14 de janeiro de 2015

Sobre tacos e assuários

Apois, foi palavrinha que muito nos inícios, meios e fim de contações enquanto estive pelas bandas da Chapada Diamantina. Traduzindo seria genericamente Pois então. Duas outras trouxe no bolso para cá pois saíram do passado para me visitar. Tacos eram o piso da casa de meus pais, de tantas outras pessoas a minha volta, alguns sempre soltos onde tropeçávamos, onde o restinho do lixo que a pá teima e não pegar e vassoura fazendo de juntar espalha, iam para lá. Junto com eles aterrisou as enceradeiras, tão majestosas, barulhentas e modernas. Uma fascinação para o olhar e o brincar da infância. 
Assuário eu li num anúncio, placa, nem me lembro ao certo, anotei conforme estava escrito e pensei que falei muito e podia jurar que era assoalho a palavra. E é. Me achei a sabida e assim é o piso de parte da casa de minha mãe, Quarto onde eu dormia, corredor por onde ir e vir é uma sinfonia de rangidos e o piso sala da frente como chamamos, pois fica na entrada da casa, que é a frente pois no fundo, cozinha e quintal é onde passasse a a maior parte do tempo e no fundo do quintal, numa casinha tipo puxadinho, morei muito tempo. Enfim, lá tem 3 salas, eu não dou conta de limpar e decorar uma e lá tem três. Essa principal de estar, onde quase nunca está ninguém atualmente, a sala principal e a copa, que é uma sala de jantar por assim dizer.
Palavrices compartilhadas e histórias contadas, como petizou Eduardo Galeano, os cientistas dizem, que somos feitos de átomos, mas na verdade somos feitos é de histórias. E na história da minha ida a Mucugê, uma casa que avistei do ônibus assim que chequei por lá, cansada da viagem longa e que alumiou meus olhos o P&C na plaquinha, letras do meu nome e do de marido, tipo boas vindas, que na primeira saída de celular em punho fotografei e ai está a fotografia. A casa laranja ao lado pode ser para você Ana, na nossa imaginária estadia um dia. Com mesinhas na calçada pra proziar, falar muitos apois e já que é imaginação, Chica na outra casa ao lado, Carol, Alê, Ivani, Beatriz, Nanda e quem quiser se achegar.

13 de janeiro de 2015

Que cada um pense o que quiser

Uma chave que abre várias fechaduras é uma chave mestra
Se ainda não tem uma, providencie e abra a porta do f...
Lugar comum hoje em dia as pessoas tirarem selfies, tirarem fotos porque precisam publicar, anotar uma coisa ou outra, acompanhar notícias, modinhas, filmes que estão no cinema para comentar em seu blog ou site e lugar comum também é isso incomodar algumas pessoas, do tipo que se incomoda com o bater de asas das borboletas.
Para os críticos (vale pontuar que qualquer um hoje em dia se acha habilitado a opinar sobre tudo), há muita diferença em escrever para um blog ou ter um blog e escrever para um site ou ter um. Tão possível e raso ou fundo as duas opções, que nem perco meu tempo discutindo, mas resolvi despressurizar. Para os sem noção de plantão, Blog é coisa de desocupado, de pouco público. Santa limitação Batman! Tenho mais visitas diárias e comentários em meu blog que muitos sites e muita gente que se acha popular tem em seu face e instagram, ou sites de produtos e olha que meu site nem é estourado como diz a gíria do momento. Mas tenho muitas visitas, likes, comentários e não me gabo por isso, não é isso que me faz escrever, compartilhar coisas, é porque me dá prazer, me agrega, faço por pessoas que sei vão gostar de determinada coisa, por muitos que me acompanham assiduamente e que em seus blogs falam de meu blog e de mim como parte de suas vidas, como responsável por mudanças de atitudes, por frescores e cores, enfim. Nessa de que quem tem sua boca fala o que quer, sou da ideia de que minha responsabilidade é pelo que digo, escrevo, penso, sinto. O que os outros entendem já não é mais comigo. Pronto, falei.

7 de janeiro de 2015

Das ausências

Sensibilidade virou sinônimo de frescura. Tempos modernos! Se importar ou sequer saber cor preferida é bobagem. Cheiros, sabores não despertam sensações e sentimentos além dos pessoais. Todos e tudo raso, prático, independente. Infelizmente!
Para mim a loção de barba Bozano tem cheiro de abraço de meu avô. Chocolates Prestígio e Chokito tem gosto dele chegando da rua. Ovos de Páscoa, biscoitos paciência, sonhos, pão de açúcar e pão doce tem gosto de meu padrinho.
Ser elogiada até pelos meus defeitos, abraços sorridentes e largos são ausências sentidas por mim deles dois, a cada queda, solidão, em dias comuns, em datas festivas. Ausências que são presença, como a ausência de quem ainda não se foi, dos que estão perto mas longe de serem quem já foram.
Ando ausente pelas minhas ausências, por falta de inspiração e motivação. Agradeço as visitas, comentários, e-mails, amizades, carinho, volto com histórias, fotos, fatos, poemas, crônicas. Por hoje para encerrar, segue encerramento de um dos escritos de um poético e genial escritor dentre os muitos queridos meus que se foram no ano de 2014. Ano morno, quando não gelado, do qual guardarei para sempre o aquecido, doce e ímpar encontro com amigas de blog, ida a Bienal de Sampa, sabores e magia da Liberdade, fantasia da realidade diária de tantos que foi andar de metrô. Metros e milímetros de pequenas coisas, grandiosas de sentimentos bons.
"Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso. É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos. Claro que são para crianças. Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão" (De: As mais belas histórias de Rubem Alves. Lisboa, Edições Asa, 2003).

5 de janeiro de 2015

Para fazer de conta e acontecer

Segue mensagem que recebi na virada do ano
Com amor e carinho pertencentes e transbordantes em que me mandou
Trouxe para cá para dividir e multiplicar
Para fazer sonhar e realizar
Porque de faz de contas fazemos lastro e criamos asas
"Faz de conta que o céu tá bonito
Que a saudade é pequena e que a fé é muita
Faz de conta que a dor foi-se embora
Faz de conta que ama e que é amada
Faz de conta que nada mais sangra
Que o sonho, não acabou e que o riso é constante
Faz de conta que num piscar de olhos a gente constrói o que a gente quiser
Faz de conta que o amor é tanto que corre das veias e chega sobrar
Faz de conta que a inocência ainda existe e tá pertinho da gente
Faz de conta que as  pessoas que a gente gosta aparecem em sonho
Faz de conta que o fio da vida é longo e que nele cabe a eternidade
Faz de conta que as cantigas ocupam o lugar do choro
Faz de conta que a gente consegue desatar os nós de marinheiro que a vida dá
Faz de conta que não é preciso inventar"
Cris Carvalho

2 de janeiro de 2015

Primeirices

Primeira sexta do ano 
Primeira publicação do Blog
Primeiros bons desejos 
Comentários 
Que o que é bom seja farto
Que 2015 não seja raso em alegrias 
Benfeitorias 
Primeirices e continuidades