Ontem fiz um postagem sobre Saramago e Manoel de Barros e como já falei muito por aqui sobre Mané, resolvi falar mais um pouquinho sobre José. Tenho algumas coisas dele, dentre elas a sua biografia, um recorte da Folha de São Paulo do dia de sua morte e um apreço imenso pelos seus escritos.
Dentre os livros favoritos estão, em primeiríssimo lugar: "O conto da ilha desconhecida" que não tenho, pois sempre procuro comprar os que ainda não li, "Todos os nomes" e "Pequenas memórias" (tenho os dois).
Comprei como desculpa de ser para meu filho o único livro infantil que ele escreveu, chamado: "A maior flor do mundo". Recomendo para os pequenos com e sem segundas intenções.
Comprei como desculpa de ser para meu filho o único livro infantil que ele escreveu, chamado: "A maior flor do mundo". Recomendo para os pequenos com e sem segundas intenções.
Comprei pelo site da cultura em uma promoção de livros da Companhia das letras, um novo que eu não conhecia, escrito para o público jovem. O nome e o resumo me pegaram de jeito e essa parte de ser para jovens dei por secundária. O livro se chama: "O silêncio da água" e já está aqui em minhas mãos. Uma fábula construída a partir de uma lembrança
da infância do autor que culmina em um despertar de sua lucidez e nos propõe o mesmo.
"Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água".
"Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água".
Não tão facilmente entendido em seus escritos, com posições políticas e religiosas enfáticas e rígidas, estilo narrativo que exige uma leitura atenta e apurada, releituras e aceitação de palavras e referências portuguesas, bem como muitas metáforas, ele é um escritor muito lido aqui no Brasil.
Já li e ouvi muito sobre a não compreensão de ele não ser tão querido em Portugal como é aqui e penso que o mesmo se aplica por exemplo a Jorge Amado, mas conhecido, lido e estudado lá fora, embora aqui seja querido. Isso pode ser entendido do ponto de vista das referências feitas por eles não serem do gosto de quem habita os cenários de suas narrativas ou pelo marketing voltado para o exterior de suas editoras e assessorias.
Do documentário que vi, resolvi destacar a carência e a falta de noção das pessoas. Uma fã, dizer a
ele que o ama é meio que não amá-lo, uma vez que o conhecendo saberia da sua
reprovação a essas declarações e usos vãos das palavras e sentimentos. Bem como pedir
que ele desenhe um hipopótamo em uma fila de autógrafos enorme e vigiada, que
anunciou-se não haveria dedicatórias por falta de tempo, apenas autógrafos e o
desenho ser para um site de desenhos de hipopótamos de pessoas
famosas.
A intimidade e bastidores da vida
de Saramago nas filmagens não inclui a fase critica de sua doença, mas tem revelações e tons
de despedida, a maior delas feita a Pilar, sua amada, ao fim do documentário. Descobri que o Doc virou um livro de subtítulo "Conversas Inéditas", com algumas coisas a mais e outras a menos.
Sempre muito questionado se teria
medo de morrer (fé e salvação não faziam parte de suas crenças), ele mostrou
seu ceticismo publicando antes de partir "Caim", sua última
interpretação polêmica da Bíblia, que revelou ter o insight da criação na
viagem entre Rio e São Paulo, durante o lançamento de A viagem do
elefante.
Sobre a Premiação na Academia
brasileira de letras, frases e declarações, vale ver o documentário. Para fechar
dou a palavra a ele: "Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é
a que faz melhor: dar voltas'' e "De que adianta falar de motivos, às
vezes basta um só, às vezes nem juntando todos". "A única maneira de
liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de
nada". "Tentei não fazer nada na vida que envergonhasse a criança que
fui". "O caos é uma ordem por decifrar". "Se podes olhar.
vê. Se podes ver, repara".

Tina, gostei muito de encontrar mais de Saramago com o teu olhar.
ResponderExcluirDeu vontade de ler sua indicação O silêncio da água, deixo na lista da quarentena ( aprendi com uma amiga blogueira! ) mas percebi que é uma leitura exigente de concentração. Vou aguardar o momento certo!
Beijo
Como disse na postagem anterior, ainda não li Saramago. Uma vez você me indicou alguns livros, entre eles 'Todos os nomes' e 'Contador de conhas' (Pilsher). Eles estão na minha lista de quero ler.
ResponderExcluirPara iniciar Saramago, por qual livro você acha que devo começar?
Carol
É "Os catadores de conchas", o de Rosamude Pilcher
ExcluirPara começar a ler Saramago, na minha opinião, o Conto da ilha desconhecida ou Pequenas Memórias são os ideais
Gostei das indicações, sobretudo o dedicado aos pequenos, com intenção, claro,rs beijos,chica
ResponderExcluirOi Tina!
ResponderExcluirObrigado pela visita!!
Tenha um ótimo dia!!
Bjs do Neno
Obrigada tb por vir aqui!
ExcluirÓtimo dia e semana para vc, com a camisa do Inter de segunda e sexta para comemorar \o/
Amei "jangada de pedra": imortal! abraços
ResponderExcluirTenho e ainda não li. Estou a espera de tempo com concentração para ler ele e sempre fica para depois.
ExcluirMagnífica postagem, Tina. Eu gosto muito de ler Saramago.
ResponderExcluirBeijos
Lita
Nunca li Saramago, Tina, preciso, né?
ResponderExcluirDo seu comentário no meu blog: o que é moqueca de chumbinho??? kkkkkkkkkk
Gostou do filme do Renato Russo? Estou doida para ver!
bjs e boa tarde para você
Chumbinho é um marisco, tipo sururu.
ExcluirEm linguagem associativa é um parente distante e micro do mexilhão :)
O filme eu AMEI.
Sou suspeita, pois sou fã do Legião.
Mas é estilo o de Cazuza, com a história de Renato.
Grande Saramago! Adoro! Já li para as meninas a história da maior flor do mundo. Vou lendo um pouquinho dos grandes escritores... até elas poderem lerem como gente grande! Beijinhos, Tina. :)
ResponderExcluirTina, sua postagem foi uma aula. Gostei muito dos comentários e achei interessante ele ser mais lido aqui no Brasil que em Portugal. Bem lembrado o caso de Jorge Amado!
ResponderExcluirAbraço
Manoel
No ensino médio ouvi bastante sobre Saramago. Achei interessantíssimo, mas ainda não li. Vi um grupo apresentar uma peça baseada no Ensaio sobre a Cegueira. Achei fascinante. Em breve vou conferir as obras!
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