27 de fevereiro de 2015

Foto de uma barraca na Ceasa do Rio Vermelho
Feira popular de Salvador recentemente reformada
Amo ir a feiras!
"Todo mundo gosta de acarajé
O trabalho que dá pra fazer que é
Todo mundo gosta de abará
Ninguém quer saber o trabalho que dá"
Salve Caymmi!
Salve a Bahia!
Salve as baianas!
Canção pela prática do Slow food
Bom assunto para uma sexta-feira
Por cozinhar com produtos naturais e frescos
Por ter hortinha em casa
Por cozinhar com prazer e poesia
Comer saboreando
Experimentar
Sentir os aromas
Se interessar pelas propriedades dos alimentos
Glúten nada mais é que a proteína do trigo
Biomassa como resumiu Caetano na cozinha de Bela Gil 
Após a explicação é banana verde 8 minutos na panela de pressão
Por ter saúde nas panelas e pratos
Colocar a mesa com prazer
O pão de cada dia agradecer 

25 de fevereiro de 2015

Por detox de barulho

O mundo virou um lugar muito barulhento
Eu lamento
Abarrotado de informações
Ruídos de diversos tipos
Falta silêncio entre as pessoas
Em lugares públicos
Até nos paradisíacos
Em locais privados
Barulheira infeliz faz o trânsito
Com o adendo de motos modinhas com escapamentos abertos
Buzinas sem noção
Sons diversos que agridem o individual e o coletivo
Bipes e toques dos celulares
Os barulhinhos de jogos eletrônicos
Alarmes, avisos, despertadores
Um capítulo a parte para os adolescentes que vivem com fones nos ouvidos
As pessoas falando em um volume além do necessário
Para as pessoa no outro lado da linha
Em horas e lugares impróprios se fala ao celular
Tem ainda os que berram não falam
Ao telefone e cara a cara
Nos aeroportos avisos de vinte em vinte segundos nos autofalates
Além dos aviso de vôo e outros avisos mais
Nos banheiros barulho das torneiras
Não da água
Do acionador automático
O mesmo para os sabonetes
Faz barulho também o secador de mãos
Junto com muito blá blá blá
Não das mulheres umas com as outras
 Delas no celular quase sempre, todas ao mesmo tempo
Ou com cara de adianta logo lavar essa mão e retocar a maquiagem
Que preciso tirar um selfie
Som de fotos tem no banheiro
E de gente gravando áudio em meio a descargas para mandar via zap
Louco isso
Anúncios em tvs e displays por todo canto
Nos ônibus, clínicas
Pessoas falando e teclando o tempo todo
Barulho de obras no vizinho e por todo canto
Músicas de carros, lojas e pontos comerciais nos moldes trio elétrico
Barulho por fora e por dentro
Lamento e as vezes surto
Por detox de barulho
Som de vento, de ondas do mar
Por nenhum ruído escutar
Para as pessoas pararem e se ouvirem
Refletirem
O silêncio é os om dos sábios
É um filtro para escolha dos sons

24 de fevereiro de 2015

Fragmentos de um blog

Imagem da web

"Na poesia
Retiro o ponto final
Ela precisa do meu abismo
E eu
Do seu infinito" 
 Do blog Fragmentos de um vírgula
Vale a visita

18 de fevereiro de 2015

Escritos, cinzas e vida

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. 
Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. 
Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer." Graciliano Ramos
Li, amei, pratiquei, trouxe para compartilhar e já coloquei no automático, palavras lavadas, quaradas, ensolaradas, tomadas chuva, que dançaram, no vento, passadas com gosto, voltarão com frequência a vir para cá. 
Passando para dizer olá, pelas cinzas do dia, primeiro da Quaresma, símbolo para a reflexão sobre a efemeridade e transitoriedade da vida e das coisas. Daí a importância do valor que devemos dar ao que temos, possuímos, podemos e até ao que perdemos.
Pó de pirlimpimplim que faz tudo ser melhor, mais bonito, colorido e brilhante sob quem for de bem, pelo bem individual e coletivo! Que assim seja!

9 de fevereiro de 2015

Das observâncias

Gosto de observar as coisas e pessoas, ouvir, olhar tipo reparando pequenos detalhes, com a referência das belas ligeirezas, como um pássaro que passa ou pousa, uma folha que cai, um gesto com as mãos feitos delicadamente por alguém, o jeito de mexer no cabelo, de dirigir, de sentar. O tempo rápido de repousar os olhos nos olhos do outro e ele olhar de volta, ou conseguir ver dentro do olho de alguém nosso próprio reflexo.
Nesses pequenos segundos, nessas pequenas coisas, percepções, sentires, nada é urgente e ver além é ver a nos vermos, pois creio não vemos as coisas como elas são e sim como somos e se não pudermos enxergar as pessoas, lugares, detalhes para os quais olhamos a vida inteira e também as por acaso ou por um segundo, teremos visto pouco do mundo e de nós mesmos.
Em posts só as segundas por aqui, observando mais, escrevendo e falando mensos, interagindo menos virtualmente e mais presencialmente, sem estoque de ilustrações e textos, no praxe do nosso país vou deixar para voltar a rotina de publicações, começar o ano com gás depois do carnaval.
Façamos das tristezas e coisas ruins confete, jogando pro ar e deixando o vento e o tempo levarem. Cores, energia, dança e conato para os males espantar, cultura popular, fé, trabalho, senso e gestos de coletividade r vamos que vamos, que a vida como disse o poeta, a vida é de se viver, porque um belo dia se morre.
Fantasias, calmarias, agito e o que fizer bem para vocês e para mim também, jogar pra cima, observar os detalhes e que a fé e as atitudes espantem os males. Até a quarta-feira de cinzas.