31 de maio de 2013

Fale ilimitado, fale pessoalmente

Falar ilimitado e pessoalmente colore a face e a mente
Não existe isso de falta de tempo
De distância, de cansaço
Existe falta de interesse
De dar valor
Porque quando a gente quer mesmo
E percebe, sente, entende
Que somos movidos e alimentados de olho no olho
Mãos que se apertam, abraços, tapas nas costas
Cheiros, sons e tons de voz, risos, choros
A madrugada vira dia
Segunda vira sexta
E qualquer momento, horinha, brecha, vira oportunidade
E tenho dito!
Por uma sexta-feira e vida de presença
Rostinhos corados e fitados face a face
Paz e bem
Amém!

29 de maio de 2013

O preço de cada palavra

Ana dia desses falou lá no blog dela de um livro que ela já tinha falado em um tempo que eu não ia no blog dela, clica aqui para ver as postagens e aqui para ver o vídeo e ouvir a musiquinha instrumental do Booktrailer do tal livro que gastei tantas palavras para falar onde o descobri e que se chama: A Grande fábrica de palavras e conta a história de um país aonde as pessoas falavam muito pouco e o silêncio não era filosofia de vida, as palavras por lá precisavam ser compradas. E determinadas palavras custam muito caro. Realmente custam, nesse mundo inventado e no nosso. 
Uma história infantil dessas que creio que adultos devessem ler, por opção, comprados para si e para crianças que por ventura passem por suas casas e vidas (filhos, sobrinhos, netos...), para dar de presente a um adulto amigo que fala muito, sem escolher as palavras ou para outro adulto amigo que as escolhe, como prova de ter vindo talvez desse país. Quem tem clinicas ou escritórios com sala de espera pode deixar um lá a espera de ser foliado sem querer e mudar a vida de quem o lê.
Há muitas lições e recados claros em poucas palavras nesse livrinho, como o de valorizar as palavras boas e não usá-las banalmente, saber o custo das ruins, ver a poesia de palavras simples, perceber o som do silêncio e o espaço que ele abre para escolhermos com mais cuidado as palavras que irão interrompê-lo, sejam as que falamos ou as que ouvimos.
Dá para refletir sobre tudo isso inclusive sem nem mesmo ler o livro, só com essa ideia de cada palavra dita ter um valor. As escolheríamos por conta disso e quem mais ganharia seríamos nós mesmos. 
Com a leitura da história e correlação com muitas das histórias que vivemos dá para tirar também a lição de que a censura não é uma barreira para a criatividade e que emoções são capazes de extrapolar qualquer problema de comunicação.  Há ainda sentidos e muita beleza nas ilustrações que não gastam palavras e falam muitas.
Uma boa, constante e contínua escolha de palavras a todos, a sugestão de ler o livro e meu agradecimento a Ana por compartilhar a descoberta desse tesouro.

28 de maio de 2013

"E não importa o caminho
Às vezes, a gente só precisa é de alguém que segure a nossa mão
De outros pés que acompanhe os nossos passos
De um coração batendo ao lado
No mesmo compasso" 
Concordo com Monalisa Macêdo
Que cuidemos desse alguém ou desses alguéns
Que sejamos cuidados
Que nossos corações batam em compasso
E entre mãos dadas e passos acompanhados
Sejamos abençoados

25 de maio de 2013

Por um bom final de semana

Para algumas pessoas é difícil a leitura de certos textos, poemas, é sem sentido assistir a certos filmes pois o que se lê e se vê precisa ser além de lido e visto observado e associado as impressões e sentimentos que temos ou não em nós. São leituras e imagens que nos convidam a um cafezinho, uma olhada pela janela, a sentir o cheiro de capim molhado, dar um mergulho em um rio, molhar os pés na água do mar, andar descalço na areia, acompanhar com olhos e alma o voo de pássaros e borboletas.
Ao ler e ver histórias, poemas e reflexões que falam sobre sentimentos, sentidos, alegrias e dores que tenham ou não referências com nossas vidas, temos que nos deixar tomar de assalto, mergulhar.
Boas leituras, imagens, mergulhos, caminhadas e vôos para o final de semana. Até segunda!

24 de maio de 2013

Por uma doce sexta-feira

Sequilhos
Esses estão moreninhos como eu gosto
Enfileirados e açucarados 
Em saquinhos pequenos que cabiam uns 6 
Eram compra certa e baratinha 
Na cantina da escola onde estudei

Rosquinhas de goma, de nata, de batata doce
Gosto de todos os sabores
Só de ter formato de rosquinhas já gosto
Será porque me lembra Donuts que eu adoro?
Será porque me lembra meu pai?
Que sempre fez biscoitinhos em forma de rosquinhas
E bolinhas marcadas com as costas de um garfo 

Amanteigados Romeu e Julieta
Huuummm!


Depois de todos esses biscoitos, um café e uma proza. Já parou para pensar que toda comida, prato, belisquete tem uma história? Se não popular, clássica ou registrada, pessoal e pitoresca. Falei na segunda de uns biscoitinhos chamados paciência por aqui e com outros nomes por ai e a medida que escrevia a postagem outros tantos biscoitinhos me vieram a mente, da infância, dos dias de hoje, locais, inter-estaduais, internacionais, caseiros, industriais e por ai lá vai.
Tenho vários desejos gastronômicos de viagens e você? Outro dia até surgiu esse assunto em uma conversa entre amigas, que há turismo de lugares, de pessoas, gastronômicos, de compras, de recordações, de trabalho, de comemoração e de muita coisas juntas também. Em Portugal por exemplo se não voltar gordinha, volto bebendo água por meses de tanto doce que planejo comer.
É interessante quando se puxa um papo sobre comida, todo mundo tem algo a contar, dizer, um prato, uma receita, uma história e uma coisa puxa outra e a fome aperta e as lembranças se misturam como ingredientes de massa, molhos etc.
Palmier´s, foram os primeiros biscoitinhos a virem a minha mente no dia do post das paciências. Na verdade eles não são biscoitinhos, são biscoitões, massa folhada, açucarada, que sou apaixonada, mas não achei nenhuma imagem que gostei. As imagens selecionadas acima, com minhas descrições, são um apanhadinho de biscoitos que são do meu livro de histórias, sou mais de comer do que de fazer, por isso não estão no livro de receitas, risos.
O caminhão da Tostines é pelos comentários que tenho mandado para a amiga Ana Paula, sobre o livro dela, clica aqui para conhecer e adquirir, super-recomendo. Eu tenho mandado minha opinião e relatos das minha leituras e no assunto do e-mail coloco: Leitura a granel, e a palavrinha granel a remeteu aos tempos em que ela comprava na mercearia biscoitos Tostines a granel em saquinhos de papel de embrulho.
Uma sexta de lembranças, gostos, aromas, sentimentos bons a granel e em atacado. Um final de semana com simplicidade, gosto bom e histórias de pão fresquinho, biscoitos, balas e doces em sacos de papel.