13 de agosto de 2013

Palavrices

Você sabe o que são sinais diacríticos? Não! Não são prenúncios de dias críticos. São os sinais gráficos que alteram o som das letras, como a cedilha e o trema, excluído pobrezinho, com a nova ortografia. O motivo da postagem foi eu achar que muitos não saberiam o que seriam esses sinais de denominação estranha e uso cotidiano. Acho interessante fazer uso do espaço que tenho aqui para ensinamentos, aprendizados, descobertas de palavrices nossas de cada dia.
Falando em descobertas, vou contar uma bem pitoresca. No dicionário Houssain o último verbete é: zzz. Significado: som de mosquito ou de ronco. Que tal? Falando em verbetes, o dicionário registra os vários sentidos que uma palavra pode ter e a esse conjunto de sentidos dá-se o nome de verbete. Você sabia definir verbete?
Para fechar, como último ponto da estação Língua portuguesa, li em algum lugar e lembrei de um amigo chamado Bernardo, que adora trilhos e trens, que a palavra piauiense é quase um assobio. Sendo assim o apito do trem que vai para as bandas do nordeste sem mar, bem deveria assim soar: Piauiii!

12 de agosto de 2013

Googlices

Ceta vez falei por aqui dos Doodles, imagens customizadas do nome Google, que aparecem ao acessarmos o amigão de todas as pesquisas e afins. Desde ontem vi uns gatos em meio a uma equação matemática e minha curiosidade não deixou passar em branco, lá fui eu saber do que se tratava.
É uma homenagem a um físico chamado Erwin Schrödinger, vencedor do prêmio Nobel de Física em 1933 e faz alusão a dois de seus principais feitos na física: a Equação de Schrödinger e o experimento conhecido como o Gato de Schrödinger.
Nascido em Viena, ele foi um teórico muito bem sucedido e a equação que lhe rendeu o Nobel de Física descreve a evolução temporal do estado quântico de um sistema físico, sendo conhecida também como “a segunda Lei de Newton” da Mecânica Quântica. O Gato de Schrödinger, por sua vez, é um experimento mental em que um gato é colocado em uma caixa lacrada com um frasco de veneno e um contador que detecta radiação. O contador pode ser ativado ou não, o que decide a vida do gato. No experimento, o animal é ligado a um martelo que caso seja acionado pelo contador, quebra o vidro e bau bau miau. Que horror!
Pesquisa feita não pude deixar de lembrar após a mistura de gatos e equação, de um imagem de um rabisco de caderno que circula na internet e que adoro. É a teoria do gato flutuante, cuja imagem é muito cheia de rabiscos e não daria para ver nem no tamanho máximo que da para eu publicar imagens aqui.
Segue então, a "pérola" sob minha narrativa: Reza a lei da natureza que gatos caem sempre de pé, ou seja, de barriga pra baixo. E reza a sabedoria popular que biscoitos e pães com manteiga, caem sempre com a manteiga virada para baixo.
Em pensamentos e esquema de alguma mente brilhante e provavelmente dispersa na aula de física, ocorreu o questionamento do que aconteceria a um gato com manteiga na barriga. Ficaria flutuando no ar, constata a ciência da imaginação. 
Culpa dos Doodles tal asneira vir parar aqui. Desculpo-me com Sr. Schrödinger em associar tal teoria as suas colaborações importantes a física, mas eu era bem dispersa na matéria e isso deve ter alguma relação com esse deslizinho com intuito inofensivo de descontrair o final de uma segunda-feira.

Sagrado é ser

Valorizemos as igualdades que existem entre todos os seres humanos e entre os seres vivos e respeitemos as diferenças. Honremos o dom sagrado da vida, da visão, da audição, da fala, do sorriso, dos luxos que temos como comuns e que muitos não tem. Enxerguemos a beleza além do aparente, o brilho do olhar, a doçura de um sorriso, a magia sagrada da pureza de uma criança, de uma flor, de um passarinho.
"Que honremos o fato de termos nascido e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. 
O sagrado está na nossa essência e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido."
Por Martha Medeiros o que está entre as aspas, por mim ratificado, carimbado e selado como verdade absoluta e publicado para que sejamos pessoas de fé, tenhamos gratidão e ação, laços com as forças espirituais e comprometimento com fazer o bem, o certo, o justo, o possível e o impossível até.
Sagrado é ser e não ter, saber, ver, é sensorial, não está só além do céu, longe, fundo. O bom, o simples é sagrado, os milagres estão ao alcance de todos, na superfície, ao alcance do olhar, da palavra, de gestos e ações.
Amanhã, dia 13 de agosto, foi o dia escolhido para ser dedicado liturgicamente a uma senhorinha baiana e santa chamada Irmã Dulce, a Bem-aventurada Dulce dos Pobres. A divulgação das celebrações por aqui me fez lembrar do dia em que segurei em suas mãos miúdas, enrugadas, quentinhas e carinhosas e ouvi ao vivo sua voz mansa agradecendo pelos remédios que fui levar com minha escola para o abrigo que leva seu nome. Segurei nas mãos de uma santa!
Os remédios foram pedidos em uma das provas de uma gincana e para mim foi uma honra, uma benção e é uma história que gosto de lembrar e vou sempre contar.
Semana e vida sagrada e abençoada a todos, com bem aventuranças, histórias, fé, oração, ação e amor no coração.

9 de agosto de 2013

Flechas no arco e no alvo

Eu disse ontem que gosto da história do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola redonda e de Robin Hood. Tinha outra postagem programada para hoje, mas dei a vez a essa, pela continuidade do assunto, inspirada pela amiga Regina que em seu comentário falou das famosas Festas da Renascença que acontecem em vários países e meu filho e eu somos loucos para ir.
Eu gosto de festas a fantasia, de grande até agora só me fantasiei de bruxa para festas de Halloween de meu filho. Seria legal se festas a fantasia entrassem na moda, idealizo me fantasiar de tantas coisas: de baiana para reeditar a infância e porque amo a fantasia, de pirata, de espanhola, portuguesa, Emília e muitas outras indumentárias.
Deviam também ser abertos centros de esportes e entretenimentos com modalidades mundiais nas grandes cidades, ao invés de tanto bar e boate, podia ter espaços assim, ainda que fosse para a elite, com esgrima, arco e flecha, campo com marcação e traves para aquele jogo americano como o do filme de Harry Potter.
De Robin, além das roupas de época, cavalos e valores morais e sociais, gosto especialmente do arco e flecha, um outro desejo que tenho, fazer aulas de arqueiria, acho fantástico. No kinect do xbox de meu filho (leia-se: aparelho que fazemos movimento diante da tv e o tal game lê os movimentos),  no jogo de dardos sou a melhor dessas bandas e no de trás da porta do quarto de meu irmão e um que tinha na casa de um amigo, onde testei minhas habilidades, também não fiz feio não, arremessos secos, certeiros e muita satisfação em acertar. 
Vou aproveitar o assunto flechas e dardos e mirar num alvo comum por aqui: leitura. Tem quem tenha preconceito e restrições a livros de auto-ajuda, mas como em outras categorias, acho que há muita coisa boa a ser peneirada e lida. Já li alguns livros e sinopses de livros de Augusto Curry por exemplo e gostei de alguns. O livro Armadilhas da mente é a flecha da vez. Ao procurar para ver do que se trata, não me interessei mas fui flechada por uma homenagem que há no livro e que passa pelo lindo livro O Menino do dedo verde, Chaplin, o ano de meu nascimento e mais um nome, uma pessoa e sua história que gostei de conhecer, segue:
"Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como O menino do dedo verde, de Maurice Druon, e Minha vida, de Charles Chaplin.
Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.
Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.
Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.
Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida."
Flechas no arco e mira nos alvos. Idealismo, esperança e coragem em nossa sexta e em nossas vidas.