27 de agosto de 2015

Sonhos e realidades

Esse mês o curta Sonhos, da produtora que meu irmão faz parte (clicar aqui para ver e ler sobre o curta e colocando a palavra sonhos na busca tem mais resenhas), recebeu em terras paulistanas, dois prêmios no Festival ComKids Prix Jeunesse Iberoamericano: Segundo lugar na Categoria 7 a 11 anos e o Prêmio da Diversidade.
Esse tal Prêmio da Diversidade é concedido à produção mais inspiradora, com abordagem inovadora e responsável, que envolve direitos, respeito, inclusão e diferenças para crianças e adolescentes. Sonhar e realizar! Açúcar com canela! Reconhecimento numa categoria do que de fato o trabalho da Plano 3 filmes para mim representa e faz bem.
Do papel principal e açucarado desse curta e de tantos outros, parte da trupe, ex-eterno menino, hoje um rapaz, meu amigo Jonas Laborda, com quem tenho fotos, mas ainda não consegui um autógrafo, estará no comecinho de setembro, como cores e alegria de primavera, estreando nessa peça que o resumo acima fala por si, por mim e para qual convido aos soteropolitanos leitores e passantes a irem. Dias 3 e 4 de setembro às 20h, 5 e 6 de setembro às 17h , no Teatro Gamboa Nova.
A peça, da Companhia Novos Novos, através do circo, discute dentre temas adjacentes, um que permeia diversos problemas contemporâneos e fonte de diversas soluções: a tolerância. "Em meio a equilibristas, palhaços e atiradores de facas, desenrolam-se histórias que questionam a imposição da “verdade” pelo mais forte e levam o público a ponderar sobre os grandes atos de intolerância da humanidade, como guerras, ditaduras e imperialismo, uso do poder para a destruição, racismo, dentre outros."
Trecho descritivo entre aspas que recortei por ai e para aqui trarei descrições minhas, linhas e entrelinhas, imagens, histórias, sonhos e realidade de lá, a admiração vou levar no bolso, o bem querer carrego no coração por ele, por meu irmão e todos dessa trupe que é espetacular, todos tão diferentes e iguais.

23 de agosto de 2015

Das memórias fotográficas

Lembro de manusear e imaginar montar álbuns de fotos como uns que tem na casa de minha mãe, de um tempo em que se colava as fotos num papel grosso que eram as páginas dos álbuns, com cantoneiras ou cola por baixo mesmo, um papel de seda separava e protegia as imagens. Tinha uns com uma folha autocolante que destaca-se, põe o retratos e põe a folha transparente e adesiva por sob a foto e ela veda a imagem colando nas bordas do papel listrado e adesivo. Tenho desses com minhas fotos e fotos de meu filho. Os das folhas de papel para colar as fotos, com e sem papel seda hoje tem nome estrangeiro e pinta de novidade, de artesanato, mas é um clássico.
Imprimo e monto álbuns com as tais fotos digitais, para ter em mãos além dos aparelhos, para não se perderem com a modernidade em aparelhos e mídias que pifam e ficam desatualizados, para olhar e tatear o objeto foto. Dar de presente, fazer ser presente momentos passados, sem compartilhar com ninguém, sem legendas, com anotações no verso as vezes e com versos e prosas que fazem reviver, sorrir ou chorar de volta para cena que ali foi registrada.
Um encontro para ver fotos impressas tentei marcar entre amigos, não deu muito certo, meu irmão teve a mesma ideia em separado ou talvez na sintonia do que não se captura com máquinas de fotos, não se explica, se sente, é e se perpetua sem precisar de álbuns, posts, palcos. Fotografias, filmes, espelhos em e entre nós, ele e eu, ele e as memórias dele, eu e as minhas, cada um e as suas e seus likes, seguidores, contatos, papel seda a proteger, separar e tempo a juntar tudo, cabendo a nós dar sentidos e valor. Por um domingo de fotos de domingo, fotos em casa, em família, parques, praças, sorveterias, praia, neve, rede. Das de guardar nma memória, para publicar, fazer  álbum, fazer valer e celebrar o viver.

21 de agosto de 2015

Por comer pé de moleque 
Porque é o dia da festa da Semana do Folclore nas escolas
Se não é
Deveria
Comer acarajé só de desculpa para comer além de sempre
Comprar doce típico do sertão no meio do calçadão
Alfelis é aqui na Bahia o nome desse grudinho tipo rapadura mole
Que nunca perguntei do que era feito
Nem amargurei por questões de higiene
A doçura. poesia 
E figura do senhorzinho que vendia na porta da minha Escola 
Era e é de fazer bem por dentro e fora
#dasdocesmemórias
#pqhjésextafeira
Para além de Iemanjá, Iara saudar
Porque uso acessórios de baiana
Tenho até hoje um colar
Que na infância usava para no dia da festa me fantasiar
E se achar uma oportunidade
Brinco de roda
Rodo bambolê
Só na infância?
Porque?
#criançaforever
#doamarfolclorices

20 de agosto de 2015

Para decidir

Dando uma folga no tema Folclore, esse é um post que remenda eu ser fã do Chapeleiro maluco do clássico, o incorporado por Johnny Deep e de um igualzinho a esse da foto que tenho, feito por uma amiga amada, chamada Amara, que quer um novo nome para seu blog de artesanias e ai, nessa de ter que decidir, ela e eu pensamos no que Alice disse ao amigo Chapeleiro: “Quem decide o que é apropriado? Se o apropriado fosse usar um bacalhau na cabeça você usaria?”
Tudo a ver comigo, que adoro essa história e suas filosofias, cenografia e todos os personagens e suas personalidades, figurinos e adereços (ver aqui, aqui, aqui), ser proposta aqui a escolha de um novo nome para o blog, além do que sou declarada e conhecida amante de nomes.
Nos bastidores dei algumas sugestões, é que eu e ela nunca tomamos café ou chá juntas, mas nos sentirmos comadres, vizinhas de porta sabe? E porque mudar de nome? Ora! Para aumentar a muitesa!
E foi, vale contar, em um vai e vem de e-mails e coisas pelo correio já comum entre eu Amara e seu neto Pedrinho, que um dia, em que a poesia tinha escapado de mim, chegou aqui o tal do meu Chapeleiro para me dar alegria e me encher de poesia.
Vale contar também. que nesse blog que vai mudar de nome, o Chapeleiro e outros bonecos e bonecas recheados e adornados de memórias, arte, decoração, histórias, poesia, são parte do que essa minha (nossa) amiga artesã faz, costurado, reforçado e bordado com seu ser vô, mãe, fotógrafa amadora, escrevedora, seu ter amar e mar no nome.
Pois então, cá está aberta a votação para escolha do novo nome. Quem por aqui passar, ou sempre está a acompanhar e quiser opinar, de cara ou depois de pensar, por sintonia ou magia, escolhe um nome dentre os que seguem, estamos esperando até quinta-feira que vem paracom o nome mais votado ser oblog rebatizado. Os nomes são: Poesia em retalhos  - Artesanias e Poesias - Do amar costurar.
Compartilhem entre as amigas, contatos, para votação ser movimentada e as visitas e encanteiria com as artes dela ser semeada por ai.
Por aqui, por hora, a espera das escolhas, deixando a porta aberta, escolhi algumas palavras do meu aparentado de loucuras para encerrar. "Se não temos a chave, não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir. Então, do que adiantaria encontrar aquilo que precisa ser aberto e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?"
Abre ai a cachola, mexe os dedinhos, toma um chá para inspirar, pode se soltar no comentar, pode ir lá e vir cá, pode tipo com cafezinho de mentirinha em xícara de brincar de casinha virar de vez e já votar. 

19 de agosto de 2015

Das fatasias e realidades

Bicho de Sete de Cabeças e Outros Seres Fantásticos é o nome de um livro de Eucanaã Ferraz e André da Loba, pela Companhia das Letrinhas. O livro tem personagens brasileiros ao lado de estrangeiros, uma mistura bem interessante, agregadora, fantástica e inteligente. As ilustrações, por sua vez são um show de criatividade e foram criadas pelo artista plástico português André da Loba e não é no estilo desenhos ou pinturas, são esculturas fotografadas, que foram feitas especialmente para o livro.
Achei ele no meu garimpo folclórico, mais um livro pra minha lista que já está na categoria de Fábulas eu vir a ter todos os listados. E nessa descoberta descobri o poeta Eucanaã. Tantos livros legais e diferentes eu pensei tem por ai que a gente nem conhece, não são pops, estão por ai na prateleiras físicas e virtuais e compramos o que tá avista por preguiça de remexer e ir atrás de algo novo, diferente,interessante. Vale para os livros que compramos para nós, para os que compramos para dar de presente.
A origem dessa expressão está na mitologia grega. A lenda diz que um monstro chamado Hidra, tinha sete cabeças que ao serem cortadas, renasciam. Dessa forma, matar esse animal era uma tarefa muito difícil, e daí a associação. Dica de leitura data, história de expressão contada, embora de fácil interpretação associada, aroma de quitutes de baiana, cores dos colares, pulseiras e que renda positivamente, com benção de água de cheiro, o dia de hoje para todos nós.