Eu resolvi trazer hoje um balde, uma ruma, uma porção de ideias sobre um assunto que foi tema da primeira campanha que fiz aqui no blog: Lenços que curam, uma proposta de arrecadar lenços para levar para pessoas idosas, abatidinhas e sem cabelo por conta da idade e para pessoas com câncer, gente para quem um adereço imaginei, é uma ferramenta de elevação da auto-estima.
Além da constatação do poder de um objeto e de gestos voluntários conjuntos, o gesto individual contagiante de levar lenços para pessoas em seus estados, comunidades, de dar a alguém próximo, a percepção de mudanças grandes que gestos pequenos podem fazer e uma porção de aprendizados adjacentes, me fizeram voltar com o assunto para contar o que aprendi essa semana e desatei a imaginar outras possibilidades.
Descobri que a palavra balde sem a letra e, em inglês significa careca e que tem uma campanha muito legal, para ser aplaudida e compartilhada chamada
Bald Cartoon. Clica no nome vai lá ver, se encantar, inspirar, compartilhar. Faz uma postagem em seu blog, compartilha via Face, Insta, manda para sua lista de contatos por e-mail o link da campanha.
Nessa descoberta como que enchendo um balde de possibilidades para prática e sugestão, pensei num outro tema que foi assunto aqui, que é a necessidade de cada criança, cada escola, ter um livro, na verdade vários livros e revistas em quadrinhos, filmes, bonecos(as), objetos de decoração com personagens de pele negra. Por um reconhecer da criança de pele negra na fantasia e no real, um reconhecer, das que não são negras, de seus coleguinhas. Com e por naturalidade! Sem bandeira de diferenças, como iguais, como são. Clica
aqui para ler o que publiquei nesse tema aqui e os comentários sobre o assunto. Então! O que tem a ver uma coisa com a outra?
Tem a ver, algo que fiz muito, por gosto na minha infância, por peraltice também, e que pensei bem pode virar incentivo: cortar os cabelos das bonecas e bonecas de cabelos raspados. De fábrica ou com intervenções em dinâmicas de grupo, em momentos específicos com crianças que passam por esse processo ou não. Levar para o lúdico, além do divertimento e perfeição, as imperfeições da vida, a identidade para quem está doente.
Tem ainda a ideia super criativa (olha eu me elogiando) que me ocorreu, de perucas de retalhos de tecido tipo o cabelinho da Emília, ou cabelos de croche ou de lã com modelinho igual para a criança e a(o) boneca(o) ou bichinho de pelúcia. Chapéus, gorros, algum capacete de herói, infinitas possibilidades. Vale nessa prática cobertor nas bonecas quando a criança estiver resfriada, caminha quando precisar ficar deitadinha, termômetro e por ai lá vai. Vale levar o cachorrinho de estimação para tosar quando a criança, o adolescente e até o adulto tiver que passar por isso, parece besteira, mas ajuda de muitas formas.
Muito está se falando e poetizando em torno de pessoas infectadas e o que passam, por do causa do romance: A culpa é das estrelas e além da validade de ler o livro e ver o filme, se emocionar, compartilhar frases nas redes sociais, ser fã dos atores, querer o livro da história real da menina em que se baseou a história fictícia, acho que vale fazer algo concreto, se envolver de alguma maneira, como escrever uma carta para alguém com câncer, proposta de muitos projetos divulgados via redes sociais, curtido, dado like, mas com pouca e efetiva participação. Clicar
aqui para conhecer um deles e participar quem sabe! Achei também um projeto de cartas para idosos, que o site indicado está desativado, pode ter sido um evento único e portanto vale ser imitado (sempre vale imitar coisas assim), ver
aqui. Lindo!
Muitas possibilidades, muito pouco que podemos dar e fazer e que para quem passa por um problema, quem tem alguma carência, uma gota d´água em um balde de bem olhando ou sem olhar a quem.