29 de outubro de 2013

Dona recordação

Lá nos idos de mil novecentos e antigamente as pessoas subiam no telhado para ajeitar a antena externa e a tv melhorar o sinal. Na antena de dentro de casa  por sua vez, para melhorar a qualidade da imagem,  eta comum fazer armengues e trocar a tv de posição. Hoje os sinais digitais dão variações em tempos muito chuvosos ou nem isso e não há msis antenas nem dentro Nem fora de casa.
Dessa lembrança me vieram outras como o uso do dedal por quem costurava, para a ponta da agulha não espetar os dedo,  eram de metal ou plástico, alguns de prata ou ouro, simplórios ou chiquetosos, intactos ou muitos rabunhados e consumidos pelo uso e pelo tempo. Eram herdados de mães, avós, tataravós, peças de família, de recordações, de costurices que bem podiam e deviam ser usados ainda hoje e feitos personalizados e temáticos fazendo uso da modernidade, para ter um na caixa de costuras, presentear, usar como lembrancinha de eventos sintonizar passado com presente de maneira poética e não dialética. Acho interessante como os objetos tem esse papel, além de suas utilidades e inutilidades, ser um fio invisível que nos conduz a lembranças e devaneios.
Borracha para caneta, borracha esfera, com um tipo de pincel para apagar preso na na quina de escrever o erro e varrer o farelo, um papelzinho tipo corretivo que se colocava entre o marcador da letra e o papel,  teclava,- se a letra digitada errada ou palavra inteira, que iam assim se cobrindo da tinta branca e depois voltando para trás,  por cima se teclava o que se desejava. Caneta Faber Fix e Kilométrica  todos esses objetos fizeram parte de minha história escolar e também uns cadernos dos pequenos e dos grandes, tipo brochura (sem espiral), chamados Caderflex, com capas de uma cor só, que usávamos um para cada matéria, verde musgo, azul marinho e vermelha eram as cores das capas, papel pautado vendido por unidade, para trabalhos escritos a mão,  uma folha dupla dobrada sem ser marcada ao meio,  apenas uma curva, tipo essa feita no tempo agora.
Fecho o momento Dona recordação com o pedido de comentários com listinha de outros itens e recordações de tempos passados e engomados. Sirvo um cafezinho pra modi a gente prozear, em um joguinho de chá de brincar de casinha, com biscoitos Tostines finos em uma cestinha de vime com paninho dentro e umas bolachas água e sal em pote de alumínio escrito biscoitos por fora para quem tá de dieta ou tem predileção por belisquetes populares.

28 de outubro de 2013

Baobices

Descobri em minhas pesquisas uma história da história de um dos livros mais lidos no mundo e um dos meu preferidos: O Pequeno Príncipe. Antoine de Saint-Exupéry, autor da obra, foi piloto de avião e teria passado pelo Brasil em julho de 1939, a caminho da Argentina e o escritor Diógenes da Cunha Lima, afirma que Natal foi a fonte de inspiração de Exupéry.
Essa afirmação se revela nas ilustrações das dunas, das estrela-cometa (uma imagem típica da cidade), das falésias, de um vulcão (que seria o Pico do Cabugi), além e principalmente do simbólico baobá.
E é por conta dessa história, de que o livro tem laços com a cidade que um baobá local foi batizado de Baobá do Poeta. Vale pontuar que não é esse que ilustra o post, ele, que suspeita-se foi a fonte da tão célebre obra, dizem, é muito mal cuidado e fica localizado na Rua São José, em Lagoa Nova.
Li por ai que em maio de 2009, um sobrinho de Exupéry em visita a Natal disse que aquela era a primeira vez que ele via de perto um baobá e teria confirmado que foi aquele exemplar o inspirador da obra do tio. No Brasil, existem poucos exemplares da espécie de origem africana, pelo sim pelo não, amo o livro, o príncipe, as ilustrações, as reflexões, todos os baobás e rosas, como plurais e como ímpares.

26 de outubro de 2013

Arrulhos de um bebe girafa

Arrulhos é uma palavrinha por mim colhida nos escritos de Manoel de Barros, que fui atrás do significado e é nada menos que o canto das pombas e rolinhas e uma figura de linguagem para toadas de embalar e para vozes ternas e meigas.
Na espera da voz falante terna e meiga de meu sobrinho passarinho que hoje completa um aninho e no momento como um bebe girafa, só emite poucos ruídos, trouxe essa palavrinha e a descoberta em uma pesquisa por curiosidades sobre as girafas, tema de sua festinha, de que as pescoçudas, que são os animais além dos passarinhos mais próximas do céu, hospedam algumas espécies de voadores em suas cabeças e eles catam carrapatos, fazem cafuné e se elas desem colher de chá, eu acho que os danados até fariam ninhos por lá.
Que ele cresça infante e amável como uma girafa, que é o animal com o maior coração que existe e que seja falante e cantante como um sabiá.
A todos os passantes, meu desejo de um final de semana apassarinhado. Até segunda!

24 de outubro de 2013

Que...

"Que os desafetos não nos afetem e os afetos não nos faltem". Essa é uma frase boa para prece. Seja para quando agente pular da cama ou quando for repousar. Afinal, todos temos afetos e desafetos, nem sempre por nossa culpa os tais desafetos e geralmente por ela os afetos.
Que não coloquemos fios de comando nos outros e não deixemos colocarem em nós. Que não sejamos colocados em memórias inventadas escritas arbitrariamente em nossas vidas, pessoas que falam de coisas que nunca fizemos ou dizem que dissemos coisas que nunca saíram de nossa boca e que isso não nos afete, somos o que somos e fomos e não há nada que mude isso. Não somos responsáveis pelo que os outros falam, pensam, inventam, esperam de nós.
Que a gente seja responsável por tudo que faz, diz, pensa e que dê sempre corda e alimente com pilhas, energia elétrica e motora o que para nós for interessante, nos faça bem e não machuque ninguém. Amém!

23 de outubro de 2013

Bom dia, dendê, fé e poesia

Ilustração de Cosme e Damião por Ronaldo Mendes
Olha Cosme e Damião aqui de novo! Vim com eles, por conta do aniversário dos outros gêmeas dos 7 irmãos, Crispim e Crispiano, comemorado no dia 25 de outubro, contar de um evento que celebrou com religiosidade, gostinho de Dendê e poesia o aniversário dos gêmeos mais pop´s da família, que foi em setembro e eu mais uma vez, prozei esse ano sobre, aqui.
Um encontro de performances artísticas, vendas de livros, exposições de trabalhos diversos, revelação de novos nomes no meio literário e recitação de poesia por sete poetas, em analogia aos sete irmãos, aconteceu no Largo d’Ajuda, na charmosa cidade de Cachoeira, que apresentei aqui na minha ida a Filca no ano passado.
Dentre os nomes dos declamantes: Kátia Borges (baiana) e Elisa Lucinda. O Caruru é uma iniciativa da Casa de Barro, uma organização cultural que contribui com o desenvolvimento humano e cultural nas cidades do Recôncavo da Bahia com ações multidisciplinares de educação, arte e cidadania em prol da preservação e promoção da diversidade cultural e incentivo a escrita e a leitura (de livros e do mundo).
Tô contando desse evento hoje cedo para falar do aniversário na sexta dos outros dois irmãos, de quem já falei também aqui, de aperitivo, tipo comer feijão de café da manhã. Quem ai já fez essa extravagância gastronômica e colórica? Tem efeito de espinafre no Popeye. Meio dia volto com o prato principal.