flores do dia

Alê e Ju
Dois nomes doces como mel
Duas belas e delicadas florzinhas
Duas arianas como eu
Como o animalzinho de nossos signos
Dizer a um Carneiro para seguir um chefe é tarefa difícil
Vê-los parados também
E acompanhá-los pode ser divertido
Se você tiver energia e disposição
Sem falar da falação
Coisas da vida sermos tres carneirinhas
Coisa boa estar entre essas duas flores
E flor mãe Ana e flor sobrinha Carol
E arbusto Bernardo
Pessoas que fazem hoje parte da minha vida
Adornam, enriquecem, aquecem a alma
Tão distantes dos olhos, tão juntinhas do coração

2 de abril de 2013

Essa descrição: A Revista com sua cara
Me caiu como uma luva
E esse item: Blog da Tina?
Sem falar da matéria de capa
Quadrinhos e filas
Tudo a ver com a minha postagem de hoje
A história começou semana passada
Em uma postagem de Rovênia
Clica aqui para ver o post, conhecer o blog e ela também
Falamos da necessidade e garantia de sucesso de um parque tipo os da Disney, com os personagens de Maurício de Souza. Em São Paulo tinha um espaço bem limitado em um shopping, muito frequentado e adorado por adultos e crianças, que infelizmente fechou.
Postei aqui uma foto e cronicalizei sobre o café que tomei com a Magali numa exposição que foi muito visitada em um shopping daqui. Eu sou fã de todos os personagens, mas minha preferência é o Chico Bento, Nho Lau e a tal goiabeira. Nesse mundo do HQ ainda espero por um quadrinho onde vou ver o Cascão limpinho e nada de me dizer que a Mônica já tem 50 anos, virou adolescente e casou com o Cebolinha. Eu não quero! Quero toda a turminha da Mônica com 7 anos, quero muitos planos secretos que acabem com  muitas coelhadas nos meninos, Magali se entupindo de tudo e com manequim que não muda, Cebolinha falando elado, quero aquele indiozinho lindo e cheio de lições morais e ambientais e Horácio, filósofo verde como chamou Rovênia, com sua tiradas filosóficas e ímpares. 
Que tal, ao invés de um Parque, uma Revistoteca? A quem me associo para abrir? Algum investidor ai? É de se ganhar dinheiro e fazer algo fantástico e de grande valor cultural. 
Tio Maurício venha cá ver minha ideia. Seria uma mega biblioteca daquelas com escadas e tudo mais, com todas as Revistas que o senhor já publicou, alguns rascunho dentro de vidros, como tesouros que são, seus troféus, recortes de reportagens, telas, fotos, esculturas, objetos em exposição.
Pode ter carrinhos vai e vem para os pequeninos, tubo de escorregar com imagens por dentro, tipo aqueles livrinhos Flip de passar rápido as páginas e ver movimentos. Cinemateca, lanchonete com melancia, sorvetes e sucos com nomes dos personagens, biscoitos em forma de ossos com o nome do Bidu e leite com sucrilhos em um prato com o nome do Mingau. Peço que o suco Tina seja de laranja com mamão em minha homenagem.
Pode ter também dias de autógrafos, shows musicais, teatrinho, sarau de poesias, leituras dos HQ´s para crianças cegas e além de todas essas ideias, muita coisa podia ser feita e a aceitação seria garantida, com gente vindo de todos os cantos do Brasil e do exterior para visitar. Chico ia vir lá da roça e se assustar com a imensidão e belezura da Revistoteca.
Fico aqui aguardando a parceira e já vejo a fila para entrar, como magicamente tem escrito na imagem da revistinha que encontrei por acaso.

1 de abril de 2013

Abrindo abril

Para abrir o mês de abril muita luz
Céu azul, girassóis amarelos e alegrias mil
Janelas, portas e almas abertas para a paz entrar
Em todas as mesas pão
Curas e conquistas nos caminhos
Sorte no destino, bondade no coração
Atitude, poesia e oração