18 de novembro de 2013

Interplanetária

Amei essa imagem e a nomeei de banho de sol
Me toquei com ela de que os anéis servem de bambolê para Saturno
 Como nunca pensei nisso?
Saturno deve se divertir a beça
Eu tinha até outro dia certeza de que eu era de marte, por conta do livro de Ziraldo, Meninos de Marte. Embora eu seja menina e isso não me diga muita coisa. O planetinha vermelho, além de regente dos nascidos sob o signo de Áries, me cativa pela sua cor, embora a minha favorita seja azul. Ai, me peguei pensando o outro dia na minha relação com o número 7, no gosto por anéis e senti uma afinidade súbita com Saturno. Tem Vênus também de onde se garante serem todas as mulheres. Tem ainda a auto definição lunar de Cecília Meireles: de cheia a minguante, que por vezes me representa. Sem falar de meu lado solar. Ando desconfiada que sou interplanetária!

16 de novembro de 2013

Dicas

Resolvi dar dicas para o final de semana, para pipocar ou ficar piruá, de fazer nada a fazer tudo ou o que der, o que você gosta, ou o que seu parceiro gosta (com cara de alegria de comercial de margarina). Vale comer aquela pizza mega calórica ou tomar um sorvete cheio de calda como se não houvesse amanhã, vale  fazer dieta em pleno final de semana, visitar alguém doente, levar sua vó pela primeira vez na Mac Donald´s, seu cachorro na praia, vale empinar pipa pela primeira vez, vale ir no mesmo lugar de sempre ou ver tv o dia todo, porque nem pessoas, nem finais de semana, nem gostos, nem necessidades, cabem em tratados, listas, bulas e o que serve para um não serve para o outro, vale deixar para nunca o que não fizer hoje ou deixar para amanhã, para o final de semana que vem.
Para finalizar uma dica para as compras pessoais ou para presentes de Natal e de outras datas. Uma proposta de valorização e divulgação em prol dos produtos e serviços feitos por artistas criativos(as), independentes e nacionais. Clica aqui para conhecer algumas pessoas que fazem arte e fazem parte desse movimento, chamado: Compro de quem faz.

15 de novembro de 2013

Haicais, Mindins e Hanamis

A primavera fala
Ipês e porquês

Perfumando sentidos

O ipê, eu e você
Florescer é saber-se
E sempre buscar a luz
Haikai é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, na primeira e na última: palavras que somem cinco sílabas, na segunda linha: palavras que somem sete sílabas. Em português abrasileirado escreve-se: Haicai e em português de Portugal: Haiku.
Em japonês esses tipos de poemas são tradicionalmente redigidos e impressos em uma única linha vertical, em português a tradição é em três linhas. Geralmente, uma pintura chamada de haiga, acompanha o haicai. Haijin ou haicaista é o nome que se dá aos escritores desse tipo de poema.
Água
Frescor
Força

Jorra
Cai
Ecoa

Soa
Paira
Pluvia
Criação da autora Luna Di Primo, o Mindim é um outro tipo de poema extremamente sintético e um desafio criativo e linguístico a poetizar e comunicar algo com 3 versos de 2 sílabas cada, sem preocupação com rima ou sonoridade. Poema curto e simples que pode ser longo e denso em reflexões, profundidade e possibilidades.
Esses mindins acima eu fiz para as Cataratas do Iguaçu e os haicais são sobre ipês e a primavera, foram meus primeiros, escritos a convite da amiga Elisa e publicados em seu blog. Grata!
Iniciando a postagem, coloquei a foto da cadelinha de minha irmã que se chama: Hanami, um nome que comunica com o tema da postagem. Para quem não sabe ou não lembra,  esse é o nome de um costume tradicional japonês de contemplar a beleza das flores, em especial as cerejeiras que florescem entre os meses de março e maio por todo canto no Japão e são um espetáculo reverenciado, visitado e contemplado pelos orientais e por turistas de toda parte como valorização da presença, beleza, completude, delicadeza e ensinamentos da natureza. Uma sexta-feira plena e florida a quem o bem semear.

14 de novembro de 2013

Na estrada do sossego

"Esqueci a tal exatidão
Dar nome aos bois
Colocar os pingos nos “is”
Bater de frente
Tirei férias disso tudo
Se algum desaforo bater à minha porta
Não atendo
Canto ciranda, enfeito minhas tranças
Converso com a esperança
Perdi minha mala carregada de ressentimentos 
Na estrada do sossego mudei a rota
Arranquei as portas que aprisionavam meu sorriso
Me perdi do tempo 
Me encontrei em mim"
Renata Fagundes me traduziu, terapeutizou
Arrasou!
Sem mais, sem ses, porém e contudos
Colecionemos menos quinquilharias na mente e no coração
Adocemos o paladar, o sonhar, o pensar, o falar, os passos
A estrada do sossego é a melhor para se estar e nela seguir

12 de novembro de 2013

Alegrias e tristezas

As vezes esquecemos o valor imensurável de abrir a torneira e sair água, de ter água abundante para gastar em higiene pessoal, para cozinhar, lavar roupas, água limpa para beber. Esquecemos da maravilha que é apertarmos um botão e termos luz, conectarmos tomadas e os aparelhos funcionarem. Não damos muitas vezes o devido valor e não agradecemos por essas graças de nossos dia-a-dia.
Reclamamos dos barulhos urbanos como os das obras que constroem e reconstroem nossas cidades sem lembrar que barulhos estrondosos e devastadores derrubam cidades de países onde há terremotos, vendavais e outras catástrofes ambientais.
Nos abalamos com a morte de um individuo, seja de nosso convívio ou no noticiário e o que dizer de números de três dígitos de pessoas que se vão de repente e que deixam outras tantas partidas aos pedaços?
Muito triste o que está acontecendo nas Filipinas, o que a chuva e os ventos estão fazendo em algumas cidades brasileiras, o que a falta de chuva faz nos lugares devastados pela seca, uma cutucada em nossas caras de paisagem e mil exigências, para que a gente dê valor ao que tem, para que as alegrias dos momentos tão comuns sejam redimensionadas, que as nossas faltas sejam colocadas no patamar do suportável, pois temos muito e sabermos disso é sabedoria.