6 de fevereiro de 2015

Planeta água

Cantei muito nas aulas de religião a canção: "Terra, planeta água". Também já estudei e esmiucei a letra nas tarefas e avaliações de ciências, geografia e redação.
Muita água gastei com banhos demorados no chuveiro, banhos de mangueira, banhos nas bonecas em bacias e na pia do banheiro, lavei ccarros, joguei baldes transbordantes, após esfregar com alvejante, a varanda e escada de casa para ficarem limpas e perfumadas.
Todo esse papo foi para desaguar na tal crise hídrica, pública e polêmica, porque o assunto é grave e não é de agora.
A economia por parte dos consumidores individuais e coletivos, como grande ajuda, solução eficaz e urgente, ao passo que o mal uso da água por grandes empresas e pelo poder público é secundário. #helooouuu 
A limitação das usinas e das chuvas, os problemas com reservas (que são de fórum individual e coletivo, privado e público) e as interligações escondem por trás interesses políticos, desmandos e descasos.  #fato
Em na coxia, sem p devido cartaz dos jornais e dos movimentos de protestos sempre mais destrutivos que transformadores, o mal assoreamento dos rios, o não aproveitamento pelas indústrias da água das chuvas, a possível dessalinização de águas, o desmatamento que faz com a umidade não seja produzida pelas copas e chuva pelas nuvens. Porque não encher Sampa por beleza e necessidade de árvores? Senão para efeito imediato, para tão log.
Informação numérica para ilustrar: para produzir 1kg de arroz se utiliza 1.500 litros de água. Para se saber e porque assim send,  como é comdiversos outros produtosalimentícios e objetos, essa água está incorporada aos produtos que exportamoa, logo temos que considerar essa evasão e não sermos um país como nenhum outro com tanta água.
Cabe e urgente usar de forma renovável da água de esgoto, para serviços de limpeza de ruas, regar jardins, para uso agrícola com tratamento que pode incluir adubo.Vale pontuar o descaso com o lixo (toneladas nas grandes capitais) que não é tratado produz água suja, o tal chorume, que polue mananciais, rios, lagos, lagoas. Saneamento básico das cavernas é o nosso. Tipo abaixo do básico.
A 12 anos atrás a Globo News exibiu um especial sobre a catatastrofe anunciada da escassez pelo desperdício e mal uso da água. Nesse especial muitas informações que vão além de é preciso levar carro de balde e tomar banho rapidinho, há muita água desperdiçada na agricultura com métodos retrógradas de irrigaçã.
Na real o povo tá fazendo e sofrendo muito para pouco resultado frente ao muito que pode ser feito e não é. Tem que cada um economiza, mas isso é um pedacinho do caos e hábito consciente e benéfico além da crise. O muito e tanto a ser feito, que não se faz, se rifa, põe preços, se manipula é o caminho. #tenhodito 
É muita sujeira para pouca água e árvores, para poucas atitudes coletivas, como diz Raul é muita estrela para pouca constelação.
Por fim, para meios e fins mais anis, plantar mesmo que não seja para já, que seja para as novas e futuras gerações, vai que nesse gesto humano e digno, os santos se emocionam, choram e chove. Vale também nesse território da fé apelar para os índios, danças da chuv.  Vale ainda lembrar que esse seco sem cessar é coisa de sempre no sertão, sem água, sem energia, sem a preocupação global no horário nobre porque no sertão só tem pobre.
Refrescante sexta, vim aqui para fazer essa crônica que estava engasgada e interagir para que sejamos mais exigentes, questionadores e com atitudes e fé em Oxalá as grandes mudanças se façam.

2 de fevereiro de 2015

Das mudanças de estado

Recebi dia desses carinho via correio 
Como já recebi de outras vezes 
De mais de uma pessoa 
O agrado veio do Rio de janeiro 
Que para mim saiu do estado de estado 
Para o estado de puxadinho 
Longe geograficamente 
E perto do coração 
E num vai e vem de folhas, lenços 
Bilhetes, cartinhas, cartões, caixas
O estado abstrato do carinho 
Se transmuta em concreto 
Com cores, aromas, sabores
Que viajam com os pensamentos 
De um dia um abraço 
Para o carinho se multiplicar 
E saudade ser sentimento
A também viajar em envelopes e caixas 

26 de janeiro de 2015

Sobre muros e pontes

Tantas histórias na história e no cotidiano
De pessoas que aos invés de se deter
De construir murros
Constroem pontes
Pessoas que usam as asas que tem por dentro
Que enxergam além do que vêem
"Se os seus olhos falassem, o que diriam?"
Uma das frases de um dos personagens de uma linda história
Um homem com coração de acordeão 
Uma mulher tempestade que tem um arco íris escondido 
Uma menina que amava livros 
Um garoto com cabelos cor de limão 
Um rapaz encantado 
Uma história humana e poética
De vidas cruzadas, de esperança, amizade e amor
Cercada e recheada de drama, guerra, intolerância
Narrada por ninguém menos que a morte 
Aplaudo desde que vi a primeira vez e a mais duas
Tanto a história, quanto as atuações
Talento e sensibilidade na criação dos personagens e do enredo
Com registros históricos, poesia, filosofia 
A última vez que vi
Após ter recomendado a marido que achou ser pesado pelo trailer
Foi por escolha dele que assistimos
Quem nunca assistiu a filmes fora do estilo desejado
Para acompanhar o ser amado
Pois então, assisto quase tudo
E tiro o que as vezes é subterrâneo no que não gosto
Mas empaco com tiroteios, mortes e afins tarde da noite
Com ressalvas para se assim for
Depois rolar desenho animado antes de dormir
E lá estava, algo marcado na tv como reservado
E marido nada de dizer o que era e eu nada de clicar para ver
Ele então disse que era um filme com muitas mortes e guerra
Eu murchei e dei um riso de canto de boca, mediante sorriso largo dele
Quando o nome apareceu sorri largo também
Esse pode foi a tradução do meu sorriso e o saber do dele
Não me apaixonei só por Liesel e me identifiquei pelo amor por livros 
Amei o amigo do porão e irmão de coração
Que fez do livro nocivo, páginas que pediam:
Escreva
Que nas conversas com a menina
Sempre escolhia as palavras com simplicidade
E com sabedoria, doçura e paixão
O menino Rudy
Cheio de energia e amor, é apaixonante
Pai e mãe da menina, diferentes e igualmente guerreiros
Doces e unidos, ele por inteiro, ela no recheio 
Até da morte gostei, do seu narrar, ver além da vida, ver assim:
"O ser humano não tem um coração como o meu
O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo
Tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa
A conseqüência disso
É que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor
E de pior
Vejo sua feiura e sua beleza
E me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas"
Amei a parede no sótão cheia de palavras e a neve levada até lá
O dia lá fora descrito pela menina para seu amigo, pintor, poeta
"As palavras sempre ficam
Lembre-se sempre do poder das palavras 
Quem escreve constrói um castelo
E quem lê passa a habitá-lo”

16 de janeiro de 2015

Sobre a parcimônia

Ilustração de Penelope and Pip
Parcimônia, que parece um mix de: par, paciência e cerimônia, é uma palavra pouco usada e de muita serventia seu significado, que tem como sinônimos: medida, temperança, moderação, frugalidade, prudência. Na psicologia é de muito uso, pelos benefícios comportamentais das tais cautela, calma e paciência, recomendadas para todos os casos, qualquer idade ou situação.
Fica a dica, a auto-dica, porque também me escrevo e leio e sou normal tá, na verdade acredito que nem meu conterrâneo Caetano, que de perto ninguém é. Uma sexta na medida e um final de semana também. Paz e bem! Axé! Amém!

15 de janeiro de 2015

Por mais comunhão que comparação

Ilustração sem assinatura
Cheia de ternura
Que estava nos meus guardados
"Quando eu era criança eu deveria pular muro do vizinho para catar goiaba. Mas não havia vizinho. Em vez de peraltagem eu fazia solidão. Brincava de fingir que pedra era lagarto. Que lata era navio. Que sabugo era um serzinho mal resolvido e igual a um filhote de gafanhoto.
Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação." Manoel de Barros, de escritos, poemas, do céu, das estrelas, caramujos, borboletas, passarinhos, crianceirices, fantasia, realidade, finitos e infinitudes.