17 de junho de 2013

Leitura alimenta

Quando vi o nome fui ver o que era, quando descobri o que era amei. Um projeto chamado: Leitura Alimenta, parceria da Livraria da Vila com a distribuidora Cesta Nobre e a agência Leo Burnett Tailor Made. Muito legal, simples e cheio de responsabilidade social, que bem podia ser imitado aos quatro ventos. Trouxe numa segunda-feira que é para inspirar, para colocar a ideia e participação em movimento.
É assim: junto a cada cesta básica preparada pela Cesta Nobre é incluído um livro. Alimentos para o corpo e para mente. Perfeito! E qualquer pessoa pode doar livros para ajudar nesse projeto. Para quem mora em Sampa é só levar a doação, seja um livro, dois ou vários, a qualquer loja da Livraria da Vila, para quem mora em qualquer outro lugar é só enviar para a Caixa Postal 73007. CEP 08341-420. Vale as dicas de escolher o envio módico, que é uma modalidade de envio dos correios mais barata para envio de livros e de que doar alimenta a alma, doar livros alimenta ainda a cultura, sonhos, mentes. Livros eu li uma certa vez em algum lugar rima com livres. Liberte livros que você tem presos na estante, abra espaço para novos, compre livros usados para doar e fazer girar o acervo dos sebos, compre um livro novinho e doe para um projeto desses, custa o mesmo que um lanche, uma cerveja, um gasto supérfluo qualquer. Como diz no banner da campanha, tem gente que não tem tempo ou vontade de ler e tem quem não tem livro. Para saber mais sobre o projeto acesse o site, clicando aqui.

14 de junho de 2013

A descoberta

A descoberta é um dos curtas da Plano 3 filmes que está circulando por ai e essa semana a Direção de arte, de um moço chamado Marcos Bautista, foi premiada. Ver aqui. O curta conta a história de um menino que não entende porque seu cachorro desapareceu e não vai mais voltar e ao se desfazer das coisas do melhor amigo, ele fará uma grande e apassarinhada descoberta.
Ian, ator mirim que também foi premiado por A descoberta, é irmão de Jonas do filme Sonhos que falei aqui, estrela de outros dois filmes do momento da produtora.
Eis-me aqui para divulgar e trazer noticias sobre os novos trabalhos e conquistas dessa fábrica de curtas, longas e cativantes histórias. Um deles é "Jonas e o Circo sem Lona”, um curta que vem conquistando prêmios e participando de eventos como o DocMontevideo (no Uruguai), DocBuenosAires (na Argentina), Cine Cruzando Fronteras (Espanha e Argentina) e Atlantidoc (também no Uruguai). O filme conta a história de um menino de 13 anos que sonha em ser artista das grandes lonas e que armou e mantém um circo que ele mesmo inventou no quintal de sua casa. Dentro dessa história, entre as aventuras, doçuras e amarguras da busca desse sonho, o sonhador menino Jonas, cresce.
Outro trabalho é o longa-metragem “O Menino e O Palhaço”, selecionado para o V BoliviaLab, que está acontecendo em La Paz, de 10 a 19 de junho. Durante esse período, o filme passará por um laboratório de projetos, onde receberá consultorias de especialistas visando o desenvolvimento do roteiro e o intercambio entre produtores e realizadores de todos os países ibero-americanos.
Tem ainda um curta que foi gravado no subúrbio ferroviário aqui de Salvador, cuja estrela principal (além do protagonista), se chama Balu, que dá nome ao filme e é uma cadelinha que fez papel de cachorrinho e após as gravações fez morada na casa dos pais do cenógrafo e diretor de arte, meu irmão. Minha mãe reclama que ele leva muita tralha pra casa ai eu acho que ele resolveu variar e levar uma que anda, come, late e é um agito em forma canina. Clica aqui para ver e ouvir um pouco sobre essa história. Uma curiosidade dos bastidores das gravações é que o cachorro que começou a fazer o papel de Balu sumiu e depois que tempo já tinha sido perdido, gravações prontas, buscas feitas pela estrela desaparecida, desespero se instalando, eis que surge a substituta providencial pelas ruas de Plataforma, circense e faceira, pronta para começar a gravar  e começaram tudo de novo, deu trabalho, mas deu certo.
Então é isso! Divulgação feita, histórias contadas, meus aplausos de pé como irmã coruja, fã das histórias, dos atores, personagens e equipe da Plano 3 filmes. E só por essa breve reunião de informações, vê-se que os aplausos não são só meus e que estão tendo merecidas dimensões. Espalhem por ai, curtam, divulguem, incentivem, aplaudam também, eu deixo e desejo que a Plano 3 seja a descoberta de grandes mídias, prêmios, canais de veiculação de filmes, histórias, arte e cultura.

12 de junho de 2013

Sem palavras

Gosto muito de palavras
Mas as vezes, muitas vezes eu diria
Não são necessárias palavras
A comunicação se faz por gestos, por olhares
A declaração, o reconhecimento, o recado
Sem que nenhuma palavra seja dita
Diz uma infinidade delas

10 de junho de 2013

Por + gente que dá bom dia

"Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias. Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual... Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá. O problema é  que, em geral, não se chega. 
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz."
Trechos de uma narrativa de Frei Beto, uma indireta do bem para sermos felizes e fazermos os outros felizes com pequenas coisas, com dar bom dia por exemplo, como sugere a Campanha desse card que ilustra o post e vou trazer mais de vez em quando. E vamos nessa dando e recebendo boa tarde, boa noite, pedindo desculpa, dizendo obrigada.

7 de junho de 2013