19 de abril de 2016

1, 2, 3, 4

Não é sobre quando
Ou porque
Não começa aos 40 a vida
Nem quando a gente nasce 
Antes, já estamos vivos nos planos, sonhos, amor de quem nos espera
Não é o número de velas
Não é ter ou não ter vela
Ou bolo, festa
Não é o tamanho do cabelo
Da saia
Do biquíni
Do salto
Não é o que dizem ou pensam sobre nós
Não acho que seja
Não sou dessas
Nada me define, limita
Para fechar o discurso
Pós vela soprada
Uma história alumiada contada por Eduardo Galeano
Um homem, de uma aldeia no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus e quando voltou, disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. Na visão dele, somos um mar de fogueirinhas. 
O mundo é isso, revelou. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
"Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. 
Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. 
Alguns fogos bobos, não alumiam nem queimam, mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.”

13 de abril de 2016



Pelo Dia do beijo
Porque todo dia é dia de beijar
Beijos no rosto
Na testa
De bênção nas mãos
Beijos soltos no ar
Lançados com as mãos
Beijos de coração
Sem mais
E cheios de reticências

5 de abril de 2016

G de ...

Eu já  desintonizando do assunto Gincana
Com G de gostar e de gasta
Recebo essa declaração
E outras
Com G de gratidão
Tem como não amar?
E de novo ano que vem ajudar?
Quando me disse se chamar Bernardo
O abençoado do recado
Eu de cara já amei
E ele já passou a compor meu amanhecer
Lhe apresentei poema do Manoel com seu nome
Ganhamos todos
Mais que melhores fantasias
Mais que a caça ao tesouro
Mais que a Gincana 2016
Ganhamos tudo vivido, dividido, somado
Multiplicado
Eu é que digo com G no recheio
Obrigada!

2 de abril de 2016

Meus olhares

A caminho do salão
Do mercado
Da padaria
Todo dia
Para mim uma poesia
Flores
Verde
Céu
Os fios que são o asfalto abaixo
E o não importar lugar
A natureza e sua beleza

24 de março de 2016

Ai
Muitas anotações
Letras que só quem escreve entende
Essa nem sei de quem é
Listas
Rabiscos
Moldes
Cortes a mão livre
Rascunhos
Print de imagens
Zaps
Colagens
E risos depois
Muitas fantasias prontas
Dias de gincanista
Participando sem participar
Porque adoro
Eu mãe
Tia por atacado
Aluna
Pró
Vou aproveitar para poetizar
E fazer um paralelo
Com meu gostar de estar entre a geração raios e trovões
Khalil Gibran, escritor, poeta, filósofo, pintor
Nascido no Líbano, cercado por cedros milenares
Li por ai, que quando tinha apenas oito anos, um temporal caiu sobre sua cidade
Olhando fascinado para a natureza em fúria, ele abriu a porta e saiu correndo com os ventos
Quando a mãe o alcançou, apavorada, ele disse: 
Mas mamãe, eu gosto das tempestades
#gincanaslistaseleseeu