8 de agosto de 2013

Poemas, filmes, mitos, retalhos

Imagem da web
Não sei se o poeta do post de hoje poetizou sobre Robin Hood
Mas achei esse garoto um Robin and Peter Pan
Tudo a ver com as histórias cruzadas que vou contar
Avante leitores!

"Meia légua, meia légua, meia légua em frente
Todos no Vale da Morte cavalgaram com os seis centos

Para a frente a Brigada Ligeira
Carreguem contra as armas, disse ele
Para o Vale da Morte cavalgaram os seiscentos

Para a frente a Brigada Ligeira
Havia algum homem desanimado?
Todavia, o soldado não sabia
De algum que tivesse disparatado
Eles não têm de responder
Eles não têm de se perguntar
Eles só têm de fazer e de morrer
Para o Vale da Morte cavalgaram os seiscentos

Quando irá a sua glória desvanecer-se?
Oh! A carga bravia que eles fizeram
Todo o Mundo se maravilhou.
Honrem a carga que eles fizeram
Honrem a Brigada Ligeira
Nobres seiscentos"

Alfred Tennyson, foi um poeta inglês que escreveu a maioria de suas poesias baseado em temas clássicos e mitológicos. Uma das obras mais famosas de Tennyson é um conjunto de poemas narrativos baseados nas aventuras do Rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda (adoro essa história).
O poema acima: "A Carga da Brigada Ligeira", eu ouvi recitado e comentado no filme: Um sonho possível, que super, ultra, mega recomendo. A vinda do poema para cá foi a coincidência que achei fantástica, em ter visto esse filme e ao ser dito o nome do autor do poema eu ter a sensação de já ter ouvido aquele nome a pouco tempo. Anotei e eis que assistindo dias após pela milionésima vez, por gosto de meu marido, ao filme 007 Skyfall, que além da música sempre tento tirar algo de útil, como já cronicalizei aqui um dia, não imaginava achar a fonte da lembrança do nome do tal poeta em um poema dito pela chefona da organização de agentes secretos.  Segue a pérola: "Ainda que muito esteja perdido, muito nos resta; e ainda que perdida a força dos velhos dias que movia céus e terras; somos o que somos; uma coragem única nos corações heroicos, débeis pelo tempo e pelo destino, mas persistentes em lutar, achar, buscar e jamais render-se."
Voltando a brigada ligeira, foi desastroso o fim da cavalaria, dirigida por Lord Cardigan no decorrer da Batalha de Balaclava, em 25 de outubro de 1854 e nessa informação há mais um link. Assistindo a cada um dos filmes separadamente, antes do detalhe do poeta, associei cada um dos tais poemas, mental e verbalmente a meu marido e sua trajetória pessoal e profissional de vida. Ai, (adoro contar histórias com ai), quando resolvi pegar os retalhos de todas essas histórias para costurar, descobri que a batalha do poema famoso da brigada foi no dia e mês do aniversário dele. Me admirei com tantas peças soltas que se encaixaram e resolvi costurar e registrar escrevendo.

6 de agosto de 2013

Mill e mtas utilidades

John Stuart Mill foi um pensador e filósofo do século XIX autor da teoria utilitarista, que defende que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade.
Que depois da explosão Mentos na geração Coca-cola, hajam laranjas espremidas, café coado, chá quentinho e busca diária de mudanças de hábitos individuais, participação cidadã e humana no coletivo, consciência na hora do voto, cobrança e vigilância dos mandos e desmandos dos órgão públicos e privados. Que o correto seja feito e que seja cobrado que façam as coisas corretamente e nos utilizemos das ferramentas a nossa disposição para maximizar o que é bom.
As reflexões utilitaristas, tem como tudo, críticas e contradições, mas é uma leitura obrigatória para quem se interessa por temas sociais, políticos, éticos e filosóficos. Em sociedades já tão "evoluídas", com tantas formas e facilidades de acesso a informação, ao conhecimento, tanta coisa já mastigada, tantas possibilidades, tanto para desfrutar, há ainda muito para corrigir e melhorar. Uma translúcida água gelada no aumento coletivo e desenfreado de requisitos, atitudes e pensamentos imorais é capaz de mudanças importantes. Vejo e ouço tanta coisa absurda que fico chocada. Para Mill uma sociedade que é um agregado de consciências autocentradas e independentes, cada qual buscando realizar seus desejos e impulsos é uma sociedade fadada ao caos. E é assim que vejo a sociedade em que vivo, acredito que os bons são maioria, mas vejo que é preciso mais união dos bons e mais ação também, os bons precisam ser realizadores, firmes em suas opiniões, contagiantes.
É preciso o despertar e a prática de valores virtuosos, o acesso e uso dos direitos essenciais, o convívio e intimidade com a cultura não como algo diferenciado, nobre, mas como algo popular, acessível, ao alcance.
O que está ao seu alcance? Quanto você pode ser útil? Seja, faça sua parte e vamos juntos mudar o mundo tão cheios de utilidades, pessoas, possibilidades mal aproveitadas.

5 de agosto de 2013

Por mais perguntas

Resolvi lançar uma campanha de destravação de línguas, um pedido de mais perguntas, um manifesto de rua, internético, local, mundial, interplanetário que vou inaugurar com uma coletânea, para uma questão que venho buscando respostas desde o dia 25 do mês passado, dia do escritor. Lá vai:
Porque não ouvi falar no jornal nacional, nem teve nenhum comercial, seja na tv, por e-mail ou jornal sobre esse dia? Podia ser mais um dos muitos incentivos ao consumo, esse eu até aprovaria.
Podia ser institucional, de algum partido político ou do governo federal, estadual, da prefeitura. Podia ser das grandes livrarias e editoras. Podia ser marketing das mil malas diretas que recebemos por e-mail. Eu que já fiz contato com muitas editoras, podia ter recebido um e-mail sugestivo para que eu passasse a ser a mais nova parceira, eu ia me achar e quem sabe não me rendesse. 
Grandes nomes podiam ter sido lembrados nos muitos programas que passa nos canais abertos e fechados nas quintas feiras. Nem minha amiga escritora Ana, que mora em Sampa, com quem troquei essa indagação,  nem eu aqui em terras baianas, não ouvimos falar na data, em nenhum lugar. Alguém ai ouviu? Alguém leu alguma coluna, crônica, nota de pesar de algum escritor sobre a desvalorização e desprezo ao dia?
Tanto os mortos que são os prediletos para especiais, quantos os vivos, tantos tão bons e muitos que vivem sabe Deus como da escrita (peço a Amado para se juntar a campanha e perguntar lá em cima a ele), merecedores de homenagem.
Seria uma ótima oportunidade para falar de números, em especial dos números sobre o livro de poesia do Paulo bigodudo poeta e brasileiríssimo na lista dos mais lidos. De propor um perfil evolutivo nos gostos e mentes, incentivar a leitura, prestar conta dos Planos municipais do livro e da leitura e quem sabe lançar um Plano de incentivo a escrita e a publicação.
Você que passou por aqui e leu sobre o dia, se sabia ou não sabia, deu parabéns a algum escritor? Conhecido, próximo, distante? Fez uma homenagem a algum que gosta, comprou um livro para comemorar o dia?
As respostas certas, não importam, o essencial é que as perguntas estejam certas, disse Quintana. Que não hajam respostas mas haja mudança, para mim já tá de bom tamanho. Espero então até o ano que vem, quem sabe, pela tv, rádio, jornal, por e-mail, torpedo ou rede social eu me alegre e surpreenda. Vou apostar na aposta de Leminsk: "Isso de a gente querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além". Amém!

Previsão do tempo

Tem duas previsões do tempo que confio piamente, uma aprendi no filme: O sol de cada manhã, adoro esse filme e nele as variações do tempo são definidas como sendo só ventos. A outra, válida para todos os dias e para qualquer país, estado, cidade, canto, beco ou ruela, é que ele não para. Eu hoje também não vou parar nessa postagem, após o meio dia tem mais. Passa na hora do almoço então e desde já desejo uma semana de bons ventos para todos.

1 de agosto de 2013

A gosto


"Um beija-flor pousa na árvore
Limpa o bico, estava lambuzado
Olhou pra mim
Som não emanou
Voou

Um pequenino barriga  amarela
Chega e apresenta-se
Fala tão rápido que nada entendo
Vai para o outro galho
Como que angustiado
Tenta mais uma vez
Desiste
Voou

Tudo silencia-se
A árvore está vazia
Folhas são mudas
Exceto quando vemos o sol
Refletido em verde
E sabemos quão são solidárias
Produzindo o combustível da vida"

Agosto de Todos os Santos é o título de um livro de poemas a ser publicado e por mim aqui já divulgado de antemão, de onde eu recortei esse trecho acima. O autor é meu cunhado mais conhecido como Adriano, de segundo nome: Augusto, tudo a ver com o mês de agosto, mês que o inspirou a escrever esses e outros versos sobre gostos, agosto, Salvador e todos os santos e encantos da Bahia.
Sempre tento, aqui e ali, desmitificar o que da energia de agosto muitos se põem a falar. 
O tal preconceito que espreita o mês de agosto, como todo preconceito, é para mim, para dizer o mínimo, falta do que fazer e além da clássica associação negativa feita ao mês, pelos infortúnios das grandes navegações, até histórias diversas, inventadas e reais ocorridas no mês, escolho a luminosidade da constelação de estrelas em forma de dragão que estampa o céu nesse mês e para muitos era sinal ruim a despontar no céu no início do segundo semestre do ano.
Gosto de dragões, animal de meu signo no horóscopo chinês, representados e tidos como guerreiros, imponentes e destemidos. Meu sentimento quando o oito símbolo do infinito é o dígito do mês é a recomendação de domarmos nossos dragões, os interiores e os da vida, com bravura como nas histórias épicas ou com a sabedoria e malemolência das histórias infantis.
Ao nosso gosto segue o nosso barco que não ruma para onde não se sabe querer ir. E que entre bons ventos e tempestades, tenhamos coragem, gaivotas, dragões, fé a nos guiar, para em terra firma a gente repousar, embaixo da sombra de uma árvore descansar, escrever, desenhar, filosofar, passarinhar. E sob o sol ou chuva fazer valer o viver.