15 de fevereiro de 2014

Com exemplos


Poeme-se
Por fora
Dentro
Sopre
Seja
Catavento


Se até pedra poesia tem
Poeme-se também

Poeme-se
Ilustre-se
Cronicalize-se
Não aliene-se
Internalize-se
Solte-se

Transforme
Decore
Desafie-se
Voe por dentro
Poeme-se!

Contudo
Com tudo
Por tudo
Poeme-se mundo

Dó Re Mi
Po E Me Se

Quem tá ai?
Tô aqui!
Revele-se
Poeme-se

E aqui foi proclamado e aberto na segunda-feira
O Semeando poesia
Parceria minha com a Poeme-se e o Escrevendo e Semeando
Para participar desse Concurso cultural tem que poetar e rimar
E quem quiser ilustrar
Para ver as regras e detalhes é só aqui clicar
Que nem professor em tarefinha escolar
Que dá um exemplos depois de explicar
Resolvi deixar aqui semeados
Ao sol, chuva e brisa do final de semana
Alguns poetares
Como que fosse para o Concurso
Para fazer funcionarem os pulsos
E brotarem poetares por dom, gosto ou impulsos
Vou deixar para adornar
Servido para mim por uma amiga com uma xícara de café
Um menorzinho de um poetar de Viviane Mosé
"A maioria das doenças que as pessoas têm
São poemas presos
Abcessos, tumores, nódulos, pedras
São palavras calcificadas, poemas sem vazão
Cravos pretos, espinhas, cabelo encravado
Poderiam um dia ter sido poema, mas não
Pessoas adoecem da razão"
Água com gás para finalizar:
Não quero ninguém doente!
Nada encravado, dor de ouvido ou de dente
Então, para ser, estar e me deixar contente
Poemem e tenham um final de semana cadente

14 de fevereiro de 2014

Por mais cores e vida

O tigre é mais forte, valente e imponente 
Mas quem vive mais é o camaleão
Diz um ditado oriental 
Que ensina que se adaptar, ser flexível 
E por vezes se camuflar para se manter longe dos perigos 
Vale para longevidade de bicho 
E de gente também
Fica a dica!
Do mundo da moda dos designer de móveis
Essa cadeira me encantou pelo azul
O que tem a ver com tigres e camaleões?
Foi assim:
Busquei por camaleão num site de imagens
Essa imagem então apareceu entre muitas
E eu, contemporânea do Onde está Wally
E frequentadora na infância de uma praça cheia de camaleões
Além da minha fértil imaginação
Me pus a procurar um camelão camuflado por entre o verde
Você conseguiu achar? Não?
É que o nome desse modelo de cadeira é camaleão
Boa, observante, divertida, criativa e azul sexta-feira
Com adaptabilidade, um pouco de descanso, um pouco de agito
E aproveitando a animação desse dia da semana tão adorado
Quero muitas produções para o Concurso Cultural 
Aberto aqui essa semana
Poete, poeme-se, ilustre-se e pinte o 7

13 de fevereiro de 2014

Dá para acreditar e fazer

Seguem trechos de um e-mail que recebi de uma amiga blogueira, no momento ausente pelas idas e vindas da vida. Ela botou para funcionar numa zona carente de onde mora uma biblioteca pública, a Ler é bom,  para onde já mandei alguns livros, menos do que eu gostaria e se perto de lá morasse iria presencialmente colaborar, ler, confeccionar cartazes, carteirinhas, fazer dinâmicas de grupo e receber mais, com certeza, independente do que eu pudesse levar.
Não sai mandando o que tinha ou vi pela frente na Estante virtual, um sebo virtual com muitos títulos, fácil de acessar, comprar, entregar em outro endereço que não seja o nosso, muitas vezes sem ter que pagar frete e pelo valor valor baixíssimo dos livros vale a compra mesmo com frete.
Lá garimpei livrinhos com temáticas específicas como livros com personagens negros e sobre a cultura negra, indígena, lendas populares, com passarinhos (para contagiar a garotada com meu bem querer), com histórias de superação, com problemas comuns na infância e adolescência, para reconhecendo e discutindo eles, eles terem outro peso e se conhecendo o inimigo ter maior capacidade de enfrentá-lo.
Segue as palavras de Carol, histórias conectadas a foto da postagem, a minha satisfação, emoção e certeza que de que pouco em pouco, gota a gota, como ondas, podemos ser mar, aumentar a amplitude do outro, ser gaiola aberta, asas, pousos.
"Hoje foi o dia da meninada conhecer a história do pássaro da chuva. Passei o livrinho para minha irmã que preparou as aulas para os pequenos.
Descobri uma forma das crianças terem um maior contato com livros: escolho e entrego o livrinho antes para as 'tias' prepararem as histórias. Minhas irmãs e as crianças estão adorando. 
Comentários feitos pela minha irmã sobre a aulinha de hoje:
"As crianças adoraram ver as gravuras do livro. Uma menina pediu para ser a ajudante e passar as páginas do livro. Um menino todo alegre disse:  - Olha! Ele é da minha cor!"
Minha irmã disse que a concentração e o silêncio para colar os palitinhos que ela distribuiu foi incrível. Ela também disse que muitas crianças desenharam a chuva e também escreveram o canto do passarinho. 
A Yasmin, ao ver as caixas com palitos, perguntou, encantada, se os palitos eram mesmo para ser colados. Minha irmã confirmou que sim, que ela tinha comprado para isso. A Yasmin, com um sorrisão, disse: - Nossa tia, você gastou dinheiro com a gente?
Palitinhos fazem alegria! Dá para acreditar?"

12 de fevereiro de 2014

Por todo mundo poliglota

Perdão aos menores de plantão, pelo gesto da ilustração, mas é o que a tia aqui, já grandinha e portando autorizada, tem vontade de fazer quando alguém fala em códigos digitais, adolescentescos, pós-graduados, quando falam grego comigo e por ai.
Penso que "devemos ser poliglotas dentro de nossa própria língua" como disse e defende Evanildo Bechara, gramático da primeira e única gramática que comprei na época da faculdade. Linda! Capa branca, cheirando a nova, com as páginas colando e a capa tão afiada que era preciso cuidado para não se cortar. Era tida como a melhor na época e foi roubada na sala de aula, de cima da minha carteira, na mesma semana em que comprei, o que me deixou desolada. Vez ou outra penso em comprar uma igual para repor a perda e também para ter no meu acervo.
Memórias a parte, como dizia um padre que rezava missa aqui no Bonfim, não se vai para igreja de biquíni nem para praia de paletó e isso vale de referência para as palavras que usamos na fala e na escrita. Crianças e adolescentes entre si tem sua linguagem própria que não deve valer para o diálogo com os mais velhos, sendo adaptável a cada grupo: família, professores, desconhecidos.
Isso vale para todas as idades, para locais diferentes em que estejamos, para as diferentes situações interpessoais. Eu por exemplo, particularmente, não acho que cabe em meio aos telejornais ou no final, comentários informais, gírias e regionalices como virou moda.
Me incomoda também os profissionais de determinadas áreas que falam com seus amigos e em situações informais como se estivessem em seus escritórios, consultórios ou em reuniões. Usando e abusando de palavrês técnico e delongas que se aplicam a grandes corporações, termos cultos ou chulos, exigência de nossa compreensão e conhecimento do que não temos obrigação de saber e conhecer.
Então é isso! Do ponto de vista da boa e versátil comunicação, acho que é atemporal, coerente e urgente sermos poliglotas em nosso idioma e nos demais. E tenho dito!

11 de fevereiro de 2014

Pequenos e grandes

Cartaz de Pequeno, produção da Plano 3 filmes

Esse é o pequeno Zaion Chaplin com sua bengala
Pegar a da bisavô é de gosto dele
O avó inventivo logo fez uma sob medida e personalizada
E o recém pedestre anda de bengala pela varanda da casa da avó
E ao inaugurar seu presente com a tia babona aqui: clicks
E essa suspendida de sobrancelha que me fizeram ver Chaplin

A lenda

"Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência"
Charles Chaplin

O cartaz lá de cima é de umas das minhas produções preferidas da Plano 3, parte por eu conhecer, ter pisado, ido a festas de largo, missas e ter histórias de família no lugar onde a filmagem foi feita (No Santo Antônio além do Carmo), parte grande por ser mudo e cheio de recados, caricaturas, detalhinhos de época, do mundo do cinema, por ser preto e branco e colorido para quem vê com cores e poesia, com ligeirezas e ao mesmo tempo leveza.
"O garoto", filme referência do curta é um tesouro e esse ano é o centenário de nascimento de Jackie Coogan, o eterno menino travesso que emocionou o mundo ao lado do grande astro. "Tempos modernos" é por sua vez um filme muito utilizado em dinâmicas empresariais e graduações, em meio aos muitos produzidos com histórias simples e emocionantes encenadas pelo talento, gestos, trejeitos, olhares provocadores de riso e choro, contemplação e reflexões de Charles Chaplin. Que ao meu ver deveriam ter mais cartaz nos tempos atuais, pois as mazelas e lições de moral dos filmes, vergonhosamente são atemporais.
O que não é muito contemporâneo contudo é a magia, a inocência, a doçura dos personagens do ator palhaço, que encho a boca para dizer, era ariano, nascido em abril, no dia 16, lá dos idos de 1889. O grande Chaplin, tinha uma grande facilidade de cativar, de passar recados sem palavras, de transmitir mensagens sem a barreira do idioma, com abordagem de temas universais, como o amor, a amizade, a fome e a fé.
Produções e ator que a muito já partiu, mas segue presente em cada lona de circo dos grandes aos mambembes, presente no cinema e na imagem caricata de dezenas de gerações. Acho que Chaplin não nasceu: estreou, não morreu, virou estrela, na verdade seguiu sendo.