31 de maio de 2014

Que...

Hoje é dia do Espirito Santo
Que pombas brancas de paz voem sobre nós
Que o frescor e poder de transformação do barro nos tome
Que os bons espíritos nos guiem
Que o Divino nos dê leveza e fortaleza
Faça fluir o que é beleza
Espante o mal e a tristeza
Amém!

30 de maio de 2014

Concurso fotográfico

Maridão em ação
Vi por ai e trouxe para cá, o concurso Wiki Loves Earth Brasil - Patrimônio Natural, que é um concurso fotográfico mundial que incentiva fotógrafos e entusiastas a contribuírem com imagens dos principais patrimônios naturais do mundo, para serem incorporadas aos artigos da Wikipédia. O concurso é organizado em vários países ao redor do mundo sendo dividido em duas etapas, uma nacional, com envio de fotos entre os dias 1 e 31 de maio, amanhã é o último dia, em cima da hora como muita gente deixa para fazer as coisas, então, a hora é agora.
O anúncio dos vencedores será nos dia 15 de junho e tem ainda uma etapa Internacional, com envio de fotos a partir do dia 15 de junho para os viajantes e mais programáticos de plantão. Maiores informações aqui. Uma sexta feira de benção, fotos, vivências, sorte, saúde e paz. Gratidão pelas bem aventuranças e lições dos perrengues de maio e que venha junho em ritmo de arrastapé.

29 de maio de 2014

Na mesma tecla

Acho válido bater na mesma tecla quando se trata de determinados assuntos, pois nesse meio aqui onde escrevo, muitos passam um dia e não passam no outro, muitos prestam atenção em um dia e não no outro, comentam ou não e também porque as vezes o cesto é tão cheio que temos que esvaziar mais de uma vez. Falei aqui dias desses sobre um assunto que na mídia e na prática muito tem se discutido: a alteração dos textos de Machado de Assis, que se estende aos clássicos de uma maneira geral. Essa proposta, tosca ao meu ver, de reimprimir as obras objetivando um vocabulário simplório, ao nível do público menos letrado e ao alcance de cifras, é surreal!
A escritora Nélida Piñon resumiu bem quando disse que hoje se publica o que vende e não mais o que fica. E qual a literatura consumida no Brasil? Os tais sádicos tons cinzentos, vampiros, ficções medievais, caricatos romances melodramáticos, desconstrução de clássicos sem muita criatividade, substância ou com relevantes maus exemplos.
Para mim além da proposta, é chocante a complacência de pessoas cultas, sejam as que me cercam, sejam figuras ilustres e críticos com essa subliteratura e o apoio a simplificação e atualização da literatura.
Tantos escritores bons sem leitores na proporção ideal e tantos escritores de conteúdo e ritmo industrial, que não se importam com estética e se importam demais com fama! Oh Lord!, como diz uma amiga minha. Acho que toda literatura é válida, com públicos e usos bem específicos em certos casos,  mas as que deveriam ganhar visibilidade não deveria ser as que os editores definem como comerciais ou que o autor seja corporativo cumpridor de metas de vendas e antenado com as necessidades do mercado.
Vibrei em laranja quando o livro de Leminski ficou no topo dos mais vendidos e suspirei da cor da capa ao verde esperança, mas, analisando friamente, os autores e obras que as editoras inserem e sustentam na mídia, ruins ou bons são negociados e sustentados por interesses diversos, seja no alcance de sua popularidade seja no tempo de permanência nas prateleiras e noticiários.
E nessa geração de leitores de massa, do bobo ao tosco, Machado de Assis precisa, pensando pequeno, ser reescrito para vender e fazer pareja com os novos clássicos pobres e vulgares da literatura em resenhas, programas de entrevistas, blogs, cadernos culturais e afins. Triste fim de Policarpo Quaresma! Triste fim de seu criador Lima Barreto, de Machado, de Monteiro, de Pessoa, das pessoas. Triste fim da literatura de qualidade. Que os bons a tenham!
Policarpo como bem sabe quem leu e para os que não leram (vai que no resumo e atualização mudam isso), tem muito de Dom Quixote, ambos com uma visão do sublime que a realidade em volta não comporta. Assim como sou com meus muitos ideais românticos e recebo críticas na lata ou veladamente e venho percebendo que a zombaria esconde muitas vezes as limitações e distorções dos outros. Sou fã de Policarpo e seu idealismo e carão de não ter se deixado levar pelo mundo enlatado e limitado da alta sociedade carioca do século XIX. E tenho dito!

27 de maio de 2014

Slow culinarices

Eu sempre falo de culinarices por aqui, não dou receitas e se já dei não me lembro, mas sabores, aromas, lembranças da infância, desejos meus, sabores nordestinos e provocação de desejos tem lugar no menu de minhas postagens.
Já indiquei leiturinhas de receitices com histórias de família e de amor como ingredientes e confeitos e tenho o hábito de fazer uso dos muitos canais da minha tv por assinatura para sair das notícias ruins e programações enfadonhas. Dentre os meus canais favoritos, que já indiquei aqui programas, vejo muito o GNT e por lá curto o múltiplo e mágico Jaime Olivier e suas habilidades, viagens, destreza, simpatia, bem como a finess de Olivier Anquier, as descomplicações e dicas de Rita Lobo e recentemente a cozinha saudável, visitas e baianidade de Flora Gil.
Dia desses recebi uma revista pelo correio que falava desse comer com os olhos e fazer com o coração, enviada por uma amiga leitora que lembrou de mim quando viu a matéria de capa. Amei e entrou na minha lista de desejos, mais livros do tema. 
Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia, li em algum lugar e receitas também são poções mágicas que nos remetem a lugares, pessoas, que provocam criatividade, promovem aprendizados de matemática, química, física, biologia e também proza e poesia. E por esse sentimento e percepção, trouxe hoje uma novidade para mim, que vi na janela de uma casa vizinha, um movimento chamado: Slow food, proposto por Carlo Petrini em 1986, cuja sede é na apetitosa e tradicional Itália e já se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos, cujo princípio básico é o prazer da alimentação, desde as possibilidades e práticas de cultivos caseiros, escolha dos ingredientes e utensílios, preparo, até a degustação e a qualidade nutricional dos comes e bebes, opondo-se à tendência de rapidez, praticidade e padronização do alimento e dos processos de preparo fast food.
Com uma associação da arte de cozinhar a de aprender a dar o devido tempo as coisas, saber e valorizar o fato de alimentos serem culturais, locais, sazonais, explorar a imensa diversidade de temperos, ingredientes, possibilidades, modos de fazer, de servir e com propostas e desdobramentos políticos e sociais, o Slow food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, ganhando adornos de crônicas e poesias, difundindo a educação do gosto, o curtir fazer, provar interagir através da culinária.
Boa e apetitosa terça, com bons momentos na feira, padaria, cozinha, barraquinhas, bares ou restaurantes :)

26 de maio de 2014

Do esperar sem conversar

Nas filas do mercado, banco, em salas de espera de consultas, exames, cursos e afins, não tenho ouvido e visto muitos bate papos, trocas de receitinhas e crendices de curas caseiras, dicas, histórias alheias nem entre as pessoas que vão juntas, muito menos entre vizinhos da cadeira, da turma em pé, vejo é entre atendentes que impossibilitados de usar redes sociais nos seus monitores e aparelhos de telefone, aproveitam para botar o papo em dia enquanto uma legião cheia de compromisso e muitas vezes incapaz de reclamar sem grosseria, espera.
Isso sem falar nos almoços e outras "socializações" entre amigos e até a dois, que um não foca no outro ali presente, não interage. Reflexões que já viraram mudança de comportamento por aqui após uma ida a baiana do acarajé acompanhada e na ida e durante o pedido e o comer e o pagar fui sozinha pois minha companhia estava no celular e sem fazer bico ou pensar duas vezes pediu desculpas e como que por encanto não fez mais isso. Também de uma espera dia deses em que observei a minha volta as pessoas  caladas, o silêncio me incomodou e anotei num papel para cronicalizar.
Resolvi trazer em plena segunda-feira essa #focanobatepapo, como observação, cutucada e desejo de uma semana interativa e comunicativa. De arremate, a lembrança do sorrisão tipo o da foca da ilustração, com minha saudação a Jair Rodrigues, para que se deixe de lado smarts, anti-socialidades e que as pessoas se olhem, se falem, digam bobagens, se conectem na real, que não precisa de wi-fi e limites não tem, na espera ninguém tá fazendo nada, você também!